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Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE

Preservação de ecossistemas, educação ambiental e visitação pública.

DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO

Foi criada pelo decreto n° 86.060 de 02.06.1981

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS

O Parque é um celeiro de pescadores, sendo que alguns deles tornam-se nômades em algumas épocas do ano, principalmente no verão que é mais propício a pesca. Existem dois oásis dentro do Parque onde vivem diversas famílias. Suas dunas são móveis provocando muitas vezes soterramento de casas e carros. O nome da unidade é devido à visão que se tem ao observar o Parque do alto, a qual lembra um lençol jogado com desleixo sobre a cama.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

Possui uma área 155.000 ha e 70 Km de praia. Está localizado no estado do Maranhão, abrangendo os municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos e Primeira Cruz. O acesso é realizado por via terrestre pela BR 135, por via Marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins e por via Fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças. Por via terrestre, saindo de São Luis, a capital do estado, percorre-se 58 Km até Rosário, e a partir daí mais 22 Km até Morros e 162 Km até Barreirinhas, cruzando-se o trevo para Humberto de Campos. Por via fluvial, adentra-se através do mesmo Rio Preguiças, a partir de Barreirinhas, onde se pode chegar até Atins, onde existe uma sede administrativa. A sede do Parque fica a 2 Km de Barreirinhas, do outro lado do Rio Preguiças, onde se atravessa de balsa. Existem passeios a partir de Barreirinhas, utilizando veículos apropriados, onde se chega até as Dunas e Lagoas de água doce.

CLIMA

Clima tropical caracterizado por apresentar uma temperatura média sempre superior a 18°C, e um regime pluviométrico que define duas estações: uma chuvosa e outra seca com um total de precipitação mensal inferior a 60 mm nos meses mais secos.

QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO

A visitação é feita a partir de Barreirinhas, onde se obtêm, através de agencias locais, as melhores opções de deslocamento dentro do Parque. As acomodações existentes na região são melhores em Barreirinhas, com pousadas e hotéis, mas também pode- se pernoitar em Atins(2 pousadas) e Caburé(4 pousadas). O Parque não tem acomodações regularizadas dentro de sua área. O deslocamento interno é feito por veículos 4 x 4, que podem ser locados em Barreirinhas. As melhores atrações do Parque são as belezas cênicas, os passeios nas dunas, os banhos de lagoas, que são melhores nas épocas de chuva (Dezembro a junho), e os banhos de Rio e Mar, em Atins e Caburé.

RELEVO

A Oeste predominam as "rias", com formação de praias, manguezais, dunas, restingas e pequenas falésias; a leste do rio Piriá, predominam as formações arenosas. As dunas formam os chamados "Lençóis" do litoral do Maranhão.

VEGETAÇÃO

Na maior parte do Parque não há recobrimento de vegetação. Numa área relativamente pequena aparecem os manguezais, cuja ocorrência está ligada aos solos de várzeas, situando-se não só nas áreas diretamente atingidas pelo mar, mas principalmente acompanhando o curso e braços de rios. Nas Restingas, ocorrem espécies importantes na fixação de dunas.

FAUNA

Na parte litorânea do Parque, aves migratórias abrigam-se ou nidificam-se, tais como maçaricos (Calidris fuscicollis e C. pusilla), trinta-réis-boreal (Sterna hirundo) e a marreca-de-asa-azul (Anas discors). Nos manguezais destacam-se a jacaretingá (Caiman c. crocodilus), o veado-mateiro (Mazma americana) e a paca (Agout paca).

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO

Dados não disponíveis.

BENEFÍCIOS INDIRETOS E DIRETOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO

A preservação de um ecossistema único de dunas, mangues e restingas é muito importante. A área apresenta potencial para serem desenvolvidas atividades científicas, educativas, de recreação e de turismo.

ACORDOS DE PARCERIA

Dados não disponíveis.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A UNIDADE

Número total de Funcionários

01 funcionário do IBAMA e 04 funcionários cedidos.

Infra-estrutura disponível

1 Toyota (1992); 1 Jeep Engesa (1981); 1 lancha de alumínio; 1 motor de popa (25 HP) e 1 linha telefônica.

Fonte: www.brasilturismo.com

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Responsável pela preservação de um ecossistema único de dunas, mangues e restingas, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está dividido pela embocadura do rio Piriá, onde ocorre a transição de duas áreas distintas: a oeste predominam as rias e, a leste, as formações arenosas que formam os chamados lençóis do litoral maranhense.

As rias são costas de recortes profundos, onde o mar é raso e as praias lodosas, com manguezais, dunas, restingas e pequenas falésias, enquanto os lençóis correspondem a uma série de dunas que se prolongam desde o Golfão Maranhense até a foz do rio Parnaíba.

Em sua totalidade, o solo do Parque é formado por depósitos aluvionares recentes, constituídos de cascalhos, areias e argilas.
As dunas, fixas ou móveis, que ocorrem no litoral, avançam em direção ao continente até uma distância de 50 km da costa. Devido ao represamento dos rios pelas marés, toda a área é mal drenada e com alto teor de sais.

Na ponta noroeste do Parque, onde estão os manguezais, a vegetação é formada pelo mangue vermelho (Rhizophora mangle), que pode alcançar até doze metros de altura, mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangues-siriuba (Avicenia tomentosa, Avicenua nitida).

Nas praias e dunas, sob o efeito contínuo da água e dos ventos marinhos, a vegetação tem aspecto peculiar, destacando-se entre as espécies o campim-da-areia (Panicum racemosum), que vive próximo à área lavada pelas ondas, alecrim-da-praia (Remiria maritima), carrapicho-da-praia ou espinho-de-roseta (Acicarpha spathulata) e pimenteira (Gordia curassavica).

Já nas restingas ocorrem espécies não diretamente sujeitas às marés, mas ainda sob influência do solo arenoso e da proximidade do oceano. São encontrados aí o cipó-de-leite (Oxypetalum sp), orquídea-da-restinga (Epidendrum elupticum), erva-de-cascavel (Crotallaria striata), sumaré-da-areia (Cyrtopodium sp), araticum (Annona coriacea), janaúba (Plumieria sp), cebola-da-restinga (Clusia lanceolata) e mangabeira (Hancornia speciosa).

Nos períodos de postura, diversas espécies de tartarugas-marinhas procuram as praias do Parque, destacando-se entre elas a tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-comum (Lepiduchely olivacea), tartaruga-de-pente (Eritmochelys imbricata) e tartaruga-de-couro (Dermochely couriacea).
As aves, principalmente as migratórias, utilizam a região como ponto de apoio em suas viagens, estando nesse caso o trinca-réis-boreal (Sterna hirundo), um visitante regular quando não está no período reprodutivo, e o pequeno maçarico-rasteirinho (Calidris pusilla), procedente do Ártico. De fevereiro a abril é a época das marrecas-de-asa-azul (Anas discors) visitarem o Parque, oriundas dos Estados Unidos.

Nos mangues, além de inúmeras espécies de peixes, crustáceos e moluscos, pode-se observar as jacaretingas (Caiman crocodilus), que se alimentam preferencialmente de peixes. E, entre os mamíferos, há exemplares de veado-mateiro (Mazama americano) e paca (Agouti paca).

Com acesso pela rodovia que liga Teresina a São Luís, o Parque não conta por enquanto com infra-estrutura para hospedagem e locomoção de visitantes.


Mapa do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Data de criação: 02 de junho de 1.981, pelo decreto federal nº. 86.060.
Localização: Maranhão, abrangendo os municípios de Barreirinha e Primeira Cruz.
Área: 155.000 hectares
Perímetro: 270 km
Clima: tropical, de zona equatorial, quente semi-úmido, com quatro a cinco meses secos.
Temperaturas: média anual de 26ºC, máxima absoluta de 36ºC e mínima absoluta de 16ºC.
Chuvas: Entre 1500 e 1750 mm anuais.
Relevo: plano.

Fonte: paginas.terra.com.br