É uma infecção bacteriana das glândulas sudoríparas apócrinas. A obstrução do ducto glandular com retenção de suor pode ser o fator facilitador da infecção.
A doença ocorre nas axilas, regiões perianal e pubiana, virilhas e mamas, locais onde são encontradas as glândulas apócrinas. Caracteriza-se por um nódulo avermelhado e doloroso, semelhante a um furúnculo. Pode ser pequeno e pouco inflamatório ou grande com muita inflamação, vermelhidão e dor. A ruptura da lesão deixa sair pus mas, nem sempre, isto é suficiente para a sua regressão.
Podem ser uma ou várias lesões e a evolução varia, podendo ocorrer um único episódio ou vários, se repetindo ao longo da vida. Nestes casos, as lesões que se rompem acabam deixando cicatrizes fibrosas nos locais afetados.

Como a obstrução do ducto glandular pode estar associada ao surgimento da hidradenite, deve-se evitar o uso de desodorantes anti-transpirantes, depilação e raspagem dos pêlos com gilete. No caso das mulheres, deve-se apenas cortar os pêlos bem rente à pele. O tratamento é feito com antibióticos locais e sistêmicos. Nas lesões maiores, geralmente muito dolorosas, pode ser feita a drenagem da lesão, facilitando a saída do pus e diminuindo a dor.
Quando a doença apresenta episódios de repetição, pode ser realizado tratamento cirúrgico, com o esvaziamento glandular, quando as glândulas sudoríparas da região afetada são retiradas. O médico dermatologista é o profissional qualificado para indicar o melhor tratamento para cada caso.
Fonte: www.dermatologia.net
Também denominada de Hidrosadenite, trata-se de uma infecção bacteriana das glândulas sudoríparas, provocada por obstrução do ducto glandular, com a consequente retenção local do suor, que atua como fator facilitador da infecção.
Esta doença ocorre nas regiões de maior atrito, como axilas, regiões perianal e pubiana, virilhas e mamas, locais onde são encontradas as glândulas sudoríparas em grande quantidade. No seu início, apresenta-se como um nódulo avermelhado e doloroso, semelhante a um furúnculo.
Geralmente é pequeno e com poucos sinais inflamatórios e eventualmente poderá desde o início constituir área intensamente inflamada, com muita vermelhidão e dor.
A ruptura espontânea da lesão deixa sair pus mas, nem sempre, esta drenagem espontanea é suficiente para a sua regressão. Simultaneamente podem ser uma ou várias lesões e a evolução é muito variável, podendo ocorrer um único episódio isolado ou ocorrer de forma repetitiva no decorrer do tempo.
Quando ocorre de forma repetitiva, as lesões que se rompem acabam deixando cicatrizes fibrosas nos locais afetados, comprometendo a pele esteticamente.
Considerando que a obstrução do ducto glandular poderá ser a responsável pelo aparecimento da hidradenite, o uso de alguns métodos e produtos de higiene deve ser proibitivo, tais como uso de desodorantes anti-transpirantes, depilação e raspagem dos pêlos com gilete.
As mulheres devem apenas cortar os pêlos bem rente à pele, sem raspar. O tratamento pode ser feito com uso de antibióticos locais e sistêmicos.
Quando as lesões são grandes, muito dolorosas e demonstram presença de pus colecionado, poderá ser indicada a drenagem da lesão, facilitando a saída do pus e diminuindo a dor.
Quando a doença apresenta episódios de repetição, pode ser realizado tratamento cirúrgico, com o esvaziamento glandular, fazendo com que as glândulas sudoríparas da região afetada são retiradas. Sempre, as orientações terapêuticas deverão ser feitas por médico Dermatologista que acompanhe o caso individualmente.
Fonte: www.rafe.com.br
Definição: infecção crônica supurativa
das glândulas apócrinas, em decorência da obstrução
dos ductos glandulares.
Mais comum em mulheres, tem início durante ou após a puberdade,
uma vez que é esse o período em que se desenvolvem as glândulas
apócrinas.
As axilas são as regiões mais atingidas, mas outras áreas podem ser afetadas, tais como a aréola mamária, regiões inguinocrural eanogenital.

Hidradenite
A irritação cutânea por desodorantes e antiperspirantes, a raspagem dos pelos, a depilação mecânica ou com cremes depilatórios e as roupas justas podem atuar como fatores importantes na causa de obstrução dos ductos glandulares apócrinos. Doenças como a anemia, o diabetes e a obesidade podem ser predisponentes.
A lesão inicial é uma pápula, que evolui para nódulo profundo, inflamatório e muito doloroso. Há piora no período pré-menstrual.
Após a lesão inicial podem surgir outras, formando um rosário de nódulos dolorosos. As lesões podem romper-se e eliminar material denso, purulento.
A hidradenite deve ser diferenciada do furúnculo, que é superficial, e das doenças linfadenopáticas fistulizantes, como a tuberculose, actinomicose, linfogranuloma venéreo e fístulas de origem variada, principalmente na região anorretal.
O tratamento consiste de eliminação das possíveis causas predisponentes, antibioticoterapia, drenagem dos abscessos e cirurgia, principalmente nos casos crônicos com fibrose.
Fonte: www.rafe.com.br
Hidradenite supurativa é infecção bacteriana que ocorre em certas áreas do corpo produzindo obstrução e ruptura das glândulas apócrinas (semelhantes às glândulas sebáceas). Estas áreas localmente infectadas, vistas como edemas ou nódulos logo abaixo da pele, podem causar inflamações dolorosas profundas que lembram furúnculos. (NORD)
Hidradenite supurativa

Acne Inversa

Hidradenite Supurativa

Acne Inversa
Fonte: dermis.multimedica.de
A hidradenite é uma doença supurativa bacteriana que compromete os ductos das glândulas sudoríparas apócrinas.1-10 Foi descrita pela primeira vez por Velpeau (1839) que relatou a localização peculiar de abscessos axilares, mamários e perineal.
Coube a Aristides Verneuil, em publicações entre 1854 e 1865, difundir os conhecimentos sobre a doença, baseados em aspectos clínicos. Pollitzer e Dubreuilh (1893) relacionaram a afecção com as glândulas sudoríparas.
Finalmente, Brunsting (1939) publicou um trabalho completo e esclarecedor, pela primeira vez em língua inglesa, feito na clínica Mayo.
As principais localizações são axilar, inframamária, retroauricular, inguinal e perineal.
As lesões perineais, glúteas e sacrais são pouco freqüentes, porém, quando são crônicas, extensas e recidivantes necessitam atuação multidisciplinar, principalmente do coloproctologista e cirurgião plástico. A doença é mais freqüente no homem e manifesta-se com maior intensidade na fase adulta.
À microscopia, verifica-se uma reação celular na luz das glândulas sudoríparas apócrinas, com distensão por leucócitos e infiltração celular do tecido conjuntivo circundante. Do ponto de vista macroscópico, há um espessamento dos tecidos subcutâneos, descoloração purpúrea da pele e presença de orifícios fistulosos com pouca secreção purulenta. A cultura da secreção pode isolar Streptococcus milleri, Stasphylococus aureus, Streptococcus anaerobios e Bacteróides.
Os sintomas e sinais são de longa duração, podendo chegar a 30 anos de evolução. Caracterizam-se por presença de abscessos e fístulas recidivantes, que, após cessada a fase inflamatória, deixam como seqüelas áreas de fibrose, orifícios fistulosos e escassa secreção purulenta.
Quando a doença é de localização perineal, raramente ocorre envolvimento do aparelho esfincteriano.
O diagnóstico, na forma crônica, é clínico e feito com facilidade, dependendo da experiência do coloproctologista. Em determinadas situações, necessita-se fazer biopsia para se firmar o diagnóstico, como nos casos atípicos de Crohn perineal, úlcera tuberculosa e carcinoma.
A associação com carcinoma espinocelular, nos casos de evolução prolongada, é muito rara.
A complicação aguda mais importante é caracterizada por processo inflamatório e, posteriormente, infeccioso, atingindo tecidos superficiais e profundos com celulite, abscessos e supuração.
As crônicas são decorrentes de fístulas e do comprometimento de estruturas importantes, como o sacro e o cóccix, aparelho esfincteriano, uretra e vasos calibrosos, como os inguinais.
A necessidade de exames complementares somente se justifica nos casos de áreas supurativas extensas, fístulas profundas e invasão de estruturas nobres. Podem ser feitas bacterioscopia e cultura de secreções, radiografia de sacro e cóccix, fistulografias e tomografia computadorizada de pelve.
Fonte: www.apm.org.br