Ascaridíase ou Ascariose ® a mais prevalente
Em países subdesenvolvidos, principalmente
A espécie do suíno pode infectar a do homem e vice-versa, com duração normal do parasitismo
Afeta crianças, geralmente
Deficiência de vit. A e debilitação do hospedeiro inviabilizam ou retardam o ciclo
Depende do número de formas presentes no hospedeiro e seu estado nutricional
Menores dimensões em parasitismo intenso
Cilíndricos e fusiformes
Macho: 20 a 30cm; cor leitosa; boca na extremidade anterior com três fortes lábios; boca ® esôfago musculoso ® intestino retilíneo ® reto na extremidade posterior; testículo filiforme e enovelado ® canal deferente ® canal ejaculador ® cloaca; extremidade posterior recurvada ventralmente
Fêmea: 30 a 40cm; mais grossa; cor, boca e aparelho digestivo como os do macho; dois ovários filiformes e enovelados ® ovidutos ® úteros ® vagina ® vulva
Ovos: castanhos, grandes, ovais, cerca de 50 micras, três membranas (a mais externa é mamilonada), muito resistentes, apresentam células germinativas. Ovos inférteis são mais alongados e sua membrana externa é mais delgada (de fêmeas não-fecundadas)
Instalam-se no jejuno e íleo (mucosa ou luz)
Ciclo monoxênico
Ovos liberados com as fezes
Ovos férteis necessitam de umidade, oxigênio, 25 a 30ºC
No ovo: L1 (rabditóide) ® L2 ® L3 (infectante)
Ovos ingeridos eclodem no duodeno
Ciclo de Looss: intestino delgado ® ceco ® vasos linfáticos e veias ® fígado ® coração direito ® pulmão (onde viram L4) ® alvéolos (onde tornam-se L5) ® brônquios ® traquéia ® faringe ® esôfago ® estômago ® intestino delgado (já adultos)
Na faringe, as larvas podem ser espectoradas
Depois de tornarem-se adultos, atingem a maturidade sexual
Deposição de ovos ocorre no jejuno
Larva rabditóide possui duas dilatações no esôfago, a filarióide é retilínea
Ingestão de ovos com L3 (alimentos, poeira, insetos)
Larvas: lesões hepáticas e pulmonares, focos hemorrágicos e de necrose no fígado, pontos hemorrágicos nos pulmões, edema nos alvéolos, manifestações alérgicas, febre, bronquite, pneumonia (síndrome de Löeffler), tosse com catarro sanguinolento e com larvas
Adultos: ação expoliadora levando à subnutrição, depauperamento físico e mental; ação tóxica devido a antígenos parasitários x anticorpos alergizantes (edema, urticária, convulsões); ação mecânica irritando a parede intestinal ou obstruindo a luz; localizações ectópicas (áscaris errático), por medicamentos ou aumento da carga parasitária, no apêndice (apendicite aguda), colédoco (obstruindo-o), canal de Wirsung (pancreatite aguda), eliminação pela boca e narinas
Tais reações ocorrem em infecções médias ou maciças
Manchas claras podem aparecer em crianças pelo consumo de vit. A e C por parte do verme provocando despigmentação
Clínico é difícil
Exame de fezes por sedimentação espontânea ou centrifugação
Hemograma: eosinofilia persistente
Bioimagem
Imunológico: reações cruzadas
Em áreas tropicais, subtropicais e temperadas
Temperatura elevada
Umidade elevada
Grande viabilidade do ovo
Grande produção de ovos
Dispersão dos ovos
Maus hábitos de higiene no ambiente peridomiciliar ® pobreza
Pessoas infectadas garantem imunidade posterior
Geo-helminto (sem hospedeiro intermediário mas necessitando do solo)
Determinante sócio-econômico
Educação sanitária
Fossas sépticas
Tratamento da população
Cuidado com os alimentos
Tetramisole, Piperazina, Mebendazole, Pamoato de Pirantel, Albendazole, Ivermectina.
Distribuição mundial (mais em climas temperados)
Dimorfismo sexual
Cor branca, filiformes
Lateralmente à boca existem as “asas cefálicas” (expansões vesiculosas típicas)
A boca é pequena, o esôfago longo e claviforme terminando num bulbo cardíaco (rabditóide)
Fêmea: 1cm x 0,4mm; cauda pontiaguda e longa; vulva (porção média anterior) ® vagina (curta) ® dois úteros que se dividem em oviduto e ovário
Macho: 5mm x 0,2mm; cauda recurvada ventralmente, com espículo; um testículo
Ovo: 50 x 20 micras; forma de “D”; membrana dupla, lisa e transparente; quando sai da fêmea, já apresenta larva (embrionados)
Vivem no ceco e apêndice
Fêmeas (repletas de ovos) circulam na região perianal à noite
Pode aparecer na vagina, útero e bexiga
Ciclo é monoxênico
Após a cópula, machos são eliminados com as fezes e morrem
Ovos saem por ovoposição ou rompimento da fêmea ® desconhece-se
Ciclo: ingestão de ovos ® intestino delgado (larvas eclodem e sofrem mudas) ® ceco (vermes adultos)
Heteroinfecção ou primoinfecção (alimentos ou poeira transmitem a outros hospedeiros)
Indireta: alimentos ou poeira transmitem ao mesmo hospedeiro
Auto-infecção externa ou direta: ovos da região perianal são levados a boca (cronicidade da doença)
Auto-infecção interna: larvas eclodem ainda no reto e voltam para o ceco tornando-se adultos
Retroinfecção: larvas eclodem na região perianal e voltam para o ceco tornando-se adultos
Geralmente assintomático
Prurido anal noturno ® perda de sono, nervosismo, masturbação
Vermes nas fezes
Enterite catarral por ação mecânica e irritativa, colite crônica, diarréia e emagrecimento em infecções maiores
Ceco e apêndice inflamados
Mucosa anal com muco contendo ovos ou até fêmeas adultas
Coçar a região anal pode provocar infecção bacteriana secundária
Em órgão genitais femininos: vaginite, metrite, salpingite e ovarite
Há casos de granulomas causados por ovos e de perfuração do íleo
Clínico: prurido anal noturno contínuo
Exame de fezes não funciona, usa-se o método de Graham (fita adesiva) ao acordar
Transmissão doméstica ou em ambientes coletivos fechados
Somente na espécie humana (crianças de 5 a 15 anos, predominantemente)
Fêmeas liberam muitos ovos na região perianal que se tornam rapidamente infectantes
Ovos resistentes
Hábitos de sacudir a roupa de cama disseminam os ovos
Roupa de cama do hospedeiro enrolada e fervida
Tratamento das pessoas infectadas
Corte rente das unhas, pomada mercurial na região perianal
Higiene pessoal e doméstica
Tetramisole, Piperazina, Mebendazole, Albendazole, Ivermectina
Tricuríase, tricurose, tricucefalose
Em homens (jovens) e macacos
Região anterior mais afilada e comprida que a posterior ® filiforme
Região posterior mais robusta, com órgãos digestivos e reprodutivos ® fusiforme
Boca sem lábios (anteriormente) ® faringe ® esôfago (longo, paredes finas, com células glandulares que são os esticócitos, sem elementos musculares)
Esbranquiçado ou róseo
Aspecto de chicote
Dimorfismo sexual
Fêmea: 4cm; ovário ® útero ® vulva (na transição da parte fina para a robusta); possui ânus
Macho: 3cm; testículo ® canal deferente ® canal ejaculador e espículo; possui cloaca; cauda recurvada ventralmente
Ovo: 50 x 20 micras; aspecto de barril arrolhado por duas massas mucóides transparentes; casca formada por duas membranas envolvendo as células germinativas; cor castanha
Extremidade anterior na mucosa do ceco; aparecem no apêndice, cólon e íleo
Ciclo monoxênico
Ovos necessitam de umidade e 20 a 30ºC (extremamente resistentes)
Ciclo: fezes com ovos ® larva infectante se forma no ovo ® ingestão ® intestino delgado (eclosão) ® ceco (mudas para vermes adultos)
Transmissão: ovos resistentes são disseminados pelo vento e água para os alimentos
Parasitismo baixo, geralmente
Alterações pequenas e restritas aos locais de infecção
Glândulas esofagianas secretam substância lítica que digere
as células, alimentando o verme
Podem se alimentar de sangue
Num parasitismo intenso, pode haver invasão bacteriana onde os vermes estão mergulhados formando úlceras e abscessos; fixação no reto formando prolapso retal
Anemia, queda de hemoglobina, disenteria
Aumento de TNF-alfa e IL4
Clínico não é possível
Parasitológico de fezes por sedimentação espontânea ou centrifugação
Geralmente acompanha o Ascaris dada a grande semelhança
Transmissão peridomiciliar (crianças)
Distribuição mundial: clima quente e úmido
Zona urbana ® aglomerações e precárias condições de higiene
PROFILAXIA (vide Ascaris lumbricoides)
Alimentação leve, rica em proteínas, sais minerais, vitaminas e fibras
Mebendazole, Pamoato de Pirantel, Albendazole, Ivermectina.
Ancilostomose, ancilostomíase, necatorose, necatoríase, amarelão, opilação
Parasitam mamíferos
Patologia crônica, mas podendo ser fatal
Ancylostoma duodenale e Necator americanus (humanos), Ancylostoma ceylanicum (cães e gatos são os hospedeiros naturais)
Espécies envolvidas com larva migrans cutânea
Ampla distribuição geográfica ® regiões temperadas e tropicais
Geralmente uma espécie sobrepuja a outra
Família Ancylostominae (A. duodenale e A. ceylanicum) F. Bunostominae (N. americanus)
Cilíndricos, em forma de “S” com extremidade cefálica curvada dorsalmente
Cápsula bucal profunda com dois pares de lâminas cortantes e um dente longo ao fundo sustentado por dois dentículos
Róseo-avermelhados (a fresco) ou esbranquiçados (mortos)
Macho: bolsa copuladora bem desenvolvida e sem gubernáculo
Fêmeas: maiores, vulva no terço anterior do corpo, extremidade posterior afilada com ânus e sem processo espiniforme
Não necessita de hospedeiros intermediários (monoxênico)
Possui uma fase de vida livre no meio externo e outra de vida parasitária no hospedeiro
Ovos são eliminados nas fezes ® necessitarão de oxigenação, umidade e calor fora das fezes
Nessas condições L1 rabditóide elcode
L1 perde a cutícula externa e ganha uma nova tornando-se L2 rabditóide
L1 e L2 possuem movimentos serpentiformes e se alimentam de matéria orgânica e micróbios
L2 produz cutícula interna e passa a L3 filarióide e infectante
Cutícula externa de L3 oblitera a cavidade bucal impedindo que se alimente
L3 infecta o homem penetrando ativamente (pele, conjuntiva e mucosas) ou passivamente (oral)
Infecção ativa: L3 perde cutícula e produz enzimas que facilitam a penetração
Ciclo ativo (pulmonar): pele ® circulação sangüínea ou linfática ® coração ® pulmões (troca a cutícula e passa a L4) ® alvéolos ® brônquios ® traquéia ® faringe ® intestino delgado
Parasitismo hematófago fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno
L4 ® L5 ® verme adulto (hematofagismo)
Ciclo passivo: ingestão de alimentos ou água com L3 ® estômago (perde cutícula externa) ® duodeno (penetra na mucosa) ® células de Lieberkühn (mudam para L4) ® luz do intestino ® fixação à mucosa (repasto sangüíneo)
L4 ® L5 ® vermes adultos
Via oral parece ser mais efetiva para o A. duodenale e A. ceylanicum
Via transcutânea para o N. americanus
L3 pode penetrar pela mucosa bucal ® circulação ® ciclo pulmonar
Não há auto-infecção endógena, pré-natal ou transmamária
Via transcutânea: lesões traumáticas e fenômenos vasculares, sensação de picada, hiperemia, prurido e edema
Lesões são mais exacerbadas com maior número de larvas e em reinfecções ® pápulas, vesículas, edema, adenopatia regional
Infecções secundárias carreadas pelas larvas ® pústulas e ulcerações
Dermatites tendem a cessar em 10 dias
Lesões cutâneas mais freqüentes em N. americanus
Alterações pulmonares são raras ® febrícula e tosse
No intestino: dor epigástrica, inapetência, geofagismo, indigestão, indisposição cólicas, náuseas, vômitos, flatulência, diarréia sanguinolenta
Anemia pelo hematofagismo: palidez, cansaço, preguiça, palpitações, cefaléia, depressão mental
Fase aguda: migração pelo ciclo pulmonar e instalação no duodeno
Fase crônica: espoliação e deficiência nutricional ® anemia
Sintomas primários pela atividade parasitária
Sintoma secundários pela anemia e hipoproteinemia (deficiência de Fe e proteínas)
Hipoalbuminemia pela menor síntese pelo fígado, perda de plasma na inflamação e desnutrição
Podem se fixar no jejuno e íleo (jejunite e jejuno-ileíte)
Lesões mecânicas no local de fixação da cápsula bucal, inflamação, congestão, edema e hemorragias
Fase aguda: eosinofilia, aumento de IgE e IgG
Fase crônica: eosinofilia, aumento de IgE, IgG, IgA e IgM
Ig não causa forte imunidade
Coletivo: quadro geral da população, parasitológico de fezes
Individual: anamnese, sintomas, parasitológico de fezes
Ovos de ancilostomatídeos são muito semelhantes
Coprocultura para obtenção de L3
Testes imunológicos e sorológicos, intradermorreação por hipersensibilidade, hemograma
Fonte: paginas.terra.com.br