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Fibras Alimentares

Definições

Definir o que são fibras alimentares é um tanto complexo, visto que abrangem uma grande gama de compostos com efeitos diferentes tanto no alimento como para quem as consome. Uma definição bastante aceita atualmente é:
Fibra Alimentar consiste em remanescentes de plantas comestíveis e substâncias associadas, (polis)sacarídeos e análogos de carboidratos e lignina, resistentes à digestão e à absorção no intestino delgado humano.
Vale lembrar que, apesar destes compostos de origem vegetal não serem completamente digeridos e absorvidos no sistema digestivo humano, desempenham papel muito importante na digestão e absorção de outros nutrientes presentes nos alimentos, tais como gorduras e açúcares.

Para a rotulagem de alimentos, uma padronização do método de análise se faz necessária, principalmente para evitar mal-entendidos ao consumidor. No Brasil, o Ministério da Saúde, pela portaria nº 41, de 14 de janeiro de 1998, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, define fibras alimentares como:
"Qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano, determinado segundo o método 985.29 da AOAC 15ªed. 1990 (método enzimático-gravimétrico) ou edição mais atual".

Estrutura e Classificação

Com a exceção da lignina, as fibras alimentares pertencem ao grupo dos carboidratos. São polissacarídeos não amiláceos compostos por moléculas de açúcares: pentoses (arabinose, xilose), hexoses (manose, glicose, galactose, frutose), 6-Deoxyhexoses (L-manopiranose/fucopiranose) ou ácidos urônicos (D-glicônico; 4-O Metil-D-glicurônico, D-galacturônico). Por definição, são polímeros com mais de onze unidades destes açúcares, unidas por ligações glicosídicas.

As cadeias laterais ou ramificações da estrutura básica são responsáveis pela solubilidade das Fibras Alimentares Totais (FAT) que podem ser divididas em: Fibras Alimentares Solúveis (FAS) e Fibras Alimentares Insolúveis (FAI).

Esta classificação é muito útil para o entendimento das propriedades fisiológicas das fibras alimentares, permitindo uma divisão simples entre aquelas que têm efeitos principalmente sobre a absorção de glicose e lipídios no intestino delgado, que são facilmente fermentadas por bactérias no cólon (solúveis) e aquelas que são fermentadas lenta e incompletamente, tendo efeitos mais pronunciados nos hábitos intestinais (insolúveis).

Porém, a separação entre as frações solúvel e insolúvel não é quimicamente muito clara, dependendo das condições de extração. As diferenças fisiológicas não são, de fato, muito distintas, com parte das fibras insolúveis sendo rápida e completamente fermentadas, enquanto nem todas as fibras solúveis têm efeitos sobre a absorção de glicose e lipídios.

Fibras Solúveis

Aproximadamente um terço das fibras alimentares totais ingeridas com a dieta típica são solúveis. Estas tendem a formar géis em contato com água, aumentando a viscosidade dos alimentos parcialmente digeridos no estômago.

Dentro deste grupo estão as pectinas, algumas hemiceluloses ou pentosanas, gomas e mucilagens.

Pectinas

Ou substâncias pécticas, dão firmeza às plantas, colando juntas as paredes celulares. São usadas como espessantes, emulsificantes e conservantes em alimentos, assim como para formação de géis.

Hemiceluloses ou pentosanas

Polissacarídeos complexos não amiláceos e não celulósicos associados à lignina. Nos vegetais, formam as paredes celulares e o material que liga as células. Podem ser quimicamente muito variadas e apresentarem frações insolúveis. Entre as hemiceluloses mais importantes estão as beta-glucanas da aveia e cevada. A maioria das gomas e mucilagens também pertencem ao grupo das hemiceluloses.

Estas fibras estão associadas com modificações no metabolismo de carboidratos e lipídios. A absorção de compostos orgânicos tem sido relacionada com a excreção de ácidos biliares, alguns carcinogênicos e com a redução do índice glicêmico dos alimentos.

As fibras solúveis são quase completamente fermentadas pelas bactérias presentes no cólon, produzindo ácidos graxos de cadeia curta que podem ser absorvidos pelo organismo, podendo inibir a síntese de colesterol no fígado. Efeitos hipocolesterolêmicos são atribuídos particularmente às beta-glucanas.

Os alimentos com alto teor de fibras solúveis são os cereais (aveia, cevada, milho, centeio e psilium), as frutas (banana, maçã), as leguminosas (feijões, ervilhas), além de couve-flor e cenoura, entre outros.

Fibras Insolúveis

Dentro deste grupo estão a lignina, a celulose e algumas hemiceluloses.

Lignina

Composto fenólico tridimensional e complexo, associado aos carboidratos das paredes celulares das plantas.

Celulose

Polímero mais abundante da natureza e polissacarídeo estrutural mais importante das plantas. Quimicamente muito simples, formada por mais de 10.000 unidades de glicose unidas por ligações ß-1-4. Como não é ramificada e a sua configuração é essencialmente linear, se associa consigo mesma formando pontes de hidrogênio e como resultado, tem baixa solubilidade em água. Pode ser utilizada para aumentar o volume em alimentos devido a sua capacidade de absorção de água e retenção de líquidos.

Estas fibras permanecem praticamente intactas através de todo o trato gastro-intestinal, diminuem o tempo de trânsito no intestino, aumentam o bolo fecal e tornam as fezes mais macias, diminuindo a constipação e tendo assim, efeito positivo sobre alguns males, tais como hemorróidas, varizes e diverticulite.

Estão presentes principalmente nos cereais (farelo de trigo, cereais matinais e pães integrais), frutas maduras e vegetais (brócolos, feijões verdes, brotos), entre outros.

Métodos de Análise

Não existe um método analítico único que determine todos os componentes das Fibras Alimentares em alimentos. Os métodos e técnicas continuam sendo pesquisados e melhorados, com o propósito de aumentar sua precisão, rapidez, robustez e diminuir custos.

A metodologia para Fibras Alimentares pode ser classificada em três principais categorias:

»Não enzimático-gravimétrico: Fibra Bruta, Detergente Ácido, Detergente Neutro;

»Enzimático-gravimétrico;

» Enzimático-químico: que inclui os métodos enzimático-colorimétrico e enzimático-CG/HPLC.

Para a maioria dos alimentos, os métodos não enzimáticos-gravimétricos não recuperam uma porção significativa do que é considerado Fibra Alimentar Total. Entre estes, o método de Fibra Bruta mede as fibras como a soma de lignina e celulose, o método Detergente Ácido determina fibra como a soma de lignina, celulose e hemiceluloses insolúveis em ácido, e o método Detergente Neutro analisa fibra como a soma de lignina, celulose e hemiceluloses insolúveis em detergente neutro.

Atualmente, os métodos mais aceitos pela comunidade científica e os órgãos regulatórios são os enzimático-gravimétricos, sendo que o AOAC 985.29 é o método adotado pelo Ministério da Saúde para rotulagem de alimentos.

Método Enzimático-Gravimétrico

Os métodos para análise de Fibras Alimentares atualmente aceitos e oficializados pela AOAC (Association of Official Analytical Chemists) e AACC (American Association of Cereal Chemists) são:

AOAC 985.29 Fibra Alimentar Total em Alimentos
AACC 32-05 Fibra Alimentar Total
AOAC 991.42 Fibra Alimentar Insolúvel em Alimentos
AOAC 993.19 Fibra Alimentar Solúvel em Alimentos
AOAC 991.43 Fibra Alimentar Solúvel, Insolúvel e Total em Alimentos
AACC 32-07 Fibra Alimentar Solúvel, Insolúvel e Total em Alimentos

Todos os métodos citados acima seguem, basicamente, o mesmo princípio:

Amostras em duplicata, de alimentos secos e desengordurados (se contiverem teor de gordura superior a 10%), passam por digestão enzimática sequencial com alfa-amilase termo-estável, protease e amiloglicosidase.

Para Fibra Alimentar Total (FAT), o material digerido é tratado com álcool para precipitar as fibras solúveis antes de filtar, e o resíduo é lavado com álcool e acetona, seco e pesado.

Para Fibra Alimentar Solúvel e Insolúvel (FAS e FAI), o material digerido é filtrado, e o resíduo FAI é lavado com água morna, seco e pesado. Para FAS, o filtrado e a água de lavagem da FAI são combinados, precipitados com álcool, filtrados secos e pesados.

Os valores dos resíduos da FAT, FAI e FAS são corrigidos para proteínas, cinzas e branco.

Beta-glucanas

As beta-glucanas ((1,3)(1,4)-ß-D-glucanas) são fibras alimentares, principalmente solúveis, presentes em mínimas quantidades no trigo e centeio, porém em grande concentração em aveiae em cevada.

São componentes das gomas e têm estrutura linear, compostas por unidades de glicose (ß-D-glicopiranosil) unidas por ligações glicosídicas ß-1,4 e ß-1,3.

Em sua maioria são solúveis em água e bases diluídas, com tendência a formar soluções viscosas e géis. Apresentam alta viscosidade em baixas concentrações, sendo extremamente pseudoplásticas em concentrações aquosas de 0,5% ou superiores e estáveis na presença de açúcares e sais.

Nos Estados Unidos a aveia e seus produtos podem conter alegações de propriedades funcionais, relacionando seu consumo com a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares.

O FDA (Food and Drug Administration), autorizou estas alegações após um extensa revisão de mais de 37 estudos clínicos, comprovando os efeitos de aveia e farelo de aveia na redução do colesterol. Este efeito hipocolesterolêmico é atribuído quase exclusivamente às beta-glucanas presentes naaveia.

O mecanismo de ação, que ainda não está totalmente elucidado, pode ser devido a um dos seguintes fatores ou a uma conjunção deles:
» Alteração do metabolismo e secreção de ácidos biliares;
» Modificação das concentrações de ácidos graxos de cadeia curta;
» Diminuição da digestão de lipídios;
» Mudanças nos níveis de hormônios pancreáticos e gastrointestinais.

Além dos efeitos sobre o colesterol, o consumo de aveia pode diminuir a absorção de glicose, o que é benéfico para diabéticos. A viscosidade das beta-glucanas é considerada o fator responsável por seu efeito favorável à glicose sangüínea, seja retardando a entrada do nutriente no intestino delgado, seja alterando a motilidade intestinal, com aumento da espessura da camada de água, o que impede a difusão do nutriente.

Existem também evidências de que as beta-glucanas agem como protetores ao desenvolvimento de câncer de cólon. Através da sua fermentação até ácidos graxos de cadeia curta pela microflora, há uma diminuição do pH, o que inibe a conversão bacteriana dos ácidos biliares em compostos secundários com atividade carcinogênica.

Estudos in vitro demonstraram que as beta-glucanas induzem diferenciação de monócitos humanos em macrófagos, sugerindo uma futura utilização para estimular o sistema imunológico.

As beta-glucanas são detectadas como fibras alimentares com a metodologia enzimatico-gravimétrica atual. Além disso, existem métodos específicos (enzimático-espectrofotométricos) aprovados pela AOAC e AACC para determinação de beta-glucanas totais em alimentos.

Amido resistente

Amido resistente é definido como a soma do amido e seus produtos de degradação que não são absorvidos no intestino delgado de indivíduos sadios.

Por ser resistente às enzimas digestivas e não ser absorvido no intestino, o amido resistente tem baixo valor calórico e se caracteriza por efeitos fisiológicos semelhantes ao das Fibras Alimentares, sendo freqüentemente considerado como tal.

Existem basicamente três tipos de amido resistente:

Tipo I

Amido fisicamente preso dentro da matriz do alimento. É resistente simplesmente porque as enzimas amilolíticas não tem acesso. Este tipo de amido é afetado amplamente pela mastigação e pelo processamento dos alimentos, como a trituração e moagem;

Tipo II

Amido granular nativo. Sua resistência é dada por sua compactação e estrutura parcialmente cristalina, que pode ser alterada pela gelatinização;

Tipo III

Resistência adquirida com a retrogradação, principalmente da amilose. Existem também indicações de resistência em amilopectina retrogradada e em complexos amilose-lipídios.

O amido resistente do Tipo III pode ser formado através de processamento, por métodos que utilizam teor de umidade alta, cozimento e/ou autoclavagem, podendo ser usado como ingrediente para reduzir o teor calórico, reduzir o índice glicêmico e/ou aumentar o teor de fibras alimentares de alimentos processados.

Não há, até o momento, um consenso em relação à inclusão ou não do amido resistente na definição de fibras alimentares. Porém, existem algumas implicações técnicas quanto a isso, pois o método enzimático-gravimétrico atualmente aceito para determinar fibras alimentares não detecta a maior parte do amido resistente presente nos alimentos.

Fonte: www.alimentoparapensar.com.br

Fibras Alimentares

Uma parte essencial de uma dieta saudável

Coma mais fibra. Você com certeza já ouviu isto antes, mas você sabe por que as fibras são tão boas para sua saúde?

As fibras alimentares são encontradas principalmente em frutas, verduras, grãos inteiros e legumes. São melhor conhecidas por sua ação em prevenir ou aliviar prisão de ventre. Mas as fibras alimentares podem promover outros beneficios para sua saúde tambem, como reduzir seu risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.

Se você precisar acrescentar mais fibras à sua dieta, não se preocupe. Aumentar a quantidade diária que você come não é difícil.

O que é fibra alimentar?

Fibra alimentar – de uma forma simples, consiste de todas as partes de alimentos vegetais que seu corpo não consegue digerir ou absorver. As fibras podem ser classificadas freqüentemente em duas categorias: as que não dissolvem em água (fibras insolúveis) e as que dissolvem (fibras solúveis). Cada uma delas cumpre um papel específico.

Fibra insolúvel. Este tipo de fibra aumenta o bolo fecal. Ao fazer isso, aumenta o movimento do sistema digestivo e aumenta o tamanho de próprio bolo fecal (das fezes), sendo portanto benéfico para as pessoas que lutam contra a constipação. Farinha de trigo integral, farelo de trigo, nozes e muitos vegetais são boas fontes de fibras insolúveis.

Fibra solúvel. Este tipo de fibra dissolve em água formando um material tipo gel. Esse gel adsorve gorduras e açúcares, dificultando sua absorção, desse modo ajudando a controlar níveis de glicose e de colestrol por reduzir sua absorção no intestino. São encontradas em quantidades generosas em aveias, ervilhas, feijões, maçãs, frutas cítricas, cenouras e cevada.

A quantia de cada tipo de fibra varia entre os diferentes vegetais. O melhor é comer uma quantidade variada de diferentes alimentos ricos nos diferentes tipos de fibras.

Benefícios do aumento do bolo fecal

Ao contrário dos outros componentes alimentares absorvíveis, como gorduras, proteínas ou carboidratos, as fibras não são digeridas por seu corpo. Dessa forma, passam virtualmente inalteradas por todo seu tubo digestivo. Elas aumentam o peso e tamanho de seu bolo fecal, amolecendo-o. Um bolo fecal mais encorpado e macio é mais fácil de se eliminar , diminuindo a chance de constipação intestinal. Se você tiver intestino mais solto, fezes amolecidas tendendo a diarréia, fibras também podem ajudar a solidificar o bolo fecal porque absorvem água e acrescentam volume à massa das fezes.

Outras vantagens

Uma dieta rica em fibra pode reduzir seu risco de desordens específicas, como hemorróidas, síndrome do intestino irritável e de doença diverticular do colon. Fibras, particularmente as solúveis, também podem ajudar a abaixar o colesterol sanguíneo e reduzir a velocidade da absorção de açúcar o que, nas pessoas com diabetes, pode ajudar a melhorar o nível sanguíneo, auxiliando no controle da doença. Uma dieta rica em fibras também pode reduzir o risco de desenvolver 2 diabetes.

Uma dieta com alto conteúdo de fibras alimentares também pode ajudar na perda de peso. Alimentos com alto teor de fibra geralmente requerem mais tempo de mastigação, o que dá tempo a seu de corpo registrar a saciedade mais precocemente, impedindo assim que você coma além do necessário. Também tende a fazer com que você sinta que comeu mais e que a sensação de estomago cheio seja mais prolongada. Para finalizar, apesar disso tudo, essas dietas tendem a ser menos energéticas , ou seja, têm menos calorias para o mesmo volume de comida que dietas com mesmo volume, mas menor quantidade de fibras.

Veja só as vantagens: você come menos calorias, parece que comeu muito e fica cheio por um bom tempo !!

Quanto à prevenção de câncer no intestino grosso, as evidências ainda são confusas. Alguns trabalhos mostram eficácia das fibras na prevenção, outros não mostram nenhum resultado e outros mostram piora. O melhor para a prevenção é fazer exames preventivos anuais e conversar com seu médico assistente, principalmente se existe em sua família histórico de câncer no intestino grosso. Nesses casos principalmente, pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia anual podem ser indicados.

Como melhorar sua ingesta de Fibras

De quanta fibra precisa você a cada dia?

A Academia Nacional do Instituto de Ciências de Medicina que aconselha baseada em pesquisas científicas dá as seguintes recomendações diárias para adultos:

Até os 50 anos > 50 anos
- Homens 38 gramas/dia > 30 gramas/dia
- Mulheres 25 gramas/dia > 21 gramas/dia
Se você não estiver ingerindo bastante fibra a cada dia, você necessita incentivar sua ingesta. Escolha produtos de grão integral, frutas cruas ou cozidas e legumes, e feijões secos e ervilhas. O processamento dos grão remove a casca reduzindo em muito seu conteúdo de fibras. Sucos de frutas, pão branco e macarrão, e cereais de grão processados têm menor conteúdo de fibras. Da mesma maneira, remover a casca das frutas e legumes reduz sensivelmente o seu conteúdo de fibras.

Como melhorar suas fontes de fibras?

Esta lista mostra a quantia de fibra alimentar em vários tipos de alimentos.(*)

- Ervilhas fendidas, 1 xícara cozida 16.3
- Feijões, 1 xícara 13.1
- Framboesas, 1 xícara crua 8.0
- Espaguete de trigo integral, 1 xícara 6.3
- Bolinho redondo de farelo de trigo de aveia, médio 5.2
- Brócolos, fervido, 1 xícara 5.1
- Mingau de aveia, 1 xícara cozida 4.0
- Vagens, 1 xícara cozida 4.0
- Arroz integral, 1 xícara cozida 3.5
- Maçã, médio com pele 3.3
- Pipoca, estourada, 2 xícaras 2.4
- Pão de trigo integral, uma fatia 1.9
*Conteúdo de fibra pode variar entre marcas.

Comidas inteiras em lugar de suplementos de fibra ser geralmente melhores. Complementos de fibras como Metamucil ou Benefiber não fornecem as vitaminas, minerais e outros nutrientes benéficos que alimenos com alto teor de fibra fazem. Porém, algumas pessoas ainda podem precisar um suplemento de fibra se mudanças dietéticas não são suficientes, ou se eles têm certas condições médicas, como síndrome de intestino irritável. Pergunte a seu médico se você acha que você precisa um suplemento desse tipo.

- Dicas para ajustar na ingestâo de fibras

Precisa de idéias para refeições ricas em fibras e lanches?

Tente estas sugestões:

Comece seu dia com um cereal rico em fibra, com 5 gramas ou mais por porção. Opte para cereais com "farelo de trigo" no nome, ou acrescente algumas colheres de sopa de farelo de trigo não processado a seu cereal favorito.

Acrescente farelo de trigo a produtos assados como bolo de carne, pães, bolinhos, caçarolas, bolos e biscoitos. Você também pode usar produtos de farelo de trigo no lugar da farinha de rosca para o empanado de frituras, para caçarolas, saladas ou legumes cozidos.

Troque seu pão para os de grão integral. Estes pães trazem entre seus ingredientes, trigo integral, farinha de trigo integral ou outro grão inteiro como o primeiro ingrediente no rótulo. Procure uma marca com pelo menos 2 gramas de fibra alimentar por porção.

Quando puder, troque a farinha de trigo processada por integral ( use metade de cada na receita por exemplo). Farinha de grão integral é mais pesada que farinha branca. Em pães, use um pouco mais fermento ou deixe a massa subir mais algum tempo. Ao usar fermento, aumente 1 colher de chá para cada 3 xícaras de farinha de inteiro-grão.

Coma mais grãos integrais e produtos de grão integral. Experimente arroz integral, cevada e macarrão de grão integral.

Tire proveito de legumes crus.

Coma mais feijões, ervilhas e lentilhas.

Coma frutas em toda refeição. Maçãs, bananas, laranjas, pêras e uvas são fontes boas de fibra.

Faça lanches ricos em fibras. Frutas frescas e secas, legumes crus, e pipocas de baixo teor de gordura, bolachas de grãos integrais são todas boas escolhas.

Alimentos ricos em fibras são bons para sua saúde. Mas lembre-se que ingerir muita fibra rapidamente, pode ocasionar meteorismo intestinal (aumento do volume de gás intestinal), levando a aumento do volume do abdomem e ocasionalmente cólicas.

Aumente a ingestão de fibras em sua dieta gradualmente, ao longo de algumas semanas. Isto permite que as bactérias naturais do seu sistema digestivo se ajustem à mudança.

Agora, é extremamente importante, beber bastante água. As fibras só trabalham bem na presença de água, pois quando absorvem água fazem o bolo fecal ficar volumoso e macio.

Com fibras, mas sem água, você pode acabar constipado e com as fezes duras como pedra.

Fonte: www.fapes.com.br

Fibras Alimentares

Alimentos prebióticos e probióticos

FIBRAS- O EFEITO BENÉFICO

A oligofrutose é uma fibra alimentar solúvel, cujo consumo regular proporciona diversos e importantes benefícios para a saúde.

O que são fibras alimentares?

Na categoria da fibras alimentares como a oligofrutose, integram-se os hidratos de carbono, que resistem à digestão e absorção no estômago e se apresentam quase inalteráveis na terminação do intestino delgado do corpo humano. Não aparecem nas fezes já que, entretanto, são fermentadas por bactérias no cólon (intestino grosso).

Efeitos benéficos da oligofrutose

Para além das suas vantagens nutricionais, os alimentos têm a capacidade de interferir activamente em diversas funções no organismo, assim como na redução do risco de algumas doenças. Isto deve-se à variedade variedade de substâncias biologicamente activas que contêm. A oligofrutose existente em certos alimentos, é um desses produtos: perfila-se como um nutriente extremamente interessante para a saúde e que apresenta os seguintes benefícios:

Efeito prebiótico

Estimulação selectiva do crescimento de bifidobactérias (família de bactérias benéficas do cólon) – efeito BÍFIDUS.
A flora do cólon é constituída por cerca de 400 espécies de bactérias e a oligofrutose promove, especificamente, o crescimento selectivo e a actividade as bifidobactérias, tendo isso como consequências:· A inibição do crescimento de diversas bactérias patogénicas (ou prejudiciais) para o organismo; · A produção de substâncias que estimulam o sistema imunitário e aumentam as defesas contra as infecções; · A síntese de diversas vitaminas, nomeadamente do complexo B; · A estimulação da absorção de diversos iões como o cálcio; · a diminuição do pH do cólon.

Melhoria dos hábitos intestinais

A estimulação da função intestinal provoca o aumento da frequência das dejecções; o alívio da obstipação é obtido. A produção de produtos pela população de bifidobactérias, entretanto aumentada, como os ácidos gordos chamados de cadeia curta, poderá estar na origem destes efeitos.

Aumento da biodisponibilidade de cálcio (aumento da quantidade de cálcio susceptível de absorção)

No mundo inteiro, o envelhecimento da população faz da osteoporose um assunto prioritário. Uma mulher em cada três homens, é afectada por esta doença a seguir à menopausa e esta tendência está a acentuar-se. Para prevenir e combater a osteoporose, é importante travar a diminuição de massa óssea durante a 3ª década e maximizar a densidade óssea na infância e adolescência. Este objectivo pode ser alcançado mediante a melhoria da assimilação do cálcio.

Está cientificamente demonstrado que a ingestão regular de oligofrutose se traduz numa assimilação maior de cálcio.
Os estudos clínicos demonstraram um aumento em mais de 25% da absorção de cálcio na presença de uma dieta rica em oligofrutose, assim como um aumento da densidade óssea.

Além destes, outros efeitos têm sido associados à presença regular da oligofrutose na alimentação:

Efeito hipolipidémico

O efeito hipolipidémico traduz-se na normalização das gorduras do sangue. Trabalhos de investigação científica efectuados em humanos, para avaliação dos efeitos da oligofrutose, mostraram que esta tem uma função de redução dos triglicéridos (após 8 semanas) e do colesterol (principalmente colesterol LDL) em voluntários saudáveis com aumento das gorduras, não alterando os níveis de gordura em indivíduos onde esta se encontra com valores desejáveis. Os dados obtidos até agora, sugerem um efeito benéfico destes nutrientes na normalização das gorduras do sangue.

Diminuição do risco do cancro do cólon

Estas fibras têm um efeito potencialmente protector muito importante. Podem prevenir a formação de lesões pré-cancerosas e tumores induzidos quimicamente.
Os dados disponíveis até ao momento demonstram com consistência a redução do risco do desenvolvimento de cancro.

Outros benefícios

As alterações experimentadas durante a progressão da oligofrutose no tubo digestivo são irrelevantes antes desta atingir o cólon.
Por esta razão, não têm consequência nos níveis «pós-refeição» de glicose.
É bem aceite e digerida por diabéticos, sendo mesmo importante na sua dieta.

Produtos ricos em fibras alimentares

A oligofrutose encontra-se em diversos vegetais, frutos e grãos integrais. As doses recomendadas estimam-se até 10 g diárias. A oligofrutose tem um valor calórico de apenas 1,5 kcal/g. As carências alimentares actuais justificam plenamente a existência de produtos enriquecidos.

Fonte: horizontal.wordpress.com

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