
Remanescentes florestais no domínio da Mata Atlântica
Ao longo da história, a exuberante e rica biodiversidade da fauna e flora da Mata Atlântica fascinou alguns dos mais famosos cientistas da humanidade. Entre eles cabe mencionar Charles Darwin, que visitou o Brasil em meados do século XIX, para coletar informações para a teoria da evolução, tendo depois mantido contato e trocado informações durante diversos anos com o botânico alemão Fritz Müller, radicado em Blumenau (SC). O francês Saint-Hilaire esteve no Brasil durante 6 anos e depois publicou 14 volumes de memórias e descrições botânicas. Além destes, o alemão Georg Heinrich Langsdorff, os austríacos Karl Friedrich Philip von Martius e Johan Baptist Von Spix, descreveram centenas de espécies de plantas e animais no século XIX.
Entre os cientistas brasileiros o Dr. Paulo Nogueira Neto, professor titular de Ecologia da Universidade de São Paulo, teve papel de destaque na criação e implantação da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo e na Secretaria Especial de Meio Ambiente federal, precursora do Ministério do Meio Ambiente. O Dr. Paulo é também integrante e fundador de diversas Organizações Não Governamentais e responsável pela criação de importantes parques, além de ter contribuição inestimável no aperfeiçoamento e aprovação de leis ambientais como a de no 6.938 de 1981, que criou o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
Também o Almirante Ibsen de Gusmão Câmara sempre se dedicou aos estudos da natureza e como presidente da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN) colaborou ativamente na criação de áreas protegidas como a Estação Ecológica Juréia-Itatins, no litoral de São Paulo.
A luta pela defesa e conservação do meio ambiente no Brasil começou a ganhar força no início da década de 1970 com a criação da Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (AGAPAN), primeira organização ambientalista que incorporou uma visão política, dando maior amplitude às questões ambientais e relacionando-as com as políticas industriais e agrícolas.
Ao longo da década de 1980 houve um crescimento significativo do movimento ecologista, em quantidade de organizações e capacidade de atuação. Essas organizações contribuíram para que começasse uma lenta e gradual mudança na consciência do povo brasileiro em relação ao meio ambiente.
Em 1992, durante a realização da Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO/92, as organizações ambientalistas e socioambientais com atuação no bioma Mata Atlântica, criaram a Rede de ONGS Mata Atlântica, com o objetivo de dar respostas que as instituições individualmente não eram capazes de dar, especialmente frente aos governos e às políticas públicas que afetam a Mata Atlântica em nível nacional. A Rede de ONGs da Mata Atlântica, congrega mais de 250 ONGs que trabalham pela defesa, preservação e recuperação da Mata Atlântica em nível nacional. Através da campanha "MATA ATLÂNTICA - DESMATAMENTO ZERO", a Rede está empenhada em conscientizar a sociedade para a necessidade de conservar a Mata Atlântica e acabar de vez com os desmatamentos ilegais e desnecessários.
Fonte: www.apremavi.com.br