
Vista geral do tipo tipo de vegetação florestal Mata Ciliar
Acompanha os rios de médio e grande porte da região do Cerrado, em que a vegetação arbórea não forma galerias. Em geral essa Mata é relativamente estreita, dificilmente ultrapassando 100 metros de largura em cada margem. É comum a largura em cada margem ser proporcional à do leito do rio, embora em áreas planas a largura possa ser maior. Porém, a Mata Ciliar ocorre geralmente sobre terrenos acidentados, podendo haver uma transição nem sempre evidente para outras fisionomias florestais como a Mata Seca e o Cerradão. Diferencia-se da Mata de Galeria pela forma de queda das folhas e pela composição florística. Na Mata Ciliar há diferentes graus de queda das folhas na estação seca enquanto que na Mata de Galeria as plantas nunca perdem inteiramente as folhas. Floristicamente é mais similar à Mata Seca, diferenciando-se desta pela associação ao curso de água e pela estrutura, que em geral é mais densa e mais alta, com elementos florísticos específicos no trecho de contato com o leito do rio.
As árvores, predominantemente eretas, variam em altura de 20 a 25 metros, com alguns poucos indivíduos emergentes alcançando 30 metros ou mais. As espécies típicas são predominantemente do tipo que perdem as folhas (caducifólias), com algumas sempre-verdes, conferindo à Mata Ciliar um aspecto semidecíduo. Ao longo do ano as árvores fornecem uma cobertura arbórea variável de 50 a 90%. Na estação chuvosa a cobertura chega a 90%, dificilmente ultrapassando este valor, ao passo que na estação seca pode até mesmo ser inferior a 50% em alguns trechos.
Como espécies arbóreas freqüentes podem ser citadas: Anadenanthera spp. (angicos), Apeiba tibourbou (pau-de-jangada, pente-de-macaco), Aspidosperma spp. (perobas), Casearia spp. (guaçatongas, cambroé), Cecropia pachystachya (embaúba), Celtis iguanaea (grão-de-galo), Enterolobium contortisiliquum (tamboril), Inga spp. (ingás), Lonchocarpus cultratus (folha-larga), Sterculia striata (chichá), Tabebuia spp. (ipês), Tapirira guianensis (pau-pombo, pombeiro), Trema micrantha (crindiúva), Trichilia pallida (catiguá) e Triplaris gardneriana (pajeú). Também pode ser comum a presença das palmeiras Syagrus romanzoffiana (jerivá) em pequenos agrupamentos, e Attalea speciosa (babaçu) em locais abertos (clareiras), geralmente de origem antrópica. O número de espécies de Orchidaceae epífitas é baixo, embora as espécies Encyclia conchaechila ( = E.
linearifolioides ), Oncidium cebolleta, O. fuscopetalum, O. macropetalum e Lockhartia goyazensis sejam freqüentes na comunidade, tal qual ocorre nas Matas Secas que perdem parcialmente as folhas (Semidecíduas) e aquelas que perdem totalmente as folhas (Decíduas). Diferentes trechos ao longo de uma Mata Ciliar podem apresentar composição florística bastante variável, havendo faixas que podem ser dominadas por poucas espécies.

Diagrama de perfil (1) e cobertura arbórea (2) de uma Mata Ciliar representando
uma faixa de 80 m de comprimento por 4 m de largura nos períodos seco
(maio a setembro) e chuvoso (outubro a abril).
Fonte: www.agencia.cnptia.embrapa.br

A mata ciliar é uma formação vegetal que está associada aos cursos d'água, cuja ocorrência é favorecida pelas condições físicas locais, principalmente relacionadas a maior umidade do solo. Essas áreas são de fundamental importância no gerenciamento ambiental, pois, além de contribuirem para a manutenção da qualidade dos recursos hídricos, funcionam como corredores úmidos entre as áreas agrícolas, favorecendo a proteção da vida silvestre local.
Nos vales fluviais mais encaixados, formados por vertentes íngremes, a floresta se assemelha à mata mesófila, apresentando domínio do extrato arbóreo, com dossel contínuo nas áreas melhor conservadas. Nos vales mais amplos e de solos frequentemente encharcados, encontram-se as várzeas, correspondendo à vegetação de porte herbáceo-arbustivo.
Visando buscar soluções para os problemas relacionados à reconstituição, manutenção e proteção das áreas de preservação permanente, tendo como foco as matas ciliares, o Governo do Estado do Paraná sob a coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMA, com a Secretaria de Estado do Planejamento - SEPL e Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento – SEAB, com suas respectivas Instituições vinculadas, e com apoio de um comitê assessor interinstitucional, lançou o Projeto Mata Ciliar em novembro de 2003. O projeto constitui o maior projeto de Mata Ciliar do Brasil.
O projeto é composto de quatro componentes básicos: gestão compartilhada, assistência técnica e capacitação, incentivos, controle e fiscalização.
Constitui-se no conjunto de ações de gerenciamento do projeto, visando ao incremento de matas ciliares no Paraná.
As atividades de capacitação estarão voltadas para a formação de agentes multiplicadores, visando desenvolver o treinamento e difusão de tecnologia, aliado à uniformização da linguagem técnica. Os cursos irão priorizar os técnicos que deverão acompanhar o Projeto no campo. Além disso, serão promovidos seminários para os técnicos da fiscalização a fim de padronizar os procedimentos e criar atividades de educação ambiental.
Incentivos. Este componente é constituído dos mecanismos para disponibilizar materiais, serviços e apoios específicos que permitam a realização do Projeto, condicionados ao enquadramento de categorias de beneficiários.
As ações de fiscalização punitivas somente serão aplicadas após terem sido desenvolvidas as ações de esclarecimento dos proprietários rurais e a difusão das soluções técnicas e ambientais em cada município. Os mecanismos de compensação deverão ser incrementados para beneficiar as propriedades rurais, de forma que a fiscalização seja educativa inicialmente, com participação da comunidade na solução de problemas comuns a todos os segmentos sociais. O controle do desenvolvimento do projeto será feito com o uso de sistema informatizado, com o acompanhamento das ações geo-referenciadas.
As principais prioridades do projeto são: ações de recuperação e preservação de matas ciliares em 100 bacias hidrográficas com manancial de captação superficial para abastecimento público; ações de recuperação e preservação de matas ciliares nas margens de todos os reservatórios de hidroelétricas do Estado do Paraná; ações de recuperação e conservação de matas ciliares no entorno de todas unidades de conservação de proteção integral do Estado; ações de recuperação e preservação das matas ciliares em cada uma das bacias dos rios que integram ao projeto de Corredores da Biodiversidade; ações de recuperação e preservação das matas ciliares em cada uma das microbacias hidrográficas trabalhadas pelo Programa Paraná 12 Meses; plantar 90 milhões de árvores de espécies nativas específicas para restauração de matas ciliares; desenvolver, de forma complementar, à recuperação da mata ciliar, ações de conservação de solos, uso adequado de agroquímicos e saneamento ambiental; implantar sistema geo-referenciado para monitoramento do projeto Mata Ciliar.
Fonte: www.sulambiental.com.br
Mata ciliar ou Mata de galeria é a designação dada à vegetação que ocorre nas margens de rios e mananciais. O termo refere-se ao fato de que ela pode ser tomada como um espécie de "cílio", que protege os cursos de água do assoreamento.
A mata ciliar é encontrada ao longo do curso dos rios e tem uma fisiologia dos diversos biomas existentes mesmo não estando diretamente ligada a eles. As espécies arbóricas apresentam diferenciações sutis que só são percebidas por um bom especialista em Taxonomia. Essas formações arbóricas variam de acordo com a região onde se encontram e a vegetação que predomina no local. Podendo ser encontradas do norte ao sul do Brasil, apresentam uma notável biodiversidade arbórica. “... todas essas florestas associadas a curso d’água tem uma estrutura e funcionalidade ecossistemática, aparentemente similar.
No entanto elas diferem fundamentalmente entre si, pela sua composição taxonômica, conforme o domínio a região e até a altitude em que são encontradas...". (Rodrigues e Filho, 2001). Esses tipos de mata são considerados por muitos um verdadeiro mosaico, pois podem ocorrer de uma forma ou de outra em todas as regiões do país. Esse tipo de mata também influencia na forma que existirá naquela região de predominância da mata ciliar. Para entender melhor sobre esses aspectos observaremos algumas características do solo, da bacia hidrográfica e de outros elementos existentes durante o curso das águas, que influencia diretamente nas características das espécies arbóricas existentes nestes locais.
Como vimos inicialmente, as formações arbóricas existentes na beira dos rios se modificam conforme as necessidades que os locais onde elas se encontram pedem. Mas também há diferença nos nomes a que se dá a essas formações. Essas matas de modo geral são chamadas de “formação ribeirinha” tem sido comum em algumas literaturas por suas características edáficas (floresta de brejo, de várzeas ou aluvial). As comunidades ribeirinhas que vivem perto destas áreas de mata ciliar muitas vezes chamam essas áreas por nomes são caracterizadas pelas espécies que predominam no local (cocais, buritizais etc). Dentro dessa nomenclatura podemos encontrar o temo “floresta de galeria” que são encontradas nas regiões onde não há formação florestal como cerrado, caatinga, entre outros. Quando essas formações ocorrem em locais onde os solos são encharcados podemos definir como “floresta paludosa”.
Dessas denominações que são bastante usadas em publicações sobre formações ribeirinhas outras denominações são dadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no sistema fisionômico ecológico apresentou vários aspectos interessantes dentre eles destacamos:
Nas florestas ribeirinhas há uma subdivisão com características ambientais na forma de relevo, sendo acrescentadas ao termo aluvial no final dessas denominações (Floresta Ombrófita Densa Aluvial)
A criação de uma categoria para as formações primárias (não antrópico*), no nível das Regiões Fitoecológicas podendo assim ser chamadas de “formações pioneiras” com influência fluvial nessas áreas para as áreas de restinga são chamadas de “vegetação com influência marinha”, para as áreas de manguezais e campos sulinos “vegetação com influência fluvio marinha”.
Fonte: pt.wikipedia.org