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ONÇA DO PANTANAL

Onça do Pantanal

O Pantanal Mato-grossense, localizado a SW do Estado de Mato Grosso e NW do Estado de Mato Grosso do Sul, constitui-se numa planície sedimentar de aproximadamente 100.000 km2, com altitudes inferiores a 200m acima do nível do mar. Nela corre, de norte a sul, o rio Paraguai e, de leste a oeste, seus tributários do lado brasileirodestacando-se os rios São Lourenço, Cuiabá Taquari, Negro, Aquidauana e Miranda.

Durante a estação chuvosa que vai de dezembro a abril, a concentração pluviométrica sobre os rios da região faz com que estes, devido à pequena declividade, extravasem o excesso d'agua, inundando quase a totalidade da área. No quadro formado pelas enchentes, inúmeras lagoas ("baías") aparecem ou ampliam-se, e bracos d'água ("corichos") interligam-se. Certos

trechos, mais elevados e a salvo das enchentes, são os preferidos para implantação das sedes das fazendas de gado, principal atividade econômica da região. Em razão deste quadro apresentado durante as cheias, os primeiros habitantes da região deram-lhe o nome de Lagoa ou Mar de Xaraiés.

A vegetação pantaneira, que apresenta aspectos bastante peculiares, é formada por um conjunto de composições florísticas diversas, sendo não raras vezes esse conjunto chamado de "Complexo do Pantanal". Em função da variabilidade ambiental, condicionada por fatores, tais como solos, regime hídrico e topografia, ali aparecem, lado a lado, elementos florísticos representativos dos cerrados, da floresta amazônica, formações hidrófilas e higrófilas, xerófitas, além de transições entre estas.

A fauna, abundante e variada, é representada, entre muitas outras espécies, pela ariranha (Pteronura brasiliensis), a lontra (Lutra platensis), o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus); a onça pintada (Panthera onça) e o jacaré (Caiman crocodilus yacare); estes dois últimos muito perseguidos pelos "coureiros", em virtude dos altos pre,cos de suas peles no exterior. A avifauna, com multas espécies de hábitos migratórios, é também numerosa e variada. A fartura alimentar, aliada à diversificação ambiental, proporciona abrigo a muitas espécies, entre as quais se destacam o cabeça seca (Mycteria americana); o jaburu (Jabiru mycteria) e o colhereiro (Ajaia ajaja); estes, agrupados na época de nidificação, às margens das lagoas, compõem os conhecidos "ninhais" ou "viveiros".

Fonte: www.ambientebrasil.com.br