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LINFOGRANULOMA VENÉREO

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) provocada pelo agente Chlamydia trachomatis que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele).

Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Outros nomes pelos quais é conhecida esta patologia:

Complicações e suas Consequências

Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

A transmissão mais frequente dá-se por meio de relação sexual. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.

O período de incubação é de 7 a 60 dias.

O tratamento é sistêmico, através de antibióticos. Aspiração do bubão inguinal. Tratamento das fístulas.

A prevenção é através da camisinha e da higienização após o coito.

Fonte: pt.wikipedia.org

LINFOGRANULOMA VENÉREO

O linfogranuloma venéreo é uma doença sexualmente transmissível causada pela Chlamydia trachomatis, uma bactéria que cresce somente no interior das células. O linfogranuloma venéreo é causado por outros tipos de Chlamydia trachomatis que não aqueles que causam a uretrite (inflamação da uretra) e a cervicite (inflamação do colo uterino). O linfogranuloma venéreo ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais e é raro nos Estados Unidos.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas iniciam 3 a 12 dias ou mais após a infecção. Ocorre a formação de uma pequena vesícula, indolor e cheia de líquido, normalmente localizada no pênis ou na vagina. Em geral, a vesícula transforma-se em uma úlcera, a qual cicatriza rapidamente, muitas vezes sem ser percebida. Em seguida, os linfonodos da região inguinal, em um ou em ambos os lados, podem aumentar de volume e tornar-se dolorosos.

A pele que reveste a área infectada torna-se quente e vermelha e, quando não tratada, pode ocorrer a formação de fístulas na pele sobre os linfonodos. Essas fístulas drenam pus ou um líquido sanguinolento e, normalmente, se fecham, mas podem deixar uma cicatriz e ocorrer novamente. Outros sintomas incluem febre, sensação de mal-estar generalizado, cefaléia, perda de apetite, vômito, dor nas costas e uma infecção do reto que produz uma secreção purulenta manchada de sangue.

Devido aos episódios prolongados ou repetidos, os vasos linfáticos são obstruídos, causando edema tecidual. A infecção retal pode acarretar a formação de cicatrizes, as quais podem produzir uma estenose (estreitamento) do reto. O médico suspeita do linfogranuloma venéreo baseando-se nos sintomas característicos. O diagnóstico pode ser confirmado por um exame de sangue que identifica a presença de anticorpos contra a Chlamydia trachomatis.

Tratamento

Quando administrado precocemente, o tratamento oral com doxiciclina, eritromicina ou tetraciclina por 3 semanas produz uma cura rápida. Após o tratamento, o médico deve verificar se a infecção foi curada. São realizadas tentativas para identificar todos os contatos sexuais do indivíduo infectado, para que eles também possam ser examinados e tratados.

Fonte: www.msd-brazil.com

Linfogranuloma Venéreo

Linfogranuloma Venéreo É uma doença infecciosa causada pela bactéria Chlamydia trachomatis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Essa doença também é conhecida popularmente como "mula".

Como se pega?

Através de contato sexual com o parceiro (a) contaminado (a).

Quais os sintomas?

No início o primeiro sintoma é uma pequena lesão (ferida indolor, às vezes com a saída de pus); freqëntemente não é percebida pela pessoa contaminada.

Uma a seis semanas depois aparecem ínguas na virilha que vão se juntando até formar uma massa com saída de pus. Outros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite, emagrecimento, dor nas articulações (joelho, cutovelo) e suores noturnos.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Os sintomas demoram de 3 a 30 dias para aparecem, depois do contato com o agente causador (clamídia).

IMPORTANTE

O linfogranuloma venéreo pode ser evitada, por isso: É importante usar a camisinha masculina ou camisinha feminina.

Como é o diagnóstico?

Através dos sintomas e de exames laboratoriais.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. Para isso:

SUPER LEGAL: Procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será mais adequado e eficiente.

Fonte: www.adolescencia.org.br

LINFOGRANULOMA VENÉREO

Doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual, conhecida popularmente como "mula". Caracterizada pela presença de bubão inguinal, com período de incubação entre 3 e 30 dias.

AGENTE ETIOLÓGICO

Chlamydia trachomatis - sorotipos L1, L2 e L3.

QUADRO CLÍNICO

A evolução da doença ocorre em 3 fases: lesão de inoculação, disseminação linfática regional e seqüelas.

Lesão de inoculação

Inicia-se por pápula, pústula ou exulceração indolor, que desaparece sem deixar seqüela.

Freqüentemente não é notada pelo paciente, e raramente é observada pelo médico.

Localiza-se, no homem, no sulco coronal, frênulo e prepúcio; na mulher, na parede vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes de genitália externa.

Disseminação Linfática Regional

No homem, a linfadenopatia inguinal desenvolve-se entre 1 a 6 semanas após a lesão inicial, sendo geralmente unilateral (em 70% dos casos), e constituindo-se no principal motivo da consulta.

Na mulher, a localização da adenopatia depende do local da lesão de inoculação:

na genitália externa - linfonodos inguinais superficiais;

terço inferior da vagina - linfonodos pélvicos;

terço médio da vagina - linfonodos entre o reto e a artéria ilíaca interna; ou

terço superior da vagina e colo uterino - linfonodos ilíacos.
O comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos, que correspondem a linfonodos individualizados, parcialmente fundidos em uma grande massa.

A lesão primária na região anal pode levar à proctite e proctocolite hemorrágica. O contato orogenital pode causar glossite ulcerativa difusa, com linfadenopatia regional.

Sintomas gerais: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo.

Seqüelas

Ocorrem mais freqüente na mulher e homossexuais masculinos, devido ao acometimento do reto. A obstrução linfática crônica leva à elefantíase genital, que na mulher é denominada estiômeno. Podem ocorrer fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de linfogranuloma venéreo deve ser considerado em todos os casos de adenite inguinal, elefantíase genital, estenose uretral ou retal. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito em bases clínicas, não sendo rotineira a comprovação laboratorial.

Teste de fixação de complemento

O teste é grupo específico, identifica anticorpos contra todas as infecções por clamídia, havendo, portanto, reação cruzada com a psitacose, tracoma, uretrite, cervicite e conjuntivite de inclusão.

O teste torna-se positivo após 4 semanas de infecção. Um aumento de 4 vezes nos títulos de anticorpos tem valor diagnóstico. Altos títulos ( > 1:64) são sugestivos de infecção atual. O teste é positivo em 80 a 90% dos casos de LGV. O título do teste de fixação do complemento não tem correlação com o grau de comportamento clínico da doença. Quanto maior o tempo de duração da doença, maior a positividade, que pode permanecer pelo resto da vida.

Teste de Microimunofluorescência

Pode ser realizado utilizando-se imunoglobulinas anti-IgG e anti-IgM, humanas. A presença de IgM é indicadora de resposta imune primária.

Cultura em tecido

O isolamento de clamídia é feito a partir do aspirado do linfonodo, e de material obtido da uretra ou endocérvix. A positividade é baixa.

Exame histopatológico

O exame de linfonodos retirados ou de material colhido por biópsia retal não é específico, mas sugestivo.

O exame de linfonodos retirados ou de material colhido por biópsia retal não é específico, mas sugestivo.

TRATAMENTO

Azitromicina 1 g, VO, dose única; ou

Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas, no mínimo por 14 dias; ou

Sulfametoxazol 800 mg + Trimetoprim 160 mg, VO, de 12/12 horas, no mínimo por 14 dias; ou

Tianfenicol 0,5 g, VO, de 8/8 horas, por 14 dias; ou

Eritromicina 500mg, VO, de 6/6 horas, por 14 a 21 dias.

OBSERVAÇÕES

A antibioticoterapia não apresenta um efeito dramático na duração da linfoadenopatia inguinal, mas os sintomas agudos são freqüentemente erradicados de modo rápido.

Os antibióticos não revertem as seqüelas, como estenose retal ou elefantíase genital.

A adequada terapêutica é associada ao declínio dos títulos de anticorpos.

Se não houver resposta clínica após 3 semanas de tratamento, medicação alternativa deve ser indicada.

Aqueles bubões que se tornarem flutuantes, podem ser aspirados com agulha calibrosa, não devendo ser incisados cirurgicamente.
Gestante

Estearato de Eritromicina 500mg, VO, de 6/6 horas, por 14 dias (no mínimo).
Portador do hiv

Pacientes HIV-positivos devem ser tratados seguindo os mesmos esquemas acima descritos.

Fonte: www.aids.gov.br

LINFOGRANULOMA VENÉREO

hlamydia trachomatis (agente causador)

Chlamydia trachomatis (agente causador)

Conhecida popularmente como mula ou bubão é uma doença infecciosa, em geral transmitida por contato sexual. O período de incubação varia de sete a 60 dias.

MANIFESTAÇÃO

Ocorre sob a forma de uma lesão genital não percebida pela maioria dos pacientes, especialmente os do sexo feminino. Duas a seis semanas após o surgimento dessa lesão inicial é possível observar o bubão inguinal em uma das virilhas. Se não for tratado, ele pode romper e formar fístulas que passam a drenar secreção purulenta. Sem tratamento adequado a doença evolui para elefantíase do pênis, escroto, vulva, e proctite (inflamação crônica do reto).

DIAGNÓSTICO

Pode ser identificada pelo médico em exame clínico e por métodos laboratoriais que incluem cultura e exame histopatológico.

TRATAMENTO

Uso de antibióticos e aspiração do bubão inguinal quando necessário.

Fonte: www2.uol.com.br

LINFOGRANULOMA VENÉREO

O Linfogranuloma Venéreo é uma doença infecciosa, sexualmente transmissível que caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão na região genital (lesão primária), pouco doloroso, que tem curta duração e que se apresenta como uma ulcera (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e freqüentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta. Esta doença também é denominada de Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

MICRORGANISMO CAUSADOR

Chlamydia trachomatis.

COMPLICAÇÕES EVENTUAIS

Pode provocar Elefantíase do pênis (grande inchaço), escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto devido à reação inflamatória.

MODO DE TRANSMISSÃO

Relação sexual é a via mais freqüente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

TEMPO DE INCUBAÇÃO

Variável de 7 a 60 dias.

TRATAMENTO

Uso de antibióticos, via sistêmica; tratamento local com aspiração do bubão inguinal; tratamento das eventuais fístulas.

PREVENÇÃO

Uso rotineiro de preservativo (camisinha); higienização apropriada após o ato sexual.

Fonte: www.rafe.com.br

LINFOGRANULOMA VENÉREO

Conceito

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos

Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente

Chlamydia trachomatis.

Complicações/Consequências

Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão

Relação sexual é a via mais frequente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.

Período de Incubação
7 a 60 dias.

Tratamento

Sistêmico, através de antibióticos. Aspiração do bubão inguinal. Tratamento das fístulas

Prevenção

Camisinha. Higienização após o coito.

Fotos

Bubão inguinal.
Bubão inguinal.

Lesão ulcerada do pênis.
Lesão ulcerada do pênis.

Elefantíase da bolsa escrotal (saco).
Elefantíase da bolsa escrotal (saco).

Fonte: www.dst.com.br

Linfogranuloma Venéreo

a. O que é Linfogranuloma Venéreo?

O Linfogranuloma Venéreo é uma infecção causada por uma bactéria que pode atacar homens e mulheres.

b. Como o Linfogranuloma Venéreo é transmitido?

O Linfogranuloma Venéreo é transmitido através do contato sexual com uma pessoa infectada.

c. Quais são os sintomas da Linfogranuloma Venéreo?

O primeiro sintoma pode ser uma pequena lesão no pênis ou na vagina, podendo normalmente passar despercebida. Em seguida a infecção se alastra para as glândulas linfáticas na região da virilha e tecidos próximos. As complicações podem incluir inflamação ou dor nas glândulas e ainda secreção ou sangramento.

d. Como saber se tenho Linfogranuloma Venéreo?

Nas unidades especializadas em DST/AIDS da cidade de São Paulo você encontrará profissionais capacitados a lhe orientar.

Clique aqui e descubra uma unidade de DST/AIDS.

e. Como Linfogranuloma Venéreo é tratado?

O Linfogranuloma Venéreo é tratado com antibióticos.

f. O que acontece se a Linfogranuloma Venéreo não for tratado?

Como outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), o Linfogranuloma Venéreo, caso não seja tratado, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada, ou infectar a outros, com o vírus da AIDS, o HIV. Se você tiver algum sintoma ou achar que foi exposto ao Linfogranuloma Venéreo, faça o teste e o tratamento imediatamente para evitar complicações.

g. Os parceiros sexuais também precisam fazer o tratamento?

Sim. Se o diagnóstico der positivo para Linfogranuloma Venéreo, é importante avisar a todas as pessoas com quem você teve relações sexuais nos últimos 30 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas para que elas também façam os exames médicos e sejam medicadas. Tome todos os medicamentos indicados até o fim do tratamento mesmo se você melhorar antes de terminar. Não tenha relações sexuais desprotegidas, caso contrário você poderá ser reinfectado.

h. E se eu estiver grávida?

Ainda não se tem notícia de danos diretos causados ao bebê durante a gravidez, mas é importante que o seu médico saiba da sua gravidez para a prescrição correta do medicamento. Todas as mulheres grávidas devem fazer, o quanto antes, os exames médicos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o de HIV/AIDS. Você deverá refazer o teste durante a sua gravidez caso você tenha alto risco de contrair uma DST. DTS não tratadas podem ser muito perigosas. Use camisinha de sempre que fizer sexo.

i. Como posso evitar a Linfogranuloma Venéreo?

Use camisinha sempre que fizer sexo vaginal, oral ou anal. Se você for alérgico a látex, pode utilizar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.

Fonte: www10.prefeitura.sp.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

Agente infeccioso: Clamydia trachomatis dos serotipos L-1, L-2, e L-3

Descrição clínica: pápula indolor nos orgãos genitais, acompanhada de febre e adenopatias inguinais volumosas, que supuram e evoluem para a cronicidade

Diagnóstico laboratorial

Cultura de aspirado do bubão, uretra, cervix, recto

Teste de fixação do complemento é sugestivo quando superior a 1/64, sendo também útil no follow-up para confirmar a cura

Frequência notificada em Portugal: taxa de incidência mediana em 1992-96 (/105) = 0,03. Não é DDO (desde 1999)

Período de incubação: 3-30 dias

Reservatório: homem doente ou portador (especialmente as mulheres)

Via de transmissão: sexual

Período de transmissão: desde o início das lesões até à sua cicatrização (meses ou anos)

Controle do doente ou portador

VDRL para diagnóstico diferencial com a sífilis (com a qual frequentemente ou se confunde ou é concomitante)

Abstinência sexual até à cura das lesões

Antibioterapia, no caso de infecção não complicada:

Tetraciclina oral, 500mg x 4 tomas/dia, durante 7 dias

Doxiciclina oral, 100mg x 2 tomas /dia durante 7 dias

Eritromicina 500mg x 4 tomas /dia durante 7 dias;

Azitromicina 1 toma única de 1gr

Controlo dos contactos: rastreio dos contactos sexuais nos 20 dias anteriores ao início da doença (através do teste de fixação do complemento) e seu tratamento profilático (doxiciclina oral, 200mg/dia em 2 tomas, durante 21 dias)

Fonte: saudepublica.web.pt

LINFOGRANULOMA VENÉREO

Também conhecido como doença de Nicolas-Favre e linfogranuloma inguinal, é doença infecto-contagiosa, sistêmica, de transmissão essencialmente sexual, causada por Chlamydia trachomatis.

Epidemiologia e Etiologia

As clamídias são bactérias Gram-negativas, parasitas intracelulares obrigatórios, medindo entre 0,2 e 0,5 mm, que se multiplicam por divisão binária. Trata-se de uma doença epidemiologicamente rara, predominando em populações de menor nível sócio-econômico e maior promiscuidade sexual, zonas tropicais e subtropicais. Apresenta incidência bem maior nos homens, especialmente na faixa etária de 20 a 30 anos.

Quadro Clínico

Apresenta um período de incubação que varia de 3 a 32 dias, após o que surge papulovesícula ou pequena erosão, que em geral passa despercebida, pois cicatriza em poucos dias. A localização preferencial é na genitália externa. Manifestações gerais, como febre, cefaléia e prostração, podem surgir concomitantemente ao envolvimento dos linfonodos, uma a três semanas após a lesão inicial. Manifestações raras incluem meningite, meningoencefalite, erupção cutânea e eritema nodoso. Devido a diferenças na drenagem linfática regional, a doença evolui de maneira distinta nos dois sexos. No homem, surge adenopatia inguinal subaguda, dolorosa, geralmente unilateral, recoberta por eritema. Ocorre fusão de vários gânglios, formando uma massa volumosa, conhecida como bubão ou plastrão, que sofre amolecimento (necrose) em vários pontos e leva a múltiplas fístulas, lembrando o aspecto de "bico de regador". Na mulher, a regra é a infecção localizar-se nos gânglios ilíacos profundos ou perirretais. Portanto, o diagnóstico é feito mais tardiamente. Além da adenite, podem ocorrer vulvovaginite, exocervicite, uretrite, proctite, retite, abscessos, ulcerações, fístulas, vegetações e elefantíase.

Exames Complementares

Entre os exames utilizados podemos citar:

Bacteriológico (exame direto e cultura): raramente positivo

Método ELISA : grande sensibilidade, identificação dos anticorpos contra o antígeno do grupo, e não dos diferente sorotipos.

Cultura com céluas de McCoy : é a mais utilizada, tornando-se positiva em três dias.

Sorológico (reação de fixação do complemento): é o teste mais empregado, apresentando alta sensibilidade e baixa especificidade. Positividade não implica atividade da doença.

Microimunofluorescência: método mais sensivel no diagnóstico da doença, capaz de detectar anticorpos específicos aos diferentes sorotipos.

Diagnóstico diferencial

Quando da presença de lesão inicial, devem ser considerados cancro duro, lesão traumática e herpes genital. Quando da formação de adenopatia, devem ser considerados cancro mole, tuberculose ganglionar (escrofuloderma), linfomas, doença de arranhadura do gato e paracoccidioidomicose. Em relação à fase tardia, devemos considerar a filariose, doença intestinal inflamatória, neoplasias e hidroadenite supurativa.

Tratamento

Deve ter início precoce, antes mesmo da confirmação laboratorial, a fim de minimizar eventuais sequelas. As tetraciclinas e a azitromicina são a medicação de escolha e devem ser empregadas salvo contra-indicações (gravidez, infância e intolerância ou alergia). Outros esquemas terapêuticos também são eficazes, como indicamos a seguir:

Cirurgia

Os linfonodos apresentando flutuação devem ser aspirados com agulha grossa, e nunca drenados ou excisados, pois, além de retardarem a cicatrização, estes dois últimos procedimentos podem disseminar a doença e propiciar o aparecimento de elefantíase.

Fonte: www.hc.ufpr.br

LINFOGRANULOMA VENÉREO

Introdução

A Chlamydia trachomatis é uma bactéria com capacidade metabólica limitada que restringe seu crescimento ao meio intracelular do hospedeiro parasitado. O microorganismo tem distribuição universal e aparentemente é restrito a hospedeiros humanos, ao contrário de seu parente distante a Chlamydia psittaci, que têm ampla variação de hospedeiros entre os vertebrados não-humanos. O primeiro recnhecimento de que a Chlamydia é responsável por DST ocorreu antes de 1910, quando foi descrita a associação de conjuntivite de inlcusão em recém-nascidos em uretrite não-gonocócica e cervicite.

Nos anos 30 foi notada uma relação com LGV. O LGV é raro nos EUA, mas ocorre frequentemente nos trópicos. O papel patogênico da C. Trachomatis em DSTs outras que não LGV foi amplamente reconhecido somente nas últimas três décadas. A doença venérea clássica causada por Chlamydia Trachomatis é o linfogranuloma venéreo, ou LGV. Essa doença é comum em países em desenvolvimento, especialmente na África Central.

Epidemiologia

A infecção genital em adulto ocorre por contato sexual. Os estudos de prevalência de anticorpos para Chlamydia Trachomatis mostraram que a exposição a esse agente é aproximadamente três vezes mais comum entre mulheres com infertilidade por problemas tubários e com prenhez ectópica, comparadas com populações de controle. A C. trachomatis é reconhecida como uma causa importante de doença inflamatória pélvica (DIP). É provável que essas afecções esultem de lesão tubária causada por salpingite por clamídia.

Manifestações Clínicas

Após a inoculação genital, aparentemente há disseminação sistêmica do microorganismo antes da localização nos linfonodos genitais ou retais. Essa infecção dos linfáticos se torna localmente invasiva, caracterizando-se por endurecimento, supuração multifocal e formação de fístulas. O acometimento dos gânglios femorais e inguinais, mais comuns nos homens, pode produzir edema bilateral dos ligamentos inguinais. O "sinal de estria" resultante é considerado patognomônico de OGV, mas ocorre em somente 10-15% dos casos. O LGV pode causar cicatrização crônica e linfedema, particularmente se o reto for infectado. A cicatrização pode produzir longos estreitamentos fibróticos no lúmen do colo.

O LGV pode causar cicatrização crônica e linfedema

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Linfogranuloma venéreo

O linfogranuloma venéreo é também conhecido como doença de Nicolas-Favres ou "mula". É causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. que normalmente é trasmitida pela prática do sexo vaginal com pessoa contaminada.

Após o período de incubação que pode variar de sete dias a dois meses, os sintomas manifestam-se inicialmente através de leve secreção matinal com aspecto de "clara de ovo", ardor ao urinar (disúria) e às vezes alterações na frequência urinária. Seguidamente surge uma lesão genital transitória, única e indolor tipo erosão superficial, pápula ou vesícula que cicatriza espontânea e rapidamente em mais ou menos três a quatro dias.
Linfogranuloma Linfogranuloma: fase aguda.

Nas mulheres as lesões atingem a vagina, a vulva e, em alguns casos, o colo uterino, podendo ainda haver dor no baixo ventre ou dispareunia - dores durante as relações sexuais. Nos homens as lesões ocorrem na glande e no prepúcio, podem também apresentar inchaço e dores nos testículos. Nesta fase, ocorrem, náuseas e vômitos, dores nas articulações, dores de cabeça, febre e uma inchação dolorosa dos gânglios (ínguas) de uma das virilhas, que evolui para o rompimento (supuração), formando ulcerações profundas que produzem secreção purulenta.

Linfogranuloma na vulva: fase crônica

Ao suspeitar que tenha contraído o linfogranuloma abstenha-se de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário. Não ponha em risco a saúde de outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você, seja honeto com a sua consciência e com o seu parceiro avise-o para que procure o tratamento adequado.

O tratamento do linfogranuloma é feito com antibióticos específicos, porém uma das maiores dificuldades para o diagnóstico correto dessa doença é que a maior parte dos pacientes antes de procurar o urologista ou gineclogista recorrem a tratamentos caseiros indicados por parentes ou vizinhos ou aos balconistas de farmácias. Essa prática evidentemente dificulta o tratamento adequado. Tanto o balconista da farmácia quanto o amigo ou o parente, têm boas intenções mas não o conhecimento necessário nem a responsabilidade exigida para o manejo de tais casos.

Fonte: www.capivari.sp.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Doença Sexualmente Transmissíveis, Gonorréia, Clamídias, Linfogranuloma Venéreo, Cancróide, Doença Inflamatória Pélvica

Doenças Sexualmente Transmissíveis

FESP - Relacione o tratamento de 1° escolha para cada uma das DSTs: cancro mole: eritromicina; donavanose: tetraciclina; sífilis: penicilina; linfogranuloma venéreo: tetraciclina; uretrite não gonocócica: tetraciclina.

SC - Linfogranuloma venéreo: intradermo-reação de frei; sífilis: condiloma plano; granuloma inguinal: corpúsculos de donovan; cancróide (cancro mole): H. ducrey.

Gonorréia

FESP - Adolescente com "problemas na urina". Relata múltiplos contatos sexuais desprotegidos nas últimas semanas. Achado no exame da genitália que fortalece a suspeita de blenorragia (gonorréia): descarga uretral purulenta.

O gonococo é o maior causador de bartolinite aguda.

TEGO - Gonorréia é Dx laboratorialmente pelo achado de diplococo Gram: negativo intracelular.

Melhor exame Dx para cervicite aguda gonocócica: Gram, diplococo Gram-negativo intracelular.

Meio de cultura para gonococo é: Thayer-Martim.

Clamídias

Germe que ocorre em maior freqüência na uretrite não-gonocócica: clamídias.

Um grande porcentagem de mulheres portadoras de uretrite não-gonocócica são assintomáticas.

O Dx de clamídia é feito por cultura (mas é difícil dar resultados (+)).

FESP - Mulher, 25 anos, manteve contato sexual e apresentou cervicite com colo hiperemiado, sangrante, friável, com pequenas ulcerações; queixou-se de disúria, incontinência urinária e Sd. uretral. O medicamento de escolha foi doxiciclina pois o agente etiológico é: Chlamydia trachomatis (é difícil gonococo fazer cervicite e a resposta a doxiciclina é pouca).

O uso de tetraciclina associado a penicilina no tratamento de uretrite gonocócica deve-se a associação de clamídias a gonococos (50% dos casos).

Melhor opção para o tratamento de clamídias: tetraciclinas (doxiciclina).

O uso de tetraciclinas em seguida ao tratamento de uretrite gonocócica com penicilina semi-sintética é devido a associação com clamídias (50%).

Linfogranuloma Venéreo

Período de incubação do linfogranuloma venéreo: 1-3 semanas.

Tratamento do linfogranuloma venéreo: tetraciclina por 21 dias (causado por clamídias, parasitas intracelulares obrigatórios).

Linfogranuloma venéreo pode causar estenose retal.

DST que quando não tratada leva a elefantíase vulvar, fístulas do tipo "bico regador" e retite estenosante. Dx: linfogranuloma inguinal.

Cancróide

Tratamento de escolha para o H. ducrey: eritromicina.

FESP - Na figura, os agentes etiológicos dessas doenças estão apresentados na seguinte seqüência: Haemophilus influenza, Herpes simplex, Treponema pallidum.

Doença Inflamatória Pélvica

Agente etiológico mais comum na DIP: N. gonorrhoeae.

USP - Pacientes de 23 anos e Dx de DIP aguda leve. Os agentes mais prevalentes são: Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

SC - A salpingite gonocócica pode se estender ao ovário originando periooforite; a disseminação das endometrites por contigüidade pode causar as ooforites; a disseminação linfática ocorre nas infecções pós-parto e pós-aborto; o acometimento pélvico por via hemática ocorre na TB.

A dor abdominal na salpingite é, geralmente, bilateral.

Dx diferencial de DIP pélvica: ITU.

Em paciente com DIP de etiologia ignorada, na fase aguda, em que não foram detectados abscessos e não há indicação de internação hospitalar. Conduta: ofloxacina + doxiciclina.

USP - Mulher, 24 anos, nuligesta, com dor abdominal em FIE, febre e corrimento amarelado há 2 dias, menstruação há 7 dias. Exame: massa anexial há esquerda, b HCG (-), corrimento purulento no OCE e massa anexial esquerda com 4cm. Conduta: videolaparoscopia para Dx e tratamento, ATBs sistêmico e, se necessário, reintervenção cirúrgica após 14 dias.

SC - No processo inflamatório pélvico, agudo, abscedado no fundo de saco de Douglas impõe-se: colpotomia posterior.

HUEC - Abscessos tubo ovarianos: a trompa apresenta-se distendida por pus; é comum a doença contralateral; a ruptura pode levar a choque endotóxico; a evolução pode ser lenta e assintomática; para obstrução da trompa são necessários vários episódios de salpingite.

DIP pélvica tem como uma das principais seqüelas graves a anexite pélvica.

Cervicite crônica pode ser fator predisponente para neoplasias do colo uterino (raro).

Sd Fitz-Hugh-Curtis (peritonite por gonococo) pode ser complicação de salpingite gonocócica.

FESP - Nesta figura, as setas mostram a ascensão dos germes da endocérvice para o endométrio, tubas de Falópio e peritônio na DIP (endometrite, salpingite e peritonite) que, na maioria dos casos é causada por: N. gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Linfogranuloma venéreo: Chlamydia trachomatis: tetraciclina (parasita intracelular).

Cancróide: Haemopilus ducrey: azitromicina ou eritromicina (macrolídeos).

Granuloma inguinal (donavanose): Calymmatobacterium granulomatis: tetraciclina (parasita intracelular).

Fonte: www.tudoresidenciamedica.hpg.ig.com.br

Linfogranuloma Venéreo

Conceito: O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos: Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente: Chlamydia trachomatis.

Complicações/Conseqüências: Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão: Relação sexual é a via mais freqüente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

Período de Incubação: 7 - 60 dias.

Prevenção: Camisinha. Higienização após o coito..

Fonte: www.saude.rs.gov.br