Para os cidadães membros da Comunidade Econômica Europea e de Áustria, Liechtenstein, Suiça e Mônaco somente é necessário apresentar o Documento de Identidade ou Passaporte em vigor. Os visitantes de alguns países de América Latina, África, Ásia e Oceânia, em função da duração da estadia, se necessita do visto. No caso de dúvida é aconselhável consultar nos Consulados da Espanha.
Todos os turistas podem introduzir, livre de impostos, objetos pessoais como jóias, máquinas fotográficas, equipamentos de vídeo e som, computadores portáteis ou objetos diversos. Para artigos como cigarros, charutos, vinhos, licores e perfumes existe uma quantidade máxima.
Para introduzir animais na Espanha é necessário apresentar um certificado de origem e de saúde de acordo ao modelo internacional. Nele deverá constatar o historial das vacinas que tem recebido o animal. Em alguns hotéis está permitida a estadia de cães ou gatos. Nos restaurantes geralmente não está permitida a sua entrada.
Em geral o clima na Espanha é benigno, sim embargo devido à variedade de regiões, o clima varia de um lugar para outro. O norte da Espanha é úmido e com temperaturas suaves em verão e frias no inverno. No terço interior e central da península o clima é extremo: quente no verão e frio no inverno. Na zona do Mediterrânio os verãos são úmidos e com temperaturas altas. No inverno prevalecem as temperaturas frescas. Na região do sul, o clima é seco e com temperaturas altas no verão e moderado no inverno. Nas Ilhas Baleares as temperaturas são similares às da zona do Mediterrânio. Nas Ilhas Canárias o ambiente é muito agradável durante o ano todo. Nas regiões com pronunciada altitude, as temperaturas descem considerávelmente nos meses do inverno.
Em geral o clima na Espanha é muito benigno e dependerá da região que se deseJe visitar. Se viajar nos meses de verão é aconselhável levar prendas de algodão e algúm abrigo leve se viajar por algumas zonas do interior. No outono, sobre tudo no norte da península é recomendável capa de chuva. O inverno é frio no interior e suave nas zonas costeiras do Mediterrânio. Em geral não existe o costume de arrumar-se de forma especial quando vai ao teatro, o cinema ou restaurantes. Em alguns cassinos são proibidos jeans e alguns exigem camisa de vestir e gravata.
Espanha conta com uma população de 39.887.150 habitantes, segundo os dados do último censo. O idioma oficial em todo o território espanhol é o castelhano. São oficiais também, em suas respetivas Comunidades Autônomas: o Catalã (Catalunha), Galego (Galícia), Valenciano (Valência) e Vascuence ou Euskera (País Vasco).
A Constitução garantiza a liberdade de culto. A maioria da população é católica. Estão presentes a maioria dos cultos: judea, cristã, muçulmana, budista, etc.
O fluido em toda Espanha é de 220 V AC, 50 ciclos (Hz). As tomadas são, geralmente, de duas entradas de tomadas redondas.
No dia 1 de Janeiro do ano 2002, o Euro converteu-se na moeda de curso oficial
e comunitária de doze Países da Europa: Espanha, Alemanha, Áustria,
Bélgica, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda,
Itália, Luxemburgo e Portugal. As notas são iguais para os doze
Países e distinguem-se entre si pela sua cor e tamanho. Existem notas
de maior valor: de 500 euros, 200 euros, 100 euros e 50 euros e circulam,
também, notas de menor valor: de 20 euros, 10 euros e 5 euros. Estas
notas têm
incorporados elementos de segurança avançados, os quais permitem,
fácilmente, comprovar a sua veracidade, como uma marca de água,
um holograma, uma linha de segurança, tinta de cor variável,
impressão em relevo e uma banda iridescente que brilha e muda ligeiramente
de cor sob uma luz intensa. Além disso, puseram-se em circulação
oito moedas que têm uma face comúm e uma face nacional, desenhada
por cada País. Todas as moedas se consideram válidas nos doze
Países da zona do euro. Há moedas de 2 euros, 1 euro,
de 50 cêntimos, 20 cêntimos, 10 cêntimos,
5 cêntimos, 2 cêntimos e 1 cêntimo. Cada uma delas com um
diâmetro, peso, cor, composição e espessura diferente
para uma mais fácil identificação.
Nos aeroportos internacionais existem escritórios de câmbio. Os bancos (abertos de segunda-feira à sexta-feira de 8.30 a 14.00 h. e os sábados nos meses do inverno) oferecem o serviço de câmbio, assim como a maioria de hotéis e agências de viagem. Em Madrid existem escritórios de câmbio, situadas, a maioria, na grande Via com um horário mais flexivel. É convenente assegurar-se do tipo de câmbio e da tarifa de comissão. A maioria dos cartões de crédito internacionais, como os cheques de viagem, são aceitos na maioria de lojas, hotéis e restaurantes.
O número de emergência para a policia nacional, na maioria das comunidades é o 091 e o 092 para a policia municipal. No caso de urgências médicas pode marcar o 061. Porém, estos números podem mudar de uma comunidade para outra. É recomendável viajar com um seguro médico embora que existam acordos de reciprocidade com a Segurança Social com a maioria dos países membros da Comunidade Européia.
Existem númerosas drogarias por toda Espanha, abertas de 9.30 à 14.00 h. e de 16.30 à 20.00 h. Fora desse horário funcionam as drogarias de guardia. Todas elas exibem a lista das drogarias que estão abertas e indicam a mais próximas. A lista se publica também nos jornais.
No caso de perda ou robo dos documentos de identidade procure à policia e entre em contato com seu consulado mais próximo.
O serviço de correios é eficiente. As escritórios estão abertas de segunda-feira a sábados de 8.00 a 15.00 h. Os domingos estão fechadas. As escritórios principais de Madrid, Barcelona, Bilbao e nos aeroportos internacionais estão abertas as 24 horas. Os selos podem adquirir-se nos correios e nas tabacarías. Correos, além do serviço de telegramas, telex e giros telegráficos, oferece também o serviço postal bancário através do giro postal. Se sua estadia é prolongada pode utilizar o serviço "Lista de Correos", onde pode inscrivir-se para reciber sua correspondência.
A maioria dos telefones públicos funcionam com moedas de 5, 25 e 100 pesetas. Existem também cabines que funcionam com cartões que podem ser adquiridos nas tabacarías, nas lojas de Telefonica e em estabelecimentos autorizados. Estão disponíveis em valores de 1.000 e 2.000 pesetas. Para fazer uma chamada a qualquer parte do mundo tem de marcar o 00 e seguido do indicativo do país e da cidade à que deseja chamar. Para recibir chamadas desde outros países, o número identificativo da Espanha é o 34.
Como em quase todos os países da Europa Occidental conseguir material de fotografia não é nada complicado. Os preços acostumam ser muito semelhantes aos que encontram-se no resto de países da Comunidade Europea.
Os comércios acostumam abrir de segunda-feira a sexta-feira entre 9.30 e 10.00 h. até as 14.00 h. e de 16.30 e 17.00 h. até 20.00 e 20.30 h. Generalmente fecham os sábados à tarde e o domingo todo o dia. Nas zonas de grande movimento turístico não acostumam fechar até as 22.00 e 23.00 h.
Os restaurantes servem comidas desde as 13.30 até as 15.30 h. e jantares desde 20.30 às 23.30 h., embora nos meses de verão costumam ser mais flexibles em sus horários. Os bares e cafeterias abrem todo o dia e boa parte da noite, geralmente todos os dias da semana. As discotecas e bares de copa acostumam fechar entre as 3.00 e 4.00 h. Em Madrid e Barcelona e as zonas turísticas, existem lugares que permanecem abertos até altas horas da madrugada.
É uma costume muito arraigada na Espanha, embora alguns hotéis e restaurantes incluyem o serviço. Costuma-se dar gorjeta entre um 10 e um 15 % em bares, restaurantes, cafeterías, camareiros, acomodadores dos cines, taxistas, cabelereiros, etc. Em nenhum caso é obrigatória e ninguém reclamará se decide não deixar-la.
O IVA (Impuesto acrescentado sobre o valor) grava a maioria de artigos e serviços. É de um 16 % sobre o valor total. Não existem tasas de saída em aeroportos.
A riqueza natural da península é ampla e variada. Seus diferentes hábitats, que vão desde a costa até a montanha, passando por bosques e vales, possibilitam um nutrido grupo de espécies.
O mais destacado nas zonas de montanha são seus bosques de carvalhos, pinhos, eucaliptos, castanheiras, haias e bétulas, principalmente na zona norte, felizmente desenhados com a companhia das flores típicas da montanha com suas cores rosadas, vermelhas e amarelas. Entre estos, convivem em harmonia espécies como os cavalos asturções, em Astúrias, selvagems e livres, especialmente na cordilheira costeira do Sueve. Nos Picos da Europa, os cervos e cábritos apoderam-se do território, partilhándo-o com certas espécies de águias e falcões, assim como com passarinhos de coloridas penas que põem uma nota de luz entre a espessura do bosque. Também aparecem nestas zonas espécies pequenas preçadas pela bela pelagem, tal é o caso de martas, gato montês, furões, raposas e lontras. Nos rios que atravessam as zonas montanhosas destaca a presença de trutas e salmões.
Nos Pirineos destaca a presença do pinho selvagem e o pinho preto, assim como queixadas, martas e lontras. Mais perto de território catalã, mas ainda na região montanhosa, podem-se encontrar pinhos e abetos de diversas espécies, assim como os animais mencionados com uma notória abundancia de perdizes.
As zonas úmidas de Huelva e La Mancha servem de parque ecológico de proteção à espécies de aves migratórias que encontram-se em perigo de extinção. Em Ciudad Real, o parque conhecido como Tablas de Damiel, alberga um paraíso palustre que é hábitat de aves como garzas imperiais, gazelas, patos selvagens, que utilizam o lugar para chocar durante um tempo.
Nas zonas de Castela, as espécies como o cervo, o raposo e a queixada abundaram. A zona conhecida como Serra da França conserva algumas espécies de ursos pardos, enquanto as cegonhas seguem convivendo pacíficamente nos arredores dos rios e cidades desta zona, construindo os ninhos nas altitudes das pequenas colinas rochosas ou nas torres das igrejas.
Para a praia Mediterrânia abundam espécies vegetais mais quentes como as oliveiras, a granada, os cítricos e flores de maior colorido. A fauna marinha esta composta por pescada, caranguejo, lagosta, ouriço, polpo, rodovalho, atum e bonito principalmente, custodiados pelas gaivotas que se juntam-se nos portos.
Poucos lugares da Espanha tem tudo e um deles é Galícia, ao noroeste da Espanha, o país de Santiago Apóstolo ou onde o mundo tem seu fim, no Finisterre da Cristiandade. Quando dizem tudo, não dizem como um tópico à mais. Não trata-se de uma frase pensada e armada, como um recurso do marketing do turismo. Galícia tem tudo, é assim de fácil, a pura realidade. As suas paisagens de montanhas, vales e rios. As suas aldeias e cidades, verdadeiros tesouros da história. As extensas praias e mares. A sua gastronomía, os melhores mariscos e peixes e, sobre todo, os habitantes, hospitaleros e adoráveis. Todo isto faz de Galícia uma das Comunidades Autônomas mais acolhedoras da Espanha. Quem visitar Galícia descobrirá uma sensação de plenitude, impossível de esquecer. Galícia aparece imensa.
A história da Galícia tem sido, de alguma forma, o caminho da história. O visitante que percorre suas terras faz, sim sabé-lo, uma viagem por todas as épocas e as manifestações culturais que tem experimentado Europa. O turista hará uma fantástica travessia que inicia-se nos primeiros assentamentos da era paleolítica. Ainda podem apreciar-se por todo seu território, as "mamoas", montouros de terra que serveram como cámaras funerarias, que datam do ano 3.000 a.C. Uma viagem que atravessa a Idade do Bronze e a Idade do Ferro. Para constatá-lo perduram numerosos "castros", recintos fortificados para a defesa, verdadeiras ruinas arqueológicas como Santa Tegra, Viladonga ou Armeá. Desde tempos remotos Galícia foi lugar de passagem, centro de rotas comerciais de gregos e fenícios, mas sua entrada na história da humanidade, tem lugar com o império romano quando é definida por primeira vez como "Gallaecia". Desta época permanecem bastantes testemunhas arquitetónicas: a Torre de Hércules, faro romano que ainda está em funcionamento, a muralha completa de Lugo, com suas 85 torres e quatro portas, ou as obras de mineria em O Courel.
Aliás, este trajeto pela história tem seu ponto máximo no medievo, com a lenda que atribui a evangelização da Galícia por Santiago o Maior. Assim nasce o Caminho milenar para Santiago de Compostela, um caminho de magia e de monumentos, que milhares de peregrinos cristãos percorreram para afiançar sua fe.
A travessia pela história passa pelas manifestações do estilo românico, que tem calado fundo na realidade da Galícia. As Catedrais de Santiago de Compostela, Orense e Lugo, mosteiros e numerosos templos, constituem uma riqueza que parece inabrangível. E o trajeto continua pelas expressões em pedra do estilo góticas que ainda podem ver-se em seções de alguns majestosos templos. Da época do renascimento, o Hospital Real e a portada do Colegio de Fonseca em Santiago de Compostela, a Igreja de Santa Maria em Pontevedra ou a porta triunfal de Viveiro. Do Manierismo, estilo caraterizado pelo subjetivismo: a Igreja de São Martím Pinario ou o templo Monacal de Montederramo. Nossa viagem pela história faz uma parada no Barroco que tem manifestações como o Convento de São Agostino ou a igreja de Monfero, seguido da arte Rococó com obras arquitetônicas como a prefeitura de Lugo ou o templo de São Frutuoso. A travessia continua pela ilustração, e como exemplo, o bairro de A Madalena no Ferrol ou o Consulado do Mar na Corunha. Um percursso pelas terras de Galícia supõe realizar um trajeto fantástico pela história da Europa que termina nas últimas propostas vanguardistas como é o caso do Museu do Homem, a Domus, assomada no Atlantico, o ponto de partida para o futuro.
Cuando se fala em Galícia associa-se à "meigas", "bruxas", "lobisomem" e curandeiros ou bem, à postais com paisagem de montanhas e verde herva. Porém, Galícia é muito mais que isto.
Talvez a origem de todas estas histórias de magia se encontre no seu passado, quando os celtas, vikingos ou normandos invadiram as costas galegas deixando seus costumes mais atávicos. Costumes que tem sobrevivido ao passo do tempo, mas que de nenhuma maneira definem Galícia. Respeito essas imagens de vales e montanhas, Galícia possue, porém estão esquecidas injustificadamente, o que constitui sua verdadeira riqueza.
Galícia toda é um cruze de caminhos que vem de longe, criada sobre eixos de uma geografia mágica e carregada de realidade e beleza. Encontrar-se com essa terra diferente, caminhar suas montanhas e vales, conhecer seus povos e cidades, perder-se em seus "mil rios", desfrutar do seu sol e da chuva, descobrir a pegada do homem na sua cultura, na gastronomía, é a melhor forma de não cair nesses tópicos. Vamos propor-lhe um percurso pelos suas rotas mais tradicionais.
Uma boa forma de entrar na zona conhecida como Rias Altas, é fazer-lo desde Lugo e ir subindo até Ribadeo, no Cantábrico. Desde ali iniciar uma travessia, por todas as rios, beirando primeiro as costas do Mar Cantábrico e depois as do Atlântico, até chegar em Corunha, capital de Galícia.
Em Lugo, capital da província do mesmo nome, a vida transcorre suavemente. Trata-se de uma cidade próspera, com uma muralha romana que envolve completamente a parte antiga (2 Km de perímetro), algo único no mundo. Passear pelos arredores é como transportar-se ao medievo. Dentro, na parte antiga, um dos mais belos cantos é a Praça do Campo, edificada sobre um antigo foro romano ou sua catedral na praça de Santa María, que junta diferentes estilos arquitetónicos: gótico, românico, barroco, etc. Para os amantes da arte está o Museu Províncial que exibe impressionantes coleções de orfevraria pré-romana e romana, arqueología, vidro ou cerâmica. Desde Lugo, viajando para o nordeste e cruzando a Serra de Meira, onde nasce o rio Minho, chega-se em Ribadeo, na ria do Eo, no limite entre Galícia e Astúrias. Ribadeo é um povo pitoresco com excelentes mirantes, como o da Trinidade ou A Atalaia, desde onde podem-se contemplar dilatadas panorámicas, todo um espetáculo.
Muito perto encontra-se Rinlo, um pequeno porto com relevante atividade, envolvido em cheiros de lagosta. Seguindo o litoral em direção Foz, encontra-se a "praia das catedrais", onde formam-se impressionantes arcos quando a marea retira-se. Depois de percorrer o impressionante litoral da zona, por areiais e praias dilatadas e selvagens, nos encontramos com outro dos privilegios: Foz. Um barulhento centro veranego, antigo povoado onde abundam os "castros" e restos celtas. A 6 Km para o interior, acha-se o que foi a Catedral de São Martinho de Mondonhedo, considerada como a mais antiga da Espanha e antiga sede episcopal. Retomando o caminho do litoral pode viajar-se até Viveiro, considerada a entrada às Rias Altas.
A ria de Viveiro encontra-se no mais esplendoroso do norte das rias altas. Sua entrada pela Porta de Carlos V do estilo prateresco, toda uma jóia, a sua igreja românica-ojival de Santa Maria do Campo e muito perto, o templo de São Francisco do século XIV. Em Viveiro as paisagens são de beleza indescritivel, que pode admirar-se desde a ermita de São Roque, situada num entorno mágico, onde a imaginação sai á voar. Desde esta esplendorosa ria até Ortigueira, inicia-se uma viagem através de pequenos povoados onde a tradição é pura vida que transcorre ao compasso das ondas. Onde encontram-se o mar Cantábrico com o Atlantico é na Estaca de Bares, onde alça-se o Faro que vigia tão estranha união das águas. Por estas rias concentram-se povoados de pescadores e de almoços celestiais em base à peixes e mariscos. Já em Ortigueira, a mais ampla das ruas recebe os visitantes com música nos bares e brancas galerias. A rota continua por Carinho, modesto porto que vê nascer também o Atlântico, que discorre por rochedos de vertigem na direção para São Andrés de Teixido, declarado conjunto-histórico. Aqui pode adquirir os "sanandreses", curiosas figurinhas, que servem de amuleto e proteção, feitas de miga de pão e coloreadas. O rochedo Vixia de Herbeira, com mais de 600 metros de queda vertical, é dos mais impressionantes da Europa. A viagem até O Ferrol vai cobrando as expresões de verdadeiros milagres: rochedos, montanhas, vigiantes faros, praias mais suaves e um clima mais benigno. O Ferrol, com numerosos rincões de encanto como Mugardos com suas casinhas de cores gritantes, onde come-se um dos melhores polpos da Galícia. O bairro da Magdalena, o centro de vida da cidade, é um conjunto do estilo neo-clássico junto à edifícios claramente modernistas.
Do O Ferrol à A Corunha cruza-se Pontedeume, um lugar cercano ao paraíso, com lugares entre as ruas que são toda uma delícia e onde a água mete-se por todas suas pequenas enseadas. A formosa ponte do século XIV, conduz, depois de passar por Betanzos, à A Corunha, capital da Comunidade.
A Corunha, banhada pelo mar por um lado e a ria pelo outro, é uma cidade elegante e senhorial. A sua Torre de Hércules, o único faro romano em funcionamento, erige-se como um guardião dos habitantes. O seu espetacular passeio marítimo, as famosas praias como as de Riazor, o Castelo de Santo Antão, que acolhe o Museu Histórico e Arquelógico, a Praça de Maria Pita, a Prefeitura e suas casas com as galerias mais impressionantes da Galícia toda. Templos e museus, muita vida, boa comida, uma cidade de moda.
Tomando já o caminho para as Rios Baixos, aparece Finisterre, a terra do fim do mundo, onde no passado para os homems, depois de aquele ponto, nada podia existir. Esta zona é conhecida também, como a Costa da Morte, pois o mar descarrega toda sua fúria, para dar passo as Rias Baixas, onde as águas tornam-se serenas.
Desde aqui iremos viajar para o sul, a Galícia mais turística, com um litoral de formas caprichosas, um jogo entre a água e a terra onde o mar mete-se por onde pode, formando maravilhosas e pequenas penínsulas, baías, praias e enseadas, formando uma paisagem sobrecolhedora.
As Rias Baixas começam em Muros e terminam ao sul de Vigo, na fronteira com Portugal. Esta rota é também uma das preferidas pelos próprios galegos. Muros é uma das vilas melhor conservadas do litoral galego. A Colegiata de São Pedro, do estilo românico, os seus becos e as mesas servidas para esperimentar as ostras, mexilhões ou peixes, são algum do seus atrativos. Seguindo o caminho encontra-se Noia, cheia de palácios e templos medievais como São Martín ou São Francisco. Nas cercanias podem ver-se rastros da presença celta. Após Noia, chega-se ao rio mais aberto e majestoso desta zona, a Ria de Arosa. Ribeira é a primeira povoação que aparece, seguida de Puebla do Caraminhal, que alberga o Museu do Valle Inclán e onde, desde o século XVII, o terceiro domingo de setembro se faz uma processão de caixas de morto, a processão conhecida como Das Mortalhas.
Vilagarcia de Arousa é a povoação mais importante da ria, com seu porto, coração da cidade, e lugar dos famosos mexilhões, mariscos, peixes ou das amêijoas do Carril, provenientes de uma longa e estranha praia. Subindo ao mirante de Lobeira, sobre redondeados e caprichosos penhascos podemos contemplar de longe, a Ilha da Salvera ou a Ilha de Cortegada. Entre Vilagarcia de Arousa e Cambados, encontra-se Vilanova de Arousa, o lugar onde nasceu Ramón de Vale Inclán. Todas as paisagens do entorno expelem plenitude.
No Cambados, capital do Albarinho, um dos melhores vinhos brancos do mundo, chamado também "príncipe dourado dos vinhos", destacam sua importante Praça, um dos melhores expoentes de casas solarengas, e a igreja de São Benito, de belas torres gemeas. Na frente, encontra-se O Grove, unida por um ponte à ilha de A Toja, onde encontra-se um dos hotéis-balneários mais exclusivos da Galícia. Com este povo marinhero fecha-se uma das rias mais belas do mundo.
A seguinte ria é a de Pontevedra, capital de província do mesmo nome. Pontevedra encontra-se ao fundo da ría, junto ao estuário do Lérez, dotada de um agradável clima e de uma preciosa parte antiga. A Peregrina, templo do século XVIII, é um dos símbolos da cidade. O Museu, instalado em casas do século XVIII, e o cruzeiro, uma imagem de pedra no Eirado da Lenha, observam a atividade dos habitantes. Entre empadas de amêijoas, ostras de Arcade, tartas de amenduas, e no centro do barulho deste movimentado porto, chega a paz quando bebe-se aos goles vinho de albarinho.
De Pontevedra à Vigo, fica a última península, a de Morrazo onde depois de passar por Marím e Hio, chega-se em Cangas, vila situada na frente da ria do Vigo. Berço de "meigas", segundo as lendas, o melhor é o ambiente marinheiro que respira-se entre a laberinticas ruas. Vigo, é a cidade que possui o porto mais importante da Espanha e as mais importantes indústrias pesqueiras. Trata-se de uma cidade com identidade e caráter muito próprios, que expressa-se, às vezes, em propostas vanguardistas. Uma parte histórica e um setor marinheiro. Os passeios pelo Parque do Castro são uma delícia. Desde Vigo, saem as excursões para as Ilhas Cíes, um Parque Natural e residência de milhares de gaivotas.
Mais além do Vigo continua o caminho, mas as Rias tem seu final em A Guardia, a última povoação galega que vigia a desembocadura do rio Minho.
O Caminho do Santiago, o caminho dos peregrinos, é uma das rotas mais conhecidas da Galícia e Espanha. O mais espetacular deste caminho são suas paisagens.
A história deste caminho se remonta ao ano 814, quando em Padrão, além de Santiago, se descobriu o túmulo do Santo Apóstolo, que segundo conta a lenda, chegou em barca de pedra pelo Atlântico. Os seus restos foram transladados à Compostela, e aqui finalizarão todos os caminhos da Europa que conduzem à Santiago. O mais conhecido é o caminho francês, que inicia-se em Roncesvalles, na fronteira com França, e continua para Puente de la Reina, León, Astorga e Ponferrada. Aliás, na Galícia, o caminho de Santiago começa em Pedrafita do Cebreiro, uma vila de montanha, a porta que abre à majestosidade das serras de Ancares e O Courel. Começam os ascensos e descensos por paisagens de inigualável beleza até Triacastela, com um monumento ao peregrino. Mais adiante Sarria, com um antigo hospital que atendia os peregrinos. As paisagens despertam o desejo de que o caminho fosse eterno. Despois de Palas de Rei, Melide e Arzua, onde fazem-se bons queijos frescos, o caminho se torna ainda mais verde. No Monte do Gozo, o peregrino, descobrirá por primeira vez as torres da catedral de Santiago de Compostela, saberá então que o caminho chega ao seu fim. A praça do Obradoiro, pela Via Sacra, leva até o Pórtico da Gloria, para atingir as bendições do Apóstolo. Santiago de Compostela, construída em pedra, é uma cidade que surpreende pela sua beleza e nela a chuva é arte. Uma jóia de cidade, patrimônio da Humanidade e fim do primeiro itinerário cultural da Europa. Uma cidade de gente jovem e hospitalera.
Galícia é um milagro e Galícia está lá, esperando ao visitante para manter sua tradição hospitalera. Galícia está ai onde o mundo termina, para oferecer todas as possibilidades de turismo que se conhecem até agora: turismo rural, turismo verde, turismo de aventura, montanhas, rafting, sol, pesca, praia, povos, cultura, história, etc. Enfim, Galícia espera-lhe com todo seu espirito de festa que sempre tem caraterizado.
À beira do mar Cantábrico, Asturias foi sede durante séculos do reino cristão, durante a invasão árabe. É uma região cantábrica e montanhosa. Em seus limites encontra-se grande parte do Parque Nacional Picos da Europa e o Parque de Covadonga. Conserva seu antigo título de Principado.
Cangas de Narcea é uma região no oeste asturiano, básicamente de pescadores, que encontram seu modo de vivir nas partes mais saturadas do Río Navia. É uma zona agreste, para espiritos que procuram a paz da contemplação ou a aventura da ação. Tineo é o mirante desde o qual podem-se ver com amplitude as belezas naturais da zona, enquanto que em Corias pode-se visitar o mosteiro beneditino que conserva três estilos arquitetónicos diferentes: o românico, o neo-clássico e o churrigueresco.
No Vale do Navia construiram-se três repressas que fazem uma zona agradável para o descanso da cidade, entre seus lugares mais atrativos estão a colina de Coanha, desde onde se tem uma maravilhosa vista e a vila agrícola de Grandes Salime, que conta com um museu etnográfico no que se presentam artesanatos e peças de uso doméstico, assim como as principais ferramentas agrícolas da região desde tempos remotos.
A zona costeira da Astúrias conhece-se como Costa Verde pela cor do seu mar e a estranha visão da praia com os bosques de pinhos e eucaliptos, combinados com verdes pradarias onde o gado encontra alimento. Nesta zona podem-se encontrar numerosos lugares de interesse como a Vila marinheira de Llanes, onde é possível observar a pesca da lagosta, o antigo castelo de Buelna, a igreja de São Antolím de Bedóm, seus muralhas e torres, hoje deterioradas pelo tempo revelam de vez a alma velha deste lugar. A presença do antigo ídolo de Penha-Tu, legado dos homems do neolítico, é um contraste com a elaborada perfeição dos restos de origem cristão.
Uma série de praias areiosas conformam o destino de descanso mais comum durante o verão. Junto elas, pequenos povoados oferecem sua singeleza como atrativo, tal é o caso de Lastres, dedicado ao cultivo das ameijõas, ou de Priesca, com uma formosa e antiga igreja do ano 921, mais para o oeste, Villaviciosa e Valdediós custodiam em suas entranhas majestosos mosteiros, conventos e igrejas na maior parte do estilo românico. Tazones é um povoado pesqueiro quente e pintoresco, enquanto que A Ilha é uma espécie de pequena península unida a Astúrias na que tem-se desenvolvido modernas casas de campo sobre uma combinação de formações rochosas e praias.
Ribadesella, porto e cidade situados na margem direita do estuário de Sella, recebe numerosos visitantes amantes da natureza que pretendem intimar com seu rio. Nos arredores desta cidade existem ricos exemplos da arte rupestre, especialmente do Paleolítico como são a Gruta de Tito Bustillo, O Pindal, Lloním e Os Pedroses. Em conjunto estas obras tem a qualidade e diversidade das de Altamira ou Lascaux. Castropol é o último povo asturiano para o oeste. É uma zona de pescadores situada sobre uma promontório semi-rochoso no qual destacam as casas e construções com suas cores brancas. Partilha por igual a vida com o mar e a ria de Eo. Sua Praça Maior, pequena e íntima, conservadora desse cheiro de bosque e mar, é seu maior atrativo assim como a vista que do océano oferece.
De repente, na serenidade de estas vilas costeiras, chega a visão da majestosidade das montanhas e vales verdes, especialmente no Parque conhecido como os Picos da Europa, zona montanhosa de singular beleza, ainda desconhecida em muitos de seus segredos que guarda uma estreita e ancestral relação com a natureza pura.
No coração de um vale custodiado pelos cumes dos Picos da Europa encontra-se Covadonga, cidade de grande importancia para a história espanhola. Foi ai onde no ano 722 Dom Pelayo iniciou a Reconquista, em sua honra, a basílica do lugar tem-lhe eternizado através de uma escultura em bronze. Entre o que mais destaca em Covadonga está a gruta da Virgem das Batalhas, conhecida também como A Santina. Trata-se de uma peça em madeira talhada do século XVIII que permanece sobre um altar decorado com esmaltes. Cada ano, o 8 de setembro celebram-se peregrinações para este santuário. O Museu da cidade oferece ao público objetos da Reconquista e da devoção à virgem como são a coroa de mais de mil brilhantes.
Oviedo é a capital asturiana, como tal, reúne no seu interior a ancestral harmonia de suas ruas e construções, ao lado da modernidade de seus serviços e avenidas. Destacando com seus 80 metros de altitude, a Catedral desta cidade, dedicada à Santa Eulalia, oferece um panorama similar querendo atingir o céu através de suas góticas torres e adornos. Em seu pavilhão central, ajudada pelo reflexo da luminosidade que traspassa os rosetões do estilo gótico flamígero, brilha o Retábulo Maior, dedicado a evocar a vida de Cristo, em madeira policromada e grandes dimensões. Em suas capelas interiores observa-se um estilo barroco, mais recarregado, especialmente na dedicada à Santa Eulalia, padroeira de Astúrias, cujos restos encontram-se ali mesmo. A Capela de Alfonso II, onde reposam os restos dos reis Asturianos, está situada no que foi a parte inicial da catedral, enquanto que a Cámara Santa surpreende com suas doze colunas do vestívulo realizadas num estilo similar ao da Catedral de Santiago de Compostela, no interior protege um cúmulo de reliquias resgatadas de Toledo durante a ocupação muçulmana. O Tesouro que custodia a Catedral é dos mais ricos da Espanha, destacam a Cruz dos Anjos, a Cruz da Vitória que empunhou Dom Pelayo ao iniciar a reconquista e a Arca Santa, cofre em ouro e prata do século XII.
Junto à catedral, o Claustro invita à meditação com suas cúpulas ojivais. Em sua Capela a Santa Leocádia coincide por um dos lados com a Cripta dos reis asturianos. Por último, a Sala Capitular do Claustro oferece uma deliciosa mostra de cadeiras em nogueira preta do século XV.
Saindo da igreja principal de Oviedo encontra-se a Praça da Catedral ou de Alfonso II, o seu maior atrativo são os baixorelevos e bustos que no seu jardím oferecem homenagem aos reis asturianos. À um dos lados está o Palácio de Valdecarzana enquanto que no outro é possível ver a Igreja de São Tirso, do século IX, que tem-se convertido num a curiosidade ao oferecer umas janelas de um estilo que, segundo os arqueólogos, resulta impossivel nessa época.
Oviedo conta com um Museu das Belas Artes que oferece uma coleção de peças do flamenco espanhol. O Museu Arqueológico, situado num antigo convento, apresenta peças de numismática pré-histórica da província, instrumentos musicais e uma coleção de altares em pedra e baixorreleves de influências orientais.
Ramiro I decidiu construir um grande palácio que não alcançou ver concluido, desde este lugar tem-se uma espetacular vista da cidade de Oviedo, à 4 km de distancia e dos impressionantes Picos da Europa. Posteriormente convirtiu-se em dois santuários: o de Santa Maria de Naranco e o de São Miguel de Lillo. No primeiro poderá encontrar um edifício de tipo retangular, com singeleza medieval que somente é alterada ao filtrar-se a luz pelos seus espaçosos e igualmente simples janelas. O segundo, de Lillo, mantém o estilo sóbrio e simples embora conserva, devido a uma remodelação no século XVII, uma decoração mais exuberante.
Gijón é um importante porto da Espanha e um dos maiores do litoral cantábrico. A cidade possui uma extensa praia. Em volta de típicos bairros de pescadores. Destaca a Colegiata do século XV e o Palácio de Revillagigedo do século XVIII.
Considerada parte da Espanha Verde e marinheira. Na região encontra-se a cordilheira Cantábrica e em su parte meridional discurre o rio Ebro, que nasce em Fontibre (Reinosa). Seus formosos paisagens guardam testemunhas dos mais antigos habitantes pré-históricos da península.
A herança que o tempo e os homems primitivos legaram à esta rica terra reparte-se entre 24 grutas pré-históricas, sendo Altamira a de maior renome mundial. Um grupo de artistas pré-históricos expuseram suas visões da era que les correspondeu vivir através de delicadas cenas de caça e animais em cores ocre, vermelho e amarelo. Uma caraterística de estes artistas é a nula presença que deram ao homem pois não aparecem figuras humanas nestas grutas, outra é a linha preta que rodea às figuras, motivo que as faz mais claras e dramáticas. As grutas, hoje convertidas em Parque Nacional, tem duas galerias claramente definidas por uma temática e antigüidade, como se aqueles pintores primitivos tiveram noção do que mais tarde seria este território. Na mais antiga, realizada aproximadamente no ano 25.000 a.C. podem-se observar uma série de perfiles em cor preta, primeiros intentos de arte abstrata. A segunda sala, conhecida como "A Capela Sixtina do Quaternário" mostra uma série de animais de caça como bisões, queixadas e cervos realizados entre o 15.000 e o 12.000 a.C. Sem dúvida esta é a parte mais famosa de Altamira.
A Costa Cantábrica tem uma paisagem similar ao de Asturias: uma conjugação de mar, formações rochosas, vales, rias e bosques que contrastam com a imponente beleza dos Picos da Europa. Nos pequenos povoados que cobrem esta zona podem-se ver escudos adornando as pitorescas casinhas, assim como alguns agricultores que ainda conservam formas de trabalho ancestrais. Entre os povos onde podem obter essa visão de tranquilidade de cartão postal estão Castro Urdiales, com sua igreja gótica e o faro que domina a vista do mar, Laredo, com uma combinação de uma colina coberta de antigos becos empedrados e um porto modernizado e atual, Limpia, com seu Santo Cristo da Agonia que segundo os fieis tem chorado lágrimas de sangue, a padroeira de Cantábria, Nossa Senhora de Bem Aparecida, tem seu santuário no povoado do mesmo nome com uma preciosa igreja barroca do ano 1605, Santonha, com seus restos romanos em capitais e pia batismal e Bareyo, com sua igreja de Santa Maria do estilo românico.
Situado na Costa Cantábrica, Santander mantém-se como uma das cidades mais belas da Espanha, no meio do som do cercano mar, a cor dos edifícios antigos e modernos e o resguardo da Baia na que situa-se, recebe numerosos visitantes que procuram um refúgio que combine o natural e sóbrio com a modernidade e a rapidez. Um tornado e seus consequentes incendios obrigaram uma remodelação da cidade em 1941, deixando uma cidade mais simétrica com edifícios de um máximo de 5 andares, grandes explanadas e zonas ajardinadas. Entre os lugares mais transitados de Santander estão o Passeo de Pereda, a Avenida de Calvo Sotelo, de corte comercial e a Praça Porticada.
A Catedral levanta-se sobre uma colina desde onde difruta-se de uma atraente vista da cidade. Do estilo gótico, tem sido remodelada com fidelidade à consequência do incendio de 1941. No interior, uma pia batismal de origem árabe e uma cripta sustentada por pilares em forma de cruz são o mais relevante.
Resgatando as riquezas pré-históricas da zona cantábrica, o Museu Regional de Pré-história e Arqueologia reúne uma coleção de bastões talhados em osso, machados e estelas, uma mostra de moedas e estatuinhas de origem romana coroam o acervo do museu. Caso esteja muito mais interessado na arte de séculos mais próximos, é recomendável visitar o Museu de Belas Artes, onde encontrará principalmente obras de Goya, Solana, Cossío e Riancho.
A Universidade Internacional Menéndez Pelayo é um dos centros académicos mais modernos e famosos da Espanha. Ocupa o que anteriormente fora residência de verão de Alfonso XIII, conhecido como o Palácio da Magdalena. Este grande historiador e homem de letras, legou à sua cidade um acervo bibliográfico impressionante que conserva-se numa biblioteca do mesmo nome, junto a ésta, a Casa-Museu honra Menéndez Pelayo dando à conhecer sua vida e obra. É nesta zona onde localiza-se El Sardinero, conjunto de três praias unidas e divididas por montouros que tem-se convertido num ponto de reunião da alta sociedade espanhola desde o século XIX, à isso debe-se o desenvolvimento recreativo e comercial expresado nos campos de golfe, bares, discotecas, lojas, salões de espetáculos, casinos e hotéis.
Para o oeste, Santillana do Mar apresenta um espetáculo diferente com seu antigo sabor medieval e sua vida esconômica dedicada ao apasqoamento. Neste lugar localiza-se um mosteiro e uma quantidade de casas e palácios que edificaram-se quando a comarca ficou convertida em marquesado no século XV. Daqui vem o famoso autor das serranilhas, o Marqués de Santillana, em cujo antigo hogar, um palácio na rua do Cantón, encontra-se um pequeno museu. O povo pode-se percorrer num a manhã tranquilamente, desfrutando das ruas, da Praça Maior e dos conventos.
Um pouco mais longe da costa, Puente de Viesgo oferece a Gruta do Castelo com interessantes mostras da arte rupestre. Reinosa, situada junto à represa do Ebro conta com restos da cultura romana.
Situada na zona oriental da Cordilheira Cantábrica, a região é uma das mais industrializadas da Espanha. Seus habitantes tem sabido conservar uma muito longinqua cultura autóctone através do euskera, o idioma pre-indoeuropeu, cujos origens ainda não tem estabelecido.
O País Vasco é uma zona de grande enraizamento à sua terra, costumes e língua, uma terra que guarda consideráveis diferenças com o resto das comunidades hispanas, que parece como um irmão adotivo embora igualmente querido, é um lugar onde a clássica imagem da Espanha barulhenta e mística perde-se e transforma-se em algo mais direto, menos sutíl mas muito atrativo. Os povoadores desta província provém dos primeiros habitantes da península, emparentados com os celtas, os vascos partilham um veio comúm com os franceses de Bretanha e os ingleses do sul, com essa raça forte de caráter, aparentemente fria, que empenhou-se em dominar o meio ambiente, às montanhas e rios da zona. O tempo e as diferenças tem ido deslizando até convertir este grupo humano num a compata unidade que surpreende pela sua hospitalidade.
A comunidade está composta por três províncias: Vizcaya, Guipuzcoa e Alava. Cada uma delas oferece muito ao turista, um mundo de possibilidades que torna-se infinito.
Bilbao, o coração da Vizcaya, é uma cidade com caráter, produto da sua atividade industrial, especialmente da siderúrgica e mineira. Porém, a delicadeza das ruas antigas, conhecidas como "as sete ruas", oferece um panorama choqueante pela inacreditável inserção de lugares tão quentes no meio de volumes grises da modernidade. Não fosse a noção temporal e histórica, seria difícil reconhecer o que foi primeiro, as ruas de pedra e edifícios antigos ou os modernos condomínios de escritórios e as avenidas transitadas e barulhentas, a perfeição e conservação de ambos, assim como a asimilação que os seus habitantes fazem dos dois, implica um reto para descobrir a sua origem e autenticidade.
O estuário do rio Nervión marca levemente essa distancia temporal do velho e o novo. À direita fica o Bilbao Antigo, do século XIV, com as suas colinas e Santuário de Begonha, padroeira de Vizcaya, com o seu Museu de Belas Artes que conserva um rico patrimônio pitórico desde o século XII até o presente, convenentemente classificado e exposto, com o Museu Arqueológico, Etnográfico e Histórico Vasco, ocupando o antigo Colégio de São Andrés que conta entre as suas riquezas com peças pré-históricas, escudos, túmulos e com o mágico Idolo de Mikeldi, entre outras coisas. Do lado esquerdo, o Bilbao Novo, de finais do século XIX, se faz presente com su acelerada vida produtiva e financeira, com sua Universidade de Deusto, de alto prestigio em estudios financeiros, o bairro residêncial de Algorta, por Santurzi, porto pesqueiro de excelentes sardinas e pela sua ponte pendente que construiu-se para dar passo aos produtos químicos e mineiros que trabalham na zona.
O Parque de Dona Casilda conta com um Museu de Arte Moderna bastante completo e com a Fonte Cibernética, obra de engenheria que atrai o publico jóvem. Os Jardins de Albia contam com esse toque de modernidade urbana que tentam devolver às cidades mais avanzadas o sentido humano. Nas ruas dos arredores da Praça Elíptica, vive-se de dia o comércio no seu esplendor, enquanto que de noite vive-se a alegria nos bares, restaurantes e espetáculos noturnos, entre os que convém destacar o Teatro Arriaga, lugar de vanguardia na arte dramática, a música e os festivais. Para estar à tom com sua vida económica, o Centro Internacional de Exibições de Bilbao tem entrado em funcionamento há pouco tempo, dotando à cidade de um espaço no nível das cidades que dominam o mundo comercial. A medida que cresce financeira mente e que as suas relações de intercâmbio econômico ampliam-se, especialmente com França, Inglaterra e América Latina, Bilbao vai construindo com rapidez centros culturais e financeiros mais modernos e atualizados sem permitir-se perder essa parte romantica do seu velho coração.
Seguindo um caminho para o leste, adentrándo-se no País Vasco, podem-se encontrar pequenas povoações e portos marítimos que oferecem sua paisagem agreste e antiga como um presente deste povo para a humanidade. Getxo, Gorliz e Arminza precedem ao Faro de Machichaco, desde o qual observa-se a Penha de São João de Gaztelugache com su ermita onde celebra-se a romeria de São Juan. Posteriormente em Bermeo, vila pesqueira, a história tem ficado marcada nas muralhas e na Torre dos Ercilla, de fachada em granito, que na atualidade está convertida num Museu do Pescador e que antanho fora o lugar onde os reis vizcaínos faziam os seus juramentos de nobleza.
Guernika tem ficado imortalizada, à costa da sua dor, pela célebre pintura de Paulo Picasso do mesmo nome. Cidade bombardeada pelos alemães durante a Guerra Civil Espanhola, oferece ao visitante a sua dolorosa história e algo mais: o tradicional carvalho onde os senhores de Vizcaya juravam respeitar suas leis, visitado inclusive pela rainha Isabel a Católica. Esta árvore encontra-se resguardada num templete perto da Casa de Juntas, lugar que na atualidade é sede das Juntas Generais do Senhorío de Vizcaya.
As Grutas de Santimaminhe sorriem ao mundo moderno com suas pinturas pré-históricas de animais de caça e as formações calcáreas de vivas cores. Elanchove é um delicioso e pequeno porto em cujas praias recriam-se os habitantes de Guernika. Leketio conta com uma chamativa igreja do século XV que atrai pela torre barroca e os arcobotantes, desde ela se obtém uma vista do porto envidiável. Ondarroa é um porto de maior importância dedicado ao salgado do peixe e à indústria da conservação, entre seus atrativos está a cor esbranqueada das casas, tempeada com o colorido do seu mar e o rio sobre o que sitúa-se, a praia atrativa e a Ilha de São Nicolás que só se poderá ver quando desce a maré e deixar-la ao descoberto.
Uma sucessão de povoações e cidades de diversos tamanhos levam para a costa da província de Guipúzcoa. Em cada um de estos lugares aparecem mirantes para gozar da vista do mar e os contrastes dos rochedos e colinas cobertas de igrejas antigas, casas pitorescas ou edifícios mais modernos que miram desafiantes para o mar.
Donostia, famoso no mundo todo pelo seu festival de cinema de verão. Uma Bacía em forma de semicírculo é o ninho desta cidade que mantém o ritmo vasco e espanhol de convivência harmonizada entre o novo e o velho. A Bacía está dividida em duas: a praia de Ondarreta e a praia da Concha, separadas pelo Monte Igueldo no qual tem construído um parque de atrações moderno e funcional, ao que acede-se por um funicular. Esta cidade alcançou notoriedade no século XIX quando convertiu-se em lugar de férias da nobleza ao ser escolhido pela rainha Maria Cristina de Hausburgo, quem mandou construir o Palácio de Miramar que ainda conserva-se. Nos extremos da Baía há duas formações rochosas que permitem ter uma visão da mesma especialmente atrativa durante os entardeceres: o Pente dos Ventos no lado esquerdo, com uma singular escultura em pedra que asemelha um pente por onde atravessa a brisa marinhha e o Monte Urgull no dereito, coroado pelo Castelo de Santa Cruz da Mota.
Dentro da cidade, convém visitar sua Praça da Constitução que fora cenário das primeiras touradas da zona, o Museu de São Telmo, antigo convento que na atualidade é o Museu Etnográfico da cidade e que conserva entre suas curiosidades uma exposição de tocados vascos femininos até o século XVIII, apresentados sobre uma espécie de armadura metálica. Durante o verão, conta-se com o serviço de barco que permite chegar à Ilha de Santa Clara, em meio da bazia, lugar privilegiado com a visão desta cidade ao completo.
Gasteiz é a capital da comunidade vasca, na província de Álava. O seu interior é um conjunto perfeito da beleza dos seus monumentos e peças antigas, da urbanização dos dinámicos centros empresariais e políticos e da paz e tranquilidade dos jardins e lugares de recreio. Na parte antiga podem-se encontrar exemplos tão belos da arquitetura como a monumental Catedral de Maria Imaculada, do estilo prateresco em geral, que possui peças maravilhosas em pedra, madeira e pintura. A Praça da Virgem Branca rende homenagem à vitória de Wellingtom sobre o exército napoleônico em 1813 através de um monumento em pedra e bronze e em cuja ponta apresenta-se a vitória con asas. Entre os lugares que despertam curiosidade está o Museu de Naipes, com mais de 150.000 cartas de diversos temas e em variados materiais vindos do mundo todo, também a Praça do Machete que deve su nome ao fato de que os antigos nobles juravam lealdade sobre um terçado que guardava-se na Igreja de São Miguel.