PortalSaoFrancisco.com.br

Poluição do Solo

O solo atua freqüentemente como um "filtro", tendo a capacidade de depuração e imobilizando grande parte das impurezas nele depositadas. No entanto, essa capacidade é limitada, podendo ocorrer alteração da qualidade do solo, devido ao efeito cumulativo da deposição de poluentes atmosféricos, à aplicação de defensivos agrícolas e fertilizantes e à disposição de resíduos sólidos industriais, urbanos, materiais tóxicos e radioativos.

O tema poluição do solo vem, cada vez mais, se tornando motivo de preocupação para a sociedade e para as autoridades, devido não só aos aspectos de proteção à saúde publica e ao meio ambiente, mas também à publicidade dada aos relatos de episódios críticos de poluição por todo o mundo.

Apesar desta realidade, a poluição do solo ainda não foi plenamente discutida e ainda não existe um consenso entre os pesquisadores de quais seriam as melhores formas de abordagem da questão. Além das dificuldades técnicas, a questão política se reveste de grande importância pois, se não for adequadamente conduzida, o controle da poluição ficará muito prejudicado e terá conseqüências irreversíveis para a ciclagem de nutrientes (ciclo do carbono, nitrogênio, fósforo) na natureza e ciclo da água, prejudicando a produção de alimentos de origem vegetal e animal.

Historicamente, o solo tem sido utilizado por gerações como receptor de substâncias resultantes da atividade humana. Com o aparecimento dos processos de transformação em grande escala a partir da Revolução Industrial, a liberação descontrolada de poluentes para o ambiente e sua conseqüente acumulação no solo e nos sedimentos sofreu uma mudança drástica de forma e de intensidade, explicada pelo uso intensivo dos recursos naturais e dos resíduos gerados pelo aumento das atividades urbanas, industriais e agrícolas.

Essa utilização do solo como receptor de poluentes pode se dar localmente por um depósito de resíduos; por uma área de estocagem ou processamento de produtos químicos; por disposição de resíduos e efluentes, por algum vazamento ou derramamento; ou ainda regionalmente através de deposição pela atmosfera, por inundação ou mesmo por práticas agrícolas indiscriminadas. Desta forma, uma constante migração descendente de poluentes do solo para a água subterrâne ocorrerá, o que pode se tornar um grande problema para aquelas populações que fazem uso deste recurso hídrico. A Figura 1 apresenta sucintamente as fontes de poluição do solo e sua migração.

A preocupação com as conseqüências ambientais decorrentes desses fenômenos, especialmente no solo, só recentemente têm sido discutida. Cada vez mais o solo é considerado um recurso limitado, e fundamental no ecossistema mundial. Assim, o conceito de protege-lo tem sido objeto de intensas discussões e faz parte da agenda política dos países desenvolvidos.

A poluição do solo é um assunto complexo, não só pelas muitas funções que desempenha, mas também pelo seu reconhecimento como uma "commodity" econômica, isto é, possui um valor econômico intrínseco.

No momento em que um contaminante ou poluente atinge a superfície do solo, ele pode ser adsorvido, arrastado pelo vento ou pelas águas do escoamento superficial, ou lixiviado pelas águas de infiltração, passando para as camadas inferiores e atingindo as águas subterrâneas. Uma vez atingindo as águas subterrâneas, esse poluente será então carreado para outras regiões, através do fluxo dessas águas. A Figura 2 ilustra as formas de ocorrência de poluentes no solo e a Figura 3 os principais mecanismos de atenuação e transporte. O Quadro 1 apresenta uma lista de atividades de uso e ocupação potencialmente poluentes para o solo.

Formas de ocorrência de poluentes no solo
Formas de ocorrência de poluentes no solo


Principais mecanismos de atenuação e transporte de poluentes no solo

Atividades de usos e ocupação do solo, potencialmente poluentes
Quadro 1 – Atividades de usos e ocupação do solo, potencialmente poluentes
Aplicação no solo de lodos de esgoto, lodos orgânicos industriais, ou outros resíduos Aterros e outras instalações de tratamento e disposição de resíduos
Silvicultura Estocagem de resíduos perigosos
Atividades Extrativistas Produção e teste de munições
Agricultura/horticultura Refinarias de petróleo
Aeroportos Fabricação de tintas
Atividades de processamento de animais Manutenção de rodovias
Atividades de processamento de asbestos Estocagem de produtos químicos, petróleo e derivados
Atividades de lavra e processamento de argila Produção de energia
Enterro de animais doentes Estocagem ou disposição de material radioativo
Cemitérios Ferrovias e pátios ferroviários
Atividades de processamento de produtos químicos Atividades de processamento de papel e impressão
Mineração Processamento de Borracha
Atividades de docagem e reparação de embarcações Tratamento de efluentes e áreas de tratamento de lodos
Atividades de reparação de veículos Ferro-velhos e depósitos de sucata
Atividades de lavagem a seco Construção civil
Manufatura de equipamentos elétricos Curtumes e associados
Indústria de alimentos para consumo animal Produção de pneus
Atividades de processamento do carvão Produção, estocagem e utilização de preservativos de madeira
Manufatura de cerâmica e vidro Atividades de processamento de ferro e aço
Hospitais Laboratórios

Um grande número de substâncias potencialmente perigosas pode estar presente em um local, embora geralmente suas concentrações sejam baixas. Essas substâncias freqüentemente estarão acumuladas perto do ponto em que foram processadas, estocadas ou utilizadas e isso é um dado importante na condução dos estudos efetivos do histórico do local. As concentrações determinadas nesses locais são comparadas aos valores orientadores para definição da condição de qualidade do solo.

Fonte: www.cetesb.sp.gov.br

Poluição do Solo

O solo é parte integrante dos ecossistemas, pela sua participação nos ciclos biogeoquímicos. A utilização de água e nutrientes é cíclica(ocorrem numa ordem determinada) desde que, retirados do solo, tais elementos retornem ao mesmo através dos ciclos biogeoquímicos.

Um dos problemas ecológicos atuais é a despreocupação humana em relação à essa reciclagem, especialmente no que concerne aos nutrientes de vegetais e condicionadores de solos agricultáveis.

Uso excessivo de adubos sintéticos

A fim de atender à crescente necessidade de alimentos, acarretada pelo crescimento populacional, a produção e o uso de adubos sintéticos, que normalmente contém impurezas que podem contaminar os solo, vêm sendo intensificados progressivamente. Para a produção desses adubos a indústria de fertilizantes retira elevadas quantidades de nitrogênio do ar e fosfato das rochas.

O emprego excessivo de fertilizantes gera um desequilíbrio ecológico. Os agentes decompositores não conseguem reciclá - la na mesma proporção em que são adicionados ao solo provocando eutrofização, bem como alterações caracterizadas pelo decréscimo de matérias orgânicas e retenção de água.

Uso de Praguicidas

Praguicidas ou defensivos agrícolas são substâncias venenosas utilizadas no combate às pragas, organismos considerados nocivos ao homem.

Os principais praguicidas são:

Acontece que os defensivos químicos empregados no controle de pragas são muito pouco específicos, destruindo indiferentemente espécies nocivas e úteis.

Outro problema reside no acúmulo ao longo das cadeias alimentares. Assim, por exemplo, as minhocas, alimentando- se de grandes quantidades de folhas mortas e ingerindo partículas do solo, acumulam no seu organismo grandes quantidades de inseticidas clorados; as aves que se alimentam de minhocas, como as galinhas, passam a ingerir altas concentrações de veneno.

Solução: O controle biológico

O chamado controle biológico consiste no combate às pragas através de seus inimigos naturais, predadores ou parasitas, como por exemplo, a criação de vírus transgênicos, desenvolvidos para que, ao serem fumigados(expostos a fumaça, gases) sobe culturas, ataquem exclusivamente certas larvas ou insetos. Os vírus, inofensivos para outras espécies, se auto- destruiriam quando seu trabalho tóxico estivesse terminado.

Outros enfoques incluem a síntese de ferormônios naturais ( mensagens químicas que afetam o comportamento dos animais )gerados pelos insetos para advertir seus congêneres do perigo e, desse modo afastá-los das colheitas. Também seria possível fumigar nematódeos sobre os campos para combater pragas como as lesmas.

Problema do lixo

Problema do Lixo

O lixo urbano é constituído predominantemente por matéria orgânica e como tal sofre intensa decomposição, permitindo a reciclagem. Sofrem quatro processos: Iixões, aterros sanitários, compostagem e incineração. No caso dos "Iixões", o lixo simplesmente é levado para terrenos baldios onde fica exposto e é aproveitado pelos "catadores de lixo" que correm o risco de contrair doenças. Por outro lado o lixão provoca intensa proliferação de moscas e outros insetos. Outro inconveniente é o "corume", Iíquido que resulta da decomposição do Iixo e que polui o solo e os lençóis d'água.

O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Um incoerência do mesmo é a possibilidade de contaminação das águas subterrâneas, além da não reciclagem dos materiais para os locais de origem.

Os incineradores convencionais são fornos nos quais se queimam resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis que podem ser utilizadas na fabricação de fertilizantes.

No processo de compostagem, o material orgânico do lixo sofre um tratamento biológico do qual resulta o chamado "composto", material utilizado na fertilização e recondicionamento do solo.

É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.

Em alguns processos de eliminação de resíduos é possível gerar energia. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio.

A redução de lixo produzido, por meio da reciclagem - processo de transformação de materiais usados em novas matérias- primas ou produtos, com o objetivo de recuperar parte do lixo. Além de permitir a redução do volume do lixo, colabora para a diminuição da poluição do solo, do ar e da água. Além disso economiza água e energia na produção.

Danos ao homem

Inseticidas ( DDT e BHC ) - câncer, danos ao figado, etc.

Herbicidas, incineração do lixo (Dioxin) - câncer, defeitos congênitos , doenças de pele.

Plásticos ( cloro vinil ) - câncer do figado e do pulmão; atinge o Sistema Nervoso Central.

Solventes, produtos farmacêuticos e detergentes ( Benzina ) - dores de cabeça, náusea, perda de coordenação dos músculos, leucemia.

Fonte: br.geocities.com

voltar 123456avançar