

Alguns anos após a morte de Copérnico, o astrônomo dinamarquês, Tycho Brahe, começou a desenvolver um importante trabalho no sentido de obter medidas mais precisas das posições dos corpos celestes.
Os dados colhidos por Tycho Brahe, cuidadosamente tabelados, constituíram a base do trabalho que foi desenvolvido, após sua morte, por seu discípulo, o astrônomo alemão Johannes Kepler.
O trabalho de Kepler teve êxito, tendo descoberto as três leis do movimento dos planetas.
Um planeta se move descrevendo uma órbita elíptica tendo o Sol como um dos focos.
A linha que liga o Sol ao planeta varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais.
É constante para todos os planetas a razão entre o tempo (T) que o planeta leva para dar uma volta completa em torno do Sol elevado ao quadrado e o raio médio (r) de sua órbita elevado ao cubo.
T2/r3 = constante. As leis de Kepler aplicam-se a quaisquer corpos que gravitem em órbita de uma grande massa central.
Por isso, elas são aplicáveis não apenas ao nosso Sistema Solar, como também a outros sistemas do Universo. Elas podem ser também ser aplicadas, por exemplo, para um satélite que gravite em órbita de um planeta qualquer.
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Desde cedo, na história da humanidade, há registros de observações dos corpos celestes. Antigos escritos chineses falam de fenômenos astronômicos, como eclipses, surgimento de cometas, etc. Os antigos navegantes orientavam-se pelo movimento da Lua e pelas estrelas. A mitologia grega, romana e e outros povos do passado colocava seus deuses no céu e procurava explicar os fenômenos observados como sendo manifestações divinas.
O estudo propriamente científico dos astros se iniciou com os filósofos da Grécia antiga que, pela primeira vez, tentaram explicar os movimentos dos corpos celestes sem recorrer aos mitos e à religião. São deles as primeiras descrições do nosso sistema planetário.
Em sua famosa obra Almagesto, o último grande astrônomo grego da Antiguidade, Cláudio Ptolomeu (100-170), propõe um sistema planetário geocêntrico, pois estabelece estar a Terra no centro do Universo. A Lua e o Sol descreveriam órbitas circulares em torno de um centro que por sua vez descreveria outra órbita circular em torno da Terra . Esse centro era necessário para explicar as obsevações dos movimentos dos planetas no céu.

Durante muito tempo o sistema de Ptolomeu se manteve aceito sem refutações. Somente no século XVI foram levantadas novas hipóteses sobre o Universo. O astrônomo polonês Nicolau Copérnico(1473-1543), em sua obra Sobre a revolução dos corpos celestes, publicada prudentemente no ano de sua morte, rompe com o passado propondo ser o Sol o centro do Universo. Os seis planetas então conhecidos, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno, nessa ordem, descreveriam órbitas circulares em torno do Sol.
Galileu Galilei 91564-1642) foi um ardente defensor das idéias copernicanas.
A utilização de instrumentos ópticos de forma sistemática
nas observações astronômicas lhe permitiu obter fortes
evidências a favor do sistema planetário heliocêntrico
de Copérnico.
Entretanto, coube a um jovem astrônomo alemão, contemporâneo
de Galileu, Johames Kepler (1571-1630), estabelecer de forma definitiva como
os planetas se movem em volta do Sol. Discípulo e assistente do astrônomo
dinamarquês Tycho Brahe (1546 - 1601), Kepler herdou os registros das
pacientes e precisas observações de seu mestre, que lhe permitiram
após muito estudo e trabalho, enunciar as três leis que explicam
o movimento planetário.
Hoje sabemos que o Sistema solar é constituído de nove planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neturno e Plutão) que, nessa ordem, descrevem órbitas elípticas ao redor do Sol .

Fonte: educar.sc.usp.br