
Mapa das terras indígenas no domínio da Mata Atlântica
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, havia cerca de 5 milhões de índios por aqui. Hoje, segundo a Funai, são apenas 250 mil. As tribos que habitavam o litoral (Tamoios, Temininós, Tupiniquins, Caetés, Tabajaras, Potiguares, Pataxós e Guaranis) foram as primeiras a sofrerem com a chegada dos colonizadores. Os brancos, além de espalharem doenças, usaram os índios como soldados nas guerras contra os invasores e como escravos.
O Caiçara, que na língua tupi quer dizer "armadilha de galhos", é a herança deixada pelo contato entre o colono e o índio. Os caiçaras vivem entre o mar e a floresta, sobrevivendo da pesca, do plantio da mandioca e do extrativismo. Assim como as florestas e os índios que foram sumindo, a população caiçara também está perdendo sua identidade e sua cultura, principalmente pela exploração do turismo e da especulação imobiliária.
São as populações remanescentes dos antigos quilombos e que preservam a cultura negra tradicional. Como exemplos da resistência dessa cultura na Mata Atlântica, se pode citar as comunidades do Vale do Ribeira em São Paulo. Descendentes de escravos desgarrados de velhas fazendas do século XVIII, os quilombolas têm hoje direito legal a terra que ocupam, graças à Constituição de 1988.
No Vale do Ribeira são diversas as comunidades como as de Ivaporunduva, Praia Grande, Nhunguara e São Pedro. Um exemplo vivo dessa história é a capela de Ivaporunduva, construída em 1779, onde ainda é celebrada a missa afro-católica.
Nos últimos anos, as populações tradicionais têm desempenhado um novo papel no cenário sócio político, sobretudo na área de conservação ambiental, em virtude do grande conhecimento acumulado sobre a biodiversidade, das práticas de manejo e também dos movimentos de defesa de seus modos de vida.
Atualmente cresce o número de projetos de desenvolvimento sustentável executados por estas comunidades, muitos deles em Unidades de Conservação de Uso Direto como as Reservas extrativistas, Áreas de Proteção Ambiental e Áreas de Relevante Interesse Ecológico.
Fonte: www.apremavi.com.br