
O aproveitamento directo do calor existente no interior da terra, nas regiões vulcânicas, tem sido efectuado há já bastantes anos. A utilização de "águas quentes" em fontes termais remonta às civilizações etruscoromanas. Também o aproveitamento dessa energia para cozinhar tem sido feito há já algum tempo - o famoso cozido das furnas, na ilha de S. Miguel, é disso um bom exemplo (colocam-se os ingredientes do cozido num recipiente que é envolvido em serapilheira e atado; seguidamente é introduzido num buraco no solo e é tapado com terra).

Com a utilização indiscriminada dos recursos energéticos não renováveis disponíveis, torna-se cada vez mais necessário recorrer a fontes de energia renováveis como o Sol, o Vento e a Água. A energia dos materiais em fusão no interior da terra – energia geotérmica, pode igualmente ser aproveitada, constituindo, assim, um outro tipo de energia alternativa. Nalguns países como nos Estados Unidos, na Itália e na Islândia têm sido construídas centrais geotérmicas destinadas ao aproveitamento desta energia e à sua conversão em energia eléctrica, evitando-se assim o recurso aos combustíveis fósseis e evitando a emissão de gases poluentes resultantes da utilização de combustíveis fósseis.
Também nos Açores, na ilha de S. Miguel, existe uma central geotérmica, com a capacidade de produzir 4.6 Mwe .
Neste tipo de centrais, aproveita-se a existência de reservatórios de água subterrânea a elevada temperatura, que pode atingir os 370 ºC , em virtude do contacto com as rochas quentes. Abrem-se buracos fundos no chão até chegar aos reservatórios de água e vapor que são drenados até á superfície por meio de tubos e canos apropriados. Através destes tubos, o vapor é conduzido até à central eléctrica geotérmica. Aí, e à semelhança do que se passa numa central eléctrica normal, o vapor faz girar as lâminas da turbina. A energia mecânica da turbina é então transformada em energia eléctrica através do gerador. Após passar pela turbina o vapor é conduzido para um tanque onde vai ser arrefecido transformando-se novamente em água (condensa-se) devido ao processo de arrefecimento. A água é de novo canalizada para o reservatório subterrâneo onde será naturalmente aquecida pelas rochas quentes com que se encontra em contacto, de forma a sustentar a produção.
Em muitas centrais geotérmicas observa-se a emissão de um vapor branco. Contudo é apenas vapor de água e não qualquer outro gás resultante da combustão de fuel, carvão, ... como nas centrais térmicas. Este tipo de centrais contribui para a diversificação das energias alternativas e poupa as fontes não renováveis, sendo, por isso, muito usada em diversos países.
Estima-se que, actualmente, este tipo de centrais satisfazem as necessidades energéticas de cerca de 60 milhões de pessoas em 21 países.

A água aquecida geotermicamente é utilizada para piscicultura,
agricultura, aquecimento de casas, processos industriais (secagem de madeira
e de alimentos), para impedir que as estradas gelem no inverno (através
da instalação de tubos por baixo do pavimento) , ...
Em Reykjavik, capital da Islândia, cerca de 95% das casas são
aquecidas por este processo, sendo, por isso, considerada uma das cidades
menos poluídas do mundo.
Fonte: www.minerva.uevora.pt
A utilização da energia geotérmica, ainda apresenta problemas técnicos ainda não resolvidos, como, tratar a água condensada do vapor servido, contendo boro, amônia e outros sólidos dissolvidos.
Calor de origem geotérmica, tem sido descrito como uma forma de energia nuclear fóssil, produzida principalmente pela decomposição de materiais radioativos e condutivos que transportam pequenas quantidades de calor para a superfície da Terra, porém os grandes depósitos de calor da crosta terrestre, são aparentemente o resultado de instruções geologicamente recentes, de magma oriunda do manto fundido.
A Energia Geotérmica, aparece e pode ser aproveitada de três formas:
Água quente liquida ð a água onde entra em contato com o magma que já perdeu parte do seu calor, ou a quantidade de calor do magma é insuficiente para vaporizar uma enorme massa d’água, não consegue se transformar em vapor.x
Geralmente trata-se de vapor de baixa pressão e consequentemente de baixa temperatura, não ultrapassando os 200ºC, úmido, com bastante água em partículas (géiseres) que precisa separar e filtrar para evitar danificar as turbinas.
Quando existe temperatura suficiente e a profundidade é maior, verifica-se a ocorrência de vapor seco.
Os lençóis d’água subterrâneos, na maioria dos casos não tem contato com os depósitos de calor geotérmica.
Quando são descobertas anomalias térmicas e quando isso acontece, costuma-se perfurar dois poços vizinhos, injetar água num dos copos e retirar vapor outro poço.
Fonte: energia_do_fuego.tripod.com

Quinze quilômetros abaixo da superfície da Terra repousa uma fonte quase ilimitada de energia.
É a energia do interior quente e rochoso da Terra, que atinge 420 graus Celsius ou mais.
É a energia geotérmica, que converte a água subterrânea em vapor e em alguns pontos irrompe através de géiseres, como nos campos de vapor de Tiwi, nas Filipinas.
No entanto, bolsões naturais de vapor a 2 quilômetros abaixo da superfície são muito raros, impedindo a exploração da energia geotérmica em qualquer parte do mundo. Somente a 15 quilômetros de profundidade é possível obter energia geotérmica. Seja onde for que se precise de uma usina de força, utiliza-se um dos dois métodos existentes:
O primeiro método recorre a um só buraco, de cerca de meio metro de diâmetro.
A água fria despejada no buraco é aquecida pelas rochas lá do fundo e retorna sob a forma de vapor, através de um tubo com interior isolado. O segundo utiliza diversos buracos mais estreitos. A água lançada em um buraco se infiltra nas rochas quentes e retorna à superfície como vapor, pelos tubos, em buracos de subida.

A água bombeada em um poço geotérmico retorna à superfície sob a forma de vapor de alta pressão e água superaquecida. O vapor flui para uma turbina e faz os propulsores da turbina girarem, acionando o gerador e produzindo eletricidade. A água pode ser utilizada para fornecer calor a residências e empresas, antes de retornar ao solo.

As usinas a vapor de Lardarello, na Itália, produzem dois bilhões de quilowatts-hora de força por ano, o suficiente para a maioria do sistema ferroviário italiano. Na Islândia, milhares de pessoas usam-no para o aquecimento de seus lares. No Quênia, o vapor incuba ovos. Na Nova Zelândia e no Estado da California é fonte de energia elétrica. O custo de instalação de uma usina a vapor é alto, mas a economia em combustível torna bem mais barato produzir essa energia do que a eletricidade de usinas convencionais.
Fonte: br.geocities.com