Afonso Pena recebou o governo numa época de relativa prosperidade econômica, conquanto persistissem velhos problemas nacionais como a miséria das classes proletárias, a corrupção política e a formação de oligarquias provinciais. A antiga aristocracia rural da cana-de-açúcar decaíra completamente; os patriarcais fazendeiros de café começaram a sofrer a concorrência das novas classes urbanas e industriais que procuravam afirmar-se na direção política.
Foi implementado o Convênio de Taubaté, firmado no final do governo Rodrigues Alves. Ele consistia num programa de defesa dos cafeicultores, em detrimento das finanças governamentais. O governo garantiu a compra do excedente, estabelecendo preços mínimos, emprestou 15 milhões de libras, e estimulou a exportação, por meio de uma desvalorização cambial. Tratava-se de uma nítida influência do poder econômico regional (SP, MG e RJ) sobre o interesse nacional.
Cabe a Afonso Pena o mérito de ter apoiado o programa ferroviário desenvolvido pelo ministro Miguel Calmon. Completam-se as ligações São Paulo - Rio Grande do Sul - Rio de Janeiro - Espírito Santo. Compreendendo a importância do elemento europeu no desenvolvimento do país, acelerou a imigração. Em 1908 perto de 100 000 colonos espalhavam-se pelo Sul do país, destacando-se os italianos.
Melhorou-se a esquadra com a aquisição de várias unidades navais entre as quais os couraçados Minas Gerais e São Paulo. O exército modernizou-se. Em 1908 o serviço militar obrigatório tornou-se obrigatório, para a felicidade dos patriotas e decepção dos humanistas.
Realizou-se em 1908 a grande Exposição Nacional, que, comemorando o centenário da lei da abertura dos portos do Brasil, procurava propagandear o "progresso" do país. O Presidente, porém, não sobreviveu ao seu mandato; faleceu em junho de 1909. Assumiu, assim, seu Vice Nilo Peçanha por um mandato de mais um ano e 5 meses.
Fonte: elogica.br.inter.net
Advogado, nascido na cidade de Santa Bárbara, estado de Minas Gerais, em 30 de novembro de 1847. Durante o Império, ocupou os cargos de ministro da Guerra (1882), ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1883-1884), e ministro da Justiça (1885). Em 1888, integrou a comissão de organização do Código Civil brasileiro. Foi o fundador e o primeiro diretor da Faculdade de Direito de Minas Gerais (1892). Governou o estado de Minas Gerais (1892-1894) e presidiu o Banco da República do Brasil (1895-1898), atual Banco do Brasil. Tornou-se vice-presidente da República do Governo de Rodrigues Alves em substituição a Francisco Silviano de Almeida Brandão, que morreu antes de ser empossado. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1906. Faleceu no Rio de Janeiro, em 14 de junho de 1909, sem concluir seu mandato presidencial.
O governo Afonso Pena opôs resistência à continuidade da política de valorização do café estabelecida no Convênio de Taubaté. Diante dessa resistência do governo federal e dos demais estados à concretização dos itens desse acordo, o governo do estado de São Paulo, apostando na estratégia de valorização do café, obteve empréstimos em bancos e casas exportadora estrangeiras, alem de conseguir que a União fosse fiadora de um novo empréstimo, viabilizando o financiamento da compra de cerca de oito milhões de sacas de café, quase a metade do total da safra brasileira. Em face do descontentamento dos demais produtores brasileiros, como os de Minas Gerais e da Bahia, Afonso Pena determinou que o Banco do Brasil adquirisse as safras dos cafeicultores, sendo esta a primeira intervenção estatal para a defesa de um produto. A implementação da política de valorização do café ajudou a saldar os compromissos externos e se obter um imenso lucro, revelando o sucesso da primeira iniciativa governamental no comércio.
Afonso Pena deu continuidade ao programa iniciado por seu antecessor, Rodrigues Alves, de reaparelhamento das ferrovias e dos portos, e implementou a reorganização do Exército, sob a supervisão do ministro da Guerra, general Hermes da Fonseca. Durante seu governo, também disponibilizou os recursos necessários, em 1907, para que Cândido Rondon realizasse a ligação do Rio de Janeiro à Amazônia pelo fio telegráfico.
Em 1906, os anarquistas criaram a Conferência Operária Brasileira. Foram abertas no país 31 salas de exibição de filmes e inaugurado o Cinematógrafo Pathé, na nova avenida Central, no Rio de Janeiro, atraindo a população carioca que lotava as suas sessões.
Nesse ano foram anunciados ao mundo novas invenções: o francês Eugène Lauste patenteou o processo de filmes sonoros para cinema; o professor alemão Arthur Korn realizou a primeira transmissão de telefotos e o canadense Reginald Aubrey Fessenden transmitiu a primeira emissão radiofônica. Na capital federal, em 11 de agosto de 1908, foi inaugurada a Exposição Nacional, comemorando oficialmente o centenário da Abertura dos Portos, com pavilhões e estandes para exibir a produção econômica brasileira. O conjunto arquitetônico montado para o evento oferecia ainda aos seus visitantes restaurantes, teatros, salas de cinema e uma linha férrea para transporte no interior da exposição.
Em 29 de setembro, o Brasil perdeu um dos cidadãos mais ilustres, com o falecimento do escritor Machado de Assis, autor de Dom Casmurro, Memórias póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, entre outras obras, e fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
Fonte: www.portalbrasil.eti.br
De Novembro de 1906 a junho de 1909 - Afonso Augusto Moreira Pena.
Nasceu em Santa Bárbara - MG, em 30/11/1847 e morreu em 14/06/1909 no Rio de Janeiro.
Foi monarquista, o que lhe causou alguns problemas para ser escolhido para concorrer a presidência da República.
Com exceção do Barão do Rio Branco e dos ministros militares; da marinha Almirante Alexandrino Faria de Alencar e do exército o Marechal Hermes da Fonseca, seu outros ministros em geral eram jovens e desconhecidos do público; porém eram dinâmicos, obedientes a suas diretrizes e sem compromissos com as oligarquias regionais. Isso lhe valeu alguns embaraços; as oposições criticavam o seu ministério, chamando de Jardim de Infância.
Em seu governo, através do Ministro das Relações Exteriores o Barão do Rio Branco, é enviado a Bogotá como Ministro Plenipotenciário, Enéias Martins, que finalmente assina o tratado que resolve problemas de fronteiras entre o Brasil e Colômbia.
Em 1907 aconteceu a II Conferência Internacional de Paz na Holanda, onde Rui Barbosa ficou conhecido como o Águia de Haia. Ainda durante esta conferencia, o Marechal Hermes da Fonseca, foi convidado a participar de manobras militares do Exército Alemão, a convite do Kaiser Guilherme II.

Delegação brasileira para a 2ª conferência Internacional
de Paz em Haia Holanda, presentes nesta imagem, o Embaixador Brasileiro na
Conferência Rui Barbosa e o Marechal Hermes da Fonseca.
Criou meios de melhorar as vias-férreas no Brasil.
Incentivou a imigração européia.
Fomentou a construção de portos em Pernambuco e na Bahia.
Uma das formas que usou para apoiar as indústrias foi a Exposição da Praia Vermelha no Rio de Janeiro, com cerca de 11 mil expositores a feira foi um sucesso.
Por várias razões rompe relações com seu amigo e Ministro da Guerra Hermes da Fonseca.
Durante o seu mandato falece o seu filho mais velho.
Morre de pneumonia após 3 anos de governo. Seu corpo foi velado na Capela do Palácio do Catete, saindo às 11 horas para o sepultamento.
Assume o Vice-Presidente Nilo Peçanha
Fonte: www.bairrodocatete.com.br
Nome completo: Afonso Augusto Moreira Pena
Data de Nascimento: 30 de novembro de 1847
Local de Nascimento: Santa Bárbara (MG)
Data da Morte: 14 de junho de 1909
Local da Morte: Rio de Janeiro (RJ)
Primeira-dama: Maria Guilhermina de Oliveira
Partido: Político: PRM
Profissão: Advogado
Início do mandato: 15 de novembro de 1906
Fim do mandato: 14 de junho de 1909
Tempo de Mandato: 2 anos e 7 meses
Vice-Presidente: Nilo Peçanha
Precedido por: Rodrigues Alves
Sucedido por: Nilo Peçanha
Fonte: www.duplipensar.net

Affonso Penna
Afonso Augusto Moreira Pena (segundo a antiga norma ortográfica grafava-se Affonso Penna) foi um político brasileiro (Santa Bárbara, 30 de novembro de 1847 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 1909). Presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, data de seu falecimento. Antes da carreira política, foi advogado e jurista.
Seu primeiro mandato político foi como deputado pelo estado de Minas Gerais, em 1874. Nos anos seguintes, enquanto se mantinha como deputado, também ocupou alguns ministérios: da Guerra (1882, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1883 e 1884), e da Justiça (1885). Presidiu a seguir a Assembléia Consituinte de Minas Gerais, nos primeiros anos da república.
Foi governador do estado de Minas Gerais entre 1892 e 1894. Foi durante seu governo que se decidiu pela mudança da capital do estado, de Ouro Preto para Curral d'El Rei, hoje Belo Horizonte.
Tornou-se vice-presidente quando da eleição de Rodrigues Alves, em 1902 (substituindo Francisco Silviano de Almeida Brandão, morto antes da posse); e na eleição seguinte, foi elevado à presidência (posse em 15 de novembro de 1906).
Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café-com-leite, Pena realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon).
Fez a primeira compra estatal de estoques de café, transferindo assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté. Modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração.
Seus ministérios eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade de Afonso Pena. Chegou mesmo a declarar, em carta a Ruy Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento: "Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu."
Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, Pena enfrentou uma crise por ocasião da sucessão. David Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca (principalmente por Pinheiro Machado, mais influente congressista daquela época). Afonso Pena ainda tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Ruy Barbosa.
Acabou falecendo durante o mandato, em 1909, em meio à crise e pouco depois da morte de seu filho, Álvaro Pena. A presidência foi transferida a Nilo Peçanha.
Fonte: pt.wikipedia.org
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