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Florestas Secundárias

As florestas secundárias são classificadas de acordo com o estágio de regeneração. O conceito e as características de cada um dos estágios sucessionais da Mata Atlântica foram definidos em Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), observando as peculiaridades dos ecossistemas de cada Estado.

Estágio inicial de regeneração: "Capoeirinha" - O estágio inicial de regeneração, também conhecido por capoeirinha em alguns estados do Bioma Mata Atlântica, surge logo após o abandono de uma área agrícola ou de uma pastagem. Este estágio geralmente vai até 6 anos, podendo em alguns casos durar até 10 anos em função do grau de degradação do solo ou da escassez de sementes.

Nas capoeirinhas geralmente existem grandes quantidades de capins e samambaias de chão. Predominam também grandes quantidades de exemplares de árvores pioneiras de poucas espécies. A altura média das árvores em geral não passa dos 4 metros e o diâmetro de 8 centímetros.

Algumas das espécies que ocorrem no estágio inicial são: rabo-de-burro (Andropogon bicornis), capororoca (Rapanea ferrugínea), vassouras (Baccharias spp), aroeira (Schinus terebinthifolius), embaúbas (Cecropia spp), assa-peixe (Vernonia polyanthes), sapê (Imperata brasiliensis), samambaia-das-taperas (Pteridium aquilinum), cambará (Lantana câmara), murta (Psidium spp), araçá (Myrcia sp), cambui (Myrciaria sp), alecrim (Lantana spp), jurubeba braba (Solanum spp), folha-de-fogo (Miconia spp), candela (Vernonia sp) e outras, variando de fitofisionomia para fitofisionomia e também de região para região.

Estágio médio de regeneração: "Capoeira" - A vegetação em regeneração natural geralmente alcança o estágio médio, ou estágio de capoeira, depois dos 6 anos de idade, durando até os 15 anos. Neste estágio as árvores atingem altura média de 12 metros e diâmetro de 15 centímetros.

Nas capoeiras a diversidade biológica aumenta, mas ainda há predominância de espécies de árvores pioneiras como as capororocas, ingás e aroeiras. A presença de capins e samambaias diminui, mas em muitos casos resta grande presença de cipós e taquaras. Nas regiões com altitude inferior a 600 metros do nível do mar os palmiteiros começam a aparecer.

Algumas das espécies que ocorrem no estágio médio são: capororoca (Rapanea ferruginea), vassouras (Baccharis dracunculifolia, B. articulata e B. discolor), ingá-feijão (Inga marginata), pata-de-vaca (Bauhinia candicans), grandiuva (Trema micrantha), bracatinga (Mimosa scabrella), açoita-cavalo (Luethea grandiflora), carrapeta (Guarea guidonia), maminha-de-porca (Zanthoxylon rhoifolium), jacatirão (Miconia fairchildiana), ipê-amarelo (Tabebuia chrysotricha), cinco-folhas (Sparattosperma leucanthum), caroba (Cybistax antisyphilitica), guapuruvu (Schizolobium parahiba), aleluia (Senna multijuga), canudeiro (Senna macranthera), pindaíba (Xylopia brasiliensis), camboatá (Cupania oblongifolia), ingá porca (Sclerolobium densiflorum), camarão (Casearia guianensis), murici (Byrsonima sericea), cambota (Cupania revoluta), pau-de-jangada (Apeiba tibourbou), maria-preta (Virtex sp) e outras, variando de fitofisionomia para fitofisionomia e também de região para região.

Estágio avançado de regeneração: "Capoeirão" - O estágio avançado ou capoeirão, se inicia geralmente depois dos 15 anos de regeneração natural da vegetação, podendo levar de 60 a 200 anos para alcançar novamente o estágio semelhante à floresta primária. A diversidade biológica aumenta gradualmente à medida que o tempo passa e que existam remanescentes primários para fornecer sementes. A altura média das árvores é superior a 12 metros e o diâmetro médio é superior a 14 centímetros.

Neste estágio os capins e samambaias de chão não são mais característicos. Começam a emergir espécies de árvores nobres como as canelas, cedros, sapucaias e imbuias. Nas regiões abaixo de 600 metros do nível do mar os palmiteiros aparecem com freqüência. Os cipós e taquaras passam a crescer em equilíbrio com as árvores.

Algumas das espécies que ocorrem no estágio avançado são: canela-branca (Nectandra leucothyrsus), aroeira vermelha (Schinus terebinthifolius), camboatá-vermelho (Cupania vernalis), angico-vermelho (Parapiptadenia rigida), guajuvira (Patagonula americana), camboatá-branco (Matayba ealeagnoides), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), araribá (Centrolobium robustum), canjerana (Cabralea canjerana), cedro (Cedrela fissilis), sapucaia (Lecythis pisonis), garapa (Apuleia leiocarpa), figueira (Ficus spp.), jequitibá-branco (Cariniana legalis), jequitibá-rosa (Cariniana estrellensis), jequitibá-rosa (Couratari pyramidata), bicuíba (Virola oleifera), vinhático (Plathymenia foliolosa), perobas (Aspidosperma spp.), pau-d'alho (Gallezia integrifólia), airi (Astrocaryum aculeatissimum), aricanga (Geonoma spp.), palmito (Euterpe edulis) e outras, variando de fitofisionomia para fitofisionomia e também de região para região.

Fonte: www.apremavi.com.br

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