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É caliente, vibrante, festeira e, ainda por cima, barata. Ela vai te seduzir

Num primeiro momento, você vai perceber que a capital espanhola não tem o charme arquitetônico de Barcelona nem as belezas naturais de outras localidades, como as Ilhas Baleares. Não se deixe levar pelas aparências. A reputação boêmia de Madri é famosa internacionalmente, como provam Chueca e Lavapiés, áreas moderninhas cheias de bares descolados que ficam lotados até amanhecer.

A cidade também é a capital cultural da Espanha. Há excelentes museus, como o Prado, que tem um dos melhores acervos de arte moderna e contemporânea do mundo; o Thyssen-Bornemisza, que narra a evolução da arte européia do século 13 ao 20; e o Reina Sofía, onde está o famoso Guernica, de Picasso.

Madri também tem seus ícones incontestáveis: a Puerta del Sol, praça que é o coração da capital, e o Parque del Retiro, enorme área verde no centro da cidade, são dois deles. Para completar, Madri inventou com competência a categoria hotel-museu. Quer dormir em instalações de arte moderna? Então rume para o Puerta America, onde cada andar foi projetado por um designer ou arquiteto diferente, de todos os cantos do mundo.

Não bastasse tudo isso, o madrileno é aberto e amável, o que faz com que o visitante sinta-se acolhido, mesmo estando em uma metrópole de mais de 3 milhões de habitantes.

Fonte: www.viajeaqui.com.br

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Madrid é uma cidade solar, luminosa, um arco-íris. Há, sem sombra de dúvida, os apelos irrecusáveis dos museus, dos livros, do imenso e poderoso escrínio da cultura hispânica mas, acima de tudo, Madrid é uma tentação para os sentidos do viajante. Relato de uma viagem à multicultural capital espanhola.

O ARCO-ÍRIS DE MADRID

Parque do Retiro, em Madrid
Parque do Retiro, em Madrid

Desce sobre a Puerta del Sol uma luz claríssima, frágil como todas as luzes de Inverno. O céu descerra um manto de azul vivo, cristalino, campânula irisada que abraça todo o centro da meseta ibérica. “El aire de Madrid es vivo y elástico”, escrevia Azorín - um dos escritores da geração de 98, injustamente pouco conhecido entre nós - em certas páginas de um memorial literário onde o autor de «Castilla» se interroga “hasta qué punto Madrid influyó en la estetica y en la psicología de los escritores del grupo dicho”.

Muito se escreveu sobre as consequências civilizacionais do clima - bem exemplares são os escritos de H. D. F. Kitto sobre a Grécia. Explicar uma cultura simplesmente como produto do clima seria loucura, lembra o autor de «Os Gregos», mas não foram, em todo o caso, os deuses tão fortemente personalizados na sua imagem das potências naturais? Os jardins da Odisseia, tanto como as peripécias infaustas de Ulisses, são frutos do clima, o mesmo clima de que Hesíodo evocava a caprichosa trama ao falar dos seus ventos de predilecção por oposição a outros menos benfazejos, que “sopram caprichosamente no mar” e que quando menos se espera “destroem os agradáveis trabalhos dos homens, enchendo-os de pó e de cruéis perturbações”.

Também em Madrid o vento pode ser um intruso, gélido arauto das neves dos cumes das serranias de Guadarrama, que os madrilenos podem avistar do Paseo de Rosales. Mas o transmigrante ar frio que desce à capital deixa-se proverbialmente vencer pela luminosidade meridional e parece quase nada perturbar a rítmica festiva dos madrilenos. As tardes solarengas na Plaza Mayor ou no Retiro, as noites matizadas da Calle de las Huertas, da Chueca, da Praça Dois de Maio ou de La Latina, com os seus bares de tapas, cafés, discotecas e clubes de jazz, lidam bem com os igualmente desassossegados contrastes climáticos da meseta. Com razão andava Masdeu, autor de uma oitocentista «Historia crítica de España», quando assentava doutoralmente que por clima entendia “... no sólo el aire (que es lo principal), sino el agua, la tierra y los alimentos”. E como pode, afinal, o sentido desta integração ser realizado sem o assentimento cúmplice, participante, do povo madrileno que debruçado sobre as “barras” das tabernas degusta umas tapas e um lento copo de vinho de Rioja?

Plaza Mayor, Madrid
Plaza Mayor, Madrid

De tão solar, Madrid é uma tentação para os sentidos. Há, sem sombra de dúvida, os apelos irrecusáveis dos museus, dos livros, do imenso e poderoso escrínio da cultura hispânica - e mesmo aí, perante a luz de Ribera ou as sombras de Velazquez, não são ainda os sentidos que escutam, mesmo que filtrados pela razão cultural? A cidade monumental - dos palácios e dos jardins, da arquitectura dos anos 20, das desafogadas avenidas - convida à deriva e à pródiga respiração de tanta largueza. “Sí, sí, cabe callejear, discurrir por Madrid soñando a España, sin temor a que le rompan a uno el sueño, que nos le escuda y ampara este cielo que laña la cuenca del Duero com el Tajo, Castilla la Vieja y la nueva”, escrevia Unumano numa crónica publicada no El Sol em 15 de Março de 1932, respondendo ao seu amigo Guerra Junqueiro, a quem custava entender os encantos de Madrid.

DA QUIMERA IMPERIAL À MULTICULTURALIDADE

Teria Madrid pouco mais de vinte mil habitantes quando Felipe II para lá transferiu a corte. A pequena cidade subitamente transformada em capital de um imenso império reunia então escassa monumentalidade, um ou outro convento, certamente alguns palácios como a seiscentista Casa de la Vila que actualmente acolhe Ministério dos Assuntos Exteriores.

Flamenco e tapas numa taberna que evoca o patrono de Madrid
Flamenco e tapas numa taberna que evoca o patrono de Madrid

Lançadas as primeiras pedras da Madrid dos Austrias - a Casa de Campo e a Ponte de Segovia foram algumas das obras desse trecho imperial da história da cidade -, seria necessário, contudo, esperar por Carlos III e pelo desenrolar da espiral dinástica dos Filipes para que a dimensão monumental que hoje conhecemos principiasse a tomar forma. Émulos das desmesuras parisienses, os monarcas espanhóis rasgaram praças e avenidas com a missão expressa de fazerem jus aos seus sonhos de impérios universais.

A velha cidade de feição medieval, cujo santo padroeiro era um simples lavrador, respira ainda hoje, todavia, por detrás das paredes que afloram as ruas estreitas de velhos quarteirões como os do bairro da Cantarranas, encravado entre amplidões das avenidas do Prado e da Gran Via, ou em topónimos como a Ribera de Curtidores, pátria da Feira do Rasto. Até a Cibeles, fonte que tomou nome de deusa oriental em jeito de tributo a modas exóticas que o império alimentou, resistiu a baptismos espúrios.

Depois de Unamuno e da movida muita água correu da fonte de Cibeles ou sobre o leito do Manzanares. Os anos da democracia assistiram ao acrescentar de outras cores ao arco-íris madrileno. A capital do país vizinho - tal como algumas outras cidades europeias - tem vindo a atrair fluxos imigratórios em busca do El Dorado, ironicamente agora sonhado no Velho Continente e para muitas ilusões menos real do que o outro. O corpo social da cidade alargou os seus matizes e alguns bairros vestem os ritmos de outras culturas. El Greco e Velazquez coabitam hoje com o odor da marroquinaria do Rastro ou com o rumor das orações muçulmanas. Africanos, chineses, mexicanos e sul-americanos compõem o variegado painel de tipos humanos com nos cruzamos em lugares tão centrais e carismáticos de Madrid como o bairro de Lavapiés, a dois passos do Centro de Arte Contemporânea Rainha Sofia, da Puerta de Toledo e da Plaza Mayor.

Os quarteirões de Lavapiés representam actualmente uma das zonas mais emblemáticas da multiculturalidade madrilena. Cafés e restaurantes árabes, lojas chinesas e africanas, linguarejares senegaleses, lamentos de guitarras flamencas, eis algumas das peças do puzzle da Madrid contemporânea que o viajante descobre nas ruas estreitas de Lavapiés, particularmente na Calle Mesón de Paredes. Um domingo na capital espanhola não pode ignorar a agitada e labiríntica feira do Rastro, uma espécie de feira da ladra que se estende pela Plaza de Cascorro e ao longo da Ribera de Curtidores abaixo. Duas galerias repletas de lojas de antiguidades, de cada um dos lados da rua, atraem centenas de curiosos e compradores, entre os quais um razoável número de portugueses à procura de peças que aí encontram frequentemente a preços mais aliciantes do que na sua terra.

Praça das Cibeles, em Madrid
Praça das Cibeles, em Madrid

De Lavapiés, a velha judiaria agora islamizada, e da sua vizinha Latina pode o viajante partir para a descoberta de universos paralelos à capital monumental, outros mundos que os roteiros não recusam mas que o viajante apressado e corrompido por generalizações simplistas reduz a ganga dispensável. Madrid não existe sem o que a transparência nos oferece - um pouco dessa Madrid solar, “a capital do sol”, como lhe chamava Ruy Belo, habitante de passagem da placidez do Café Gijón - mas não deixa também de se arquitectar sobre as peças de um caleidoscópio de múltiplas visões. E face a esse arco-íris de preciosas especiarias haveria que apelar também à disponibilidade do viajante para a influente verdade das lendas e das histórias menos oficiais - que, de resto, são liturgia antiga nas charlas madrilenas. Conta-se, ao caso, que em certo recanto da Puerta del Sol o hábito madrileno tinha instituído um mentidero”, ali mesmo ao lado onde a estátua de uma Vénus refrescando-se sobre uma fonte era tomada pelo povo como uma representação da Fé... Dizia-se, pois, que nesse especial lugar de encontro que “as noticias llegan antes de que sucedan los hechos que las provocan”...

A IRONIA CONTRA A MELANCOLIA, EM MADRID

A clara luz da meseta é um tónico contra a melancolia. Como ironia será o Paseo de los Melancolicos na sua condição de miradouro das neves invernais da serra da Guadarrama, cenário breve que a calina corrige a tempo. Também a alma do clima se toma de desassossego e inconstância e de horizonte a horizonte faz tombar oceanos de luz.

“El madrileño, inteligencia viva e sutil, es analitico y ironico”, sentenciava Azorín. Sim, a cidade tem seus alicerces de ironias, contrastes e contradições carregadas de sentidos inesperados. Cervantes descansa hoje no Convento das Trinitarias, em rua que leva o nome do seu inimigo figadal, Lope de Vega, cuja casa nos espera na Calle Cervantes...

Praça de Espanha, Madrid
Praça de Espanha, Madrid

A prosa turística costuma empurrar os turistas para lugares ou nomes cuja substância se esgota na sua apressada e pragmática enunciação. Na Calle de los Cuchileros, um “comedor” evoca o nome de Luis Candelas, célebre bandido nascido na cidade profunda de Lavapiés e executado na napoleónica Porta de Toledo. A rua, em ligeiro arco que abraça a Plaza Mayor, esforça-se por conservar pergaminhos medievais. É rua de comezainas, à mão de semear das hordas de turistas que descem as escadinhas da Plaza Mayor. Adiante, o restaurante Sobriño de Botín não dorme sobre os louros que atiraram para o Guiness como o mais antigo e ilustre comedor do mundo. Entre os ilustres clientes que serviu desde 1725, conta-se um certo amigo americano, Hemingway. A fanfarronice histórica é glosada com ironia pelo seu congénere e vizinho El Cuchi, que faz questão de receber os convivas com honesto aviso: “Hemingway never ate here”...

A luminosidade madrilena sobrevive ainda, em múltiplas metamorfoses hedonistas noite dentro. Os contrastes perduram numa disponibilidade de prazeres que vão do design de Philip Starck no Teatriz, antigo teatro transformado em restaurante e bar de tapas, à atmosfera hard da Praça Dois, com as suas inúmeras tribos de jovens em movimento, ou aos santuários de flamenco como a Casa Patas ou a Sala Caracol. Não sem razão tem também o ócio madrileno uma luz de transparências fragmentadas - um arco-íris tão sugestivo nas suas significações que bem poderia ser capaz de subverter o sentido da metáfora.

Fonte: www.almadeviajante.com

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"Costuma-se dizer que Madri é a capital dos pecados! Aqui você deve aproveitar e viver como os madrilenos: comer bem, beber, aproveitar os bares e boates e dormir à tarde.... "

Madrid (ou Madri) é a capital e a maior cidade de Espanha, tal como no município de Madrid e na Comunidade autónoma de Madrid. A cidade foi edificada nas margens do rio Manzanares, no centro do país. Devido à sua localização geográfica e histórica, é juntamente com Lisboa o centro financeiro e político da Península Ibérica.Madri tem se desenvolvido muito após o final da ditadura de Franco, morto em 1975. Um movimento de arquitetos, músicos e escritores, que recebeu o nome de La Movida, trouxe novos ares a cidade.

Diversão

Sua vida noturna é mesmo intensa. Tem boates que abrem as 7 da manhã, para o After-Hours! Apesar disso, os moderninhos clubbers não são comuns nesta cidade. Encontrá-los será mais fácil em Londres e Berlim.

Não deixe de visitar os arredores de Madri: Sevilha - capital do flamenco, a dança típica espanhola, Toledo, Segóvia e Aranjuez.

Transporte

O metro serve os mais de três milhões habitantes de Madrid e é uma das redes em maior expansão em todo o mundo. Tem uma ligação à rede que serve a zona sul da cidade, a Metrosur, e é actualmente o segundo maior sistema de metropolitano da Europa ocidental, sendo o primeiro o de Londres.Existe na cidade de Madrid uma rede de autocarros urbanos gerida pelo Consorcio de Transportes de Madrid e pela Empresa Municipal de Transportes de Madrid, que opera na cidade interagindo com os outros meios de transporte. Conta com mais de 1.994 veículos e 194 carreiras

Dinheiro

Euro converteu-se na moeda de curso oficial na Espanha.Existem notas de maior valor: de 500 euros, 200 euros, 100 euros e 50 euros e circulam, também, notas de menor valor: de 20 euros, 10 euros e 5 euros.

O cambio de moeda pode-se realizar tanto nos bancos como nos escritórios de cambio situados em aeroportos, estações, hotéis e em numerosos lugares.

Fonte: www.souturista.com.br

madrid

Madrid ou Madri, é a capital e a maior cidade de Espanha, tal como no município de Madrid e na Comunidade autónoma de Madrid. A cidade foi edificada nas margens do rio Manzanares, no centro do país. Devido à sua localização geográfica e histórica, é juntamente com Lisboa o centro financeiro e político da Península Ibérica.

No seguimento da restauração da democracia, em 1976, e a adesão à CEE, em 1986, a cidade de Madrid tem vindo a desempenhar um papel importante na economia europeia, tornando-se num dos principais focos financeiros do Sul da Europa. O gentílico da cidade de Madrid é madrilenho (madrileño), e o actual presidente da câmara é Alberto Ruiz-Gallardón.

História de Madrid

Muralha muçulmana em Madrid.
Muralha muçulmana em Madrid.

Apesar do local onde actualmente está situada a cidade ter tido ocupação humana desde a pré-história, e de no tempo do Império romano ter pertencido à diocese de Complutum (actualmente Alcalá de Henares), as primeiras referências históricas relevantes aparecem apenas no século IX. Durante o reinado de Muhammad I, foi mandado construir um pequeno palácio na localidade; hoje em dia, no sitio onde antes se erguia esse edifício, está o Palácio Real de Madrid. Em torno desse palácio desenvolveu-se uma povoação de pouco habitantes chamada al-Mudaina. Perto do palácio, corria o rio Manzanares ao qual os muçulmanos chamaram al-Majri? (árabe: ???????, "fonte de água"). O nome evoluiu para Majerit, e mais tarde transformou-se em Madrid. A povoação foi conquistada em 1085 pelo rei Afonso VI de Castela, na investida militar que visava chegar à cidade de Toledo. A mesquita foi adaptada, e passou a ser uma igreja dedicada à Virgem de Almudena (almudin, o celeiro). Em 1329, as Cortes Generales instalaram-se na cidade aquando da estada de Afonso XI de Castela. Sefarditas e mouros poderam permaneceram na cidade, tendo sido expulsos mais tarde no século XV.[2] Após um grande incêndio que destruiu parcialmente a cidade, o rei Henrique III de Castela (1379–1406) ordenou a reconstrução da mesma; o monarca ficou instalado num palácio no exterior da cidade, El Pardo.

Puerta de Alcalá.
Puerta de Alcalá.

Habsburgos e Bourbons

O reino de Castela, cuja capital era Toledo, e o de Aragão, com a capital em Saragoça, uniram-se formando a Espanha devido aos Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando II de Aragão)[3]. Em 1561, o rei Filipe II (1527–1598) mudou a corte de Sevilha para Madrid, tornando a cidade na capital de Espanha, apesar de não ter havido uma cerimónia que assinalasse esse facto. Sevilha continuava a controlar todo o comércio das colónias espanholas, mas Madrid controlava Sevilha[4].

Salvando um período, entre 1601-1606, em que o rei Filipe III trasferiu a capitalidade para Valladolid, Madrid foi até hoje a capital de Espanha. Durante o Siglo de Oro (Século de Ouro), fim do século XVI e o princípio do XVII, Madrid era uma capital diferente das grandes capitais europeias, tanto em termos de populção, que era bastante pequena para a importância da cidade, como também em termos económicos; a economia madrilenha dependia principalmente das Cortes, não existindo outras actividades económica relevantes.

Das Repúblicas à actualidade

Edifício Metropolis, na Gran Vía.
Edifício Metropolis, na Gran Vía.

No final do século XIX, a rainha Isabel II não conseguiu suster a tensão politíca o que culminou na Primeira República Espanhola. A república durou apenas dois anos, voltando-se novamente à monarquia. Mas a situação política não era estável, e em 1931 iniciou-se a Segunda República Espanhola; a esta seguiu-se a Guerra Civil Espanhola.

Madrid sofreu muito com a guerra; as ruas da cidade eram autênticos campos de batalha devido ao facto de ser um dos principais núcleos republicanos em Espanha. Durante esta guerra, foi alvo dos primeiros bombardeamentos aéreos contra civis da história da Humanidade. Mais tarde, já durante a ditadura de Francisco Franco, principalmente nos anos 60, o sul de Madrid tornou-se numa área muito industrializada e assistiu-se a um êxodo rural a grande escala que fez disparar a população da cidade.

Puerta de Europa.
Puerta de Europa.

Após o falecimento de Franco, os novos partidos políticos (incluindo os militantes de esquerda e os republicanos) aceitaram o desejo de Franco de ser sucedido pelo legítimo herdeiro ao trono de Espanha, Juan Carlos I, para que a estabilidade e democracia tivessem continuidade. Desta forma culminou-se na actual situação política espanhola, uma monarquia constitucional, cuja capital é Madrid[7].A prosperidade dos anos 80 fez com que a cidade consolidasse a sua posição no que diz respeito à economia, indústria, cultura, educação e tecnologia na Península Ibérica[8].

A 11 de Março de 2004 a cidade sofreu uma série de atentados com mochilas bomba em quatro comboios da rede Cercanías de Madrid. Os atentados, os maiores sofridos em Espanha e na União Europeia, levaram a vida a 191 pessoas e deixou mais de 1900 feridas. Três anos após esse triste episódio os reis de Espanha inauguram na praça Carlos V um monumento comemorativo dedicado às vítimas do atentado. Em 2006, Madrid foi palco de mais um atentado terrosista, desta vez no Aeroporto Madrid-Barajas; foi da autoria da ETA. Tirou a vida a duas pessoas e feriu outras 19.

Madrid apresentou uma candidatura para realizar os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, tendo no entanto perdido para a cidade de Londres. Contudo, o alcaide não cedeu e fez já com que fosse apresentada uma candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Turismo em Madrid

Madrid foi em 2006 a quarta cidade europeia mais visitada, e a primeira em Espanha; acolheu quase sete milhões de turistas esse ano[12]. A cidade é rica em arte e história, albergando alguns dos museus mais importantes do Mundo. Mas não só de arte vive a capital de espanhola; o Palácio Real de Madrid, o Parque do Bom Retiro, a Catedral de Almudena, a Plaza de España, a Puerta del Sol e o Parque del Buen Retiro são locais de elevado interesse turístico e histórico que todos os dias são visitados por centenas de pessoas. Outras dessas atracções são:

Plaza Mayor

A Plaza Mayor.
A Plaza Mayor.

A Plaza Mayor é um dos locais mais emblemáticos de cidade de Madrid. Situada no centro comercial da cidade, é uma praça portificada de planta rectangular completamente rodeada por edifícios. Existem ao todo nove entradas para a praça.

Foi construída durante o período Austríaco. Originalmente o seu nome era Plaza del Arrabal e foi projectada por Juan de Herrera, em 1581, a mando do rei Filipe II, com o fim de remodelar a caótica e atarefada zona. A construção começou só em 1617 durante o reinado de Filipe III. A obra foi deixada ao cargo de Juan Gómez de Mora e foi terminada dois anos mais tarde. Hoje em dia diz-se ser um projecto de Juan de Villanueva, depois de ter reconstruído a praça em 1790 após um grande incêndio. A Plaza Mayor foi cenário de vários eventos tais como: feiras, touradas e autos de fé. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III e data do ano de 1616.

Monumento a Cristóvão Colombo na Plaza de Colón.
Monumento a Cristóvão Colombo na Plaza de Colón.

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