
Gravidez ectópica é a localização do embrião fora do útero, geralmente na trompa ou tuba uterina (95%).
Esta gravidez não tem chance de evoluir normalmente. O crescimento do embrião irá causar destruição dos tecidos da trompa provocando hemorragia materna grave.
O diagnóstico desta alteração é feito por história da gravidez, exame clínico e ultra-som obstétrico. Somente um médico pode fazer este diagnóstico.
As causas são infecções nas trompas, doença inflamatória pélvica, ligadura de trompas, e alterações nos movimentos das trompas causadas por medicamentos e DIU.
O tratamento é, na maioria das vezes, cirúrgico.
Fonte: www.gineco.com.br
É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina. Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.
A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número vem se elevando nas últimas décadas. Estima-se que cerca de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não sendo necessário fazer coisa alguma.
Sua recorrência é de aproximadamente 20%.
Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular, tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana, cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária, representando cerca de 95% dos casos.
O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa. O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.
As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica na tuba.
As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações, tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório), por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é a causa mais frequente, como a clamídia.
A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais. A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia interna (hemoperitônio).
Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da menstruação, seios inchados e doloridos, náusea, vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.
A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo ou no lado direito inferior do abdômem.
A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso para não ajudar em uma possível ruptura.
O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez
ectópica bem como dores na região inferior do abdômem
principalmente durante qualquer atividade física, relações
sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com pulso
rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de hemoglobinas.
A gravidez ectópica é a segunda causa de morte maternal nos
Estados Unidos.
Estatísticas aproximadas para as causas de morte materna no Estado de São Paulo:
Quanto as causas, 27% das mortes tiveram como causa básica problemas diretamente ligados a síndrome hipertensiva da gravidez, 16% por causas hemorrágicas, 15% doenças infecciosas, 10% por aborto, restando 10% por outras causas diretamente ligadas à gestação. 22% das mortes se relacionaram a causas obstétricas indiretas.
Fonte: www.e-familynet.com
É quando a gravidez ocorre fora do seu lugar habitual (cavidade uterina) e dependendo do caso pode até causar a morte da mulher, por isso, é muito importante que ao surgirem alguns dos sintomas, o médico seja consultado o mais breve possível. Sabe-se que 98% dos casos de gravidez ectópica, ocorrem nas trompas.
Alguns sintomas podem aparecer antes mesmo da mulher notar a ausência da menstruação, os mais freqüentes, além dos sintomas normais da gravidez (náuseas, vômitos, aumento do volume dos seios, etc) são:
Dores na parte inferior do abdômen que podem não ser intensas
e podem estender-
se para outros lugares, como por exemplo, o ombro.
Perdas sanguíneas irregulares.
Quando a mulher desconfia de uma gravidez ectópica, deve procurar imediatamente um médico, podendo assim confirmar o diagnóstico através de exames.
Um diagnóstico tardio pode ter graves conseqüências, pois se houver uma complicação da gravidez ectópica, o óvulo pode romper-se causando uma hemorragia interna e conseqüentemente pode causar a morte da mãe.
Nenhuma mulher em idade fértil, deve excluir a possibilidade de ter uma gravidez ectópica.
- O fator mais freqüente é quando a mulher sofreu alguma inflamação
pélvica
anterior a gravidez.
- Outro fator menos freqüente são as operações
nas trompas. Apesar de ser raro, as
mulheres que realizaram a ligadura das trompas, não devem se considerar
livres do
risco de sofrer este tipo tipo de gravidez.
- Os casos de aborto seguidos de infecção das trompas.
- Operações gerais realizadas no abdômen, principalmente na área pélvica.
- Uso de anticoncepcionais hormonais.
- Falta de cuidado na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
- Mulheres que passaram por métodos de fertilização assistida.
- Mulheres que já tiveram uma gravidez ectópica, tem de 10
a 20% a mais de
possibilidades de repetir o problema.
- Eliminar os fatores principais que favorecem as inflamações
pélvicas, como por
exemplo, as sexualmente transmissíveis.
- Evitar manter mais de um parceiro sexual.
- Usar preservativos sempre, principalmente quando uma gravidez não
está
planejada, evitando assim os métodos de interrupção de
gravidez.
- Exigir que os profissionais de saúde coloquem o DIU (dispositivos
intra-uterinos)
cumprindo as normas estabelecidas.
As informações sobre a freqüência são divergentes, mas os números giram em torno de 1 em cada 200 casos de gravidez.
Fonte: www.ultrasom3d.com

É quando o feto se desenvolve fora da cavidade uterina ocorrendo normalmente na trompa de Falópio. Trata-se de um quadro que contribui com 4% da mortalidade materna. Esse fato ocorre quando o feto não morre prematuro e cresce rompendo a trompa.
É causada por todos os fatores que impedem ou dificultam a passagem do ovo até o útero. Acontece com facilidade em mulheres com inflamações, tumores, anormalidade nas trompas, fumo, envelhecimento e drogas hormonais.
Os sintomas são semelhantes a uma gravidez intra-uterina nos primeiros estágios como ausência da menstruação, seios doloridos e inchados, náuseas, vômitos e fadiga, mas logo aparecerá dores no abdômen que no início e leve e gradativamente ocorre até que se torne insuportável. Pode ocorrer a ruptura da trompa e nesse caso há hemorragia, tonturas, dores no pescoço, ombros e desmaio.
O tratamento normalmente é cirúrgico sendo que em 40% dos casos a trompa é removida, mas isso depende do rápido diagnóstico médico e do local onde o embrião está localizado. Outro método bastante usado é a laparoscopia que é um instrumento que o médico introduz na mulher que é capaz de retirar o embrião sem danificar os órgãos da mulher.
Fonte: www.brasilescola.com