
"Os psicólogos dizem que a partir dos cinco anos de idade, as crianças já estão mais preparadas para suportar a chegada de um bebê..."
Planejar o segundo filho costuma ser uma decisão difícil para os pais, talvez seja até mais difícil que o primeiro. Evidentemente é uma decisão que deve ser discutida a dois. É claro que cada casal pode estar vivendo um momento diferente da vida, portanto existem vantagens e desvantagens que se deve avaliar:
- A idade da mãe.
- O momento profissional que ela está vivendo.
- A situação econômica familiar.
- Como está a relação do casal.
Hoje em dia existem duas tendências:
- Encomendar logo o segundo.
- Esperar mais tempo possível.
Para as duas opções existem os prós e contras:
- Cuidar de crianças pequenas é cansativo e eles terão que dividir os pais, o que com certeza , causará ciúmes em ambos.
- Se vocês esperam muito tempo para encomendar o segundo, como por exemplo até que o primeiro já esteja no colégio e não precise de tantos cuidados, não compartirão as mesmas brincadeiras, mas a rivalidade será menor.
Os psicólogos dizem que a partir dos cinco anos de idade, as crianças já estão mais preparadas para suportar a chegada de um bebê. Quando o intervalo entre dois filhos é de mais de sete anos, a grande vantagem é que poderão contar com a ajuda do primeiro para criar ao segundo. Mas é evidente que os interesses deles serão diferentes. Muitos pais dizem que “é como criar dois filhos únicos”.
Com respeito à opinião dos médicos, a Organização Mundial da Saúde recomenda que se espere no mínimo dois anos entre uma gravidez e a outra para que o corpo da mulher se recupere totalmente. Não se pode deixar de citar que os bebês de menos de 18 meses precisam de muita atenção, o que exige muito esforço para uma grávida.
Fonte: www.ultrasom3d.com
Ganhar um irmão mexe muito com a cabeça da criança. Você pode ajudá-la a assimilar melhor essa fase.
A segunda gravidez costuma gerar sentimentos ambíguos. Ao mesmo tempo que você está feliz em ter outro filho, fica triste com a mudança na relação com o primeiro e culpada por fazê-lo dividir o amor dos pais. É normal que a criança tenha ciúmes do bebê. Algumas atitudes vão ajudá-la a viver essa etapa de ajustes emocionais de forma mais positiva:
Não espere que a criança vá adorar ter um irmão. Pode ser que, no início, ela fique mais apegada a você ou apresente dificuldade para dormir. Também é comum o aparecimento de comportamentos regressivos, como fazer xixi na calça ou falar como um bebê. O melhor é aceitar esse sentimento e incentivá-la a expressar as emoções. Não se incomode se ela desenhar a família sem o bebê, mas deixe claro que machucá-lo não é aceitável.
Durante a gravidez, converse sobre como é a rotina de um bebê. Diga que, embora ele vá exigir cuidados, você continuará tendo um tempo para ela. Mostre-lhe fotos de quando ela era bebê e leia livros infantis sobre a chegada do irmão. Esclareça quem vai tomar conta dela enquanto você estiver no hospital.
Qualquer alteração na vida criança, como entrar para a escola, mudar de quarto ou tirar a fralda, deve ser feita no mínimo seis meses antes de o bebê nascer.
O irmão deve conhecer o bebê na maternidade assim que você estiver em condições de recebê-lo e dar atenção a ele. Se possível, evite a presença de outras visitas. Ele também pode ganhar presentes para comemorar a nova posição, de irmão mais velho. Lembre parentes e amigos de não deixá-lo de lado. Não se preocupe se ele pedir para você devolver o bebê: esse primeiro encontro não é sinal do tipo de relação que eles vão ter no futuro.
Fale sobre o recém-nascido para a criança usando frases como "Veja como a Bia mexe a boca, acho que ela está com fome". Chame a atenção da criança para como o bebê gosta quando ela fala com ele, empurra o carrinho ou sorri para ele.
A maioria dos irmãos quer colaborar com os cuidados do bebê. Valorize essa ajuda sem forçar a criança.
É muito importante manter sua relação com o filho mais velho. Combine um horário especial para ficar a sós com ele fazendo algo divertido. Evite a divisão você/bebê, pai/filho mais velho. É preciso muita conversa para que ambos os pais convivam com cada um dos filhos.
Acostumar-se a dividir a atenção dos pais leva tempo. Alguns comportamentos podem durar semanas; outros, não surgem até o bebê ter 7 ou 8 meses. Enquanto isso, seu papel é demonstrar que cada um tem um lugar especial na família, um lugar que ninguém pode tirar.
Fonte: www.topgyn.com.br
Quando você e seu companheiro levaram seu primeiro filho do hospital para casa eram pais novatos, tendo muito o que aprender, adaptações a fazer e um desafio a enfrentar: o de criar apego pelo novo membro da família. Quando vocês trouxerem o segundo filho para casa, vocês dois já serão verdadeiros mestres no que diz respeito à paternidade/maternidade; não serão vocês, mas sim o filho mais velho, que precisará aprender mais, fazer mais adaptações e esforçar-se para criar um apego pelo recém-nascido. Isso não será mais fácil para o seu primogênito do que foi para vocês; e, considerando sua idade e nível de maturidade, pode ser bem mais difícil.
A melhor sugestão de todas: fique tranqüila. As crianças vivem como vivem os adultos que as rodeiam. Se você estiver ansiosa com o modo como seu filho vai reagir ao fato de ter um irmãozinho, seu filho ficará ansioso também.
A gravidez e o parto tornaram-se assunto de família. Como ocorreu com os pais nos anos 70, nos 80 os irmãos já não são excluídos dos nove meses de preparação e excitação que culminam na chegada de um novo irmão ou irmã. Em vez de tentar entender o que está acontecendo a partir de sussurros entre os adultos e conversas misteriosas sobre cegonhas e canteiros de repolho, os primogênitos de hoje freqüentemente envolvem-se com a gravidez desde os primeiros meses.
A preparação de um irmão é pelo menos tão complicada quanto a preparação dos pais. O primeiro passo, evidentemente é contar ao filho mais velho que a mãe está grávida. Sabemos que as crianças, desde muito cedo, começam a perceber que "algo" está acontecendo. Elas podem captar conversas sérias ou animadas entre os adultos , ver sua mãe sentindo-se mal ou tensa e preocupada, notar outras mudanças na casa - e pensam: "o que estão escondendo de mim?" - "o que vai acontecer? "
O fato de contar desde cedo a criança também dá a vocês bastante tempo para ajudá-la a se acostumar a idéia de ter um irmãozinho e trabalhar seus sentimentos. Talvez convenha esperar até que você receba os resultados dos exames, como ultra-som morfológico, ou amniocentese, ou até o fim do período de risco, se tiver uma história de abortos espontâneos - embora seu filho possa ficar mais chateado ainda se você estiver presa à cama e ele não souber por quê.
Acabado o mistério, há várias medidas que os pais podem tomar para tornar o bebê que está para chegar menos ameaçador para a criança que já mora na casa:
Faça todas as grandes mudanças que você planeja fazer na vida de seu primogênito no começo da gravidez, se não tiver tido oportunidade de realizá-las antes de engravidar: matriculá-la na escola - para que tenha um refúgio fora de casa quando o bebê chegar, e não sinta que está sendo expulsa de casa.
Ensine-o a usar o banheiro ou desmame-o da mamadeira agora, e não
logo após o nascimento do bebê.
Acostume seu filho a passar um pouco menos de tempo sozinho com você
- se você nunca o deixou com uma babá e vai precisar fazê-lo
depois que o bebê chegar, comece a deixá-lo com a babá
por curtos período durante o dia.
Se o papai até agora não esteve muito envolvido nos cuidados coma criança, comece a trazê-lo para as rotinas de alimentação, banho e hora de dormir, para que ele possa substituí-la habilidosamente quando você estiver no hospital ou ocupada com o novo bebê.
Dê início a atividades regulares de diversão entre o pai e o filho(café-da-manhã fora de casa no domingo, sábado à tarde no parquinho, uma história lida depois do jantar), rituais que podem continuar sendo desfrutados por bastante tempo depois que o bebê nascer.
Seja sincera e clara acerca das mudanças físicas pelas quais está passando. Explique que você está cansada ou nervosa porque "fazer um bebê é difícil", e não por estar doente ou cansada dele. Não use a gravidez como desculpa para não pegá-lo no colo. Se você precisar passar mais tempo deitada (a pedido médico) sugira que ele deite ao seu lado e tire uma soneca, ouça uma historinha veja TV com você.
Apresente seu filho ao bebê enquanto ele ainda estiver no útero. Mostre-lhe ilustrações próprias a sua idade, do desenvolvimento fetal mês a mês, explique-lhe que, a medida que for crescendo a barriga também crescerá, e que quando for suficientemente grande já estará prontinho para sair. Encoraje-o a sentir com as mãozinhas , o movimento do bebê, mas não o obrigue a isso, se não quiser.
Para que seu filho não se sinta um mero figurante no drama da gravidez, leve-o a uma ou duas consulta pré-natais e em especial ao ultra-som. Mas não esqueça de levar ao consultório um lanche, livro ou brinquedo predileto, para o caso de haver uma longa espera.
Envolva seu filho em quaisquer preparativos pelas quais ele parecer interessado: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos - deixe-o até escolher sozinha uma ou duas coisas baratinhas mesmo que lhe pareçam estranhas. Deixe-o abrir os presentes que cheguem antes do bebê nascer.
Familiarize seu filho com os bebê em geral. Mostre-lhe fotos dele quando bebê, diga-lhe como era (não se esqueça de incluir algumas histórias que mostrem o quanto cresceu desde então). Se possível, leve-a a uma maternidade para olhar os recém-nascidos (ela descobrirá que não nascem tão "bonitinhos" quanto os bebê mais velhos). Explique que os bebês não fazem quase anda além de chorar, dormir e mamar, e que por algum tempo não conseguem ser bons companheiros de brincadeiras.
Evite dizer coisas como: "Não se preocupe, nós vamos continuar a gostar de você, mesmo com a chegada do novo bebê" - por mais bem intencionadas que seja, tais afirmações podem causar preocupações em seu filho, pode sentir-se incapaz de competir com o bebê.
Se você pretende dar o berço dele ao bebê, faça vários meses antes da data prevista para o nascimento. Se o mais velho ainda não tiver condições de dormir em uma cama, compre uma caminha provisória, aquela com grades nas laterais. Ajude-o com a decoração do quarto, e enfatize que está mudando de cama ou quarto porque está crescendo e não porque o bebê está a caminho.
Apresente ao seu filho os nomes que você está pensando em dar ao bebê, envolvendo-o nesse processo de escolha. Lembrando, é claro, que a escolha final é sua.
À medida que a data de parto estiver se aproximando (e só agora) prepare seu filho para o fato de você precisar passar algum tempo no hospital quando o bebê chegar. Faça-o ajudá-la a arrumar as malas e estimule-o a incluir alguma coisa dele para que você leve consigo. Certifique-se que a pessoa que ficará com ele está completamente familiarizada com sua rotina.
Fonte: guiadobebe.uol.com.br
Segundo a política de planejamento familiar da China, apenas os casais de filhos únicos podem ter mais de um descendente. Agora, a primeira geração de filhos únicos chega à idade de ter filhos. Muitas pessoas perguntam quantas famílias poderão ter um segundo filho e, se tal possibilidade provocará uma nova explosão demográfica na China.
"Há uma preocupação generalizada de que os casais formados por filhos únicos possam procriar um segundo filho", revelou recentemente Li Yunli, subdiretora da Comissão Municipal da População e Planejamento Familiar de Beijing. Segundo ela, a idéia é resolver a escassez de mão-de-obra e o excessivo envelhecimento da população da Capital.

A política encorajou as aspirações da segunda paternidade de Xiao Yang, um jovem de 28 anos, recém-casado que, como sua esposa, é filho único, nascido no final dos anos 70. "Queremos um menino e uma menina. Como filho único, eu não tive irmãos e não desejo que o meu filho também cresça sozinho", afirma Xiao, cujos pais apóiam sua idéia.
O canal da cultural do Web Site Sina realizou, há pouco tempo, um encontro intitulado "A Solidão e o Sentimento da Geração de 80", na qual participaram 6.007 filhos únicos nascidos entre 1980 e 1989. No encontro, via site, 61,3 por cento deles considera que os filhos únicos se sentem sozinhos e não têm com quem compartilhar suas alegrias e suas tristezas. E, 66,9 por cento deles desejam ou desejavam ter um irmão. Talvez, por entenderem perfeitamente o conceito de solidão, 46,1 por cento deles querem ter dois filhos.
Grandes cidades, como Guangzhou e Shanghai, publicaram políticas para encorajarem o nascimento do segundo filho nas famílias de filhos únicos. Em Shanghai, foi anunciado um regulamento que determina que o segundo filho deve nascer com quatro anos de diferença do primeiro. Cheng Jun, natural de Beijing, tem uma filha de 12 anos de idade, mas quer ter outro filho. "Tenho três irmãos, e fazemos turno para cuidar dos pais anciões. Acredito que isto será mais difícil para minha filha no futuro, pois terá que cuidar dos sogros, além de nós dois," acrescentou. Se a família tiver dois filhos, o fardo de ter que cuidar dos anciões será menos pesado.
Atualmente, em Guangzhou, há mais de 300 mil casais de filhos únicos. A primeira geração de filhos únicos se encontra em idade de casar e, segundo estatísticas, de janeiro a julho de 2006, mais de 7.100 filhos únicos, todos nascidos nos anos 80, se casaram em Guangzhou. Destes, 6.100 são mulheres. Há, ainda, 900 casais de filhos únicos. De acordo com Xie Guo´na, o subdiretor da Administração da População e Planejamento Familiar de Guangzhou, muitos casais não querem ter filhos. Além disso, alguns querem ter o segundo filho, porém, não possuem condições para sustentá-los. Para ele, um segundo filho nestas famílias não deverá incidir em um rápido aumento da população.

Lanzhi tem um filho de nove meses e não quer ter outro, todavia, sempre desejou ter uma menina. "Se eu ganhar cinco milhões de yuans na loteria, vou pensar em ter outro filho," brincou Lanzhi. Desde a gravidez, os gastos com remédios superaram US$ 1,3 mil, e o pó de leite para o menino custa US$ 65,7 por mês. E ainda gasta US$ 158 com a babá. No total, possui um gasto de US$ 263 com menino, o que equivale a todo o seu salário mensal. Sem contar a preocupação com a educação da criança que, seguramente, vai representar um montante significativo no orçamento familiar.
Segundo uma entrevista concedida por Xu Anqi, sociólogo da Academia de Ciências Sociais de Shanghai, o custo, nas cidades, para manter uma criança até a idade adulta é de aproximadamente US$ 64,5 mil. O resultado chamou a atenção nacional e muitos pais residentes em cidades expressaram preocupação por este fato. Uma outra pesquisa realizada recentemente por Sina mostra que 66,89 por cento dos casais não querem o segundo filho devido ao custo que é manter uma criança.
Um estudo realizado pela Administração da População e Planejamento Familiar de Guangzhou mostra que há seis fatores que dificultam a chegada do segundo filho. Dentre eles estão: o elevado custo para proporcionar uma boa educação, a acirrada competição social e a tentativa de manter um bom nível de vida para o próprio casal.
Zhang Jun, casado há três anos, ainda não possui planos de ter filhos. Apesar das reclamações dos seus pais, o casal segue aproveitando a vida a dois. "Ainda não temos uma situação econômica favorável nem para nós dois, portanto, ainda não estamos em condições de pensar em termos filhos", se queixa Zhang Jun.
Segundo, Zhou Changhong, professor do Instituto da Administração da População de Nanjing, em Shanghai, somente de 20 a 30 por cento dos casais de filhos únicos tiveram o segundo herdeiro. Ele considera que, quanto maior o salário e mais elevado o nível cultural do casal, menor é a possibilidade de terem o segundo filho. É uma lei não escrita tanto para a China quanto para o mundo em geral, pois o fator econômico desempenha um papel mais importante na atualidade.
A diferença da nova geração de filhos únicos é que os mais ricos querem uma maior flexibilidade na política demográfica. Alguns representantes da Assembléia Popular da China (APN), órgão legislativo do país, propuseram "o segundo filho para os casais com boa qualificação profissional e acadêmica". A proposta provocou ampla discussão na sociedade, porém, os departamentos de planejamento familiar responderam, unanimente, que "não". "O alto nível acadêmico não implica na boa qualidade dos descendentes," sublinhou Li Yunli.

Assim, o Estado transferiu para os governos locais das provinciais, as decisões para este assunto. Henan, a província mais populosa, com cerca de 100 milhões de habitantes, expressou claramente que ainda não tem planos para viabilizar a proposta. E não permite, de forma alguma, o segundo filho nem para os casais de filhos únicos. "Mais nascimentos não resolverão o problema do envelhecimento", enfatiza Yu Xuejun, diretor dos Assuntos Políticos e Jurídicos da Comissão Estatal da População e Planejamento Familiar, "para resolver este problema, o mais importante é acelerar o desenvolvimento econômico e, em paralelo, estabelecer e aperfeiçoar o sistema de previdência social."
Fonte: portuguese.cri.cn