
Lua
A Lua é um satélite que tem ¼ do diâmetro da Terra, e está apenas a 380 mil Km de distância da Terra. A superfície da Lua é rica em alumínio e titânio e seu interior é rochoso. Há possibilidades de existir na Lua (em pequena quantidade), mas não atmosfera. A falta de água líquida e de atmosfera que forme ventos, impede qualquer erosão, por isso a Lua tem grande quantidade de crateras visíveis. Qualquer buraco formado na Lua não desmancha pois não há erosão. A quantidade de meteoritos que caem na Terra é muito maior do que a quantidade que cai na Lua, só que na Terra a erosão causada pela chuva e vento desmancha as crateras produzida por eles.
Ela é um dos maiores satélites relativo ao seu planeta, com uma relação 1/81 da massa terrestre. Por isso o sistema Terra-Lua pode ser considerado um sistema planetário duplo. Por ser o objeto celeste mais próximo da Terra, foi possível, através de missões tripuladas, trazer para a Terra amostras de sua superfície. Da análise dessas amostras, verificou-se que sua composição é muito semelhante à da Terra, contendo praticamente os mesmos minerais. Porém não foi encontrado nenhum traço de água nem erosão atmosférica, apesar das amostras trazidas serem mais antigas que as terretres. Concluiu-se que a Lua, no início de sua formação era recoberta por uma espessa camada de lava fundida, que se resfriou gradualmente formando a crosta uniforme e de rochas claras.
Essa crosta recém formada foi submetida a um intenso bombardeio de meteoritos que deu origem ãs crateras conhecidas. O choque de meteoritos com dimensões quilômétricas provocaram as grandes depressões. A energia gerada e a contração provocada pelos impactos, fizeram com que o interior lunar ainda quente voltasse a se aquecer e fundir o magma. Esse magma fundido (de origem basáltica) aflorou à superfície nos locais enfraquecidos pelo impacto. O magma espalhou e formou as regiões baixas, vista da Terra como manchas escuras, os mares lunares. Isso aconteceu até cerca de dois bilhões de anos depois de sua formação. Desta época até agora, a Lua tem estado praticamente inativa, ocorrendo poucos impactos de grande porte que terminaram por fragmentar as rochas superfíciais, fazendo com que toda a superfície ficasse recoberta por minúsculos grãos de poeira.
Devido a baixa gravidade lunar, (que permite maior espalhamento das partículas) os últimos impactos de grande porte fizeram com que toda essa poeira se misturasse tornando possível se colher num único local, amostras de diversas regiões da Lua. Como aconteceu com todos os planetas terrestres em sua formação, quando ainda estavam na fase líquida, os materiais mais densos vão para o centro e os menos densos ficam na crosta. Isso aconteceu na Lua também, porém foi modificado posteriormente pelo bombardeio de meteoros. As análises feitas revelam que os continentes (regiões claras) são formadas por um tipo de rocha a base de óxido de cálcio, alumínio e silício. Já os mares (regiões escuras) apresentam grande quantidade de ferro e titânio, que se afloraram das regiões bem escuras mais profundas.
As crateras lunares são bem diversificadas quanto ao tamanho, variando de algumas centenas de quilômentros até alguns micrometros. Estas últimas existem, porque não há erosão na superfície lunar e são encontradas tanto nas rochas como na própria superfície recoberta de poeira. As crateras podem ser classificadas como:
Primárias - dispostas geralmente de modo aleatório, havendo alguns alinhamentos determinados pela queda simultanea de um grupo de meteoros.
Secundárias - Localizadas em torno das primárias. São menores e pouco profundas. Geralmente caracterizadas pelas raias (formadas pela expulsão de matéria no momento do impacto e que fizeram sulcos no solo em forma de raios), pricipalmente as maiores. São superpostas sobre as primárias.
Vulcânicas - em número muito menor que as de impacto. O material que forma essas crateras e a região ao seu redor são particulas sólidas e finas.
Baseado nas análises feitas, elaborou-se uma teoria sobre o interior lunar, formado pela crosta composta de basaltos; mais abaixo o manto médio, que é formado pelo mesmo material da crosta, mas que sofre alterações devido ao aquecimento provocado pelos grandes impactos que deram origem aos mares; o manto inferior é composto de material no estado plástico; e o núcleo que é constituído basicamente de ferro, pouco níquel e talvez enxofre.
Fonte: www.cdcc.usp.br

A distância Terra-Lua foi medida por radar e por laser, como na figura ao lado em que um laser é disparado até um espelho colocado pelos astronautas na Lua, e o tempo de inda e vinda do laser é medido. Seu valor médio é de 384 000 km e varia de 356 800 km a 406 400 km. A excentricidade da órbita da Lua é de 0,0549.
A Lua tem três movimentos principais: rotação em torno de seu próprio eixo, revolução em torno da Terra e translação em torno do Sol junto com a Terra.
O plano orbital da Lua em torno da Terra tem uma inclinação de 5°9' em relação à eclíptica. Apesar desse ângulo permanecer aproximadamente constante, o plano orbital não é fixo, movendo-se de maneira tal que seu eixo descreve um círculo completo em torno do eixo da eclíptica num período de 18,6 anos. Portanto, em relação ao equador da Terra, a órbita da Lua tem uma inclinação que varia de 18,4° (23,5° - 5,15°) a 28,7° (23,5° + 5,15°).
Em relação ao equador da Lua, o seu plano orbital tem uma inclinação de menos do que 1°

O diâmetro aparente médio da Lua é de 31' 5" (0,518°), de onde se deduz que o diâmetro da Lua é de 3476 km (D=384 000 km × sen 0,518); a massa da Lua é de 1/81 da massa da Terra.
Devido à rotação sincronizada da Lua, a face da Lua que não podemos ver chama-se face oculta, que só pode ser fotograda pelos astronautas em órbita da Lua.
Fonte: astro.if.ufrgs.br
Se a Lua nascer logo após o Sol se pôr, estará próxima de ser Lua Cheia ou Lua Nova?
Se a Lua nascer quando o Sol se está a pôr, estará perto da fase de Lua Cheia, pois a face iluminada da Lua estará quase totalmente voltada para a Terra.
Se a Lua for visível na vertical do observador (zénite) numa noite às 21:00 horas, na noite seguinte às 21:00 será visível a Leste ou a Oeste do zénite?
Como a Lua orbita a Terra em cerca de 29 dias na mesma direcção da rotação da Terra, cada dia à mesma hora a Lua está mais para Leste do que no dia anterior.
Porque é que as crateras existentes nos mares da Lua são, geralmente, mais recentes do que as existentes nas zonas altas?
Os mares da Lua são as zonas mais jovens da Lua. Qualquer cratera nestas zonas terá de ser relativamente recente. As zonas altas, sendo mais antigas apresentam crateras de todas as idades.
De onde vem toda a poeira existente na superfície da Lua?
A poeira na superfície da Lua resulta da fragmentação das rochas devido aos choques térmicos, choques com meteoroides e desintegração devido aos raios cósmicos.
Quanto tempo leva a Lua a rodar sobre o seu próprio eixo, vista de um ponto de referência imóvel relativamente às estrelas distantes?
A Lua demora 27,32 dias a orbitar a Terra se considerarmos o ponto de vista das estrelas distantes. Demora 29,53 dias a voltar à mesma posição em relação ao Sol do ponto de vista da Terra.
Porque é que não observamos um eclipse solar todos os meses?
A órbita da Lua é inclinada 5 graus em relação ao plano da eclíptica. O eclipse do Sol só pode ocorrer quando a Lua Nova coincide com a passagem da Lua pelo plano da eclíptica.
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Fonte: www.portaldoastronomo.org