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Dia do Ex-combatente da FEB

Muitos ex-combatentes já deixaram esta vida, outras tantos ainda vivem e mantêm viva a chama que engrandece a história da pátria. Depois da recepção apoteótica, com a chegada dos combatentes da Itália ao Brasil após a II Guerra Mundial, o governo não proporcionou nenhuma ajuda àqueles que tanto fizeram para a história do país. As reclamações e reivindicações feitas ao Governo Federal e ao Ministério do Exército, pouco adiantaram para um futuro digno dos ex-combatentes.

Quando foram para a guerra, estavam aptos 100%. O físico estava perfeito e o psicológico também, havendo uma inspeção médica, mensalmente, nos alojamentos. Com o final da Guerra, "tudo piorou"; o pouco dinheiro que receberam na chegada ao Brasil acabou rápido. Ainda jovens e neuróticos com todo o acontecido, não tiveram direito a nenhum tipo de assistência social ou médica. Nas lojas, ou qualquer outro mercado de trabalho, eram rejeitados, sendo acusados de loucos e não aptos para conviver em sociedade.

A situação dos ex-combatentes melhorou um pouco em 1964, quando João Goulart os encaixou em cargos públicos nos Correios e outras entidades, vindo muitos destes a se aposentar nestas condições. Outra reclamação daqueles que serviram à pátria é que só são lembrados em datas festivas como aniversário da cidade ou 7 de Setembro. E com o emblema de uma cobra fumando, estampada em suas fardas, simbolizando a Força Expedicionária, desfilam com orgulho, mesmo que aquilo seja apenas para vivenciar momentos.

As lágrimas freqüentes que caem do rosto desses bravos homens talvez não signifiquem a emoção de relembrar o combate mais sangrento de toda aquela trajetória, a tomada de Monte Castelo, fortaleza das forças alemãs. Ou também não signifiquem a dificuldade de lidar com um dos piores inimigos de guerra, o frio. Pode ser que estas lágrimas simbolizem a amargura de tudo aquilo, ou simplesmente a desilusão e o abandono. É importante que todos se lembrem: honremos nossos heróis!

Fonte: UFGNet