Proteger amostras dos ecossistemas da Serra Pacaraíma, assegurando a preservação de sua flora, fauna e demais recursos naturais, características geológicas, geomorfológicas e cênicas, proporcionando oportunidades controladas para visitação, educação e pesquisa científica.

Foi criado pelo Decreto n° 97.887 de 28.06.1989.
Antes da criação do Parque já existia uma área indígena nas terras ao redor, que denomina-se Ingaricó. O Monte Roraima é considerado pelos indígenas venezuelanos (Pémons) e brasileiros (Ingaricó e Macuxi) como "A Casa de Macunaima"; os Pémons ainda o chamam de "Madre de todas las Águas". O primeiro homem branco a conhecer o Monte Roraima foi o inglês Sir Walter Raleigh que no final do século XVI, estando em busca de tesouros, embrenhou-se pelas Antilhas e cruzou a floresta na região da Guiana. Raleigh teria chegado apenas à base do Monte. Mesmo assim coletou material suficiente para escrever a obra que denominaria Montanha de Cristal. Mais tarde, chegaria lá outro inglês, o botânicao Everard Im Thum. Este sim, subiu ao cume do Morro e deixou relatórios detalhados de sua expedição, que além de serem publicados na National Geografic, inspiraram o escritor Conan Doyle a escrever "O Mundo Perdido", publicado no início deste século.
Possui uma área com 116.000 ha e 300 Km de perímetro. Esta localizado no Estado de Roraima. O acesso é feito através de Boa Vista, pela BR-174, percorrendo-se 212 Km até o Posto Integrado de Controle do Parque em Pacaraima. Deste ponto até Santa Elena de Uairen (Venezuela) por estrada asfaltada. De lá tem-se duas alternativas para se chegar ao Monte Roraima: através de helicóptero (30 a 40 minutos de vôo) ou de carro até Paraitepuy (aproximadamente 2 horas), e a partir daí caminha-se cerca de 22 Km (2 dias) até a base do Morro e mais 10 horas até o seu cume, e em seguida 4 horas até o Ponto Triplo (Brasil,Venezuela e Guiana). A cidade mais próxima é Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, que fica a 212 Km da capital de Roraima.

O clima é quente e úmido com 3 meses secos, tropical, com temperaturas médias anuais de 24 a 26° C, sendo a temperatura máxima absoluta de 38° C e mínima absoluta de 12 a 16° C e com pluviosidade que varia entre 1.500 e 1.750 mm.
Não está aberta à visitação pública. Neste Parque encontramos um dos pontos culminantes do país, com 2.875 m de altitude e um dos pontos extremos localizados na Serra do Caburaí. Nele temos a contemplação cênica de uma colossal mesa de arenito de cerca de 40 Km2, que dado à ação mecânica da água e do vento apresenta enormes fendas com formações que desafiam a imaginação do homem, sendo a vegetação nela encontrada, formada a cerca de 120 milhões de anos e com uma porcentagem de 50% de endemismo.
Relevo aplainado com recortes de ravinas. O Monte Roraima e as Serras do Parque constituem os testemunhos destes relevos tabulares elevados. Relevos estruturais ocorrem nos seus arredores como a serra do Sol a sudoeste, com 2.400m de altitude. Apresentam bordos escarpados e pedimento ravinados nas encostas.
Apresenta Floresta Ombrófila Densa Montana, onde ocorre relativa freqüência das seguintes espécies: Pouteria surinamensis, Ocotea roraimae, Didymopanax sp., Manilkara sp., Qualea schomburgkiana e Jacaratia sp. Na serra do Parimã, observa-se outra fisionomia de porte mais baixo e no Grupo Roraima observou-se a presença de refúgios ecológicos.
Fauna típica da região amazônica, caracterizada pela diversidade de espécies, pela presença de dois ambientes (formações florestais de platô e de montanha) apresentando espécies destas duas áreas.
Questão fundiária ainda não definida.
Trata-se de uma área de grande beleza cênica, situada entre a Venezuela e a Guiana. Possui grande potencial turístico e ecológico, que devem ser protegidos e utilizados de maneira racional.
Não possui acordos de parceria
01 funcionário do IBAMA.
01 funcionário do IBAMA.
Fonte: www.brasilturismo.com

Com pequena área em território brasileiro, ainda assim representa um dos pontos culminantes de nosso país, com 2.875 metros de altitude. Em seus arredores está também a Serra do Sol, com 2.400 metros. Parte do maciço de Paracaima, que se estende pela Venezuela e Guiana, o Monte Roraima é uma grande mesa contornada por escarpas abruptas e, em parte, desnudas.
Diversos rios e igarapés, entre os quais o Cotingo, formam a rede de drenagem do Parque, enquanto sua vegetação é basicamente de dois tipos: floresta amazônica densa montana e refúgios ecológicos. Na primeira, em altitudes acima de 1.000 metros, as espécies mais comuns são o Pouteria surinamensis, Ocotea roraimae, Didymopanax sp e Jacaratia sp.

Entre 600 e 1.500 metros de altitude repetem-se essas mesmas espécies, porém com menor porte e distribuição mais agrupada, como é o caso da quaruba (Vochyiaceae). Já na parte alta, em torno de 2 500 metros, ocorrem os refúgios ecológicos. As plantas aí se entrelaçam, formando geralmente um emaranhado denso e de difícil penetração. As espécies mais comuns são as pertencentes às famílias das Orquidaceae, Melastomataceae, Compositae e Rubiaceae.
De criação relativamente recente, o Parque ainda não
completou o levantamento de sua fauna, da mesma forma que não dispõe
por enquanto de infra-estrutura para a hospedagem e deslocamento de visitantes.
Para chegar a partir de Boa Vista, percorrer 380 km de estrada de terra, passando
por Uiramuta e Água Fria, seguindo mais três dias de caminhada.

Mapa do Parque Nacional de Monte Roraima
Data de criação: 28 de junho de 1.989, pelo decreto
federal nº. 97.887.
Localização: Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela
e Guiana
Área: 116.000 hectares
Perímetro: 400 km
Clima: tropical, quente úmido, com três meses secos.
Temperaturas: Média anual de 24 a 26ºC, máxima absoluta
de 38ºC e mínima absoluta de 12 a 16ºC.
Chuvas: Entre 1500 e 1750 mm anuais.
Relevo: montanhoso e escarpado.
Fonte: paginas.terra.com.br