A geomorfologia aborda o estudo das formas de relevo e dos seus processos. O relevo e as águassuperficiais são elementos que se integram ao clima, vegetação e solos na organização dos sistemasambientais físicos. As características desses sistemas são expressas a partir da dinâmica interativa dosprocessos físicos e biológicos, que incorporam os produtos das atividades humanas.O sistema ambiental físico compõe o embasamento paisagístico - o quadro referencial para quesejam inseridos os programas de desenvolvimento nas escalas locais, regionais e nacionais. A aborda-gem sistêmica, como concepção holística, adotada no âmbito do Zoneamento Ecológico-Econômicodo Acre, é adequada para o estudo dos sistemas ambientais físicos, pois seus conceitos e noçõespermitem uma visão de mundo integradora, além de permitir a compreensão da estrutura, organiza-ção, funcionamento e desenvolvimento dos sistemas.De acordo com essa visão integradora, é significativa a contribuição dos estudos geomorfológicose sua inter-relação com outros elementos do sistema ambiental, além de relevante às atividades huma-nas.As formas de relevo explicitam os condicionantes da litologia, os resultados dos processosendógenos e exógenos e sua evolução.
À primeira vista, a paisagem topográfica parece imutável naescala temporal de milhares de anos. Mas na escala local e pontual apresenta modificações sensíveisno transcurso de anos e décadas. Essas alterações são originadas por deslizamentos, abertura e evolu-ção de voçorocas, carreamento de detritos de vertentes, que são indicadores de desequilíbrios ocorri-dos num determinado território.Mas não basta que se interpretem essas modificações.
É oportuno que se proceda à análise emapeamento dos processos morfogenéticos atuais. O conhecimento desses processos, permite que seidentifiquem as medidas para estabilizar tais ocorrências. Existe um conjunto de informaçõesgeomorfológicas aplicadas aos programas de controle da erosão dos solos, que poderão ser adotadasnas áreas mais susceptíveis.Os projetos de construção de rodovias, ferrovias e de manutenção e conservação de estradas,por exemplo, devem considerar as formas de relevo, a rugosidade topográfica, a amplitude dos valese a grandeza das planícies de inundação, dentre outros aspectos.Também nas áreas rurais e urbanas é essencial o conhecimento das característicasgeomorfológicas. As modalidades de uso do solo rural transmitem seus efeitos na intensidade daerosão dos solos e na dinâmica das vertentes.
A implantação e o desenvolvimento das áreas urbanasdevem considerar as formas de relevo, aliadas aos tipos de solo e rocha que compõem o meio físico. Aocupação de maneira inadequada acarreta problemas de degradação das áreas, de difícil ou onerosasolução. Lotear, implantar vias, canalizar rios, por exemplo, sem critério, implica em riscos de erosãoe escorregamentos, acarretando a destruição de aterros, assoreamento de córregos, enchentes.
Para atender às finalidades do zoneamento do Estado, é necessário compreender, através dosestudos geomorfológicos, como estão configurados os modelados de relevo e quais são os padrões dedissecação1que formam arranjos espaciais distintos. Por meio desses elementos, analisa-se as porçõesdo território com predisposição à erosão.A partir dessa compreensão, são descritas as grandes características geomorfológicas das terrasdo Estado ? suas Unidades Morfoestruturais representadas pela Depressão Amazônica, o PlanaltoRebaixado da Amazônia Ocidental e a Planície Amazônica (Figura 1).
A Unidades Morfoestruturais do Acre são representadas pela Depressão Amazônica, o PlanaltoRebaixado da Amazônia Ocidental e a Planície Amazônica.lA Depressão Amazônica (representada no Estado pela Depressão Rio Acre/Javari) alcançaaltitudes de, em geral, no máximo 300 m, representada pelas extensas planícies de idadeTerciária desenvolvidas sobre a Formação Solimões e pela área de altitudes mais elevadas(até 580m) denominada Complexo Fisiográfico da Serra do Divisor;
O Planalto Rebaixado (da Amazônia Ocidental) foi também desenvolvido sobre a FormaçãoSolimões, em área de interflúvios tabulares de relevo plano com altitudes de 250 m;lA Planície Amazônica é representada pelas planícies aluviais margeando os rios e pelosníveis de terraços descontínuos, remanescentes de sedimentos desenvolvidos durante oPleistoceno Superior (Quaternário) que é a superfície mais baixa (200 m).2.2.1 - DEPRESSÃOAMAZÔNICAEsta unidade morfoestrutural se caracteriza por uma ativa e generalizada dissecação e pelo seuposicionamento intermediário logo acima da Planície Amazônica e abaixo dos relevos mais conserva-dos da área. É uma extensa superfície rebaixada, estendendo-se de forma descontínua desde o meridiano6000 Oeste de Greenwich em direção Oeste e Noroeste, ultrapassando as fronteiras nacionais.
A feição de relevo mais comum é a colinosa, embora ocorram também relevos com cristas,interflúvios tabulares e montanhosos em áreas restritas. Exemplo de relevo montanhoso dentro daDepressão Amazônica está na parte mais ocidental do Estado, na fronteira com o Peru, formando oComplexo Fisiográfico da Serra do Divisor.Feição colinosaA feição geomorfológica colinosa é talhada em sedimentos da Formação Solimões, onde sedesenvolveu uma Floresta Aberta com Palmeiras, Bambus e Cipós sobre Argissolos2. Em sua maiorparte, as dimensões das colinas estão em torno de 250 m, com vales apresentando aprofundamento dedrenagem variando de muito fraco (C11)3a fraco. Nos flancos ocidentais da área serrana, as dimensõesdas colinas são também em torno de 250 m, enquanto que o aprofundamento da drenagem aumentaum pouco, chegando a fraco (C12).
Em outros locais, as dimensões são um pouco maiores e oaprofundamento da drenagem chega a mediano (C23).Nas proximidades da área de terraços e planícies e terraços, ocorre extensa área de interflúvios4tabulares (T11 eT21) que constitui uma exceção na homogeneidade da feição colinosa que predomina.Feição montanhosa: Complexo Fisiográfico da Serra do DivisorA Serra do Divisor constitui um conjunto de relevos, composto de quatro blocos separados pelasuperfície colinosa (C11). Tem forma alongada, segundo a direção Sul-Norte.
Nos quatros blocos, aforma da serra é cuestiforme, cujo front5encontra-se dissecado em cristas alinhadas sem direçãopreferencial.À medida que se estendem para Oeste, vão pouco a pouco sendo substituídas por colinas dedimensões em torno de 250 m e aprofundamento da drenagem - fraco (C12) - mencionadas no parágra-2Argissolos são os solos compostos por ...
Esta definição está exposta no item Solos e Aptidão Agroflorestal.3O Quadro a seguir explicita essa e as demais terminologias.4Interflúvios são pequenas ondulações que separam os vales, cujas vertentes são, freqüentemente, de forma convexa, constituindo pequenascolinas.5Front - o mesmo que frente de cuesta.
A cada uma das unidades morfoestruturais descritas acima correspondem, em geral, grandesextensões de terreno que apresentam variações no relevo. As principais formas de relevo presentes noEstado são:2.3.1
São representadas pelos terraços fluviais altos que são patamares esculpidos pelo rio, com decli-ve voltado para o leito fluvial, geralmente comportando meandros colmatados ou em processo decolmatação
Planícies Fluviais: Áreas aplainadas resultantes da acumulação fluvial periódica oupermanentemente alagadas, geralmente comportando meandros abandonados (Apf).lPlanícies e terraços fluviais médios e baixos impossíveis de serem discriminados nestaescala de trabalho: Área aplainada resultante da acumulação fluvial, geralmente sujeita ainundações periódicas e comportando meandros abandonados; eventualmente alagada,unida com ou sem ruptura de declive, patamar mais elevado, que também comportameandros abandonados.
Todas as formas resultantes do processo de dissecação foram condensadas em três legendasbásicas: colinas (c), cristas (k) e interflúvios tabulares (t). Estas formas são caracterizadas pelas dife-renças de topo: convexo para colinas, aguçado para as cristas e aplainado nos interflúvios tabulares
Fonte: www.ac.gov.br
A superfície terrestre é modelada por uma série de processos físicos, químicos, biológicos e antrópicos, que afeiçoam o relevo de forma determinada.
A geomorfologia é a ciência que estuda e interpreta as formas do relevo terrestre e os mecanismos responsáveis pela sua modelação.

As relações entre relevo e povoamento são inúmeras. A configuração do território é o resultado das interacções entre dinâmicas naturais e impacte antrópico, dando origem à paisagem. Os padrões de povoamento dependem do modelado e dos processos activos no território. A localização e a acessibilidade dos recursos naturais está relacionada com o relevo.
Fonte: www.ipa.min-cultura.pt

Geologia é a ciência que estuda a história física da Terra, sua origem, os materiais que a compõem e os fenômenos naturais ocorridos durante as várias eras e períodos da escala geológica terrestre. A geologia enquanto ciência se propõem a:
1.Descrever as características do Interior e da superfície da terra, em várias escalas.
2.Compreender as razões de ordem física e química que levaram o planeta a ser tal como o observamos.
3.Definir de maneira adequada a utilização dos materiais e fenômenos geológicos como fonte de matéria-prima e energia para melhoria da qualidade de vida da sociedade.
4.Resolver os problemas ambientais causados anteriormente e estabelecer critérios para evitar futuros danos ao meio ambiente, nas várias atividades humanas. 5.Valorizar a relação entre o ser humano e a natureza.Já a geomorfologia estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, a estrutura, a natureza das rochas, o clima da região e as diferentes formas internas e externas que formam o relevo terrestre.
A história do planeta divide-se em eras geológicas, períodos, épocas e idades, não sendo proporcional a duração entre elas.
No Brasil, as eras geológicas ocorreram na seguinte escala, da mais recente à mais antiga: Cenozóica, Mesozóica, Paleozóica e Proterozóica.
Eras Períodos Tempo decorrido (1.000 anos) Características no Brasil
Cenozóica Quaternário Holoceno Pleistoceno 11 1.000 Sedimentação da Amazônia, Pantanal e Litoral. Grandes abalos tectônicos. Terrenos na Amazônia, rio Parnaíba e litoral do Nordeste. Grandes migrações de animais. Caracterização das formas de relevo atuais. Aparecimento do homem e das atuais formas de vida. Configuração dos atuais oceanos e continentes. Enrugamentos alpinos e formação das grandes montanhas atuais. Extinçao dos répteis gigantescos e desenvolvimento excepcional dos mamíferos. Desenvolvimento de plantas semelhantes às que atualmente conhecemos. Formação das cadeias montanhosas da atualidade (Alpes, Andes, Rochosas, Himalaia, Atlas e da África Oriental).
| Eras | Períodos | Tempo decorrido (1.000 anos) | Características no Brasil |
Características Gerais |
|---|---|---|---|---|
| Cenozóica | Quaternário Holoceno Pleistoceno | 11 1.000 | Sedimentação da Amazônia, Pantanal e Litoral. Grandes abalos tectônicos. Terrenos na Amazônia, rio Parnaíba e litoral do Nordeste. Grandes migrações de animais. | Caracterização das formas de relevo atuais. Aparecimento do homem e das atuais formas de vida. Configuração dos atuais oceanos e continentes. Enrugamentos alpinos e formação das grandes montanhas atuais. Extinçao dos répteis gigantescos e desenvolvimento excepcional dos mamíferos. Desenvolvimento de plantas semelhantes às que atualmente conhecemos. Formação das cadeias montanhosas da atualidade (Alpes, Andes, Rochosas, Himalaia, Atlas e da África Oriental). |
| Terciário Plioceno Mioceno Oligoceno Eoceno | 12.000 23.000 35.000 55.000 | |||
| Mesozóica | Secundário Cretáceo Jurássico Triássico | 135.000 180.000 220.000 | Formação de bacias do Paraná-Uruguai, Tocantins-Araguaia e São Francisco. Formação de desertos no planalto Meridional. Derrame de lava (deserto de Botucatu). | Intenso trabalho de erosão e sedimentação. Erupções vulcânicas em muitos pontos da Terra. Desenvolvimento excepcional dos moluscos e répteis gigantescos. Primeiros mamíferos e aves. A divisão em dois do continente de Gondwana (Afro-Brasileiro e Áustralo-Indo-Malgaxe). No hemisfério norte forma-se o continente Atlântico Norte e também o Sino-Siberiano, a partir do continente Laurásia. |
| Paleozóica | Primário Superior Permiano Carbonífero | 270.000 350.000 | Intensa erosão dos terrenos brasileiros Início da formação das grandes bacias sedimentares brasileiras com a acumulação de sedimentos entre nossos escudos e núcleos. O continente americano fazia parte do gigantesco continente gondwânico. Grandes abalos orogênicos em nossos terrenos. Jazidas de carvão mineral no sul do Brasill. | Rochas metamórficas e sedimentares. Desenvolvimento notável da vida, principalmente no mar. Na terra aparecem invertebrados e gigantescas florestas. A parte sólida do planeta dividia-se em cinco continentes: Gondwana, Algonquiana, Angara, Terra Escandinava e Terrínia. Diastrofismos e orogênese (movimentos tectônicos de amplitude mundial que modificam o modelado da crosta terrestre). Formação dos Apalaches, Alpes Escandinavos, maciço da Floresta Negra. |
| Primário Médio Devoniano Siluriano | 400.000 430.000 | |||
| Primário Inferior Ordoviciano Cambriano | 490.000 600.000 | |||
| Proterozóica (Pré-Cambriano) | Algonquiano Arqueano | Mais de 2 bilhões de anos atrás | Áreas restritas do Brasil: série Minas, Itacolomi e Lavras (sudeste brasileiro). | Rochas magmáticas e metamórficas. Movimentos orogênicos e vulcanismo intenso. |
| Início da formação dos núcleos e escudos brasileiros. | Formação dos escudos e núcleos. Rochas magmáticas e metamórficas. Existiam apenas os continentes Indo-Afro-Brasileiro e Arqueo-Índico. |
Sendo a crosta terrestre a base da estrutura geológica da Terra, várias rochas passam a compor esta estrutura e distinguem-se conforme a origem:
1.Rochas magmáticas (ígneas ou cristalinas): formadas pela solidificação do magma, material encontrado no interior do globo terrestre. Podem ser plutônicas (ou intrusivas, ou abissais), solidificadas no interior da crosta, e vulcânicas (ou extrusivas, ou efusivas), consolidadas na superfície.
2.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas, pelo acúmulo de detritos orgânicos, ou pelo acúmulo de precipitados químicos.
3.Rochas metamóficas: formadas em decorrência de transformações sofridas por outras rochas, devido às novas condições de temperatura e pressão.
São blocos imensos de rochas antigas. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas), formadas em eras pré-cambrianas, ou por rochas metamórficas (material sedimentar) do Paleozóico, são resistentes, estáveis, porém bastante desgastadas.
Correspondem a 36% da área territorial e dividem-se em duas grandes porções: o Escudo das Guianas (norte da Planície Amazônica) e o Escudo Brasileiro (porção centro oriental brasileira).
São depressões relativas, preenchidas por detritos ou sedimentos de áreas próximas. Este processo se deu nas eras Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, contudo ainda ocorrem nos dias atuais. Associam-se à presença de petróleo, carvão, xisto e gás natural.
Corresponde a 64% do território, constituindo grandes bacias como a Amazônica, a do Meio-Norte, a do Paraná, a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense e outras pequenas bacias.
Dobramentos Modernos: São estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes; foram afetadas por forças tectônicas durante o Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras.
Em regiões como os Andes, as Montanhas Rochosas, os Alpes, o Atlas e o Himalaia, são freqüentes os terremotos e as atividades vulcânicas.
Apresentam também as maiores elevações da superfície terrestre. Os dobramentos resultam de forças laterais ou horizontais ocorridas em uma estrutura sedimentar que forma as cordilheiras. As falhas resultam de forças, pressões verticais ou inclinadas, provocando o desnivelamento das rochas resistentes.
A expansão dos estudos geomorfológicos no Brasil se deu nos últimos 50 anos, devido à valorização das questões ambientais e por aplicar-se diretamente à análise ambiental.
No Brasil, as primeiras contribuições geomorfológicas, datam do século XIX, quando pesquisadores “naturalistas” buscavam de maneira diversificada compreender o meio ambiente e pesquisadores "especialistas", ou seja, botânicos, cartógrafos, geógrafos e geólogos, dedicavam-se a conteúdos específicos.
Estudando vários temas e diversas regiões brasileiras, as primeiras gerações de geólogos brasileiros juntamente com alguns estrangeiros, desenvolveram a partir do início do século até a década de 40 o conhecimento geomorfológico no Brasil. Vários trabalhos de brasileiros marcaram este período como, por exemplo, o de Guimarães (1943) e Azevedo (1949), que reúne e sintetiza o relevo brasileiro; Maack (1947) sobre a geologia do Paraná; King (1956) aborda a geomorfologia no Brasil oriental e Tricart (1959), que estabelece a divisão morfoclimática para o Brasil atlântico central.
A geomorfologia brasileira conheceu novos cenários a partir do final dos anos 60 e início dos anos 70, incorporando conceitos da Teoria Geral do Sistema e aplicando idéias relativas ao equilíbrio dinâmico.
Um dos maiores projetos já realizados, buscando o levantamento de recursos naturais, incluindo geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso do solo foi o Projeto Radam Brasil. De 1973 em diante, publicou-se os relatórios, os documentos cartográficos (mapas temáticos) que recobrem todo o País, formando um total de 40 volumes.
Atualmente, a geomorfologia acompanha os rumos teóricos e os caminhos de aplicação; entretanto, a dificuldade de acesso rápido às novas tecnologias e a falta de infra-estrutura prejudicam os avanços da ciência.
O relevo de todas as partes do mundo, assim como o relevo brasileiro, apresenta saliências e depressões oriundas das eras geológicas passadas. Estas saliências e depressões conhecidas como acidentes de primeira ordem configuram as montanhas, planaltos, planícies e depressões; além desses acidentes existem outros menores: as chapadas, as cuestas e as depressões periféricas.
Grande elevação de terreno formada por ação de
forças tectônicas. Originam-se a partir de dobras, falhas ou
vulcões; quanto à idade, podem ser antigas, como as serras do
Mar e da Mantiqueira, ou recente, como a Cordilheira dos Andes, dos Alpes
e do Himalaia.
Planaltos
Superfície mais ou menos plana e elevada em relação
às áreas próximas, delimitadas por escarpas; o processo
de desgaste supera o de deposição de materiais.
Planícies
Superfície mais ou menos plana, de natureza sedimentar, predominando os processos de deposição de sedimentos. Existem dois tipos de planícies: as costeiras (junto ao litoral) e as continentais (interior dos continentes).
Porções do relevo mais baixas que o nível do mar; no Brasil não há ocorrência deste tipo de depressão; porém, existem as depressões relativas, mais baixas em relação às terras próximas e acima do nível do mar.
Planalto de rochas sedimentares apresentando topografia tabular.
Presentes no planalto Meridional. São formas assimétricas de
relevo, formadas pela sucessão alternada de camadas rochosas cuja resistência
varia de acordo com o desgaste.
Depressões periféricas
São áreas deprimidas formadas pelo contato entre terrenos sedimentares e massas cristalinas. São comuns nos planaltos brasileiros.
Estes acidentes resultaram da ação de dois tipos de agentes ou fatores do relevo. De origem interna (vulcanismo, tectonismo e outros) e de origem externa (água corrente, temperatura, chuva, vento, geleiras, seres vivos). É possível afirmar que o relevo brasileiro:
Apresenta grande variedade de formas, como planícies, planaltos, depressões relativas, cuestas e montanhas muito antigas.
Não se caracteriza pela existência de áreas de dobramentos modernos, formações originadas por vulcanismo recente ou outras que dependam da glaciação de altitude, e nem mesmo por depressões absolutas.
Apresenta modestas altitudes, já que a quase totalidade das terras possui menos de 1.000 metros de altitude e somente meio por cento do território encontra-se acima desse limite.
É predominantemente constituído por planaltos (58,5%), seguidos das planícies ou terras baixas conhecidas como platôs (41%).
Tradicionalmente, o relevo divide-se tomando como base duas classificações: de Aroldo de Azevedo e de Aziz Ab'Saber.
Após o descobrimento de todas as potencialidades terrestres e brasileiras, oriundas das transformações ocorridas durante as diversas eras geológicas, passou-se a estudar os sítios arqueológicos, as cavernas e demais “monumentos” surgidos no Brasil.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
O relevo de todas as partes do mundo apresenta saliências e depressões oriundas das eras geológicas passadas. Estas saliências e depressões conhecidas como acidentes de primeira ordem configuram as montanhas, planaltos, planícies e depressões; além desses acidentes existem outros menores: as chapadas, as cuestas e as depressões periféricas.
Estes acidentes resultaram da ação de dois tipos de agentes ou fatores do relevo. De origem interna (vulcanismo, tectonismo e outros) e de origem externa (água corrente, temperatura, chuva, vento, geleiras, seres vivos).
Apresenta grande variedade de formas, como planícies, planaltos, depressões relativas, cuestas e montanhas muito antigas.
Não se caracteriza pela existência de áreas de dobramentos modernos, formações originadas por vulcanismo recente ou outras que dependam da glaciação de altitude, e nem mesmo por depressões absolutas.
Apresenta modestas altitudes, já que a quase totalidade das terras possui menos de 1.000 metros de altitude e somente meio por cento do território encontra-se acima desse limite.
É predominantemente constituído por planaltos (58,5%), seguidos das planícies ou terras baixas conhecidas como platôs (41%).
Tradicionalmente, o relevo divide-se tomando como base duas classificações: de Aroldo de Azevedo e de Aziz Ab'Saber.
A história do planeta divide-se em eras geológicas, períodos, épocas e idades, não sendo proporcional a duração entre elas. No Brasil, as eras geológicas ocorreram na seguinte escala, da mais recente à mais antiga: Cenozóica, Mesozóica, Paleozóica e Proterozóica.
Sendo a crosta terrestre a base da estrutura geológica da Terra, várias rochas passam a compor esta estrutura e distinguem-se conforme a origem:
Rochas Magmáticas (Rochas ígneas ou cristalinas): Formadas
pela solidificação do magma, material encontrado no interior
do globo terrestre. Podem ser plutônicas (ou intrusivas, ou abissais),
solidificadas no interior da crosta, e vulcânicas (ou extrusivas, ou
efusivas), consolidadas na superfície.
Rochas Sedimentares: Formadas pela deposição de detritos de
outras rochas, pelo acúmulo de detritos orgânicos, ou pelo acúmulo
de precipitados químicos.
Rochas Metamórficas: Formadas em decorrência de transformações sofridas por outras rochas, devido às novas condições de temperatura e pressão.
São blocos imensos de rochas antigas. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas), formadas em eras pré-cambrianas, ou por rochas metamórficas (material sedimentar) do Paleozóico, são resistentes, estáveis, porém bastante desgastadas.
Correspondem a 36% da área territorial e dividem-se em duas grandes porções: o Escudo das Guianas (norte da Planície Amazônica) e o Escudo Brasileiro (porção centro oriental brasileira).
Sendo que o Escudo Brasileiro divide-se em Planalto Nordestino, Planalto Central, Serras e Montanhas de Leste e Sudeste e Planalto do Maranhão-Tocantins, segundo a classificação do Geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber.
São depressões relativas, preenchidas por detritos ou sedimentos de áreas próximas. Este processo se deu nas eras Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, contudo ainda ocorrem nos dias atuais. Associam-se à presença de petróleo, carvão, xisto e gás natural. O Brasil possui 6.430.000 km² de bacias sedimentares, dos quais 4.880.000 km² em terra e 1.550.000 km² em plataforma continental que corresponde a 64% do território, constituindo grandes bacias como a Amazônica, a do Parnaíba, a do Paraná, a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense e outras pequenas bacias.
São estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes; foram afetadas por forças tectônicas durante o Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras.
Em regiões como os Andes, as Montanhas Rochosas, os Alpes, o Atlas e o Himalaia, são freqüentes os terremotos e as atividades vulcânicas. Apresentam também as maiores elevações da superfície terrestre. Os dobramentos resultam de forças laterais ou horizontais ocorridas em uma estrutura sedimentar que forma as cordilheiras. As falhas resultam de forças, pressões verticais ou inclinadas, provocando o desnivelamento das rochas resistentes.
A expansão dos estudos geomorfológicos no Brasil se deu nos últimos 50 anos, devido à valorização das questões ambientais e por aplicar-se diretamente à análise ambiental. No Brasil, as primeiras contribuições geomorfológicas, datam do século XIX, quando pesquisadores “naturalistas” buscavam de maneira diversificada compreender o meio ambiente e pesquisadores "especialistas", ou seja, botânicos, cartógrafos, geógrafos e geólogos, dedicavam-se a conteúdos específicos.
Estudando vários temas e diversas regiões brasileiras, as primeiras gerações de geólogos brasileiros juntamente com alguns estrangeiros, desenvolveram a partir do início do século até a década de 40 o conhecimento geomorfológico no Brasil. Vários trabalhos de brasileiros marcaram este período como, por exemplo, o de Guimarães (1943) e Azevedo (1949), que reúne e sintetiza o relevo brasileiro; Maack (1947) sobre a geologia do Paraná; King (1956) aborda a geomorfologia no Brasil oriental e Tricart (1959), que estabelece a divisão morfoclimática para o Brasil atlântico central.
A geomorfologia brasileira conheceu novos cenários a partir do final dos anos 60 e início dos anos 70, incorporando conceitos da Teoria Geral de Sistemas e aplicando idéias relativas ao equilíbrio dinâmico. Um dos maiores projetos já realizados, buscando o levantamento de recursos naturais, incluindo geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso do solo foi o Projeto Radam Brasil. De 1973 em diante, publicou-se os relatórios, os documentos cartográficos (mapas temáticos) que recobrem todo o País, formando um total de 40 volumes.
Atualmente, a geomorfologia acompanha os rumos teóricos e os caminhos de aplicação; entretanto, a dificuldade de acesso rápido às novas tecnologias e a falta de infra-estrutura prejudicam os avanços da ciência.
Fonte: pt.wikipedia.org