Preservar o conjunto geológico da Serra do Catimbau, promover o turismo ecológico, preservar o patrimônio espeleológico e arqueológico preservando um dos últimos remanescentes de Caatinga ainda em excelente estado de conservação.

Criado pelo Decreto de 13 de dezembro de 2002, publicado no D.O. U. de 16 de dezembro de 2002
Existe registro através de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica na Serra do Catimbau pelo homem primitivo há pelo menos 5.000 anos.
O Parque Nacional do Catimbau possui 62.300 ha está inserido na bacia hidrográfica do rio São Francisco e ocupa parte dos municípios de Buíque, Arcoverde e Tupanatinga, no Estado de Pernambuco. O acesso a partir de Arcoverde é feito pela rodovia até Buíque, seguindo então até a vila do Catimbau, principal acesso ao Parque. Atualmente a unidade é considerada área núcleo da Reserva da Biosfera da Caatinga.

A unidade apresenta clima tropical semi-árido com temperatura média anual de 23ºC e precipitação média de 300 a 500 mm anuais
Existem grandes atrações no Parque do Catimbau, dentre elas podemos destacar a abundância de inscrições rupestres e a grande beleza cênica dos paredões de arenito e das formações rochosas esculpidas pela ação erosiva do vento. A ocorrência de numerosos sítios de pinturas e gravuras rupestres localizados, principalmente, nos abrigos rochosos das serras são realmente imperdíveis. Tratam-se de pinturas realizadas em épocas pré-históricas, que apresentam uma grande heterogeneidade gráfica, com características que as identificam como pertencentes à classe de registros rupestres conhecidos como Tradição Nordeste e Tradição Agreste, bem como a outras classes ainda pouco definidas. Foram cadastrados, até o presente, 25 sítios arqueológicos que, no estado atual das pesquisas, representam apenas um pequeno percentual da pontencialidade da área em termos arqueológicos.
A região está classificada no Domínio morfológico de Coberturas Sedimentares do Nordeste Oriental com o predomínio da Unidade de Relevo dos Tabuleiros do Reconcavo/ Tucano/ Jatobá. Apresentando solos arenoquartizolos profundos. A área caracteriza-se pela presença de grandes serras areníticas, com diversas denominações locais. A altitude varia entre 1000 a 600 metros.
A vegetação encontrada na área do Catimbau é típica de caatinga apresentando grande diversidade de espécies e de estrutura. No entanto, em função das variações de relevo e micro clima, além de espécies típicas da caatinga, estão presentes na área espécies de cerrado, de campos rupestres, de mata atlântica e de restinga. Merece destaque a presença de inúmeros indivíduos arbustivo-arbóreos endêmicos da vegetação dos campos rupestres da Chapada Diamantina (Bahia e Minas Gerais) e que, extraordinariamente, ocorrem na região. Destaca-se a grande abundância de bromélias e cactos.
São conhecidas no Catimbau mais de 150 espécies de aves. Dentre as espécies de aves identificadas na área proposta para o Parque Nacional do Catimbau, o pintassilgo está incluído na lista de espécies em extinção, sendo considerado endêmico do Nordeste brasileiro. Outras espécies como a maria-macambira, e o picapauzinho são raras no nordeste e endêmicas da caatinga. Destacam-se também a presença de animais endêmicos, como o lagarto-das-rochas (Tropidurus semitaeniatus) e a lagartixa-de-Kluge (Lygodactylus klugei).
Dados não disponíveis.
A população do entorno será altamente beneficiada pelo controle da qualidade ambiental, pela regulação do processo de expansão da fronteira agrícola, pela geração de nova oportunidades diretas e indiretas de emprego e trabalho, pelo estímulo ao desenvolvimento regional de forma organizada e equilibrada.
Dados não disponíveis.
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Fonte: www.brasilturismo.com