
As florestas são o habitat mais rico e diversificado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso" - se assim podemos chamar - do homem. As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas a uma velocidade impressionante. Todo ano, 4 a 5 milhões de hectares são completamente destruídos. Isso significa que, a cada minuto, 12 a 20 hectares desaparecem do mundo diariamente. Além disso, uma espécie animal é extinta a cada meia hora.
Todas as principais florestas tropicais encontram-se sob ataque semelhante. Até bem pouco tempo, a África estava perdendo suas florestas a um ritmo de 2 milhões de hectares por ano, enquanto que no Sudeste Asiático as florestas remanescentes desapareciam a uma velocidade praticamente igual. A América Central tem hoje apenas um terço das florestas que possuía há 10 anos.
Isso acontece por causa das necessidades do homem em obter matéria-prima, pensando apenas no benefício imediato que isso lhes trará. Em países com florestas tropicais, a maioria da população camponesa está envolvida em algum tipo de atividade agrária de pequena escala. Simultaneamente, a madeira é responsável pela entrada das dívidas necessárias para muitos países dotados de florestas. Algumas das madeiras de lei fornecidas pelas árvores das florestas têm um valor comercial alto. Teca e mogno possuem uma madeira boa e durável, muito consumida no mundo ocidental para a fabricação de inúmeros produtos, como móveis e barcos. Todas as árvores menos nobres podem ser convertidas em polpa de madeira, compensado e papel.
Com a tecnologia moderna, nunca foi tão fácil cortar as árvores das florestas. Máquinas pesadas, como tratores e guindastes, são capazes de devastar grandes porções de floresta com muito mais eficiência do que com os antigos machados.
Mas há outras razões por detrás do desmatamento, além da extração de madeira. Os países em desenvolvimento precisam de cada vez mais estradas, represas, diques, canais, rede elétrica, tubulações para saneamento. Hoje, em poucos meses, pode-se converter uma grande extensão de floresta em enormes plantações ou fazendas de gado. Muitas das florestas latino-americanas foram devastadas para se obter pastagens para gado de corte, atividade agropecuária que constitui uma das principais fontes de renda da região.

Pode ser deplorável que as florestas tenham de ser destruídas para ceder lugar ao crescimento e à expansão, tão necessários aos países em desenvolvimento. Mas, infelizmente, florestas destruídas não significam terras adequadas para atividades agrícolas e pecuárias. O solo das florestas é velho demais e já sustentou o ciclo de crescimento de inúmeras gerações de plantas. Sendo pobre de nutrientes, as culturas agrícolas tradicionais nele plantadas não se desenvolvem tão bem como as plantas nativas, especialmente adaptadas a estes solos.
Quando convertidas em terras para lavoura, as florestas permanecem férteis por poucos anos. Então, mais áreas de floresta tendem a ser destruídas e o processo repete-se. Os habitantes das florestas adotam um método agrícola baseado no corte e queima de pequenos trechos da floresta que usam para cultivo temporário. Hoje, contudo, essa prática está atingindo proporções gigantescas, deixando um rastro de terra estérel, imprópria para o plantio de produtos agrícolas e até mesmo para o crescimento de capim.
A remoção da camada que cobre o solo da floresta pode gerar outros sérios efeitos colaterais. As florestas são diretamente responsáveis pelas chuvas, pois as gigantescas árvores absorvem grande parte da água, devolvendo-a lentamente ao meio ambiente sob forma de umidade. A devastação da floresta, que reduz a quantidade de chuva na região, pode levar a um processo de desertificação. Desprovido de sua cobertura vegetal, o solo fica mais vulnerável à erosão. A terra carregada pela erosão pode, por sua vez, depositar-se nos leitos dos rios, deixando-os mais rasos e provocando inundações. Na Índia, anualmente ocorrem cheias de graves proporções no delta dos rios, devido ao desmatamento realizado nas montanhas do Himalaia. Há 40 anos, quase metade da Etiópia era coberta de florestas, fonte de água preciosa para a irrigação das lavouras. Hoje restam apenas 5% das florestas etíopes. Como conseqüência, a enorme população do país tem sido vitimada pela fome, seca e enchentes.
A destruição das florestas tem também graves conseqüências em escala mundial. As florestas tropicais regulam os padrões climáticos globais. Em regiões tropicais, mais de 1 bilhão de pessoas dependem da água produzida pelas florestas para irrigar sua produção agrícola. No Hemisfério Norte, fenômenos como ciclos de chuvas desregulados e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera são possíveis resultados do desmatamento registrado nos trópicos. Essa devastação poderia levar a um aquecimento generalizado da atmosfera, conhecido por "efeito estufa" que, por sua vez, poderia acelerar o derretimento das calotas polares e contribuir para a elevação do nível do mar.
Uma vez destruída, a floresta não pode ser recuperada. Mesmo removendo apenas as árvores maiores, o frágil ecossistema florestal não resistirá. Com ele, estão perdidas para sempre comunidades inteiras de plantas e animais, muitas das quais de valor incomensurável para nós. Há séculos, tribos das florestas têm usado as propriedades químicas de muitas espécies de plantas para obter drogas e medicamentos. A própria ciência moderna reconhece hoje o valor dessas ervas medicinais, algumas para o tratamento de doenças graves como câncer, leucemia, problemas musculares e cardíacos. São também usadas como ingredientes básicos para a fabricação de hormônios controladores da natalidade, estimulantes e tranqüilizantes.
Talvez a droga mais conhecida obtida de uma planta de floresta seja a quinina (substância vinda da árvore sul-americana que provou ser muito eficaz na cura da malária). Ou também para a agricultura e indústria (chá, café, banana, laranja, etc. e/ou resina, tintas, cera, sabão, plásticos, óleos, etc.).
Hoje, 40% das florestas do planeta já desapareceram. Aquelas que restam estão sendo destruídas a um ritmo tão acelerado que muitos países já perderam quase a totalidade de suas florestas.
O ritual de desmatamento, no caso da floresta Amazônica, segue uma lógica que tem por objetivo arrancar o máximo de lucro da natureza e do solo. As primeiras a serem cortadas são as árvores nobres. Esgotadas estas, vêm as mais comuns, ou a chamada madeira branca, útil para a fabricação de compensado e tábuas para construção civil. O que sobra não interessa economicamente e é destruído pelo fogo para que a terra possa receber alguma atividade que renda mais dinheiro, como a agricultura e a pecuária.
Em todo esse processo, apenas a retirada de madeira nobre já é um negócio milionário. Cada metro cúbico de mogno - raro, bonito e resistente - valoriza-se 300. 000% desde a extração na mata até a venda no exterior. Na floresta, cada metro cúbico recém-extraído vale 3 reais, contra os 9000 reais cobrados por um revendedor europeu. A demanda atual é 36% maior do que trinta anos atrás. Isso não significa que a retirada de madeira seja sempre sinônimo de devastação. Os Estados Unidos, o país campeão mundial na exploração de madeira, com 500 milhões de metros cúbicos por ano, conseguem fazer com que suas florestas cresçam 0,3% ao ano. O governo brasileiro tem tentado contornar o extrativismo desenfreado com alguns projetos de reflorestamento.
No caso do mogno, a situação é complexa e os programas para exploração comercial têm enfrentado problemas, mas há alguns avanços.
Crescem também os projetos de exploração sustentada. Neles, parte-se do princípio de que é possível retirar madeira da mata sem destruir o ambiente e ainda deixar exemplares para exploração futura. Basta escolher bem a árvore a ser abatida e não avançar sobre exemplares jovens. Calcula-se que, se os madeireiros cumprissem as recomendações do governo para extração, seria possível retirar 1 bilhão de metros cúbicos de madeira por ano, cerca de 7 vezes a demanda mundial, sem esgotar a floresta. Nos últimos anos, foram demarcados 2,1 milhões de hectares de reservas extrativistas, de onde se retira a madeira seguindo regras rigorosas. Essa madeira extraída pode ser encontrada em lojas de móveis caros de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Nos anos 90, o Brasil alcançou progressos enormes no controle de queimadas. Criou o Proarco, um projeto que controla a devastação nas bordas da Amazônia, e consolidou a fiscalização por satélite. Mesmo assim, em 2002 as queimadas bateram recordes e foram 30% maiores que no ano passado. Áreas de cerrado, como a Chapada dos Veadeiros, foram as que mais sofreram com o fogo. Milhares de animais não conseguiram escapar dos incêndios.
O desmatamento previsto com o Avança Brasil na Amazônia pode chegar a 42% de toda a floresta, com apenas 5% de áreas sem nenhum dano. As previsões dos impactos das obras rodoviárias do Avança Brasil na Amazônia foram feitas com base no cenário do início do ano 2000: dos cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados da Floresta Amazônica na época do Descobrimento, em 1500, já haviam sido desmatados aproximadamente 550.000Km2, correspondentes a 13,75% da área original.
A primeira pesquisa sobre os impactos ambientais do programa governamental previsto para o período de 2000 a 2003 foi apresentada em março do ano passado por três ONGs (Ipan - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; ISA - Instituto Socioambiental e o WHRC - Centro de Pesquisas de Woods Hole). O estudo considerou cerca de 3500Km de asfaltamento de quatro rodovias construídas nos anos 70, época em que o governo financiava empreendimentos que começavam com a derrubada da mata, considerada como benfeitoria. Chegaram à conclusão de que em um período de 25 a 35 anos essas obras provocariam desmatamentos de 80.000 Km2 a 180.000 Km2, expandindo a devastação para uma faixa de 15,75% a 18,25% da área da floresta em 1500.
Os dados não otimistas mostram projeções de 120.000 Km2 a 270.000 Km2 de área desmatada, esta última aproximadamente igual à da Grã-Bretanha ou à do Estado de São Paulo. Desse modo, a devastação amazônica total seria de 15,75% a 20% da floresta que havia em 1500. Cientistas dos EUA ainda apontam dados mais alarmantes, com 28% da floresta desmatado em 20 anos ou ainda 42% da cobertura florestal de 1500. A ameaça para a Amazônia é ainda maior, pois não se considerou a eliminação de nascentes e outros fatores. Essa divulgação dos dados está forçando o governo a rever o Avança Brasil e a dialogar com ONGs e universidades a fim de rever os impactos ambientais que o programa causaria ao ambiente. Uma avaliação prévia apontou que os investimentos púbicos e privados previstos pelo Avança Brasil aumentariam as taxas de desmatamento e induziriam ramificações das rodovias a serem asfaltadas ou construídas.
Segundo dados de maio do ano passado, uma estimativa com imagens de satélite indicou 19,832% de área devastada em 1999/2000, uma área que equivale cerca de 91% do estado de Sergipe. A extenção acumulada de desflorestamento chegou a 569.269 Km2 no ano de 1999, o equivalente a 13,9% da área total da Amazônia (cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados dos 5 milhões que compõem a camada legal da Amazônia). Dentre os Estados que mais desmatam estão os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, e há um plano de concentrar nesses municípios as políticas de monitoramento e fiscalização.
As medidas tomadas pelo ministério não foram suficientes para diminuir o desmatamento porque dependem da coordenação com políticas de outros ministérios, o que dificulta a prevenção do desmatamento em áreas florestais.
Desde a ocupação portuguesa, o Brasil enfrenta queima de vegetação original e desmatamentos com o intuito de aumentar as áreas de cultivo e pastagens, bem como facilitar a ocupação humana e, conseqüentemente, a especulação imobiliária. Estes procedimentos, ao longo dos anos, levaram à extinção de várias espécies vegetais e animais e à erosão mais acentuada do solo. As florestas tropicais das Américas Central e do Sul, da África e da Ásia são as mais atingidas pelo desmatamento, devido principalmente ao corte de madeira para exploração, comércio que movimenta bilhões de dólares a cada ano.
Um relatório apresentado pela FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - em 1993 afirmou que, de 1981 a 1990, 154 milhões de hectares de florestas foram destruídos nas zonas tropicais da Terra, sendo o Brasil o país tropical mais afetado, perdendo 3.670.000 ha. no mesmo período. Os dados foram obtidos a partir de relatórios executados em 90 países, utilizando-se inclusive de imagens de satélites de alta definição.
Estes procedimentos, ilegais em muitas áreas do país, levaram à desertificação de algumas áreas, sendo que no nordeste brasileiro 97% da cobertura vegetal nativa foram dizimadas. Mesmo assim, ainda de acordo com a FAO, A América Latina e o Caribe continuam a formar a maior cobertura de mata tropical do planeta, abrigando 56% das florestas da Terra. O Brasil aparece em terceiro lugar no plantio de árvores, demonstrando a tendência cada vez maior de reflorestamento e consciência ecológica que começa a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.
A teoria do desenvolvimento sustentado, que defende o desenvolvimento econômico em acordo com políticas governamentais que visam a preservação do meio ambiente, vem sendo cada vez mais usada e aproveitada, sendo defendida não apenas por ambientalistas como também por empresários, que entendem que a deterioração ambiental tem relação direta com a pobreza e a queda no nível e qualidade no nível e qualidade de vida da população. Neste sentido, o trabalho de conscientização feito por escolas e organizações não-governamentais é bastante importante, pois só a consciência humana será capaz de preservar o meio ambiente e, conseqüentemente, a própria humanidade.
Fonte: www.sosterravida.hpg.ig.com.br

Uns dizem que é para a criação de gado, com o intuito de cria-lo apenas no pasto comendo grama, uma coisa sem nexo, pois o gado engorda do mesmo jeito . Outro fator é a construção de rodovias, onde vão destruindo a mata e construindo enormes capas de piche em cima destas terras tão produtivas que possuímos neste nosso Brasil. A extração da madeira também provoca a derrubada das matas e muitas vezes, essas madeiras ficam esquecidas no coração da mata sucumbindo a vegetação.
A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não são conhecidas, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Também uma área semelhante de florestas tem sido destruída ou degradada anualmente. Na média, a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia.
As florestas ao redor do mundo estão sob pressão. As florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo principalmente devido ao corte da madeira, exploração mineral, construção de hidroelétricas e a ocupação desordenada da terra em geral.
A vida de nossos indígenas está indeterminada e todo ano milhares de espécies de animais e plantas desaparecem da face da terra. Isso é triste, né?!
Fonte: www2.uol.com.br