Proteger significativa área que apresenta praticamente todas as fitofisionomias as quais englobam formações florestais, savânicas e campestres, o que é pouco comum em outras áreas protegidas do Cerrado e ainda área de tensão ecológica entre o Cerrado e a Floresta Atlântica. Proteger, em estado natural, zonas de recarga e cabeceiras de drenagem inseridas nos Chapadões da Canastra e da Babilônia. Proteger nascentes das bacias dos rios São Francisco, Araguari, Santo Antônio (Norte e Sul), Bateias, Grande e Ribeirão Grande.

Foi criado pelo Decreto n.º 70.355 de 03.04.1972.
As manifestações populares da sociedade mineira datam de 1971. O IBDF estabeleceu a política de conservação dos recursos naturais da região por meio de decreto.
A unidade apresenta na extremidade norte uma cultura arqueológica representativa como as pinturas de caverna, agulhas de osso, machados de pedra e cerâmica. Quanto à cultura contemporânea apresenta lendas da localidade e lugares históricos.
Possui uma área de 200.000 ha. Está localizada na região sudoeste do estado de Minas Gerais. O acesso é feito, partindo de Belo Horizonte, pela MG-050, BR-381 e MG-431. A cidade mais próxima à unidade é São Roque de Minas que fica a uma distância de 330 Km da capital.

O tipo de clima da unidade é Subtropical moderado úmido, apresentando temperaturas médias entre 17 e 23 °C. O mês mais frio é julho e os mais quentes são janeiro e fevereiro. O índice pluviométrico fica em torno de 1300-1700 mm.
É aberto à visitação todos os dias, de 8:00 às 18:00 hs. O valor do ingresso é R$ 3,00 por pessoa; A época ideal para visitação é de abril a outubro. Possui muitas belezas cênicas, algumas de difícil acesso. As mais procuradas são a nascente do rio São Francisco e as partes alta e baixa da cachoeira Casca D'anta. Deve-se visitar também: Cachoeira do Rolinho; Garagem de Pedras (que oferece vista panorâmica do Vale dos Cândidos) e Serra da Babilônia.
Para que a sua visita ao Parque alcance os seus objetivos, siga as seguintes instruções: 1) Para sua segurança, a entrada e o consumo de bebidas alcoólicas não são permitidos; 2) A entrada e o uso de equipamentos coletivos de som não são permitidos, por perturbarem a fauna e visitantes;3) No Parque, só é permitido trafegar nas estradas abertas à visitação. A velocidade máxima é 40 Km/hora; 4) Em sua visita ao Parque não colete nada, principalmente plantas, animais e rochas; 5) Para sua segurança a prática de esportes radicais como: rapel, canyoning, tirolesa, pêndulo, escalada e outros não é permitida no Parque; 6) É permitido fazer churrasco somente na parte baixa do Parque- Portaria Casca D'anta; 7) Em sua visita ao Parque retorne com o lixo para as Portarias, por gentileza; 8) A entrada de animais domésticos no Parque não é permitida; 9) Em Unidades de Conservação não é permitida a entrada de visitantes portando armas, materiais ou instrumentos destinados a corte, caça e pesca; 10) Para sua segurança é aconselhável o uso de sapato fechado, antiderrapante e confortável. (Em caso de qualquer irregularidade, será aplicada multa prevista em Lei).
O relevo do Parque é caracterizado por dois chapadões: o da Serra da Canastra e o da Zagaia, tendo ainda um perfil plano. As encostas dos chapadões consistem em descidas íngremes e precipícios.
São encontradas tanto a formação vegetal típica (campos de altitude) como a tropical atlântica. Há também Campos Rupestres, pequena parcela de Mata Ciliar e manchas de Campo-Cerrado. Neste cenário é possível observar espécies endêmicas como a canela de ema, arnica e arnica-do-campo.
No parque espécies como o lobo-guará, o tatu canastra, tamanduá bandeira e o pato mergulhão são consideradas ameaçadas de extinção. O Parque conta também com abundante avifauna e numerosas espécies de répteis, anfíbios e peixes.
Tem-se registro de conflitos com os fazendeiros vizinhos por causa da desapropriação e da proibição de queimadas, bem como a prática do garimpo e extração de caulim.
O benefício mais evidente da unidade é a preservação dos recursos hídricos através da proteção da nascente do São Francisco. Cita-se ainda, áreas para o lazer ecológico (piquenique e cachoeiras).
Prefeitura Municipal (em fase de elaboração)
22 funcionários do IBAMA e 14 funcionários de firma de vigilância e limpeza.
Residências para guardas; 1 alojamento para pesquisadores; 1 sede administrativa; 1 garagem para veículos; 1 almoxarifado; 1 casa/alojamento para combate a incêndios; fazenda Cândidos para museu; 1 centro de visitantes com sala de exposições, auditório (45 lugares), sala de diretor, laboratório, lanchonete e biblioteca; 4 portarias em alvenaria (4 cômodos); 3 postos de vigilância de madeira (Bentinho, Serra Brava e Currais); 2 quiosques, 1 abrigo para turistas, 1 banheiro, área pic-nic e 1 mini centro de visitantes); 160 Km de estradas; 30 Km de aceiros; sistema de comunicação (telefone, fax, 5 rádios fixos, 6 rádios móveis em veículos, 6 rádios PS e 1 repetidora); 6 Km de rede elétrica; 03 Toyotas cabine dupla; 1 micro ônibus; 1 Besta; 1 caminhão basculantes; 1 trator agrícola; 1 trator de esteira; 2 saveiro e 2 motos.
Fonte: www.brasilturismo.com

Uma das características marcantes do Parque Nacional da Serra da Canastra
são suas nascentes, dentre as quais duas se destacam: a do rio São
Francisco e a do rio Araguari. Em seus domínios, o rio São Francisco
percorre cerca de 14 km até atingir a escarpa da Serra da Canastra,
onde forma a cachoeira Casca D’Anta. Com três quedas, e cerca
de 200 metros de altura, essa cachoeira é um dos grandes atrativos
do Parque.
O relevo na área é caracterizado por dois chapadões o
da Canastra e o das Sete Voltas mais o vale formado entre eles, ocorrendo
seu ponto culminante no topo da Serra Brava, com 1.496 metros de altitude.

A vegetação do Parque é típica de cerrado do Brasil Central, com a ocorrência de campos limpos nas partes mais altas. Destacam-se aí as fruta-de-lobo (Salanum spp), lixeira (Curatella americana), pequi (Caryocar brasiliense) e pau-de-colher (Salvertia convallariodora).
Embora reduzida, a população animal é bastante significativa do Brasil Central. Há espécies oficialmente ameaçadas de extinção, como o tatu-canastra (Priodontes giganteus), tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactyla) e lobo-guará (Chrvsocyon brachyurus), que encontram no Parque abrigo adequado.
Outros mamíferos habitantes da área são o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), lontra (Lontra sp), veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), bugio (Alocatta fusca), macaco-prego (Cebus apella) e guaxinim (Procyon cancrivorus).
Entre as aves sobressai-se por seu tamanho a ema (Rhea americana) podendo ser vistos numerosos exemplares de martim-pescador (Ceryle torquata), tucano-açu (Ramphastus toco), curió (Oryzoborus angolensis angolensis) e canário-da-terra (Sicalis flaveola).
Apesar do fácil acesso por rodovias asfaltadas provenientes de Belo Horizonte e São Paulo, o Parque não conta ainda com infra-estrutura para a hospedagem de visitantes.

Mapa do Parque Nacional da Serra da Canastra
Data de criação: 03 de abril de
1.972, pelo decreto federal nº. 70.355.
Localização: Minas Gerais, abrangendo
os municípios de São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis.
Área: 71.525 hectares
Perímetro: 173 km
Clima: tropical, subquente úmido, com
quatro a cinco meses secos.
Temperaturas: média anual de 18 a 20ºC,
máxima absoluta de 34 a 36ºC e mínima absoluta de -4 a
0ºC.
Chuvas: Entre 1500 e 1750 mm anuais.
Relevo: ondulado.
Fonte: paginas.terra.com.br