1. Tipo de fonte ARIAL.
2. Papel formato A4: 210mm X 297mm.
3. Margens:
3.1 Superior 3cm;
3.2 Inferior 2cm;
3.3 Esquerda 3cm;
3.4 Direita 2cm.
4. Espacejamento: entre linhas e entre parágrafos é 1,5;
5. Parágrafos: justificados;
6. Numeração de páginas: no canto superior direito iniciando na introdução do trabalho;
7. Estruturas de parágrafos: iniciar sempre o parágrafo com uma tabulação para indicar o início (apor um recuo no começo do parágrafo).
8. Tamanho da fonte:
8.1 No título do artigo (em letras maiúsculas) = 12;
8.2 No nome do(s) autor(es) = 10;
8.3 Na titulação (nota de rodapé) 10;
8.4 No resumo = 10;
8.5 Nas palavras-chave = 12;
8.6 Na redação do texto (introdução, desenvolvimento e conclusão) = 12;
8.7 Nas citações longas = 10
8.8 Nas referências = 12.
9. Citação:
9.1 Destacar a fonte em negrito itálico, quando citação breve de até três linhas no mesmo parágrafo;
9.2 Utilizar um recuo maior do parágrafo, quando citação longa, com tamanho da fonte 10, aplicar espaço simples no parágrafo (não é necessário negrito nem itálico) no parágrafo;
9.3 Atentar para NBR 10520/2002;
9.4 Apor o sobrenome do autor, ano da publicação da obra e número da página.
Título do Artigo (Modelo de estrutura)
(APOR O NOME DO TEMA ABORDADO; CENTRALIZADO EM LETRAS MAIÚSCULAS; TAMANHO DA FONTE 12)
Apor dois espaços 1,5
Resumo: elaborar um resumo para convidar o leitor para a leitura do artigo, um parágrafo estruturado de cinco a dez linhas, sobre o tema indicando os objetivos do estudo desenvolvido com espaço entre linha simples; tamanho da fonte 10; com parágrafo justificado.
Apor dois espaços 1,5
Palavras-chave: escolher entre três e cinco palavras importantes sobre o tema que foi desenvolvido, e apor como palavras-chave do artigo (fonte 12; espaço entre linhas 1,5; parágrafo justificado).
Apor dois espaços 1,5
Iniciar a redação sobre o tema com estruturação de parágrafos, introdução, desenvolvimento e conclusão de forma clara e ortograficamente correta. (tamanho da fonte 12; espaço entre linhas 1,5; parágrafos justificado).
Apor dois espaços 1,5
Iniciar em ordem alfabética as Referências, conforme modelo e adaptação da NBR 6023/2002.
O artigo é uma pequena parcela de um saber maior, cuja finalidade, de um modo geral, é tornar pública parte de um trabalho de pesquisa que se está realizando. São pequenos estudos, porém completos, que tratam de uma questão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria para um livro.
- Cabeçalho – Título (subtítulo) do trabalho
- Autor(es)
- Crédito dos autores (formação, outras publicações)
- Introdução – apresentação do assunto, objetivos, metodologia
- Corpo do Artigo – texto, exposição, explicação e demonstração do material; avaliação dos resultados
- Conclusões e comentários – dedução lógica
- Referências bibliográficas
- Apêndices ou anexos
Obs. O Artigo Científico requisitado pelo curso de Psicanálise à Distância do CAEEP deve conter entre 3 a 4 páginas, no máximo. Deve ser redigido em fonte arial 12.
D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. 2a.ed. São
Paulo: Atlas, 2000.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia
científica. 4a. ed. São Paulo: Atlas, 2001
SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica: a construção
do conhecimento. 4a.. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001
Comunicar os resultados de pesquisas, idéias e debates de uma maneira
clara, concisa e fidedigna.
Servir de medida da produtividade (qualitativa e quantitativa) individual
dos autores e das intituições a qual servem.
Servir de medida nas decisões referentes a contratação,
promoção e estabilidade no emprego.
É um bom veículo para clarificar e depurar suas idéias.
Um artigo reflete a análise de um dado assunto, num certo período
de tempo.
Serve de meio de comunicação e de intercâmbio de idéias
entre cientistas da sua área de atuação.
Levar os resultados do teste de uma hipótese, provar uma teoria (tese,
trabalho científico).
Registrar, transmitir algumas observações originais.
Servir para rever o estado de um dado campo de pesquisa.
Artigos de periódico são trabalhos técnico-científicos, escritos por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas. Formam a seção principal em periódicos especializados e devem seguir as normas editoriais do periódico a que se destinam.
Os artigos podem ser de dois tipos:
a) originais, quando apresentam abordagens ou assuntos inéditos;
b) de revisão, quando abordam, analisam ou resumem informações já publicadas.
A estrutura de um artigo de periódico é composta de elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais.
O cabeçalho é composto de:
a) título do artigo, que deve ser centralizado e em negrito;
b) nome do(s) autor(es), com alinhamento à direita;
c) breve currículo do(s) autor(es), a critério do editor, que pode aparecer no cabeçalho ou em nota de rodapé.
Agradecimentos são menções que o autor faz a pessoas ou instituições das quais eventualmente recebeu apoio e que concorreram de maneira relevante para o desenvolvimento do trabalho. Os agradecimentos aparecem em nota de rodapé na primeira página do artigo ou no final deste.
Resumo é a apresentação concisa do texto, destacando seus aspectos de maior relevância.
Na elaboração do resumo, deve-se:
a) apresentar o resumo precedendo o texto, e escrito na mesma língua deste;
b) incluir obrigatoriamente um resumo em potuguês, no caso de artigos em língua estrangeira publicados em periódicos brasileiros;
c) redigir em um único parágrafo, em entrelinhamento menor, sem recuo de parágrafo;
d) redigir com frases completas e não com seqüência de títulos;
e) empregar termos geralmente aceitos e não apenas os de uso particular;
f) expressar na primeira frase do resumo o assunto tratado, situando-o no tempo e no espaço, caso o título do artigo não seja suficientemente explícito;
g) dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular;
h) evitar o uso de citações bibliográficas;
i) ressaltar os objetivos, os métodos, os resultados e as conclusões do trabalho;
l) elaborar o resumo com, no máximo, 250 palavras.
O resumo é denominado abstract, em inglês, resumen, em espanhol, résumé, em francês, riassunto, em italiano e Zusammenfassung em alemão. Não deve ser confundido com o sumário.
QUALIDADE NA SEGURANÇA DO ACERVO NA BIBLIOTECA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ – ESTUDO DE CASO
Angela Pereira de Farias Mengatto1
Eliane Maria Stroparo1
Eutália Cristina do Nascimento Moreto1
Luzia Glinski2
Sílvia Dambroski Marcon2
Tania de Barros Bággio1
Demonstra a experiência de implantação do Sistema de Segurança “3M Tatte-Tape” na Biblioteca de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná. Através da metodologia aplicada constatou-se que houve redução significativa da perda de livros e nos custos, sendo necessário, porém, a adoção de outras medidas, para que se possa estabelecer um nível satisfatório no item “Qualidade na Segurança do Acervo”.
Palavras-chave: Livros – Furto; Bibliotecas – Furto de livros, Bibliotecas – Medidas de segurança.
Este trabalho propõe-se a relatar a experiência de implantação de um sistema de segurança na Biblioteca de Ciência e Tecnologia (BCT), integrante do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Instalada em 1965, a biblioteca atende atualmente a treze cursos de graduação e onze de pós-graduação, possuindo um acervo de 49.216 volumes de livros e 3.636 títulos de periódicos e multimeios.
1 Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná – UFPR.
2 Bibliotecária Autônoma.
Inf. 2000, Curitiba, v.1, n.1, p.12-27. jan./jun. 1999
fonte: http://www.paratexto.com.br
Descritores (ou palavras-chave) são termos ou frases representativas dos assuntos tratados no artigo, apresentados em uma relação de até sete palavras, e que aparecem obrigatoriamente depois do resumo, precedidos da expressão Palavras-chave.
Recomenda-se a consulta a tesaur de áreas específicas.
São os elementos que compõem o texto do artigo. Dividem-se em introdução, desenvolvimento e conclusão.
A introdução expõe o tema do artigo, relaciona-o com a literatura consultada, apresenta os objetivos e a finalidade do trabalho. Trata-se do elemento explicativo do autor para o leitor.
O desenvolvimento ou corpo, como parte principal e mais extensa do artigo, visa a expor as principais idéias. É, em essência, a fundamentação lógica do trabalho.
Dependendo do assunto tratado, existe a necessidade de se subdividir o desenvolvimento nas etapas que seguem.
Metodologia é a descrição precisa dos métodos, materiais, técnicas e equipamentos utilizados. Deve permitir a repetição do experimento ou estudo com a mesma exatidão por outros pesquisadores.
Resultados são a apresentação dos dados encontrados na parte experimental. Podem ser ilustrados com quadros, tabelas, fotografias, entre outros recursos.
Restringe-se aos resultados do trabalho e ao confronto com dados encontrados na literatura.
A conclusão destaca os resultados obtidos na pesquisa ou estudo. Deve ser breve, podendo incluir recomendações ou sugestões para outras pesquisas na área.
Citação é a menção no texto de informação extraída de outra fonte para esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado.
Devem ser evitadas citações referentes a assuntos amplamente divulgados, rotineiros ou de domínio público, bem como aqueles provenientes de publicações de natureza didática, que reproduzem de forma resumida os documentos originais, tais como apostilas e anotações de aula.
As citações são diretas (transcrição literal de um texto ou parte dele) ou indiretas (redigidas pelo autor do trabalho com base em idéias de outros autores) e podem ser obtidas de documentos ou de canais informacionais (palestras, debates, conferências, entrevistas, entre outros). As fontes de que foram extraídas as citações são indicadas no texto pelo sistema da ABNT.
Notas de rodapé são indicações bibliográficas, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor.
Fonte: paginas.terra.com.br
O objetivo deste trabalho é orientar acadêmicos e bolsistas
de iniciação científica sobre a elaboração
de artigos científicos, muito utilizados para divulgação
de idéias, estudos avançados e resultados de pesquisa. Com uma
organização e normatização própria, o artigo
é uma publicação pequena, que possui elementos pré,
textuais e pós, com componentes e características específicas.
O texto ou parte principal do trabalho inclui introdução, desenvolvimento
e considerações finais, sendo redigido com regras específicas.
O estilo e as propriedades da redação técnico-científica
envolvem clareza, precisão, comunicabilidade e consistência,
havendo uma melhor compreensão do leitor. O conteúdo do artigo
é organizado de acordo com a ordem natural do tema e a organização/hierarquização
das idéias mais importantes, seguidas de outras secundárias.
A utilização de normas textuais, redacionais e gráficas,
não só padronizam o artigo científico, mas também
disciplinam e direcionam o pensamento do autor coerentemente a um objetivo
determinado.
Palavras-chave: Artigo científico, iniciação científica,
metodologia e trabalho acadêmico
O cientista, o grupo de pesquisa ou o estudioso, investiga, experimenta
e produz constantemente conhecimentos na sua área de estudo e outras
áreas correlatas, proporcionando relações, comparações,
refutações entre conceitos e teorias, colaborando com o avanço
da ciência. Esse processo dinâmico de produção científica
pode dar-se a nível regional, nacional, e principalmente mundial, exigindo
do cientista dedicação e atualização permanente.
Entre os procedimentos mais eficazes e rápidos para a divulgação
dos resultados de uma pesquisa, ou mesmo para o debate acerca de uma teoria
ou idéia científica, a academia utiliza principalmente o artigo
científico, o paper, o review, a comunicação científica,
o resumo. São veiculados em publicações especializadas
como revistas e jornais científicos, periódicos, anais, etc.,
impressos ou eletrônicos no mundo todo.
Atualmente esse formato de publicação científica é
maciçamente utilizado pela maioria dos pesquisadores e grupos de pesquisa
no mundo, para divulgação de novos conhecimentos e como meio
para adquirir notoriedade e respeito dentro da comunidade científica.
No entanto, observa-se um grau acentuado de dificuldade, por parte do pesquisador
iniciante, na organização e redação dos primeiros
artigos técnico-científicos, principalmente em relação
a estrutura e organização do texto, colocação
das idéias, utilização de certos termos, subdivisão
dos assuntos, inserção de citações durante a elaboração
do texto, entre outros.
Se o texto em questão (com determinadas características para
ser científico) for o relatório final de uma pesquisa de campo
ou laboratório, terá uma estrutura mais centrada na metodologia,
na apresentação e discussão dos resultados, utilizando
inúmeros recursos estatísticos disponíveis, como tabelas
e gráficos. Mas, muitos artigos acadêmicos são teóricos,
e o(s) autor(es) preocupa-se mais com a sua fundamentação referencial,
procurando ordena-lo conforme sua linha de raciocínio e acrescentando
algumas considerações pessoais.
As dificuldades para elaboração de um artigo científico
podem ser minimizadas se o autor organizar-se e estiver convencido que o trabalho
deve possuir rigor científico. Conforme afirma Ramos et al. (2003,
p.15),
Executar uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você
escolha um tema e defina um problema para ser investigado. A definição
dependerá dos objetivos que se pretende alcançar. Nesta etapa
você elabora um plano de trabalho e, após deverá explicitar
se os objetivos foram alcançados, [...]. É importante apresentar
a contribuição da pesquisa para o meio científico.
Nesse contexto o presente artigo tem por objetivo orientar os interessados
na elaboração de artigos científicos, principalmente
acadêmicos de graduação, estudantes de pós-graduação
e bolsistas de iniciação científica, facilitando o acesso
e expondo alguns conceitos e orientações, dispersos na literatura
acerca da elaboração do artigo científico, bem como enriquecendo
aspectos sobre as finalidades do artigo, sua redação, organização
conceitual, ordenação temática, exposição
metódica de informações científicas, bem como
suas principais características. Portanto é muito mais um texto
didático, que pretende colaborar na aprendizagem dos cientistas que
iniciam e possuem diversas dúvidas sobre a elaboração
e organização desse tipo de publicação.
Inicialmente são discutidos, o conceito, as diferentes classificações
e os fins pelos quais são elaborados artigos científicos, em
diversos contextos, sendo depois analisadas as características e organização
do texto, seus componentes e o estilo redacional recomendado. A uniformização
gráfica não está contemplada em função
dos objetivos aqui propostos, e porque varia muito de acordo com as normas
específicas da instituição ou do orgão que realiza
a publicação.
Elaborar um artigo científico é, num sentido genérico,
contribuir para o avanço do conhecimento, para o progresso da ciência.
No início, a produção científica tende a aproveitar
em grande medida, os saberes e conhecimentos de outros autores, ficando o
texto final com um percentual elevado de idéias extraídas de
várias fontes (que devem ser obrigatoriamente citadas). Com o exercício
contínuo da pesquisa e da investigação científica,
consolida-se a autoria, a criatividade e a originalidade da produção
de conhecimentos, bem como a síntese de novos saberes. Como afirma
Demo:
A elaboração própria implica processo complexo e evolutivo
de desenvolvimento da competência, que, como sempre, também começa
do começo. Este começo é normalmente a cópia.
No início da criatividade há treinamento, que depois se há
de jogar fora. A maneira mais simples de aprender, é imitar. Todavia,
este aprender que apenas imita, não é aprender a aprender. Por
isso, pode-se também dizer que a maneira mais simples de aprender a
aprender, é não imitar. (2002, p.29)
É necessário darmos os primeiros passos nesse processo de construção
da atitude científica, que é antes de tudo uma postura crítica,
racional e intuitiva ao mesmo tempo, que provoca a seu termo, como diz Kuhn
(Apud MORIN, 2002), uma série de revoluções desracionalizantes,
e por sua vez, cada uma, nova racionalização.
Portanto, conhecer a natureza, a estrutura e os mecanismos básicos
utilizados na elaboração de artigos, é apropriar-se de
um elemento revolucionário, que transforma paradigmas científicos.
De acordo com a UFPR (2000b), “artigos de periódicos são
trabalhos técnico-científicos, escritos por um ou mais autores,
com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos
e resultados de pesquisas” (p.2).
Consistem em publicações mais sintéticas, mesmo sendo
assuntos bem específicos, com uma abordagem mais “enxuta”
do tema em questão, apesar da relativa profundidade na sua análise.
Possuem mais versatilidade que os livros, por exemplo, sendo facilmente publicáveis
em periódicos ou similares, atingindo simultaneamente todo o meio científico.
Como diz Tafner et al. (1999, p.18) “esses artigos são publicados,
em geral, em revistas jornais ou outro periódico especializado que
possua agilidade na divulgação (grifo meu)”.
Por esse motivo, o artigo científico não é extenso, totalizando
normalmente entre 5 e 10 páginas, podendo alcançar, dependendo
de vários fatores (área do conhecimento, tipo de publicação,
natureza da pesquisa, normas do periódico, etc.), até 20 páginas,
garantindo-se em todos os casos, que a abordagem temática seja o mais
completa possível, com a exposição dos procedimentos
metodológicos e discussão dos resultados nas pesquisas de campo,
caso seja necessário a repetição da mesma por outros
pesquisadores (LAKATOS e MARCONI, 1991; MEDEIROS, 1997; SANTOS, 2000).
Além disso, recomenda-se uma determinada normatização
para essas publicações, tanto na estrutura básica quanto
na uniformização gráfica, como também na redação
e organização do conteúdo, diferenciando-se em vários
aspectos das monografias, dissertações e teses, que constituem
os principais trabalhos acadêmicos.
Em geral, os artigos científicos objetivam publicar e divulgar os resultados
de estudos:
“a) originais, quando apresentam abordagens ou assuntos inéditos;
b) de revisão, quando abordam, analisam ou resumem informações
já publicadas” (UFPR, 2000a, p.2).
Observa-se muitas vezes a utilização de ambas as situações
na elaboração dos artigos, onde incluem-se informações
inéditas, tais como resultados de pesquisa, juntamente com uma fundamentação
teórica baseada em conhecimentos publicados anteriormente por outros
ou pelo mesmo autor.
Na maioria dos casos, dependendo da área do conhecimento e da natureza do estudo, encontram-se artigos priorizando a divulgação de:
- procedimentos e resultados de uma pesquisa científica (de campo);
- abordagem bibliográfica e pessoal sobre um tema;
- relato de caso ou experiência (profissional, comunitária, educacional,
etc.) pessoal e/ou grupal com fundamentação bibliográfica;
- revisão bibliográfica de um tema, que pode ser mais superficial
ou bem aprofundada, também conhecida como review.
É importante considerar que essas abordagens não se excluem,
pelo contrário, são amplamente flexíveis, assim como
a própria ciência, podendo na elaboração do artigo
científico, serem utilizadas de forma conjugada, desde que resguardadas
as preocupações relativas a cientificidade dos resultados, idéias,
abordagens e teorias, acerca dos mais diferentes temas que caracterizam o
pensamento científico.
Uma dos recursos amplamente utilizados atualmente em artigos de periódicos,
principalmente nas ciências humanas e sociais é, sem dúvida,
o “relato de experiência”, enriquecendo a fundamentação
teórica do texto com a própria vivência profissional ou
pessoal do autor, sem a formalidade de enquadrar o conteúdo numa metodologia
de estudo de caso, que tornaria o trabalho bem mais oneroso. O relato de experiência
é a descrição, de maneira mais informal, e sem o rigor
exigido na apresentação de resultados de pesquisa, que se incorpora
no texto e dá, muitas vezes, mais vida e significado para leitura do
que se fosse apenas um texto analítico.
Independente do tipo ou objetivo Medeiros (1997) afirma que a elaboração
de “um artigo científico exige o apoio das próprias idéias
em fontes reconhecidamente aceitas” (p.44).
Observa-se, por exemplo, que nas Ciências Naturais o artigo científico
é quase que exclusivamente utilizado para apresentação
e análise de resultados de pesquisas experimentais, e o review, em
função do alto nível de aprofundamento do tema e compleitude
na sua abordagem, normalmente é assinado por cientistas conhecidos
tradicionalmente na área ou linha de pesquisa em questão. Já
nas Ciências Humanas e Sociais, o artigo científico é
utilizado para os mais diversos fins, inclusive, sendo comum outras abordagens
não mencionadas anteriormente.
Assim como em todo trabalho acadêmico, o artigo científico
possui uma organização e normatização própria,
que pode ser apresentada da seguinte forma:
- estrutura básica;
- uniformização redacional;
- uniformização gráfica.
Os estudos e publicações científicas, principalmente
artigos e monografias, independentes do tamanho, são normalmente redigidos
e apresentados com vários aspectos da organização gráfica
e redacional semelhantes, podendo ser reconhecidos em todo o mundo científico.
Muitos acadêmicos que iniciam na elaboração de trabalhos
de pesquisa reclamam do excesso de normas e dos detalhes minuciosos com que
devem ser redigidos, considerando um demasiado apego à forma externa,
em detrimento do fundo (conteúdo e informações), que
é essencial na produção científica.
De certa maneira deve-se concordar que as dificuldades para o iniciante em
trabalhos técnico-científicos, sejam artigos ou outros trabalhos,
são acrescidas em função das regras e normas recomendadas
pela academia, podendo no início haver um certo embaraço na
atenção e na ordenação das idéias. Mas
como sempre acontece com o potencial humano, o exercício e a prática
continuada de determinada ação proporciona a destreza, que posteriormente
é transformada em ato criativo.
Apesar da “flexibilidade” ser pertinente na elaboração
e organização de artigos científicos, é necessário
que esses textos possuam certas normas, que gradualmente incorporam-se na
atitude científica do pesquisador.
Neste trabalho, em função dos objetivos propostos inicialmente,
serão apresentados apenas os assuntos referentes a estrutura básica
e uniformização redacional do artigo científico. A uniformização
gráfica, cujas normas variam conforme a instituição que
publica, possui ampla abordagem na literatura relacionada a metodologia científica,
podendo ser facilmente encontrada.
A estrutura básica do artigo científico é a forma como
o autor organiza os componentes do texto, da primeira a última página.
É a ordenação coerente dos itens e dos conteúdos
ao longo da sua redação geral. É a maneira como estruturam-se
as partes objetivas/subjetivas, explícitas/implícitas, durante
a elaboração do texto científico.
Em função do tamanho reduzido recomendado para o artigo científico,
a economia e a objetividade são fundamentais na exposição
das informações, procurando manter a profundidade do tema, seja
na abordagem de teorias ou idéias, seja na análise de resultados
de pesquisa e sua discussão. Nesse ponto, a elaboração
de artigos técnico-científicos é mais complexa que outros
trabalhos acadêmicos, onde há maior liberdade na apresentação
e exposição do tema.
No artigo científico, o conhecimento e o domínio pelo autor
da estrutura básica padrão, é muito importante para a
elaboração do trabalho, sendo o mesmo composto de vários
itens, e distribuídos em elementos pré-textuais, elementos textuais
e elementos pós-textuais, com seus componentes subdivididos de acordo
com o Quadro 1.
QUADRO 1 – Distribuição dos itens que compõe o
artigo científico em relação aos elementos da estrutura
básica
| Elementos |
Componentes |
|---|---|
| Pré-textuais ou parte preliminar |
Título
Sub-título (quando for o caso)
Autor (es)
Crédito(s) do(s) autor(es)
Resumo
Palavras-chave ou descritores
Abstract (quando for o caso)
Key-words (quando for o caso) |
| Textuais ou corpo do artigo |
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão |
| Pós-textuais ou referencial |
Referências |
Cada um desses elementos, e seus respectivos componentes, é imprescindível na composição do artigo, apresentando informações e dados fundamentais para a compreensão do trabalho como um todo, sendo muito importante não omiti-los.
Os elementos pré-textuais, também chamados de parte preliminar
ou ante-texto, compõe-se das informações iniciais necessárias
para uma melhor caracterização e reconhecimento da origem e
autoria do trabalho, descrevendo também, sucinta e objetivamente, algumas
informações importantes para os interessados numa análise
mais detalhada do tema (título, resumo, palavras-chave).
O título do artigo científico deve ser redigido com exatidão,
revelando objetivamente o que o restante do texto está trazendo. Apesar
da especificidade que deve ter, não deve ser longo a ponto de tornar-se
confuso, utilizando-se tanto quanto possível de termos simples, numa
ordem em que a abordagem temática principal seja facilmente captada.
O sub-título é opcional e deve complementar o título
com informações relevantes, necessárias, somente quando
for para melhorar a compreensão do tema.
Título e sub-título são portas de entrada do artigo científico;
é por onde a leitura começa, assim como o interesse pelo texto.
Por isso deve ser estratégico, elaborado após o autor já
ter avançado em boa parte da redação final, estando com
bastante segurança sobre a abordagem e o direcionamento que deu ao
tema. Deve ser uma composição de originalidade e coerência,
que certamente provocará o interesse pela leitura.
Após, o nome do autor vai imediatamente seguido dos créditos,
constituindo-se do nome da instituição onde leciona ou trabalha
e da sua titulação. Também podem ser citados outros dados
relevantes, ficando isto a critério do autor ou da instituição
que publica. Quando é mais de um autor, normalmente o primeiro nome
é o autor principal, ou 1° autor, sendo sempre citado ou referenciado
afrente dos demais.
O resumo indica brevemente os principais assuntos abordados no artigo científico,
iniciando com os objetivos do trabalho, metodologia e análise de resultados
(nas pesquisas de campo) ou idéias principais, encerrando com breves
considerações finais do pesquisador. Deve-se evitar qualquer
tipo de citação bibliográfica. A Norma Brasileira Registrada
(NBR) 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(1987), possui uma normatização completa para a elaboração
de resumos.
Em seguida, são relacionadas de 3 a 6 palavras-chave que expressem
as idéias centrais do texto, podendo ser termos simples e compostos,
ou expressões características. A preocupação do
autor na escolha dos termos mais apropriados, deve-se ao fato dos leitores
identificarem prontamente o tema principal do artigo lendo o resumo e palavras-chave.
No levantamento bibliográfico feito através de softwares especializados
ou pela internet, utilizam-se em grande escala esses dois elementos pré-textuais.
Quando o artigo científico é publicado, em revistas ou periódicos
especializados de grande penetração nos centros científicos,
inclui-se na parte preliminar o abstract e key-words, que são o resumo
e as palavras-chave traduzido para o idioma inglês.
Considerada a parte principal do artigo científico, compõe-se
do texto propriamente dito, sendo a etapa onde “o assunto é apresentado
e desenvolvido” (UFPR, 2000a, p.27) e por esse motivo é chamado
corpo do trabalho. Como em qualquer outro trabalho acadêmico, os elementos
textuais subdividem-se em introdução, desenvolvimento e conclusão
ou considerações finais, sendo redigidos de acordo com algumas
regras gerais, que promovem maior clareza e melhor apresentação
das informações contidas no texto.
Na introdução o tema é apresentado de maneira genérica,
“como um todo, sem detalhes” (UFPR, 2000a, p.28), numa abordagem
que posicione bem o assunto em relação aos conhecimentos atuais,
inclusive a recentes pesquisas, sendo abordadas com maior profundidade nas
etapas seguintes do artigo. É nessa parte que o autor indica a finalidade
do tema, destacando a relevância e a natureza do problema, apresentando
os objetivos e os argumentos principais que justificam o trabalho. “Trata-se
do elemento explicativo do autor para o leitor” (UFPR, 2000a, p.28).
A introdução deve criar uma expectativa positiva e o interesse
do leitor para a continuação da análise de todo artigo.
Em alguns textos, o final da introdução também é
utilizado pelo autor para explicar a seqüência dos assuntos que
serão abordados no corpo do trabalho.
O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo
científico, caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada
dos aspectos conceituais mais importantes do assunto. É onde são
amplamente debatidas as idéias e teorias que sustentam o tema (fundamentação
teórica), apresentados os procedimentos metodológicos e análise
dos resultados em pesquisas de campo, relatos de casos, etc.
Conforme a UFPR (2000b, p.27) “o desenvolvimento ou corpo, como parte
principal e mais extensa do artigo, visa expor as principais idéias.
É [...] a fundamentação lógica do trabalho”.
O autor deve ter amplo domínio sobre o tema abordado, pois quanto maior
for o conhecimento a respeito, tanto mais estruturado e completo (dir-se-á
“amadurecido”) será o texto. De acordo com Bastos et al.
(2000) organização do conteúdo deve possuir uma ordem
seqüencial progressiva, em função da lógica inerente
a qualquer assunto, que uma vez detectada, determina a ordem a ser adotada.
Muitas vezes pode ser utilizada a subdivisão do tema em seções
e subseções.
O desenvolvimento ou parte principal do artigo, nas pesquisas de campo, é
onde são detalhados itens como: tipo de pesquisa, população
e amostragem, instrumentação, técnica para coleta de
dados, tratamento estatístico, análise dos resultados, entre
outros, podendo ser enriquecido com gráficos, tabelas e figuras. O
título dessa seção, quando for utilizado, não
deve estampar a palavra “desenvolvimento” nem “corpo do
trabalho”, sendo escolhido um título geral que englobe todo o
tema abordado na seção, e subdividido conforme a necessidade.
A conclusão é parcial e a última parte dos elementos
textuais de um artigo, e deve guardar proporções de tamanho
e conteúdo conforme a magnitude do trabalho apresentado, sem os “delírios
conclusivos” comuns dos iniciantes, nem os freqüentes exageros
na linguagem determinística. Comumente chamado de “Considerações
finais”, em função da maior flexibilidade do próprio
termo, esse item deve limitar-se a explicar brevemente as idéias que
predominaram no texto como um todo, sem muitas polêmicas ou controvérsias,
incluindo, no caso das pesquisas de campo, as principais considerações
decorrentes da análise dos resultados. O autor pode nessa parte, conforme
o tipo e objetivo da pesquisa, incluir no texto algumas recomendações
gerais acerca de novos estudos, sensibilizar os leitores sobre fatos importantes,
sugerir decisões urgentes ou práticas mais coerentes de pessoas
ou grupos, etc.
Como lembram Tafner et al. (1999) a conclusão “deve explicitar
as contribuições que o trabalho alcançou, [...] deve
limitar-se a um resumo sintetizado da argumentação desenvolvida
no corpo do trabalho, [...] devem estar todas fundamentadas nos resultados
obtidos na pesquisa” (p.46).
Sugere-se que cada componente dos elementos textuais em um artigo científico
tenham um tamanho proporcional em relação ao todo, conforme
explicitado na Tabela 1.
TABELA 1 – Proporcionalidade de cada elemento textual em relação
ao tamanho total do corpo ou parte principal do artigo científico
| n.º |
Elemento textual |
Proporção |
|---|---|---|
| 01 02 03 |
Introdução Desenvolvimento Conclusão ou Considerações finais |
2 a 3/ 10 6 a 7/ 10 ½ a 1/ 10 |
|
|
Total |
10/ 10 |
Na elaboração de qualquer trabalho acadêmico, os elementos
pós-textuais, compreendem aqueles componentes que completam e enriquecem
o trabalho, sendo alguns opcionais, variando de acordo com a necessidade.
Entre eles destacam-se: Referências, Índice remissivo, Glossário,
Bibliografia de apoio ou recomendada, Apêndices, Anexos, etc.
No artigo científico utiliza-se obrigatoriamente a Referência,
que consiste no “conjunto padronizado de elementos que permitem a identificação
de um documento no todo ou em parte” (UFPR, 2000a, p.37). Com maior
freqüência é utilizada a lista de referências por
ordem alfabética (sistema alfabético) no final do artigo, onde
são apresentados todos os documentos citados pelo autor. Menos comum,
também pode-se optar pela notação numérica, que
utiliza predominantemente as notas de rodapé na própria página
onde o documento foi citado. Existem normas para utilização
de ambas, disciplinadas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT, e periodicamente atualizadas.
“Considerada por muitos uma etapa extremamente difícil, vale
lembrar que, para escrever textos técnicos, segue-se basicamente o
mesmo raciocínio utilizado para sua leitura.” (SANTOS, 2000,
p.89)
Da mesma forma como se faz o fichamento e o esquema na leitura técnica,
a grande maioria dos pesquisadores e estudiosos que elaboram textos científicos,
utilizam-se previamente de um planejamento ou esquema (esqueleto) montado
a partir de leituras, observações e reflexões, através
de técnicas apropriadas, como o fichamento, as listas de assuntos,
o brainstorming. A organização coerente desse plano de conteúdos
deve respeitar os objetivos do trabalho e a ordenação natural
do tema, pois dessa forma, conforme afirma Medeiros (1997) não se repetem
idéias e nem deixa-se nada importante de lado.
“A redação inicia-se pela ‘limpeza’ (seleção)
dos dados; segue-se a organização dos blocos de idéias;
faz-se a hierarquização das idéias importantes. Agora
as informações estão prontas para serem redigidas.”
(SANTOS, 2000, p.91)
Sugerindo a utilização de outros recursos, principalmente eletrônicos,
na redação do texto científico, Máttar Neto (2002)
sugere que não seja realizada a etapa inicial de livre associação
de idéias, como no brainstorming, mas sim utilizado o sumário
nos processadores de textos no computador (Microsoft Word, por exemplo), evitando
o caos na fase inicial da redação.
[...] método do sumário tende a preservar tanto a possibilidade
da livre associação quanto da ordenação, do começo
ao final da redação do texto. Do nosso ponto de vista, o caos
deve estar pré-ordenado, desde o início, e, com o sumário,
o espaço para o caos fica preservado, até o final do processo
[...]. (MÁTTAR NETO, 2002, p.175)
Qualquer conteúdo que se queira divulgar por intermédio de um
artigo científico, seja o resultado de uma pesquisa, uma teoria, uma
revisão, etc., possui um certo grau de dificuldade, em função
do espaço pequeno para o desenvolvimento das idéias. Por isso,
Medeiros (2000) sugere que a apresentação do texto deve ser
clara, concisa, objetiva; a linguagem correta, precisa, coerente, simples,
evitando-se adjetivos inúteis, repetições, rodeios, explicações
desnecessárias.
O estilo da redação utilizada em artigos científicos
é chamado técnico-científico, “diferindo do utilizado
em outros tipos de composição, como a literária, a jornalística,
a publicitária” (UFPR, 2000c, p.1). Com características
e normas específicas, o estilo da redação científica
possui certos princípios básicos, universais, apresentados em
diversas obras, principalmente textos de metodologia científica, que
colaboram para o desempenho eficiente da redação científica.
Com fins didáticos, será apresentado em forma de quadro explicativo,
as principais informações e princípios básicos
sobre o estilo da redação técnico-científico,
baseando-se em três referências bibliográficas que tratam
do tema.
Bastos et al. (2000) estruturam os princípios básicos da uniformização
redacional em quatro itens indispensáveis: “clareza, precisão,
comunicabilidade e consistência” (p.15).
QUADRO 2 – Descrição dos princípios básicos
da redação técnico-científica segundo Bastos et
al.(2000)
| Característica |
Descrição |
|---|---|
| Clareza |
- não deixa margem a interpretações diversas; - não utiliza linguagem rebuscada, termos desnecessários ou ambíguos; - evita falta de ordem na apresentação das idéias; |
| Precisão |
- cada palavra traduz exatamente o que o autor transmite; |
| Comunicabilidade |
- abordagem direta e simples dos assuntos; - lógica e continuidade no desenvolvimento das idéias; - uso correto do pronome relativo "que"; - uso criterioso da pontuação; |
| Consistência |
- de expressão gramatical - é violada quando, por ex., numa enumeração de 3 itens, o 1° é substantivo, o 2º uma frase e o 3º um período completo; - de categoria - equilíbrio existente nas seções de um capítulo ou subseções de uma seção; - de seqüência - ordem na apresentação de capítulos, seções e subseções do trabalho; |
A UFPR (2000c) descreve as características da redação
técnico-científica em diversos princípios básicos,
sendo os principais apresentados no Quadro 3.
QUADRO 3 – Descrição dos princípios básicos
da redação técnico-científica segundo UFPR(2000c)
| Característica |
Descrição |
|---|---|
| Objetividade e coerência |
- abordagem simples e direta do tema; - seqüência lógica e ordenada de idéias; - coerência e progressão na apresentação do tema conforme objetivo proposto; - conteúdo apoiado em dados e provas, não opinativo; |
| Clareza e precisão |
- evita comentários irrelevantes e redundantes; - vocabulário preciso (evita linguagem rebuscada e prolixa); - nomenclatura aceita no meio científico; |
| Imparcialidade |
- evita idéias pré-concebidas; - não faz prevalecer seu ponto de vista; |
| Uniformidade |
- uniformidade ao longo de todo texto (tratamento, pessoa gramatical, números, abreviaturas, siglas, títulos de seções); |
| Conjugação |
- uso preferencial da forma impessoal dos verbos; |
Santos (2000) estabelece o estilo e as propriedades da redação
científica, enumerando várias características importantes
para cada tipo, sendo os principais apresentados no Quadro 4.
QUADRO 4 – Descrição dos princípios básicos
da redação técnico-científica segundo Santos(2000)
| Tipo |
Característica |
Descrição |
|---|---|---|
| Estilo da redação |
Brevidade
Concretude
Consistência
Impessoalidade
Precisão
Simplicidade |
-
afirmativas compactas e claras;
- evita substantivos
abstratos e sentenças vagas;
- usa termos correntes
e aceitos;
- visão
objetiva dos fatos, sem envolvimento pessoal;
- usa linguagem
precisa (correspondência entre a linguagem e o fato comunicado);
- texto sem complicações
e explicações longas; |
| Propriedades do texto |
Clareza
Coerência
Direção
Objetividade
Seletividade |
-
redação clara, compreendida na 1ª leitura;
- as partes do
texto são interligadas;
- indica o caminho
que vai seguir (unidade de pensamento);
- imparcialidade
na redação;
- prioriza conteúdos
importantes; |
O artigo científico, assim como outros tipos de trabalhos acadêmicos,
abordam temas teóricos de pesquisa, revisões bibliográficas,
pesquisas de campo, e tem a finalidade de comunicar ao mundo científico
os conhecimentos elaborados a partir dos critérios da ciência.
A elaboração de qualquer artigo deve respeitar uma organização
própria, constituída de uma estrutura básica, uma uniformização
redacional e uma gráfica, que somadas formam o conjunto de normas recomendadas
para este tipo de publicação.
A estrutura básica do artigo científico é composta dos
elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, subdivididos
em vários componentes e contendo informações imprescindíveis
para o entendimento do tema, da sua fundamentação e da autoria
do trabalho.
A elaboração e o desenvolvimento do texto no artigo científico
requer a definição e o entendimento exato do tema e sua ordenação
natural, a organização e a hierarquização interna
das idéias principais e secundárias, e a compreensão
acerca da necessidade de uma linguagem simples e concisa devido ao tamanho
pequeno recomendado para o artigo.
A redação técnico-científica desenvolvida no texto
do artigo possui características de estilo e propriedade próprias,
como clareza, precisão, comunicabilidade e consistência, possibilitando
a compreensão exata e objetiva por parte do leitor e a economia de
espaço, sem perder a qualidade na comunicação das idéias.
A utilização de normas e diretrizes para elaboração
e apresentação de artigos científicos, além de
padronizar o formato geral e a organização do texto, são
fundamentais para construção gradativa do pensamento científico
do autor, estabelecendo parâmetros individuais seguros na abordagem
e análise de temas e problemas científicos.
Este artigo foi elaborado para orientar acadêmicos e iniciantes na atividade
de produção do conhecimento, reforçando conceitos e pressupostos
científicos, propondo normas já de domínio da ciência
e organizando alguns procedimentos utilizados na redação de
textos técnico-científicos.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028:
resumo. Rio de Janeiro, 1987.
BASTOS, Lília et al. Manual para elaboração de projetos
e relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monografias.
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000.
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 5ª ed. Campinas: Autores Associados,
2002.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina Andrade. Fundamentos da metodologia científica.
3ª ed. São Paulo: Atlas, 1991.
MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na
era da informática. São Paulo: Saraiva, 2002.
MEDEIROS, João B. Redação Científica: a prática
de fichamentos, resumos e resenhas. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1997.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 6ª ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2002.
RAMOS, Paulo; RAMOS, Magda Maria; BUSNELLO, Saul José. Manual prático
de metodologia da pesquisa: artigo, resenha, monografia, dissertação
e tese. Blumenau: Acadêmica, 2003.
SANTOS, Antônio. Metodologia científica: a construção
do conhecimento. 3ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
TAFNER, Malcon; TAFNER, José; FISCHER, Julianne. Metodologia do trabalho
acadêmico. Curitiba: Juruá, 1999.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Normas para apresentação
de documentos científicos: teses, dissertações, monografias
e trabalhos acadêmicos. Curitiba: UFPR, 2000a. v.2.
______. Normas para apresentação de documentos científicos:
periódicos e artigos de periódicos. Curitiba: UFPR, 2000b. v.4.
______. Normas para apresentação de documentos científicos:
redação e editoração
Fonte: www.serprofessoruniversitario.pro.br