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Filo Cordata

Aos cordados (gr. chorda = cordão) pertence uma enorme variedade de organismos, sendo este o terceiro filo animal em número de espécies, com cerca de 40000, embora tal apenas represente cerca de 5% do reino animal. Este é o maior e o ecologicamente diversificado filo da linha deuterostómica.

Não foram encontrados fósseis de cordados no Câmbrico, altura em que os restos animais se tornam comuns, pelo que se pensa que os primeiros animais deste grupo seriam de corpo mole, pouco adequados a uma boa preservação. Os primeiros vertebrados são peixes do Silúrico e Ordovicíco, após o que os vertebrados se tornaram comuns e frequentemente dominantes no registo fóssil. Os anfíbios surgem no Devónico e florescem no Carbonífero, surgindo as salamandras no Jurássico. Répteis surgem no Pérmico e expandem-se grandemente na era Mesozóica, tendo-se extinguido na sua maioria no fim do Cretáceo. As aves e mamíferos surgiram no Jurássico e Triássico, respectivamente, a partir de répteis, tendo-se diferenciado no início do período Terciário.

Tal como outros filos bem sucedidos, como os moluscos ou os artrópodes, ocorre em todos os habitats, marinho, água doce e terrestre, e inclui todos os grandes animais actualmente presentes na Terra (talvez excluindo os cefalópodes), pelo que o homem está muito bem familiarizado com ele.

Devido ao tipo de animais que possui e pelo próprio Homem nele se incluir, foi alvo de um interesse desproporcionado dos zoólogos durante muito tempo, sendo provavelmente o filo mais conhecido deste reino. No entanto, esta especulação não permitiu esclarecer rapidamente a origem dos cordados, devido á enorme diferença morfológica entre estes e os restantes filos de invertebrados, bem como a completa ausência de formas fósseis intermédias.

Das teorias propostas para a origem filogenética dos cordados, duas merecem destaque:

Teoria dos anelídeos – esta teoria considera que os cordados e os anelídeos apresentam simetria bilateral e segmentação, órgãos excretores segmentados, cordão nervoso e vasos sanguíneos longitudinais. Invertendo o anelídeo, o seu cordão nervoso passaria a dorsal em relação ao tubo digestivo e a circulação do sangue seria semelhante à do cordado. Este facto provocaria, entre outros problemas, uma boca dorsal, facto que os cordados não apresentam. Além disso, os anelídeos não apresentam nada semelhante a uma notocorda ou a fendas branquiais, sendo protostómios e não deuterostómios. Por este conjunto de argumentos esta teoria tem sido desacreditada;

Teoria dos equinodermes – esta teoria baseia-se principalmente nos padrões de desenvolvimento embrionário semelhantes. As larvas de alguns cordados inferiores e dos equinodermes são extremamente semelhantes morfologicamente, a ponto de terem inicialmente sido confundidas. No entanto, devido á falta de fósseis, esta teoria não pode ser comprovada.

Dos cordados fazem parte, na realidade, dois grupos importantes de animais, os cordados inferiores, todos marinhos, pequenos e sem vértebras, e os vertebrados – peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos -, o grupo maior e o verdadeiro responsável pelo sucesso evolutivo deste filo.

Origem filogenética dos cordados

Nos filos anteriormente estudados, a uniformidade de padrão corporal permitia definir características gerais do filo. No caso dos cordados, no entanto, os principais aspectos que os definem são embrionários, pois o filo inclui seres muito diferentes uns dos outros na sua forma adulta.

Assim, as características que distinguem os cordados em geral de todos os outros filos animais são:

Características gerais de um cordado típico
Características gerais de um cordado típico

Caracterização

Notocorda dorsal – estrutura semelhante a um bastonete de células contendo uma matriz gelatinosa envolvida por tecido conjuntivo fibroso, presente pelo menos durante parte do ciclo de vida.

A notocorda é a primeira estrutura de sustentação do corpo de um cordado, formando-se no embrião acima do intestino primitivo. Esta estrutura é flexível mas rígida, sendo sobre ela que os músculos locomotores actuam.

Nos vertebrados acaba por ser substituída pela coluna vertebral;

Notocorda

Tubo nervoso dorsal – tubo oco, ao contrário dos invertebrados onde o cordão nervoso era maciço, presente pelo menos durante parte do ciclo de vida.

Forma-se no embrião jovem na superfície dorsal através de uma invaginação da ectoderme localizada acima da notocorda. A sua extremidade anterior, principalmente nos vertebrados, diferencia-se em encéfalo, protegido pelos ossos do crânio;

Tubo nervoso dorsal

Fendas branquiais – fendas localizadas na região faríngica, geralmente em número de sete, presentes pelo menos durante o desenvolvimento embrionário a partir de uma evaginação da endoderme da faringe e de uma invaginação correspondente da ectoderme da parede do corpo.

As fendas são suportadas e mantidas abertas por arcos esqueléticos entre elas – arcos branquiais. Em vertebrados superiores, que respiram por pulmões, estas fendas apenas existem durante o desenvolvimento embrionário.

Nos peixes os arcos branquiais vão originar as brânquias funcionais do adulto, enquanto noutros vertebrados nunca são funcionais e acabam por fechar e originar estruturas completamente diferentes, como as da mandíbula, cartilagens da faringe ou ossículos do ouvido;

Fendas branquiais

Cauda – todos os embriões cordados apresentam uma região do corpo posterior ao ânus, cujo desenvolvimento varia com os diferentes grupos. A cauda pode servir para a locomoção, apoio do corpo, defesa, para agarrar ou para espantar insectos.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Filo Cordata

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Os cordados constituem um filo extremamente diversificado quanto ao tamanho e ao aspecto geral de seus representantes. Entre estes se incluem a ascídia e o anfioxo (cordados primitivos), além dos diferentes grupos de animais vertebrados: peixes, anfibios, répteis, aves e mamíferos.

O agrupamento de organismos tão diversos em um único filo baseia-se principalmente em aspectos do desenvolvimento embrionário. Na fase de nêurula todos os cordados exibem o mesmo padrão básico de organização do corpo, sendo possível identificar as três estruturas que caracterizam o grupo: notocorda, fendas branquias e tubo nervoso dorsal:

Notocorda - estrutura de sustentação, tecido conjuntivo modificado com fibras colágenas, é um tecido não muito rígido, flexível mas difícil de quebrar, as fibras se movimentam sem partir o tecido. Possuem sistema nervoso formado por um tubo nervoso dorsal oco, apresentam a formação de fendas faríngeas perfuradas usadas principalmente para trocas gasosas e alimentação, além de reprodução, servem para a captação de oxigênio e limpeza do tubo digestivo; encontra-se uma cauda pós-anal muscular em algum período de vida do organismo;

Tubo Neural - tubo de origem ectodérmica localizado na região dorsal do embrião, acima da notocorda. A partir do tubo neural desenvolve-se o sistema nervoso central dos cordados adultos;

Fendas Branquiais - aberturas laterais da faringe; origem embrionária do sistema respiratório. Nos cordados aquáticos estas fendas dão origem às brânquias dos adultos. Nos demais cordados, cujos adultos possuem respiração pulmonar, as fendas branquiais se fecham durante o desenvolvimento.

Todas estas características aparecem em alguma fase da vida, ou seja, não necessariamente precisam ser todas aparentes, porém em alguma etapa do desenvolvimento embrionário o indivíduo apresentou todas as características descritas. Nos humanos não estão presentes todas estas características, porém estiveram presentes em algum momento.

Um dos critérios utilizados para classificar os cordados refere-se à substituição do tecido conjuntivo, que forma a notocorda, por tecido ósseo. Em alguns cordados não ocorre esta substituição, sendo a notocorda a única estrutura de sustentação do corpo: são considerados cordados primitivos e reunidos no subfilo protochordata. Os cordados em que ocorre esta substituição - a notocorda ser substituída pela coluna vertebral - estão reunidos no subfilo Vertebrata. Os vertebrados são também denominados craniados, pois a porção anterior do sistema nervoso central - encéfalo - fica abrigada no interior de uma caixa óssea denominada crânio. Em oposição, os protocordados que não possuem crânio são chamados de acraniados.

Fonte: www.pucrs.br

Filo Cordata

CARACTERÍSTICAS DOS HEMICORDADOS

Os hemicordados são animais marinhos que, em sua maioria, possuem corpo vermiforme e vivem enterrados sob pedras ou algas. O corpo está dividido em uma proboscídea anterior, um pequeno colar na região mediana e um grande tronco posterior. A parte anterior do tronco possui poros branquiais laterais, que se comunicam internamente com as fendas faríngeas. A maioria dos hemicordados alimenta-se do sedimento.

O filo hemichordata contém um pequeno número de espécies marinhas com corpo longo sendo a maioria cavadora na areia ou no lodo ou vivendo em algas ou embaixo de rochas. O corpo está dividido em uma região da probóscide anterior, uma curta região do colarinho e um longo tronco. A boca abre-se logo à frente do colarinho. Fendas (ou poros) branquiais laterais pares que se abrem através das paredes faríngea e do corpo na porção anterior do tronco formam uma característica distintiva dos hemicordados e indicam um relacionamento filogenético com os cordados. Os hemicordados movem-se por contrações peristálticas da probóscide. Eles são comedores de depósitos ou comedores de suspensões, usando a probóscide como uma superfície de captura de partículas suspensas que são, então, levadas á boca pelos cílios. Está presente um sistema vascular sangüíneo, mas não um sistema excretor. Os sexos são separados, a fertilização é externa e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto. Quando indireto, está presente uma lama tomária notavelmente parecida com a larva dos equinodermos. A classe hemicordada Pterobranchia contém um pequeno número de espécies, principalmente tubícolas, que apresentam um par de braços tentaculados no colarinho os quais são utilizados na nutrição a partir de suspensões. A grande maioria (classe Ascidiacea) das cerca de 1300 espécies do subfilo cordado Urochordata é adaptada para uma existência séssil. A túnica, o cesto faríngeo e o hermafroditismo podem estar todos relacionados a sessilidade.

A maior parte dos tunicados vive sobre substratos firmes, mas a maioria das formas de águas profundas habita substrato mole e apresenta várias modificações voltadas para a fixação neste tipo de habitat. A túnica externa dos urocordados é singular pelo fato de conter celulose e de abrigar amebócitos e vasos sanguíneos (em muitos), embora ela seja externa à epiderme. A faringe tomou-se altamente especializada para filtrar suspensões. Uma película mucosa (o filtro) é produzida no endóstilo e carregada ao longo da superfície interna da faringe pelos cílios frontais. Em diferentes linhas de ascídias, a superfície filtradora foi aumentada através de uma ou mais das seguintes modificações: aumento no número de estigmas, espiralação dos estigmas e dobramento do cesto faríngeo. As ascídias possuem um sistema vascular sanguíneo que abastece não apenas os órgãos internos e o cesto faríngeo, mas também, em algumas espécies, a túnica. O sistema é singular no fato de haver uma inversão periódica de fluxo através do circuito. Algumas ascídias possuem um tipo de célula sangüínea (vanadócito) dentro da qual o vanádio foi concentrado a partir das diminutas quantidades existentes na água do mar. A célula passa para o interior da túnica onde o composto de vanádio atua na deposição de celulose.

Quase todas as ascídias são hermafroditas simultâneas. A fertilização ocorre externamente ou no interior do átrio. É comum a incubação no interior do átrio. desenvolvimento leva a uma larva girinóide que possui todos os caracteres cordados. Depois de uma existência de vida livre por um período variável, a larva se instala fixando-se pela extremidade anterior. A metamorfose envolve a degeneração da cauda, a qual contém a notocorda e o tubo nervoso dorsal. O crescimento diferencial resulta na rotação dos sifões para o extremo oposto do ponto de fixação. Existem duas pequenas classes de urocordados pelágicos, Thaliacea e Larvacea. Os taliáceos solitários (salpas) e coloniais têm os sifões atrial e bucal em extremidades opostas do corpo. Eles nadam através de correntes de água que passam através da faringe e do átrio. A corrente é gerada por contração da parede do corpo. Os larváceos são urocordados neotênicos que vivem dentro de uma peculiar "casa" de muco. O Plâncton é filtrado da corrente de água que passa através da casa.

OS PRIMEIROS VERTEBRADOS

As evidências fósseis indicam que os vertebrados evoluíram num ambiente marinho durante o Cambriano. Pouco sabemos sobre o grupo até algumas formas desenvolverem armaduras ósseas dérmicas. A evolução do osso, bombeamento muscular para filtrar alimento e o aumento na mobilidade, direcionou a evolução em dois sentidos diferenciando-se dois grupos distintos de vertebrados. Primeiramente surgiram os Pteraspsida ou Diplorhina, também denominados heterostracos; posteriormente diferenciaram-se os Cephalaspida ou Monorhina, caracterizados pelos osteostracos.

A ampla radiação destas formas demonstra várias soluções para resolver o crescimento de um organismo encouraçado com osso. Somente dois tipos de Agnatha sobreviveram até os dias de hoje, originários das radiações dos primeiros vertebrados; as feiticeiras e lampréias. Todavia, os Agnatha atuais ilustram como o plano estrutural do corpo dos primeiros vertebrados foi capaz de sofrer alterações, devidas às várias especializações.

PROTOCORDADOS ORENTAÇÃO

O filo Chordata inclui animais tão diversos como as ascídeas, os peixes, rãs, aves e o homem. Esta página elucida e justifica sua colocação no mesmo filo. Logo após, serão discutidos os dois grupos de cordados invertebrados: os urocordados e os cefalocordados. Também são descritos os hemicordados, que é um filo de animais que mostram semelhanças tanto com os cordados como com os equinodermas.

CARACTERÍSTICAS DOS CORDADOS

O filo Chordata é um filo grande e diversificado de animais marinhos, dulcícolas e terrestres, que inclui ascídias, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Todos possuem um notocórdio dorsal, semelhante a uma haste, um cordão nervoso dorsal e fendas faríngeas.

Em muitos cordados, algumas destas características são encontradas apenas nos estágios de seu desenvolvimento. O filo Chordata contém uma diversidade de animais, unidos por possuírem. pelo menos em alguma fase de sua vida, fendas faríngeas, um notocórdio e um cordão nervoso dorsal. Embora a maioria dos cordados pertença ao subfilo Vertebrata, em que um esqueleto vertebral envolve ou substitui o notocórdio, existem dois subfilos de cordados invertebrados.

Fonte: www.animalshow.hpg.ig.com.br

FILO CHORDATA

Os Cordados são animais triploblásticos, com uma verdadeira cavidade corporal (celoma). Possuem simetria bilateral e um certo grau de segmentação interna.

Todos os Cordados possuem, pelo menos nos primeiros estádios do seu desenvolvimento, uma estrutura firme e flexível, em forma de corda, o notocórdio. Pelo facto de se situar dorsalmente em relação ao tubo digestivo, o notocórdio é conhecido frequentemente por corda dorsal e constitui para o corpo uma peça de suporte ou esqueleto interno. Na região dorsal e sobre o notocórdio, possuem um cordão nervoso tubular - tubo neural - que na extremidade anterior se dilata formando a vesícula cerebral. Na parte anterior do tubo digestivo (faringe), pelo menos em determinado estado do seu desenvolvimento, todos os Cordados possuem fendas branquiais.

Nos peixes essas fendas tornam-se altamente desenvolvidas e comunicam com fendas exteriores, através das quais sai a água que penetra pela boca e passa através das branquias. Nos restantes Cordados, as fendas branquiais não comunicam com o exterior e só aparecem nas formas embrionárias.

Com excepção de uma pequena minoria (exemplo, Homem), todos os Cordados possuem cauda provida de esqueleto axial e de músculos próprios.

Fonte: students.fct.unl.pt

FILO CHORDATA

O grupo dos Cordados (filo Chordata) inclui os vertebrados, em conjunto com outros invertebrados com um grau de parentesco próximo. Têm como característica comum, pelo menos num dos seus estágios de vida, uma estrutura em forma de vareta - o notocórdio ou corda dorsal -, um tubo neural a partir do qual se irá formar o sistema nervoso central, fendas branquiais faríngeas, uma cauda que se prolonga além do ânus e uma série de faixas musculares em torno do corpo.

O filo chordata é subdividido em três subfilos: Urochordata , Cephalochordata, e Vertebrata. No subfilo Urochordata, as larvas têm notocórdio e tubo neural, desaparecendo ambas no estado adulto. Os Cefalocordados têm notocórdio e tubo neural, mas sem vértebras. Nos vertebrados, o notocórdio foi substituído por uma coluna vertebral óssea.

O filo Chordata tem dez classes extintas: uma no subfilo Urochordata, um no subfilo Cephalochordata, e oito no subfilo Vertebrata.

A classificação tradicional dos vertebrados contém uma larga variedade de grupos parafiléticos que, nos novos sistemas taxonómicos, foram consideravelmente alterados, devido a novos dados filogenéticos.

Outros grupos usados frequentemente (em ordem alfabética):

Agnatha – vertebrados sem mandíbula
Amniota – répteis, aves e mamíferos
Anapsida - tartarugas
Archosauria – crocodilos, aves, dinossauros, etc.
Craniata - vertebrados e enguias-de-casulo
Diapsida - lepidossauros e arcossauros
Dinosauria - dinossáurios, incluindo, por vezes, aves
Gnathostomata – vertebrados com mandíbula
Lepidosauria – lagartos e cobras
Lissamphibia – salamandras (Caudata), sapos (Anura) e cobras-cegas
Osteichthyes – peixes ósseos: actinopterígeos e sarcopterígeos – na análise cladística, inclui todos os Tetrápodes (Tetrapoda)
Sarcopterygii – peixes com barbatanas lobadas, como o celacanto e o peixe-pulmonado, – na análise cladística, inclui todos os Tetrápodes (Tetrapoda)
Synapsida – mamíferos e outros animais aparentados, extintos
Tetrapoda – vertebrados com quarto membros (ou descendentes de animais com quarto membros, como as cobras)

Fonte: pt.wikipedia.org

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