Na primeira citação no texto, devem ser traduzidas, a não ser que sejam de uso corrente na área de conhecimento em questão. Escreve-se o nome por extenso e depois a sigla entre parênteses.
Abreviaturas ou siglas estrangeiras – Usa-se a forma original, sem tradução, exceto nos casos de uso consagrado.
Abreviaturas de locuções técnicas e comerciais – Usam-se apenas as iniciais, maiúsculas e sem pontos.
Abreviaturas com redução do vocábulo – Dr., Dra.,
Sr., Sra., Prof., Profa., Exmo., Ilmo.
Siglas de até três letras, silabáveis ou não –
Escrevem-se as iniciais, maiúsculas e sem pontos (ONU, FMI, CEE).
Siglas silabáveis, com quatro letras ou mais – Escreve-se apenas a primeira letra, maiúscula (Ipea, Celg, Petrobras, Unicef).
Siglas não-silabáveis – Escrevem-se as iniciais, maiúsculas e sem pontos (INPS, RFFSA, DNOCS).
Siglas oficiais – Usa-se a grafia convencionada, transcrevendo-se maiúsculas, minúsculas, acentos e pontos (MAer, CNPq, UnB, DOI-Codi).
Abreviaturas com corpo elevado ou rebaixado – 1.o , 1.a , cm³ , O2, n.°
AGRADECIMENTOS – Preferencialmente, deve vir dentro do texto de apresentação ou do prefácio, e não em página própria.
ALINHAMENTO – O normal é não haver um espaço maior entre os parágrafos, a não ser como recurso proposital para dar mais destaque a cada parágrafo, arejar ou ampliar a página ou aumentar o número de páginas.
APRESENTAÇÃO – O próprio autor ou outra pessoa apresenta o livro ou fatos relativos a ele.
Simples – Usam-se para citação dentro da citação,
quando esta não tem margem recuada.
Dupla – Usadas em empréstimos, realces e citações
com menos de três linhas; quando completam texto do autor, fecham antes
do ponto final ou vírgula; quando encerram texto citado de terceiro,
ainda que iniciado por minúscula, mesmo depois de dois pontos, fecham
depois do ponto final.
ASTERISCOS – Devem ser evitados. Para identificar os autores, em obras
de autoria coletiva, escrevem-se os nomes, seguidos de dados pessoais, no
rodapé da página inicial.
CITAÇÕES – Marcadas com aspas, quando dentro do texto, ou com margem recuada e corpo um ponto menor, redondo, quando tiverem mais de três linhas. São identificadas pelo nome do autor em maiúsculas e minúsculas, ano de publicação e página citada, entre parênteses, no final da citação (evitar remeter para nota de rodapé ou notas de final de capítulo). Não se abre parágrafo nas citações recuadas. Quando as reticências estão no meio da citação, ficam entre colchetes. Na citação, tudo que não é do autor vem entre colchetes. Nas citações dentro do texto, o ponto final vem após os parênteses, não no final da frase, após as aspas. Nas citações com margem recuada, o ponto vem no final da frase, não após os parênteses.
CONTRACAPA – Texto opcional rápido e objetivo, a critério da editora. Não pode repetir o texto da orelha.
COORDENADOR – Trabalha junto com os autores. Define os temas, coordena a edição e também escreve, participando da obra como autor.
COPYRIGHT © – Deve constar na parte superior do verso da folha de rosto, em decorrência de contrato, para resguardar o direito autoral.
CORPO DO TEXTO – Atualmente não é menor que 11 (11/12 ou 11/13). A leitura fica melhor em corpo com serifas. Texto vazado não deve ter serifas. Nos textos com maiúsculas, usam-se corpos 10/10 ou 10/11.
CRIVO – Verificação final da obra, conferindo e padronizando todos os seus componentes: capa, lombada, contracapa, orelha; falsa folha de rosto, verso da falsa folha, folha de rosto, verso da folha de rosto, epígrafe, agradecimentos, apresentação, sumário, prefácio; títulos e intertítulos de capítulos, corpos e fontes, grafias das palavras, destaques, uso de negrito, itálico e aspas; notas de rodapé, notas de final de capítulo e sua marcação no texto; figuras, tabelas, gráficos e quadros; referências. Utilizar o Check-List da Editora.
DATAS – Quando completas, no corpo do texto: 2 de março de 1986 (preferencialmente) ou 2/3/1986. Quando se indicam apenas mês e ano: março de 1986. Quando indicadas numericamente em publicações internacionais: 1986.03.02. Em notas e nas referências, usam-se as formas abreviadas do mês: mar. 1986.
DÉCADAS – Década de 1940 (preferencialmente) ou anos 40.
DEDICATÓRIA – Opcional, em página própria, ímpar.
DESTAQUE – Para destaques nos textos, evitar o uso de negrito. Preferir aspas ou itálico (que deve ser empregado com moderação). Nos destaques com maiúsculas, usar small.
Edição - Conjunto de exemplares de um livro, impressos a partir
de uma mesma matriz, com ISBN próprio.
Primeira edição - Primeira publicação de um original.
Em caso de tradução, a edição mencionada deve
corresponder à da obra traduzida e não à do original.
Reedição - Edição diferente da anterior, seja
por modificações feitas no conteúdo ou na forma de apresentação
do livro (edição revista, ampliada, atualizada etc.), seja por
mudança de editor. Cada reedição recebe um número
de ordem: 2.ª edição, 3.ª edição etc.
Reimpressão - Nova impressão de um livro, sem modificações
no conteúdo ou na forma de apresentação, exceto as correções
de erros de composição ou impressão.
Tiragem - Quantidade de exemplares de cada edição.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS – Posfácio. Apêndices e anexos.
Glossário. Índices. Suplemento ou adendo. Colofão.
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS – Falsa folha de rosto. Folha de rosto. Dedicatória. Agradecimentos. Epígrafe. Sumário. Lista de ilustrações. Lista de quadros e tabelas. Lista de reduções. Prefácio.
ELEMENTOS TEXTUAIS – Texto. Referências. Elementos de apoio ( notas, citações, tabelas e quadros, fórmulas, ilustrações).
EMPATIA – Evitar postura de simpatia ou antipatia em relação ao texto que está sendo revisado. O revisor deve ter isenção, evitar envolvimento emocional. Deve intervir no texto apenas no que está objetivamente errado.
EPÍGRAFE – Citação, com indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do livro. Pode constar das páginas capitulares.
ESTILO – Desvio da norma, com intenção estética. Deve ser recorrente em toda a obra, a ponto de identificar o autor. Jargão profissional e redação pessoal não são o mesmo que estilo.
ETC. – Forma abreviada de et coetera (“e outras coisas mais”). A tendência atual é não usar vírgula antes do termo, nem o “e”, que já está implícito na abreviatura.
FALSA FOLHA DE ROSTO –Opcional, situada antes da folha de rosto. Traz o título da obra e, eventualmente, o subtítulo (diferenciado tipograficamente).
FALSA FOLHA (VERSO) – Numinata (expediente da UFG e da Editora).
FIGURA, TABELA, QUADRO e GRÁFICO – No texto, escrever por extenso, com maiúsculas e minúsculas e com algarismos arábicos: Figura 1, Tabela 9 etc. Nas tabelas e quadros, o título vem em cima, em maiúsculas e minúsculas. Nas figuras, o título vem em baixo, junto com a legenda. Escreve-se a legenda com corpo claro e redondo, sem ponto final. De preferência, tabelas e quadros são abertos nas laterais. Deve-se citar a fonte e evitar excesso de traços. Tabela é uma relação de dados. Quadro apresenta dados comparativos.
FOLHAS DE GUARDA – Folhas dobradas ao meio e coladas no começo e no fim do livro, para prender o miolo às capas duras. Também chamadas guardas.
FOLHA DE ROSTO – Traz elementos da capa (autor, título e subtítulo diferenciados tipograficamente), coleção, logotipo da Editora da UFG, local e data.
FOLHA DE ROSTO (VERSO) – Traz copyright, reserva de direitos, n.º da edição e ano, capa e ilustração da capa, tradutor, ficha catalográfica (sem título) com o ISBN, endereço da Editora e ano de publicação.
INTRODUÇÃO – Feita pelo autor, coordenador ou organizador da obra, introduz o leitor ao texto.
ISBN – Sigla de International Standard Book Number. Indicativo numérico utilizado internacionalmente para identificação de livros.
ISSN – Sigla de International Standard Serial Number. Indicativo numérico utilizado internacionalmente para identificação de publicações seriadas, como revistas e jornais. .
ITÁLICO – Recurso usado para destaque nos seguintes casos:
Títulos de livros, trabalhos monográficos, jornais, revistas,
discos, CDs, DVDs, filmes, peças musicais e teatrais, óperas,
programas de rádio e tv, pinturas e esculturas, nomes de embarcações.
Palavras ou frases em língua estrangeira (em relação
à utilizada no texto).
Obs.: Em publicações especializadas, como revistas técnicas,
de economia, de artes, de medicina, de antropologia, etc., em que se supõe
a familiaridade do leitor com os termos estrangeiros usados normalmente na
forma original como expressões correntes da nomenclatura específica
do assunto tratado, não serão grifados os termos estrangeiros
considerados peculiares à terminologia técnica da especialidade
a que se dedica a publicação em questão; porém,
os termos que não façam parte dessa terminologia específica
devem ser grifados.
Destaque de palavra ou frase, em uma fala, que o interlocutor acentua com
certa ênfase.
Obs.: Para realce de palavras ou expressões, usam-se também
aspas duplas.
Destaque e atenção especial para um termo ou expressão
a que se atribui particular importância no contexto.
Destaque para o fato de que uma determinada palavra está grafada propositadamente
de modo não-convencional.
Em textos teatrais, para destacar instruções do autor (rubricas),
ao longo do texto.
Em biologia, para escrever o gênero, a espécie e a subespécie,
caso existente, de animais e plantas da classificação sistemática.
Os nomes da família e do autor vêm em corpo normal. (Paullinia
cupana H. B. K. var. sorbilis (Mart.) Ducke – guaraná; Talisia
esculenta (St. Hil.) Radlk – pitomba).
INTERTÍTULOS – Preferir a hierarquização gráfica
dos títulos das partes componentes do capítulo.
LEGENDA – Frase explicativa de foto ou ilustração. Não tem ponto final, exceto em comentários com mais de um período.
LOMBADA – O título deve vir de cima para baixo.
MAIÚSCULAS – Usam-se para nomes próprios, vocábulos a que o autor deseja dar destaque especial ou palavras iniciais de parágrafos, períodos, versos (uso clássico) e citações textuais (transcrições de períodos em sua íntegra). Os nomes próprios podem ser classificados em:
Acepção especial – Usam-se sempre maiúsculas nos seguintes casos:
Nomes de eras, períodos e épocas geológicas (era Cenozóica,
período Pré-Cambriano, o Pleistoceno).
Designação de reinos, divisões, classes, subclasses,
ordens, famílias e gêneros, em botânica e zoologia. Em
textos científicos, os nomes da classificação sistemática
costumam vir em latim.
Disciplinas de currículo acadêmico (Música, Pintura, Química,
curso de Direito, aula de História).
Nomes de instituições religiosas (Igreja, Santa Sé, Sinagoga).
Nomes de documentos e atos do poder público, em textos oficiais (Estatuto
da Microempresa, Consolidação das Leis do Trabalho etc.). Leis
e decretos escrevem-se com minúsculas, a não ser que tenham
um nome ou número (Lei 4.260, Lei Afonso Arinos, Lei do Uso do Solo).
Nomes de instituições públicas (Executivo, Congresso,
Ministério da Saúde, Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, Fundação
Nacional do Índio). Escrevem-se com maiúsculas também
Estado, quando designa o conjunto de poderes políticos de uma nação
(golpe de Estado, Estado de direito); República, quando substitui Brasil
(presidente da República); União, no sentido de poder central,
associação dos estados federativos (estados da União).
Em livros de antropologia e etnologia há regras específicas
para a grafia de nomes, que devem ser usadas com critério em textos
que não pertençam a essas áreas. Nomes de nações
indígenas são grafados com maiúsculas e sempre no singular
(os Xavante, os Apache, os Zulu).
Antropônimos –
Nomes e sobrenomes (Jorge Benjor, Edu Lobo).
Cognomes (Henrique, o Navegador; Ricardo Coração de Leão).
Alcunhas e apelidos (Zezé, Tonho, Sete-Dedos).
Antonomásticos (Patriarca da Independência, Águia de Haia).
Quando usados como simples formas retóricas, os antonomásticos
devem ser escritos com minúsculas (As águias de Haia não
sobrevoam o cerrado).
Pseudônimos (Tristão de Athayde, João do Rio).
Nomes dinásticos (os Braganças, os Cardosos). Em nomes que designam
dinastias em formas adjetivas, usam-se minúsculas ( A dinastia dos
carolíngios).
Personagens literários fictícios (Pierrô, Dom Quixote).
Quando não se trata da personagem em si, mas do seu significado simbólico,
devem-se usar minúsculas (Valente como um dom quixote).
Entidades astronômicas –
Escrevem-se com maiúsculas os nomes de estrelas, planetas, satélites,
cometas, constelações e galáxias, sempre que designam
entidades siderais. Assim, grafam-se diferentemente: eclipse do Sol e banho
de sol; crateras da Lua e fases da lua; diâmetro da Terra e viagem por
terra.
Entidades míticas –
Escrevem-se sempre com maiúsculas as expressões que designam
a divindade (Deus, Cristo, Buda, Jeová, o Pai, o Todo-Poderoso); anjos
bons e maus (Gabriel, Miguel, Belzebu, Lúcifer); e entidades míticas
(Zeus, Hermes, Negrinho do Pastoreio, Xangô). Escrevem-se, porém,
com minúsculas, os nomes de entidades mitológicas coletivas
(faunos, ninfas, sereias).
Santo e outras expressões hagiológicas (são, venerável,
beato, profeta etc.) vêm grafados com maiúsculas quando precedem
imediatamente o nome que qualificam (Santa Maria, São Paulo, Profeta
Elias).
Escreve-se a palavra Virgem, com maiúsculas, em todas as expressões
que designam a mãe de Jesus; o mesmo vale para todas as expressões
similares (Maria Santíssima, Nossa Senhora, Santa Mãe de Deus).
Usam-se maiúsculas nas expressões antonomásticas referentes
aos santos (Santa Catarina, Virgem e Mártir; São Paulo, o Apóstolo
dos Gentios), bem como nos apelidos de alguns deles (São João
Batista, São João Evangelista).
Intitulativos –
Escrevem-se com maiúsculas os nomes de empresas e estabelecimentos
comerciais, industriais, bancários, médicos e educacionais;
entidades políticas, culturais, sociais, esportivas e religiosas; associações
de classes e repartições públicas; marcas comerciais
patenteadas e nomes atribuídos a veículos; nomes de obras literárias
ou artísticas, publicações periódicas, trabalhos
avulsos e partes de um trabalho; nomes de cavalos de corrida, animais de raça,
de circo, de zoológico e domésticos de estimação.
Usam-se minúsculas com as marcas comerciais já tornadas substantivos
comuns (dose de martini, roupa de tergal, tratamento com terramicina).
Fatos históricos –
Escrevem-se com maiúsculas as datas, eras e fatos históricos
notáveis (7 de Setembro, Queda da Bastilha, Era Vitoriana, Idade Média,
Revolução Cubana, Êxodo, Abolição da Escravatura).
Festividades –
Escrevem-se com maiúsculas os nomes das festas e comemorações
civis, religiosas e tradicionais (Natal, Quaresma, Dia do Trabalho, Dia das
Mães, Carnaval, Semana Santa). Festas populares e pagãs, entretanto,
são grafadas com minúsculas (bacanais, bumba-meu-boi, congada).
Regiões –
Escrevem-se com maiúsculas as regiões em que o país
e as unidades federativas estão divididos (Região Sul, Região
Nordeste, Sudoeste Goiano); também nos EUA, escreve-se o Leste, o Oeste;
a mesma regra vale para regiões importantes do ponto de vista histórico,
econômico ou político (Oriente Próximo, Oriente Médio,
Leste Europeu, Extremo Oriente, Oriente e Ocidente).
Reverência – Usam-se maiúsculas para tratamento de reverência
nos seguintes casos:
Tratamento direto ou indireto a soberanos (Vossa Majestade, Vossa Alteza,
Sua Alteza).
Tratamento ao papa, cardeais e bispos (Vossa Santidade, Vossa Eminência
Reverendíssima, Sua Excelência Reverendíssima).
Tratamento ao presidente da República, ministros, governadores, senadores,
deputados, secretários estaduais, reitores, juízes , altas patentes
militares e demais cargos da hierarquia civil e militar (Vossa Excelência,
Excelentíssimo Senhor, Magnífico Reitor, Meritíssimo
Juiz, Vossa Senhoria).
Títulos nobiliários, eclesiásticos e honoríficos
(senhor, sir, lorde, dom, cardeal, monsenhor, comendador, conde, príncipe,
sultão etc.) são grafados com maiúsculas somente quando
o título acompanhar o nome pelo qual a pessoa é conhecida (Visconde
de Taunay, Duque de Caxias, Dom Sebastião). Normalmente, os títulos
são grafados com minúsculas.
Fórmulas respeitosas informais (senhor, doutor, dona, professor) são
grafadas com maiúsculas apenas nas formas abreviadas (Dr. Antonio,
Sr. Hélio, Prof. Moura).
Topônimos –
Locais da geografia política; divisões territoriais, administrativas
e urbanas; locais históricos e sítios arqueológicos,
são escritos sempre com maiúsculas.
Acidentes geográficos ou topográficos e vias ou logradouros
públicos escrevem-se com maiúsculas (Lagoa Santa, Cabo Frio,
Mata Atlântica, Praça da República).
No caso de expressões adjetivas acrescentadas aos nomes de acidentes
geográficos, para indicar localização, jurisdição
política ou outra característica, usam-se minúsculas
(alto Nilo, Andes equatorianos, Alpes franceses).
Escrevem-se, por exemplo, Reino do Afeganistão, República Popular
da China ou China Comunista; mas escrevem-se, por outro lado, os reinos europeus,
as repúblicas socialistas, o bloco comunista, a Europa ocidental.
No caso de divisões das Forças Armadas, grafa-se a expressão
toda com maiúsculas (Segunda Região Militar, Quarta Zona Aérea,
Sexto Distrito Naval). Normalmente, porém, escreve-se o distrito naval,
a zona aérea, a região militar do Rio etc.
MINÚSCULAS – Usam-se iniciais com letras minúsculas nos
seguintes casos:
Doutrinas, religiões, correntes e escolas filosóficas, artísticas
e literárias (marxismo, catolicismo, cubismo, impressionismo).
Substantivos próprios tornados comuns, inclusive os nomes compostos
ligados por hífen (Uma eva sedutora; castanha-do-pará; palma-de-santa-rita).
Nomes dos pontos cardeais, quando não indicam regiões (De norte
a sul).
Depois de dois pontos que não precedem citação direta
(Digo e repito: não sou candidato).
Depois de pontos de interrogação e exclamação,
quando têm a função de vírgula ou travessão
(Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?; ? Entendeste-me?
disse ela).
Na designação das profissões e dos ocupantes de cargos
(O professor Hélio, a princesa Anne, o presidente Itamar).
NEGRITO – Deve ser usado com moderação, para não
carregar demasiadamente o texto. Ao autor é permitido, em determinados
casos e sem exagero, utilizá-lo como recurso estilístico. Na
dúvida, não utilizá-lo ou lançar mão de
aspas ou itálico.
NOTAS – Usar corpo menor que o do texto. No rodapé da página, de preferência, para facilitar a leitura.
NUMERAÇÃO – A contagem das páginas começa pela falsa folha de rosto, se houver essa página. Não são numeradas a folha de rosto e a falsa folha (anverso e verso), bem como as páginas da epígrafe e da dedicatória e as capitulares.
NUMERAIS – A escrita dos numerais, elemento controverso nos meios editoriais, deve seguir as normas adotadas até o limite do bom senso, evitando-se interferências ao eficaz entendimento do texto, segundo sua natureza e a situação em que estão sendo empregados. Deve-se, portanto, respeitar a utilização estética do algarismo, ou de sua forma escrita, pelo autor, sobretudo em textos de cunho literário.
Em textos hieráticos, dogmáticos, solenes, altamente formais
(convites e participações relativos a acontecimentos sociais),
literatura requintada, poesia, canções, títulos de obras
literárias, de artes plásticas ou de episódios históricos,
os cardinais e os ordinais devem ser escritos por extenso.
Excetuam-se os casos em que o número representa data ou qualquer outra
expressão normalmente escrita em algarismos, ou quando se trata de
títulos assim grafados pelos que os cunharam (Revolução
de 9 de Julho; 2001, uma odisséia no espaço; 1984).
Os cardinais, assim como os ordinais, quando expressos por uma só
palavra, são grafados por extenso. Em caso de leis e seus artigos,
parágrafos e alíneas, grafam-se os numerais com algarismos.
No mesmo parágrafo, quando houver números expressos por uma
palavra e por mais de uma, usam-se somente algarismos.
Não se inicia frase com algarismo, mas sim com o número por
extenso.
Quando expressam dados de problemas estatísticos e matemáticos,
medições específicas e de caráter preciso expressas
em unidades de padrão internacional, porcentagens e valores semelhantes,
deverão ser grafados em algarismos arábicos quando estiverem
acompanhados do respectivo símbolo de medida, integrando textos de
caráter científico, técnico ou didático.
Valores monetários são grafados com algarismos arábicos
acompanhados dos respectivos símbolos das moedas – R$ 20,00 ,
US$ 5 milhões
Os sinais que expressam porcentagens ou unidades de medida de temperatura
serão grafados sempre juntos com os algarismos que os antecedem, sem
nenhum espaço de separação.
Escrevem-se os algarismos de 1.000 em diante com pontos de três em três
casas decimais. Essa regra não vale para a indicação
de anos do calendário ou páginas de publicações.
Números fracionários, salvo em publicações de
caráter científico, devem ser grafados por extenso.
Algarismos romanos são usados apenas para designar reis e papas, nomes
oficiais de clubes ou associações, os antigos exércitos
brasileiros e os atuais comandos aéreos regionais (Comar), volumes
ou tomos de livros, além do uso opcional em denominação
de capítulos de livros ou de séculos.
Para indicar horas, colocar algarismos, separando horas de minutos por dois
pontos, sem abreviações (h, min) ou as palavras "horas"
e "minutos" ? (14:30). Nas horas quebradas, deve-se usar h, min
e s, sem espaçamento entre os números. A abreviatura min só
é necessária quando houver especificação dos segundos.
ORELHA – Texto rápido e objetivo, com informação
direta, versando sobre a obra e o autor. Dados pessoais do autor ficam melhor
dentro do livro. A orelha deve valorizar a obra e atrair o leitor.
ORGANIZADOR – Coordena a preparação da obra de autoria coletiva mas não participa como autor.
PADRONIZAÇÃO – Uniformidade no projeto gráfico, corpo e fonte dos títulos, grafia das palavras, siglas, figuras, tabelas etc. Evitar redundâncias nos títulos.
PREFÁCIO – Texto de apresentação da obra, escrito por uma pessoa convidada pelo autor, não por este.
REFERÊNCIAS – Relação das obras consultadas e citadas pelo autor. Não confundir com Bibliografia, que é uma relação de obras a ser consultadas pelo leitor, caso tenha interesse em aprofundar-se no assunto em questão. As referências não devem ser numeradas, porque já estão relacionadas em ordem alfabética. No texto, escrever o nome do autor entre parênteses, evitando usar números. No caso de obras editadas pelo Cegraf da UFG, atualizar, nas referências, para Ed. UFG; quando tratar-se de obras publicadas pela Imprensa Universitária da UFG, tratar como edição do autor .
SUMÁRIO – Delimita a parte pré-textual do livro da parte textual. Apresenta a relação dos capítulos, podendo incluir a relação de quadros e tabelas no final. Alinhado pela esquerda, os pontos têm corpo menor que o do texto. Evitar usar números para hierarquizar títulos e subtítulos de capítulos; é preferível recorrer a recursos gráficos. Capítulos numerados, só em livros didáticos.
Usar o itálico para caracterizar títulos de livros, revistas, jornais, filmes, peças teatrais, shows, peças musicais que constituem obras completas, obras de artes plásticas e nomes de navios e embarcações. (Obs.: Maiúsculas só em caso de nomes próprios. Em caso contrário, só a inicial da primeira palavra é grafada com maiúsculas – Sargento Getúlio; Esqueceram de mim). Nos títulos de livros, usar maiúsculas e minúsculas. Nos títulos de periódicos, usar maiúsculas nas iniciais de todas as palavras.
Os nomes de foguetes espaciais não costumam ser grifados, por serem nomes técnicos, seriados e informais (Apolo XII, Discovery).
Deve-se usar as aspas para destacar o título de artigos de jornais e revistas, de capítulos de livros, de partes de obras literárias e musicais e, em geral, de artigos, conferências, notícias, reportagens, notas de críticas, árias ou trechos de óperas, bem como o título de quaisquer trabalhos intelectuais ou artísticos ("O homem", em Os sertões; "Crepúsculo", em Elegia poética; "As tartarugas do Araguaia", reportagem de O Popular).
Fonte: www.editora.ufg.br