Sol, a estrela que, por efeito gravitacional de sua massa, domina o sistema
planetário que inclui a Terra. Mediante a radiação de
sua energia eletromagnética, comporta toda a energia que mantém
a vida na Terra, porque todo o alimento e combustível procede em última
instância das plantas que utilizam a energia da luz do Sol. Por causa
de sua proximidade com nosso planeta, e por ser uma estrela típica,
o astro-rei é um recurso extraordinário para o estudo dos fenômenos
estelares.
O Sol constitui-se praticamente a única fonte de energia para a Terra.
É fácil imaginar o que aconteceria ao nosso planeta se esta
energia viesse a faltar. Não vivemos no receio de que isso aconteça,
pois parece certo que o Sol não é agora diferente daquilo que
era no passado, e nem será durante os próximos milhões
de anos.
Todavia, os antigos demoraram muito tempo a convencer-se de que podiam confiar
no Sol, talvez devido à recordação das suas temporárias
desaparições (eclipses) ou de longos períodos de atenuação
da sua radiação (cinzas vulcânicas ou longos períodos
de mau tempo).
Os povos anglo-saxônicos ainda hoje lhe dedicam o dia mais belo da semana,
aquele que nas línguas neolatinas é dedicado ao Senhor, isto
é, o domingo.
As primeiras mitologias solares, divididas entre a admirada grandeza e potência do Sol e o seu obdiente caminho no céu, falam de um gigante de algum modo condenado a transportar a grande bola de fogo em torno do céu, em condições de total servidão após o período em que o astro se tinha desviado no seu movimento. Estas lendas também poderiam encerrar algumas reminescências históricas.
A verdade é que a adoração do Sol sempre esteve presente nas primeiras civilizações, a par com a do fogo.
O Sol era considerado, por muitas culturas, uma divindade. Na Índia, Babilônia, antiga Pérsia, Egito e antiga Grécia, o ritual de adoração do Sol era comum.
O Sol possuía uma bonita interpretação, visto como um símbolo de vida e seu ciclo diário, o resumo da existência humana: jovem pela manhã, madura ao meio-dia, velha ao entardecer. Acredita-se que o jogo de bola simbolizasse o combate entre as forças antagônicas do cosmos: o bem contra o mal, o Sol contra a Lua, o Céu contra a Terra. Segundo os astecas, o papel do ser humano era defender o Sol para que este continuasse oferecendo a luz, o que exigia sacrifícios humanos
Fonte: Encarta