Entre os séculos VII e III a.C. o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época pelas suas propriedades benéficas ao ser humano. Sabe-se ainda que, há mais de 6 mil anos, o óleo era usado pelos povos da mesopotâmia como um protetor do frio, quando estes untavam seus corpos com ele.
A longevidade relacionada à utilização do óleo de oliva não existe por acaso. A ciência sempre teve um especial interesse por este óleo justamente pela sua marcante presença na história. Durante anos de estudos e investigações, ela acabou comprovando os seus efeitos (principalmente nos estudos realizados na década de 50) na prevenção do câncer de fígado e em outras doenças, como, por exemplo, as cardíacas.
Hoje, no mundo inteiro, a produção de óleo de oliva alcança 2 milhões de toneladas. Isto representa 4% da produção mundial de óleos vegetais, e 2,5% da produção mundial de óleos comestíveis e gorduras. Seus maiores produtores são: Espanha, Itália, Grécia, Tunísia e Turquia.
Existem diversos tipos de óleos de oliva espalhados pelo mundo. Cada qual, conforme a região de origem, possui uma personalidade identificada pelo seu aroma e sabor. Somente dentro da Itália, inúmeras são as regiões produtoras. Isto demonstra a diversidade e a presença marcante do óleo de oliva no mundo todo.
O cultivo de oliveiras para a extração do azeite, data da Síria Antiga sendo explorado pelos povos egípcios e armênios. Na Grécia Antiga, a oliveira tinha grande importância, e, em algumas passagens mitológicas, menciona-se a oliveira e sua criação.
Um bom exemplo é a história que conta como o nome da cidade de Atenas foi escolhido. Os deuses Atenea e Posêidon discutiram para saber quem teria a honra de dar seu nome à cidade. Decidiram que quem realizasse o feito mais útil aos humanos teria essa honra.
Então, Posêidon golpeou sobre uma rocha e fez surgir um animal útil para a guerra: o cavalo. Atenea, impressionada com o feito de Poseídon, bateu com a ponta de sua lança na terra e fez crescer uma oliveira. A própria Atenea ensinou aos futuros habitantes da cidade o cultivo das oliveiras e a extração do azeite. Passou então a ser adorada como a deusa da agricultura e emprestou seu nome à nova cidade.
Essa história mostra a importância do azeite de oliva para os gregos antigos que o escolheram como um sinal de paz e consideravam sagrados os ramos da oliveira, que eram trançados como coroas e usados pelos vencedores dos jogos olímpicos.
Não se sabe como o cultivo das oliveiras chegou a parte ocidental do Mediterrâneo, se pelas mãos dos colonos gregos ou, ainda anteriormente, pelos fenícios, mas sabe-se que os romanos estenderam seu cultivo a todo seu império, da África à Península Ibérica.
Ao longo de toda a sua história o azeite de oliva foi ligado, não somente à alimentação, como à medicina e à religião. Está relacionado com a paz, a abundância e o bem estar.
O método tradicional de produção de azeite de oliva é esmagar as azeitonas entre duas prensas de pedra com movimentos opostos, até que o fruto fique reduzido a uma pasta. Esta pasta é espalhada sobre finas peneiras, que são colocadas umas sobre as outras e pressionadas com pesos. Há outros métodos mais modernos, mas os azeites "prensados a frio" são feitos desta forma.
O calor permite que se extraia maior quantidade de óleo , mas de pior qualidade. O azeite é graduado numa escala que determina seu nível de acidez. Também são considerados outros fatores como a cor , o sabor e o aroma, mas a qualidade está estreitamente ligada a percentagem de acidez. O azeite extra-virgem tem apenas 1 grau de acidez é o mais fino. O azeite virgem deve ter no máximo 3 três graus de acidez.
É difícil apurar exatamente a data do aparecimento das Oliveiras, mas presume-se que tenha aparecido na Ásia Menor e seja cultivada por volta de 3.000 aC., nos países mediterrâneos, onde boa parte da colheita de azeitonas é destinada à produção de azeite. Nesse processo, as azeitonas são descaroçadas e amassadas até tornarem-se uma polpa espessa. Uma prensa extrai o suco, que é centrifugado para separar a água do óleo.
A maior parte dessa gordura, porém, é monoinsaturada, com efeito benéfico sobre os níveis de colesterol do sangue e de fácil digestão.
Quando ingerido, o azeite de oliva estimula o metabolismo, promove a digestão e lubrifica as mucosas. Ele também pode ser usado externamente para tratamento de pele seca.
Tome uma colher de sopa de azeite, com o estômago vazio, para estimular a digestão e aliviar a indigestão, flatulência e azia.
Para baixar os níveis de colesterol os ácidos graxos monoinsaturados no azeite ajudam a baixar os níveis de colesterol LDL (o mau colesterol) sem afetar os níveis de HDL (o bom colesterol) ou de triglicérides. Para reduzir seu colesterol, pelo menos 15% de suas calorias diárias devem provir de ácidos graxos monoinsaturados. Sempre que puder, use na cozinha azeite de oliva no lugar da manteiga ou de outros óleos vegetais.
Se deseja desobstruir um ouvido entupido, pingue nele algumas gotas de azeite morno. Deite-se por cinco minutos com a cabeça sobre o ouvido que não dói e depois vire-se para deixar o azeite escorrer para fora. (Não coloque nenhum líquido no ouvido se você suspeitar de tímpano perfurado!) Para dores de ouvido, embeba um chumaço de algodão em azeite e acrescente cinco gotas de óleo de lavanda. Deixe o algodão, sem apertar, no ouvido externo, até a dor diminuir.
Massageie o couro cabeludo com azeite toda noite, por oito dias. Deixe o azeite agir durante o sono e retire-o, lavando a cabeça pela manhã. Para hidratar a pele Aplique diariamente em pontos secos ou estrias.
O azeite de oliva pode prevenir o aparecimento de alguns tipos de câncer de pele. Um estudo realizado pela Kobe University, no Japão, revelou que a aplicação de altas doses do produto depois do banho de sol reduz os riscos de aparecimento de tumores. O azeite de oliva é rico em antioxidantes que neutralizam os efeitos provocados pela radiação ultravioleta. Ao diminuir a produção de radicais livres do corpo, os antioxidantes evitam o desenvolvimento de cânceres no organismo.
Os pesquisadores utilizaram ratos de laboratório para provar a eficácia do método. Os ratos eram expostos a sessões de bronzeamento artificial três vezes por semana. Metade deles recebia um banho com azeite de oliva cinco minutos depois de cada sessão. Ao final de 18 semanas, os que não eram banhados tinham uma série de tumores em desenvolvimento. Os outros demoraram mais seis semanas para apresentar algum sinal de câncer.

| Quantidade | 1 colher de sopa |
|---|---|
| Água (%) | 0 |
| Calorias | 125 |
| Proteína (g) | 0 |
| Gordura (g) | 14 |
| Ácido Graxo Saturado (g) | 1,9 |
| Ácido Graxo Monoinsaturado (g) | 10,3 |
| Ácido Graxo Poliinsaturado (g) | 1,2 |
| Colesterol (mg) | 0 |
| Carboidrato (g) | 0 |
| Cálcio (mg) | 0 |
| Fósforo (mg) | 0 |
| Ferro (mg) | 0 |
| Potássio (mg) | 0 |
| Sódio (mg) | 0 |
| Vitamina A (UI) | 0 |
| Vitamina A (Retinol Equivalente) | 0 |
| Tiamina (mg) | 0 |
| Riboflavina (mg) | 0 |
| Niacina (mg) | 0 |
| Ácido Ascórbico (mg) | 0 |
Nova York (Reuters) - Diéta do mediterrâneo pode ajudar a proteger as pessoas do risco de desenvolver a artrite reumatóide, publicaram pesquisadores da Grécia.
A alimentação rica de azeite de oliva e legumes cozidos pode reduzir o risco de desenvolver a doença, de acordo com a Dra. Athena Linos e colaboradores, da Escola de Medicina da Universidade de Atenas. Seus estudos foram publicados do American Journal of Clinical Nutrition.
Na artrite reumatóide, o sistema imune reage contra os próprios tecidos do corpo, causando edema e dor articular, e eventualmente até mesmo a destruição da articulação. As causas ainda são desconhecidas, mas estudo anteriores sugerem que fatores alimentares desempenham papel importante na doença.
A equipe de pesquisadores comparam as dietas de 145 pacientes com artrite reumatóide com as dietas de 188 pessoas que não tinham a doença. Todos participantes do estudo viviam no sul da Grécia, onde a dieta média consiste mais em legumas crus ou cozidos, peixe, azeite de oliva e menos carne vermelha, do que a maioria das dietas em países ocidentalizados.
Linos e seus colegas descobriram que as pessoas que mais consumiam azeite
de oliva tinham muito menos chances de desenvolver artrite reumatóide
do que as pessoas que menos consumiam. Os participantes cujas refeições
consistiam em sua maior parte de legumes cozidos apresentaram chances 75%
menores de desenvolver a artrite reumatóide do que aqueles que disseram
comer proporções menores de legumes, determinou a equipe. Pessoas
com a taxa mais baixa de ingestão de legumes cozidos, comiam menos
de uma refeição com legumes por dia em média, enquanto
as pessoas com as maiores taxas de ingestão de legumes comiam cerca
de 2,9 refeições com legumes por dia.
Em contraste com outros estudos, que mostraram que a suplementação
alimentar com óleo de peixe melhora os sintomas da artrite reumatóide,
os pesquisadores gregos não acharam nenhum efeito protetor das dietas
ricas em peixe.

Os autores apontam que as pessoas do Mediterrâneo normalmente não comem os tipos de peixe que são ricos em ácidos graxos protetores - peixes de águas profundas como o arenque e a cavala. Por outro lado, eles sugerem, o relativamente alto nível de ácidos graxos insaturados encontrado no azeite de oliva pode ajudar a suprimir a inflamação associada com a artrite reumatóide, da mesma forma que os ácidos graxos de certos peixes o fazem.
(Este texto teve como fonte artigo publicado no American Journal of Clinical
Nutrition 1999;70:1077-1082.)
Estilo: Atributos do azeite de oliva extravirgem
Os azeites de olivas são definidos pelos catadores, ou seja, especialistas em análise sensorial após análise de seu aroma e das sensações que produzem após serem ingeridos. Cada azeite tem características próprias, que são definidas como atributos que posem tanto positivos como negativos. Eis os principais atributos:
1. Amendoado: azeite com gosto que lembra frutos secos. Sabor que pode-se notar nos azeites extravirgem do Bajo Aragon e da Cataluña.
2. Malcheiroso: atributo negativo que reflete o aroma e o sabor de uma decantação (parte do processo da produção do azeite de oliva) defeituosa. Pode, também, ser conseqüência de um contato longo (durante o processo) do azeite com a água extraída da azeitona (água de vegetação).
3. Afrutado: reflete um conjunto de sensações de aromas do azeite, que é diferente para cada variedade da azeitona. Este atributo positivo procede das azeitonas sadias, frescas, verdes ou maduras que é percebido diretamente pelo aroma do azeite. O aroma afrutado varia com o grau de maturidade da azeitona. Os frutos maduros produzem aromas mais suaves e doces.
4. Amargo: sabor mais ou menos intenso percebido na parte posterior da língua e característico de uma azeitona mais verde. O sabor amargo do azeite de oliva extravirgem muitas vezes desagrada o consumidor que desconhece as qualidades de azeite. O sabor amargo é um atributo positivo.
5. Apagado: azeite com sabor e aroma pouco definido.

6. Fermentado: azeite obtido de uma azeitona que permanece armazenada mais tempo que o necessário antes de ser processada. Trata-se de um atributo negativo. O azeite pode ser mais ou menos atrojados (fermentado), dependendo do grau de fermentação que as azeitonas foram submetidas.
7. Avinado: azeite com retrogosto de vinho ou de vinagre. Isso acontece quando se processa azeitonas velhas que se deterioraram pela ação de leveduras. O resultado é uma elevada presença de ácido acético e metanol. Trata-se de um atributo negativo.
8. Denso: trata-se da viscosidade ou aspereza presentes em alguns tipos de azeite. Atributo apreciado por alguns consumidores.
9. Doce: trata-se de um azeite que dá uma sensação doce na boca, notada na parte anterior da língua, contudo não se está falando de um produto açucarado. O sabor doce mascara o sabor amargo e picante do azeite.
10. Rançoso: trata-se de um azeite com sabor e aroma de gordura oxidada. Isto significa que o produto ficou exposto ao ar (presença de oxigênio) que causou a oxidação. Trata-se de um atributo negativo.
11. Esparto (plantas gramíneas): os capachos (local onde a pasta de azeitona é prensada) novos de esparto podem influenciar a qualidade aromática do azeite de oliva durante o processamento das azeitonas.
12. Fragante: trata-se de um azeite de oliva virgem que após a avaliação sensorial no aspecto olfativo é identificado como limpo, fresco e com riqueza de aroma. A fragrância do azeite é um atributo positivo e varia de acordo com a variedade da azeitona e com o método de processamento.
13. Gusano: é o azeite obtido de olivares que sofreram ataque de moscas. Trata-se de um atributo negativo.
14. Herbáceo: azeite com aromas e sabores de ervas recém cortadas. Um atributo positivo e muito apreciado pelos apreciadores do azeite.
15. Folha: caracteriza um defeito do azeite que foram obtidos de azeitonas verdes ou que no processamento havia não só o fruto como também pequenos galhos e folhas de oliveira. Significa um atributo negativo.
16. Mofado: são azeites processados a partir de azeitonas que durante o seu armazenamento foram atacadas por mofo. O azeite tem um sabor característico de mofo. É um atributo negativo.
17. Maçã: é um atributo positivo que marcam os azeites com aroma e sabor que lembram maçã.
18. Máquina: azeite cujo processo de obtenção ocorreu em más condições de higiene. São máquinas sujas, com graxas em excesso ou sem manutenção.
19. Metal: significa que o azeite, durante o processamento, ficou em contato com metais durante muito mais tempo que o necessário.
20. Picante: azeite que quando ingerido produz uma sensação picante na garganta. É um atributo positivo que significa que a azeitona usada é a do começo da colheita, principalmente frutas verdes.
21. Terra: azeite com sabor que lembram terra. Isso significa que a azeitona não foi lavada antes do processamento.
22. Verde: azeite com aroma de ervas recém-cortadas ou de folhas das oliveiras. São azeites obtidos de azeitonas processadas com os talos, as folhas e as ramas verdes. O aroma da folha passa para o azeite.
Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br
As árvores de oliva foram cultivadas pela primeira vez há mais de 5000 anos na Síria, Líbano e Israel. Naquela época o azeite de ajonjolí era a principal fonte de graxa para cozinhar e o azeite de oliva era utilizado para como cosmético e como ungüento. Desde a Síria o cultivo dos campos de oliva se estendiam por todo o Mediterrâneo e com o decorrer dos tempos os gregos foram os primeiros a exportar o azeite de oliva.
Tanto o seu consumo como o seu cultivo foram se tornando populares e hoje em dia existem importantes produtores de azeite de oliva em todo o mundo, dentre os quais se destacam: Argentina, Argélia, Espanha, Itália, Líbia, Marrocos, Portugal, Tunísia, Turquia, França e Grécia.
Estima-se que 89% dos azeites de oliva que importam os Estados Unidos vem da Itália e Espanha. Em 1995 a Itália exportou para os Estados Unidos um total de 69.932 Toneladas de azeite de oliva dos quais 21.000 Toneladas eram de azeite de oliva extra virgem. Este é um mercado que apresenta um importante potencial já que anualmente consome-se somente 5 ounces per capita, uma quantidade mínima se comparada com os quase 2 galões per capita que consomem os franceses, 3 galões na Espanha, a mesma quantidade na Espanha e 5 galões na Grécia.
O Norte da Itália é uma zona aonde se produzem azeitonas da melhor qualidade do mundo. Lá se encontram os "frantoios" (o nome em italiano para as plantações e processos do azeite de oliva), entrando em contato com todo tipo de processadores desde os menores e artesanais até os completamente automatizados, mas todos eles unidos por um denominador comum, a terrível geada que sofreram na região de Toscana em Janeiro de 1985, considerada como a pior do último milênio. Alguns sozinhos começaram a se recuperar agora, já que tiveram que arrancar as árvores e semear de novo, que só começaram a dar sua primeira colheita agora na safra passada.
É vital entender que o azeite de oliva é o único azeite que é extraído de uma fruta, os demais azeites são extraídos de um grão, uma semente ou noz. Há aqueles que acreditam que o azeite de oliva deveria ser catalogado como um "vinho de azeitonas", no lugar de ser considerado um azeite e estar agrupado com os azeites procedentes de sementes.
Na Itália pode-se comprovar que a variedade de climas são fatores determinantes para um bom azeite de oliva e por estes os italianos afirmam que "dove il y ha uno buono vino ha uno buono aceite". Estima-se que existam ao redor de 60 tipos de azeitonas, mas o sabor e as características das azeitonas são as mais variadas devido à variedade dos climas e estão em todo o mundo.
Quase todos os azeites de oliva de melhor qualidade são elaborados não tão somente de variedades especiais de azeitonas em diferentes etapas de maduração. A colheita se efetua em término de poucas semanas, geralmente ao final de Novembro e nunca depois do Ano Novo. Necessita-se por volta de 1.300 à 2.000 azeitonas para elaborar um quarto de azeite de oliva. As azeitonas devem ser recolhidas cuidadosamente à mão. As que caem das árvores são muito mais ácidas e o azeite sofre uma decomposição de rancidez mais cedo. O cuidado com o qual se colhe as azeitonas resultará na qualidade do produto final, ainda mais o cuidado dos diferentes passos dos processos.
Em muitos casos as azeitonas são processadas aonde se encontram as plantações. Mas em muitos outros casos, existem cooperativas com milhares de pequenos associados que levam as azeitonas que foram cuidadosamente recolhidas, (o mesmo dia em que se recolheram para que não se apresente nenhuma fermentação antes da prensa), na planta no processo.
Sejam nos processos contínuos como nos artesanais, uma vez que chegam as azeitonas na planta, procede-se a lavagem das azeitonas para eliminar areia, pedras, galhos, etc.
Não importa o tipo de processo, as azeitonas devem ser prensadas à frio, o calor é o pior inimigo da qualidade final do azeite. No processo contínuo, para a extração do azeite as azeitonas são trituradas em um moinho que divide o fruto em pedaços, gerando-se assim uma massa composta principalmente por pedaços de osso, água de vegetação, parte exterior da azeitona, pedaços de polpa com grande conteúdo de azeite e um pouco de azeite livre.
A massa obtida no moinho tem uma apreciável quantidade de azeite não liberando ainda um dos pedaços do fruto. Para que este azeite saia livre e, como única forma que se possa separar fisicamente em fases posteriores, passa-se a massa em uma batedora. Nela, mediante uma contínua agitação – produzida por vários agitadores e rotores – consegue-se que os pedaços de ossos vão-se rompendo, graças a sua dureza e forma irregular, os tecidos que formam parte da massa.
Da batedeira sai uma massa com os mesmos pedaços de osso que na entrada, mas com mais água de vegetação (liberada, como o azeite, dos tecidos) e com mais azeite livre.
A massa que sai da batedeira é bombeada para uma prensa (se trata do processo prensado ou a um decantador se o processo é contínuo), essa está composta de um rotor que gira a uma velocidade de 3.000 e 4.000 rpm e que, por força centrífuga, se separa da massa em três fases:
A externa que contém os pedaços de osso
A fase intermediária, que é está formada principalmente pela água de vegetação muito diluída, devido a que, para diluir a massa para um melhor tratamento, agrega-se água antes de sua entrada no decantador; a terceira fase, que por ser mais ligeira, é a mais perto do centro de centrifugação, é precisamente o azeite.
Azeite de Oliva possui vários tipos de qualidade. Azeite de Oliva Extra Virgem, o qual é considerado um óleo de gourmet, e o Azeite de Oliva Virgem são os de maior preço. As outras qualidades tem sabores inferiores, e são utilizados como Azeite para saladas ou para propósitos de culinária em geral.
No presente momento, mais de 50% do Azeite de Oliva produzido nos países do Mediterrâneo tem uma acidez elevada e características organolépticas pobres e é desapropriado para consumo humano a menos que seja refinado. Azeite de Oliva Extra Virgem em muitos dos países produtores representa por meros 10% da produção de Azeite de Oliva.
As várias designações encontradas no mercado de Azeite de Oliva foram propostas pelo Conselho Internacional De Azeite de Oliva (CIAO). Esta Organização, sediada em Madri, foi criada pelos países produtores para elevar a produtividade e melhorar a qualidade.
Os objetivos específicos da CIAZ são:
Encorajar a pesquisa e o desenvolvimento para modernizar a indústria de Azeite de Oliva através de planejamentos técnicos e científicos.
Para criar consensos comuns, por exemplo regras voluntárias que podem ser tomadas como referência para a produção de produtos de qualidade (Boa Prática de Manufatura).
Para desenvolver métodos de trabalho aceitáveis internacionalmente, adaptados às análises de produtos quimicamente, as quais vão garantir controle do Azeite de Oliva e enfatizar preços justos.
Espalhar o conhecimento adquirido das propriedades biológicas e nutricionais do Azeite de Oliva no presente e para os consumidores futuros.

(Extraído por processo mecânico)
Acidez Máxima (expressa em ácido oleico): 1.5%
| Densidade Relativa a 25/4º C | 0.9113 |
| Índice de Refração a 25ºC | 1.4675 |
| Índice de Iodo (Wijs) | 84.3 |
| Índice de Saponificação | 191.4 |
| Índice de Bellier modificado | 15º8C |
| Índice de Peróxido em Meq/02 | 6.5 |
| Azidez (expr. Em ácido oleico) | 0.69 gr/% |
| Matéria insaponificada | 0.91 gr/% |
| Materiais Insolúveis em éter de Petróleo | 0.01 gr/% |
| Perdido no Aquecimento | 0.01 gr/% |
| Reação de Vizert et Guillot (Az. Semisec) | NEGATIVO |
| Reação de Halpnen (azeite de algodão) | NEGATIVO |
| Sedimentação | Não contém |
| Sabões | Não contém |
| Aspecto a 25ºC | Límpido |
| Absorção Específica a 232 nm (K 232) | 7.25 |
| Absorção Específica a 270 nm (K 270) | 0.05 |
| Relação entre Absorções Específicas | 9.6 |
| Variação da Absorção Específica | 0.02(K x 10) |
Se seguidas as especificações acima descritas, pode-se considerar este azeite como; "AZEITE PURO DE OLIVA VIRGEM – QUALIDADE FINA" e corresponde as especificações da Norma I.R.A.M. 5523.

No quadro seguinte aparecem as composições de ácidos graxos em comprovações efetuadas por diferentes autores sobre o azeite de oliva, na Califórnia, Itália e Espanha (Jamieson), Argentina (Cattaneo) e outras regiões (JAOCS).
| Ácidos Graxos / Autores |
Jamieson (a) |
Jaocs (b) |
Cattaneo (c) |
|---|---|---|---|
| Saturados 14:0 Mirístico 16:0 Palmítico 18:0 Esteárico 20:0 Araquídico Mono-insaturados Poli-insaturados Composição Média |
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Originária da Ásia, a oliveira é cultivada há mais de 3 mil anos nos países mediterrâneos, onde boa parte da colheita de azeitonas é destinada à produção de azeite. Nesse processo, as azeitonas são descaroçadas e amassadas até tornarem-se uma polpa espessa. Uma prensa extrai o suco, que é centrifugado para separar a água do óleo.
Uma colher de sopa de azeite contém 120 calorias e 14 gramas de gordura. A maior parte dessa gordura, porém, é monoinsaturada, com efeito benéfico sobre os níveis de colesterol do sangue e de fácil digestão. Em países como a Grécia, Itália e Espanha, onde o azeite de oliva é consumido extensivamente, há uma incidência menor de doenças cardiovasculares. A mucilagem suave do azeite protege o aparelho digestivo. Antigas civilizações usavam o produto para ajudar a curar ferimentos. Hoje, o azeite é considerado um ótimo remédio para problemas de pele e um hidratante eficaz.
Quando ingerido, o azeite de oliva estimula o metabolismo, promove a digestão e lubrifica as mucosas. Ele também pode ser usado externamente para tratamento de pele seca.
Tome uma colher de sopa de azeite, com o estômago vazio, para estimular a digestão e aliviar a indigestão, flatulência e azia.
Para fortalecer as unhas e amaciar as cutículas, mergulhe as toda noite em uma mistura de 3 partes de azeite de oliva morno com uma parte de suco de limão (espremido na hora). Coloque luvas de pano e deixe o óleo penetrar durante a noite. Gradualmente, suas unhas ficarão mais resistentes a quebras e rachaduras.
O azeite é um grande auxiliar no tratamento de doenças cardiovasculares, excesso de colesterol no sangue, dores de ouvido e estrias na pele.
Para baixar os níveis de colesterol os ácidos graxos monoinsaturados no azeite ajudam a baixar os níveis de colesterol LDL (o mau colesterol) sem afetar os níveis de HDL (o bom colesterol) ou de triglicérides. Para reduzir seu colesterol, pelo menos 15% de suas calorias diárias devem provir de ácidos graxos monoinsaturados. Sempre que puder, use na cozinha azeite de oliva no lugar da manteiga ou de outros óleos vegetais.
Se deseja desobstruir um ouvido entupido, pingue nele algumas gotas de azeite morno. Deite-se por cinco minutos com a cabeça sobre o ouvido que não dói e depois vire-se para deixar o azeite escorrer para fora.
(Não coloque nenhum líquido no ouvido se você suspeitar de tímpano perfurado!) Para dores de ouvido, embeba um chumaço de algodão em azeite e acrescente cinco gotas de óleo de lavanda. Deixe o algodão, sem apertar, no ouvido externo, até a dor diminuir.
Massageie o couro cabeludo com azeite toda noite, por oito dias. Deixe o azeite agir durante o sono e retire-o, lavando a cabeça pela manhã. Para hidratar a pele Aplique diariamente em pontos secos ou estrias.
O azeite de oliva pode prevenir o aparecimento de alguns tipos de câncer de pele. Um estudo realizado pela Kobe University, no Japão, revelou que a aplicação de altas doses do produto depois do banho de sol reduz os riscos de aparecimento de tumores. O azeite de oliva é rico em antioxidantes que neutralizam os efeitos provocados pela radiação ultravioleta. Ao diminuir a produção de radicais livres do corpo, os antioxidantes evitam o desenvolvimento de cânceres no organismo.
Os pesquisadores utilizaram ratos de laboratório para provar a eficácia do método. Os ratos eram expostos a sessões de bronzeamento artificial três vezes por semana. Metade deles recebia um banho com azeite de oliva cinco minutos depois de cada sessão. Ao final de 18 semanas, os que não eram banhados tinham uma série de tumores em desenvolvimento. Os outros demoraram mais seis semanas para apresentar algum sinal de câncer.
"Sugerir que as pessoas podem amenizar os efeitos do sol passando azeite de oliva no corpo não me parece científico", explica a diretora de programas clínicos do Cancer Research Campaing, Kate Law. Ela acredita que é impossível afirmar que o câncer pode ser prevenido apenas se realizando estudos com animais. "As pessoas estão tão ansiosas por um tratamento eficaz contra o câncer de pele que podem acreditar em qualquer história."
Obs: Essas dicas têm como objetivo complementar a orientação médica, não substituí-la. Antes de seguir qualquer recomendação procure consultar um profissional de saúde, que é a pessoa mais gabaritada para avaliar seus sintomas e recomendar tratamentos.
Fonte: www.aboissa.com.br
