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Energia das Marés

Todos os dias observa-se que o nível do mar não é o mesmo. Esse fenômeno - movimento de subida e descida das águas - recebe o nome de maré. As marés são influenciadas pela força gravitacional do Sol e da Lua. é essa diferença de nível que temos aproximadamente a cada 12 horas, que favorece à construção de uma usina hidrelétrica.

O ideal é que essas marés sejam afuniladas em Baías, assim, se constroem barragens com eclusas para permitir a entrada e saída de água e se instalam geradores de eletricidade. Para que isso seja possível é necessário que haja no mínimo um desnível de 5 metros. Uma usina deste tipo já está em funcionamento na França, no Rio Rance, desde 1966.

Esquema de funcionamento de usina movida pela força das marés

Há um problema essencialmente técnico-geográfico para a instalação de uma usina desse tipo, pois são poucos os locais que atendem a esse tipo de exploração. Os maiores desníveis e marés do mundo ocorrem na Baía de Fundy, no Canadá e na Baía de Mont-Saint-Michel, na frança, ambas com mais de 15 metros. no brasil, os locais de maior aproveitamento seiam estuários do Rio Bacanga (São Luís -MA- marés de até 7 metros) e a Ilha de Maracá (AP - marés de até 11 metros).

O investimento para a construção é alto em função da eficiência que é baixa, ao redor de 20%. Já os impactos ambientais mais relevantes estão relacionados com a flora e fauna, bem inferiores comparados aos dos lagos para hidrelétricas instaladas em rios.

Fonte: www.cepa.if.usp.br

Energia das Marés

Maré: Uma fonte natural de energia

Maré é o movimento das águas do mar e de grandes lagos, que se caracteriza pela variação periódica de seu nível.

Obtêm-se o nível médio da maré através de um aparelho denominado medimarímetro.

A explicação para o fenômeno das marés só foi conhecida após a descoberta da Lei Gravitacional Universal por Isaac Newton no século XVII.

As marés relacionam de acordo com a posição da Lua e do Sol. Quando o fluxo da maré está alta denomina-se preamar que se concentra nesse estado durante um período de oito minutos. Após este período a maré começa a baixar o seu nível chamado baixa-mar.

Tanto o movimento de subida quanto o de descida têm um período médio de seis horas, doze minutos e trinta segundos. A preamar e a baixa-mar deveriam registrar-se nas mesmas horas, mas isso não acontece porque há atraso de aproximadamente cinqüenta minutos a cada vinte e quatro horas na passagem da Lua em frente ao mesmo meridiano terrestre.

As marés apresentam um manancial de energia capaz de reproduzir eletricidade.

Para que isso ocorra há dois fatores indispensáveis:

1) Grande espaço.

2) Possibilidades de bacias retentoras, como é oferecida nos certos estuários fáceis de serem barrados para poderem oferecer a necessária queda d'água.


A usina responsável pelo armazenamento das preamares denomina-se talasselétrica, esta é uma fonte natural de energia.

O funcionamento de uma usina talasselétrica ocorre da seguinte maneira:

Com a subida da maré a comporta da usina é aberta fazendo com que a água entre, em seguida, essa mesma comporta é fechada, e a água que entrou fica armazenada. Após o armazenamento da água uma outra comporta é aberta, formando uma queda d'água que faz com que os moinhos comecem a girar. Esses moinhos são ligados a transformadores e geradores, que levam a energia aos fios de alta tensão e esses levam a energia elétrica até as casas.

A primeira das usinas a aproveitar essa fonte de energia situa-se na Costa Bretã da França, no estuário do Rio Rance. Ali vinte e quatro turbinas geradoras aproveitam treze metros de diferença entre os desníveis da maré para a instalação de um potencial 240.000 quilowatts, que custou quinhentos milhões de dólares, mas constitui um exemplo pioneiro para empreendimento desse tipo.

Os homens estão começando a aproveitar a energia oferecida pela marés.

Fonte: www.unijui.tche.br

Energia das Marés

Em qualquer locar a superfície do oceano oscila entre pontos altos e baixo, chamaods marés, A cada 12h e 25m. Em certas baías grande, essas marés são amplificadas grandemente. Elas podem também criar ondas que movem a velocidade de até 18m por minuto.

Teoricamente tanto a energia cinética como a energia potencial dessas marés poderiam ser aproveitadas. A atenção recentemente foi focada na energia potencial das marés.

As gigantescas massas de água que cobrem dois terços do planeta constituem o maior coletor de energia solar imaginável. As marés, originadas pela atração lunar, também representam uma tentadora fonte energética. Em conjunto, a temperatura dos oceanos, as ondas e as marés poderiam proporcionar muito mais energia do que a humanidade seria capaz de gastar - hoje ou no futuro, mesmo considerando que o consumo global simplesmente dobra de dez em dez anos.

O problema está em como aproveitar essas inesgotáveis reservas. É um desafio à altura do prêmio, algo comparável ao aproveitamento das fabulosas possibilidades da fusão nuclear. Apesar das experiências que se sucederam desde os anos 60, não se desenvolveu ainda uma tecnologia eficaz para a exploração comercial em grande escala desses tesouros marinhos, como aconteceu com as usinas hidrelétricas, alimentadas pelas águas represadas dos rios, que fornecem atualmente 10 por cento da eletricidade consumida no - mundo (no Brasil, 94 por cento).

A idéia de extrair a energia acumulada nos oceanos, utilizando a diferença da maré alta e da maré baixa, até que não é nova. Já no século XII havia na Europa moinhos submarinos, que eram instalados na entrada de estreitas baías — o fluxo e o refluxo das águas moviam as pedras de moer. Mas os pioneiros da exploração moderna das marés foram os habitantes de Husum, pequena ilha alemã no mar do Norte. Ali, por volta de 1915, os tanques para o cultivo de ostras estavam ligados ao mar por um canal, onde turbinas moviam um minigerador elétrico durante a passagem da água das marés; a eletricidade assim produzida era suficiente para iluminar o povoado.

A teoria das barragens de marés é bastante simples, as vezes os problemas de engenharia é que são grandes demais, inviabilizando os projetos.

1. Maré Alta, reservatório cheio.

2. Com a maré baixa as comportas são abertas e a água começa a sair, movimentando as pás das turbinas e gerando eletricidade.

3. Maré baixa, reservatório vazio.

4. Com a maré alta as comportas são abertas e a água começa a entrar, movimentando as pás das turbinas e gerando eletricidade.

Muito mais tarde, em 1967, os franceses construíram a primeira central mareomotriz (ou maré motriz, ou maré - elétrica; ainda não existe um termo oficial em português), ligada à rede nacional de transmissão. Uma barragem de 750 metros de comprimento, equipada com 24 turbinas, fecha a foz do rio Rance, na Bretanha, noroeste da França. Com a potência de 240 megawatts (MW), ou 240 mil quilowatts (kW), suficiente para a demanda de uma cidade com 200 mil habitantes.

O exemplo francês estimulou os soviéticos em 1968 a instalar perto de Murmansk, no mar de Barents, Círculo Polar Ártico, uma usina piloto de 20 MW, que serviria de teste para um projeto colossal, capaz de gerar 100 mil MW, ou oito vezes mais que ltaipu. A usina exigiria a construção de um gigantesco dique de mais de 100 quilômetros de comprimento. Mas a idéia foi arquivada quando se verificou que seria economicamente inviável. O desenvolvimento de um novo tipo de turbina, chamada Straflo (do inglês, straight flow, fluxo direto), permitiu reduzir em um terço os custos de uma usina mareomotriz.

Os canadenses foram os primeiros a empregá-la. Em 1984, acionaram uma usina experimental de 20 MW, instalada na baía de Fundy (na fronteira com os Estados Unidos, na costa Leste), onde o desnível de 20 metros entre as marés é o maior do mundo (na usina de Rance, por exemplo, a diferença é de 13,5 metros). No Brasil, que não prima por marés de grande desnível, existem três lugares adequados à construção dessas usinas.: na foz do rio Mearim, no Maranhão, na foz do Tocantins, no Pará, e na foz da margem esquerda do Amazonas, no Amapá. O impacto ambiental seria mínimo, pois a água represada pela barragem não inundaria terras novas, apenas aquelas que a própria maré já cobre.

Fonte: www.geocities.com

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