Amor cuja providência (1595)
Amor que em meu pensamento (1595)
Ana quisestes que fosse (1668)
Aquela cativa (1595)
A verdura amena (1598)
Baixos e honestos andais (1595)
Campos cheios de prazer (1595)
Caterina é mais fermosa (1595)
Cinco galinhas e meia (1616)
Conde, cujo ilustre peito (1595)
Corre sem vela e sem leme (1595)
Costumadas artes sao (1595)
Cousa que este corpo não tem (1595)
Cum real de amor (1598)
Da lindeza vossa (1595)
Dama d'estranho primor (1595)
D'Amor e seus danos (1595)
De maneira me sucede (1668)
Despois de sempre sofrer (1595)
Después que Amor me formo (1595)
Desque una vez miré (1616)
De ver-vos a não vos ver (1595)
Dióme Amor tormentos dos (1595)
Dotou em vos natureza (1595)
Dous tormentos vejo (1616)
É muito pera notar (1595)
Eles verdes são (1595)
Entre estes penedos (1598)
E se a pena não me atiça (1598)
Esses alfinetes vao (1595)
Este mundo es el camino (1595)
Este tempo vão (1595)
Eu, pera levar a palma (1668)
Eu sou boa testemunha (1595)
Falsos loores os dán (1595)
Foi a Esperança julgada (1595)
Ja'gora certo conheço (1598)
Juravas-me que outras cabras (1598)
Leva na cabeça o pote (1668)
Madre. si me fuere (1595)
Menina mais que na idade (1595)
Mi corazón me han robado (1595)
Mi nueva y dulce querella (1595)
N'alma ua so ferida (1598)
Nao posso chegar ao cabo (1616)
Não sabendo Amor curar (1595)
Não sei quem assela (1598)
Não Vos Guardei quando vinha (1668)
Ninguém vos pode tirar (1616)
Nos seus olhos belos (1616)
Nunca em prazeres passados (1668)
Nunca o prazer se conhece (1595)
O coração envejoso (1595)
Olhai que dura sentença (1595)
Os gostos, que tantas dores (1598)
Os privilégios que os reis (1595)
Para evitar dias maus (1860)
Peço-vos que me digais (1595)
Pelo meu apartamento (1616)
Para quem vos soube olhar (1595)
Pelo meu apartamento (1616)
Perdigão, que o pensamento (1598)
Pois a tantas perdições (1598)
Pois onde te hão-de falar? (1616)
Pois o ver-vos tenho em mais (1595)
Por cousa tão pouca (1595)
Posible es a mi cuidado (1595)
Posto o pensamento nele (1616)
Pues me distes tal herida (1668)
Quando me quer enganar (1595)
Quando vos eu via (1595)
Que diabo há tão danado (1616)
Quem no mundo quiser ser (1595)
Quererdes profano Amor (1595)
Se não quereis padecer (1595)
Sendo os restos envidados (1595)
Senhora, se eu alcançasse (1595)
Sepa quién padece (1616)
Sôbolos rios que vôo (1595)
Só porque é rapaz ruim (1598)
Suspeitas que me quereis (1595)
Tanto maiores tormentos (1595)
Tem tal jurdição Amor (1595)
Tenho-me persuadido (1595)
A Um Fidalgo Que Lhe Tardara
Com Uma Camisa Que lhe Prometera
Endechas à Bárbara
Escrava
Esparsa. Ao Desconcerto
do Mundo
Acha a tenra mocidade
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Alma minha gentil, que te partiste
Amor, que o gesto humano na alma escreve
Ao desconcerto do Mundo
Apartaram-se os meus Olhos
Aquela triste e leda madrugada
Busque Amor novas artes, novo engenho
Catarina é mais fermosa
Coitado! que em um tempo choro e rio
Da alma e de quanto tiver
De quantas graças tinha, a Natureza
Descalça vai para a fonte
Eis aqui, quase cume da cabeça
Endechas a Bárbara escrava
Enquanto quis Fortuna que Tivesse
Esparsa. Ao desconcerto do Mundo
Eu cantarei de amor tão docemente
Glosa a mote alheio
Horas breves de meu Contentamento
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Minha alma gentil, que te partiste
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontade
Na fonte está Leanor
Não sei se me engana Helena
No mundo quis o Tempo que se achasse
Nunca em amor danou o atrevimento
O cisne, quando sente ser chegada
O fogo que na branda cera ardia
Onde acharei lugar tão apartado
Pastora da Serra
Pede o desejo, Dama, que vos veja
Perdigão perdeu a pena
Porque quereis, Senhora, que ofereça
Posto me tem Fortuna em tal estado
Posto o Pensamento Nele
Qual tem a borboleta por costume
Quando da bela vista e doce riso
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando me quer enganar
Que me quereis, perpétuas saudades?
Quem diz que Amor é falso ou enganoso
Quem pode livre ser, gentil Senhora
Quem presumir, Senhora, de louvar-vos
Quem vê, Senhora, claro e manifesto
Se as penas com que Amor tão mal me trata
Se me vem tanta glória só de olhar-te
Se pena por amar-vos se merece
Se tanta pena tenho merecida
Sempre a Razão vencida foi de Amor
Senhora minha, se de pura inveja
Sete anos de pastor Jacob servia
Tanto de meu estado me acho incerto
Tenho-me Persuadido
Tomou-me vossa vista soberana
Transforma-se o amador na coisa amada
Um mover dolhos, brando e piadoso
Vencido está de amor
Verdes são os campos
Aparteram - se os
Meus Olhos
Catarina é Mais Fermosa
Há um que Bem que Chega
e Foge
N'Alma ua Só Ferida
Perdigão Perdeu
a Pena
Posto o Pensamento Nele
Que Estranho Caso de Amor
Tenho me Persuadido
A Fermosura
desta Fresca Serra (1668)
Ah! Fortuna cruel! Ah! duros Fados! (1685-1668)
Ah! Minha Dinamene! Assi deixaste (1685-1668)
Alegres Campos, Verdes Arvoredos (1595)
Alma Gentil, que te Partiste (1595)
Amor, co a esperança perdida (1595)
Amor, que o gesto humano n'alma escreve (1598)
Amor é um Fogo que se
Arde sem se Ver
A morte, que da vida o no desata (1616)
Apartava-se Nise de Montano (1595)
Apolo e as nove Musas, discantando (1595)
Aquela fera humana, que enriquece (1598)
Aquela que, de pura castidade (1598)
Aqueles claros olhos que chorando(1860)
Árvore, cujo pomo, belo e brando (1616)
A sepultura del-Rei dom João Terceiro
Bem sei, Amor, que é certo o quereceio (1598)
Cá nesta Babilônia? donde mana (1616)
Cantando estava um dia bem seguro (1616)
Cara minha inimiga, em cuja mão (1595)
Chorai, Ninfas, os fados poderosos (1668)
Como fizeste, Pórcia, tal ferida? (1595)
Como quando do mar tempestuoso (1598)
Correm turvas as águas deste rio (1616)
Conversação doméstica afeiçoa (1598)
Dai-me üa lei, Senhora, de querer-vos (1595)
Debaixo desta pedra esta metido (1595)
Depois que quis Amor que eu só passasse (1598)
Despois que viu Cibele o corpo humano (1616)
De tão divino acento e voz humana (1595)
De um tão felice engenho produzido (1668)
De vos me aparto, ó vida! Em tal mudança (1595)
Diana prateada, esclarecia (1668)
Ditoso seja aquele que somente (1598)
Diversos does reparte o Céu benino (1616)
Dizei, Senhora, da beleza ideia (1668)
Doce contentamento já passado (1663)
Doce sonho, suave e soberano (1668)
Dos ilustres antigos que deixaram (1598)
El vaso reluciente y cristalino (1668)
Em fermosa Leteia se confia (1595)
Em flor vos arrancou, de então crecida(1595)
Em prisões baixas fui um tempo atado (1598)
Erros meus, ma fortuna, amor ardente (1616)
Esforço grande, igual ao pensamento (1598)
Estâ-se a Primavera trasladando (1595)
Este amor que vos tenho, limpo e puro (1668)
Eu cantei la, e agora vou chorando (1616)
Eu vivia de lagrimas isento (1668)
Ferido sem ter cura parecia (1598)
Fermosos olhos, que na idade nossa (1595)
Fiou-se o coração, de muito isento (1598)
Foi já; num tempo doce cousa amar (1598)
Fortuna em mim guardando seu direito (1685-1668)
Grão tempo ha já que soube da Ventura (1595)
Ilustre o dino ramo dos Meneses (1598)
Indo o triste pastor todo embebido (1668)
Já a saudosa Aurora destoucava (1598)
Já não sinto, Senhora, os desenganou (1668)
Julga-me a gente toda por perdido (1616)
Lembranças que lembrais o meu bem passado (1685)
Lembranças saudosos, se cuidais (1595)
Lindo e sutil trancado, que ficaste (1595)
Males, que contra mim vos con jurastes (1595)
Memória de meu bem, cortado em flores (1860)
Na desesperação já repousava (1616)
Náiades, vos, que os rios habitais (1595)
Na metade do Céu subido ardia (1598)
Não passes, caminhante! Quem me chama (1595)
No tempo que de Amor viver soía (1598)
Num bosque que dos Ninfas se habitava (1595)
Num jardim adornado de verdura (1595)
Num tão alto lugar, de tanto preço (1668)
O Céu, a terra, o vento sossegado (1616)
Oh como se me alonga, de ano em ano
O culto divinal se celebrava (1598)
O dia em que eu nasci, moura e pereça (1860)
O filho de Latona esclarecido (1616)
Olhos fermosos, em quem quis Natura (1668)
Ondados fios d'ouro reluzente (1598)
Óh quão caro me custa o entender-te (1598)
O raio cristalino s'estendia (1598)
Os reinos e os impérios poderosos (1595)
Os vestidos Elisa revolvia (1598)
O tempo acaba o ano, o mês e a hora (1668)
Passo por meus trabalhos tão isento(1595)
Pelos extremos raros que mostrou (1595)
Pensamentos, que agora novamente (1598)
Pois meus olhos não cansam de chorar (1595)
Por cima destas águas, forte e firme (1616)
Por sua Ninfa, Céfalo deixava (1616)
Posto me tem Fortuna em tal estado (1668)
Presença bela, angélica figura (1616)
Pues lágrimas tratáis, mis ojos tristes (1685-1668)
Quando a suprema dor muito me aperta (1685-1668)
Quando cuido no tempo que, contente (1668)
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando o sol encoberto vai mostrando (1595)
Quando, Senhora, quis Amor que amasse (1668)
Quando se vir com água o fogo arder (1685-1668)
Quando vejo que meu destino ordena (1595)
Quantas vezes do fuso s'esquecia (1595)
Que levas, cruel Morte? - Um claro dia (1598)
Que me quereis, perpétuas saudades (1598)
Quem fosse acompanhando juntamente
Que modo tão sutil da natureza (1616)
Quem pode livre ser, gentil Senhora (1595)
Quem presumir, Senhora, de louvar-vos (1685 -1668)
quem quiser ver d’amor üa excelência (1598)
Quem vos levou de mim, saudoso estado (1668)
Que pode já fazer minha ventura (1668)
Que poderei do mundo já querer (1598)
Que vençais no Oriente tantos teis (1595)
Se a Fortuna inquieta e mal olhada (1668)
Se algüa hora em vos a piedade (1595)
Se as penas com que Amor tão mal me trata (1595)
Se, despois d'esperança tão perdida (1598)
Se de vosso fermoso e lindo gesto (1668)
Seguia aquele fogo, que o guiava (1616)
Sempre a Razão vencida foi de Amor (1616)
Sempre, cruel Senhora, receei (1668)
Senhor João Lopes, o meu baixo estado (1616)
Senhora já dest'alma, perdoai (1668)
Sentindo-se tomada a bela esposa (1616)
Se pena por amar-vos se merece (1598)
Se tanta pena tenho merecida (1595)
Se tomar minha pena em penitência (1598)
Suspiros inflamados, que cantais (1598)
Sustenta meu viver ua esperança (1668)
Tal mostra dá de si vossa figura (1616)
Tempo é já que minha confiança (1595)
Todo o animal da calma repousava (1595)
Tomava Daliana por vingança (1595)
Tomou-me vossa vista soberana (1595)
Vencido está de amor meu pensamento (1685 -1668)
Verdade, Amor, Razão, Merecimento (1598)
Vôs, Ninfas da gangética espessura (1598)
Vôs outros, que buscais repouso certo (1616)
Vôs, que d'olhos suaves e serenos (1598)
Vossos olhos, Senhora, que competem (1595)
A Instabilidade da Fortuna
Com força desusada
Fermosa e gentil dama
Junto de um seco, fero e estéril monte
Já a roxa manhã clara
Manda-me Amor que cante docemente
Se este meu pensamento
Tomei a triste pena
Vinde cá, meu tão certo secretário
Vão as serenas águas

