A Poluição Luminosa (PL) é definida como a luz externa, mal-direcionada que vai para o céu (causando o brilho visto acima das cidades), ao invés de somente iluminar o chão. A PL é a maior ameaça que temos hoje à beleza do céu noturno. Alguém poderia dizer que essa "poluição" é inevitável, resultado do progresso, e como tal, necessária. Porém essa afirmação é falsa.
A PL é resultado do mau planejamento das luminárias que compõem os sistemas de iluminação. Uma luminária correta, antipoluente, direciona a luz para o local a ser iluminado, eliminando o desperdício de luz. As luminárias atuais em geral deixam a luz escapar em todas as direções.
O correto seria que o campo luminoso gerado não ultrapassasse a altura da própria lâmpada. São muitas as vantagens deste método, além da preservação da atividade astronômica, como a economia de energia elétrica. Nas luminárias que "poluem o céu", é preciso gastar mais energia para compensar a luz que deixa de ir para o chão. Usando luminárias bem projetadas concentra-se a luz no local a ser iluminado, o que permite que lâmpadas menos potentes sejam usadas, economizando energia. Vê-se, portanto, que não existem razões para continuar desperdiçando energia elétrica e poluindo o meio ambiente (o céu).
Mas como se poderia mudar o quadro atual da iluminação? Para isso, bastaria que se passasse a utilizar as luminárias antidispersivas ao invés das usadas atualmente nas cidades.
Fonte: www.omnix.hpg.ig.com.br
Você já perdeu totalmente a visibilidade da estrada, dirigindo à noite, quando o motorista que vinha em sentido contrário acendeu o farol alto? Você Já percebeu aquelas bolhas luminosas que cobrem as cidades, quando delas você se aproxima durante uma viagem noturna? Já teve dificuldade para dormir porque uma grande quantidade de luz da rua ou do seu vizinho entrava pela janela do seu quarto? Já notou como o céu das áreas urbanas possui menos estrelas do que o céu de áreas rurais? É claro que sim! Todos nós já passamos, vez ou outra, por algumas dessas situações. Esses fatos são causados pela utilização incorreta da iluminação artificial noturna, que gera a menos conhecida de todas as formas de agressão ao meio ambiente: a Poluição Luminosa.
A Poluição Luminosa é um problema ambiental sério pouco conhecido, que pode ser definida como sendo qualquer efeito adverso causado ao meio ambiente pela luz artificial excessiva ou mal direcionada produzida pelo homem nos centros urbanos, que causa fulgor, prejudicando as condições de visibilidade noturna. As luminárias mais utilizadas em iluminação pública são ineficientes e mal projetadas, emitindo um fluxo de até 60% de luz horizontalmente e para cima. A causa está no formato das luminárias, que não costumam abrigar corretamente suas lâmpadas e no ângulo de inclinação das mesmas. São os postes da iluminação das ruas, os das praças, em forma de globo esférico, os refletores das quadras de esportes, estacionamentos, canteiros de obras, clubes, aeroportos, etc.. O desperdício é denunciado de modo marcante pela enorme bolha luminosa que cobre as grandes e médias cidades. Essa luz extra em nada contribui para a iluminação noturna útil, uma vez que a única luz que realmente importa é aquela dirigida para o solo.
Além do prejuízo à Natureza, a luz que sai lateralmente das luminárias atinge nossos olhos e faz diminuir as nossas pupilas, causando-nos um ofuscamento e diminuindo nossa visibilidade noturna, que já foi responsável por muitas mortes no mundo. A iluminação mal projetada e excessiva, ao contrário do que julga o senso comum, não traz segurança e visibilidade. Esse brilho irritante confunde os pássaros e afeta as plantas.
A poluição luminosa ocorre sem necessidade, é um problema de solução tecnicamente simples e está causando enormes danos a um bem que é de todos. A solução do problema NÂO é apagar a luz das cidades, mas cuidar para que a iluminemos corretamente, enviando luz apenas para as áreas que queremos e precisamos enxergar, sem desperdício de luz e energia. Se cada dispositivo de iluminação fosse criado com o cuidado de aproveitar toda a luz gerada, dirigindo-a para baixo, os níveis de poluição luminosa cairiam mais de 80 por cento.
Pense no incômodo imposto à população com o horário de verão e com as sugestões para que se evite o consumo exagerado de energia elétrica, principalmente no horário do pico de demanda. Ouvimos dizer que não devemos tomar banho quente nem abrir a porta da geladeira por muito tempo, mas quando vamos lá fora e olhamos para as luzes da cidade, vemos todo o nosso sacrifício indo em direção ao espaço, sem maiores explicações. E talvez a maioria das pessoas não perceba isso, mas jogar luz para cima não aumenta a segurança de ninguém nem melhora a visibilidades das nossas ruas. É apenas a mesma coisa que queimar dinheiro, que em muitos casos é público.
O estado atual da iluminação pública é lamentável, principalmente depois que as lâmpadas de mercúrio começaram a ser substituídas pelas de sódio, amarelas, em luminárias dispersivas, aumentando muito o desperdício de luz. Tudo se dá por desconhecimento, descuido, falta de interesse ou surdez aos apelos desesperados daqueles que não se conformam com a vitória da ignorância, do descaso e do desperdício sobre a inteligência, o respeito e a economia. O que infelizmente ocorre é que lançamos uma quantidade enorme de luz na direção oposta às áreas que queremos iluminar à noite.
Na iluminação privada, os erros são causados por inúmeros modelos de luminárias, algumas delas apontadas verticalmente para cima. Vários são os casos de incômodo causado a quem mora perto dessas fontes geradoras de luz mal direcionada.
A meta dessa campanha é mostrar à todos que é possível iluminar melhor e mais barato, concentrando a luz em sua área de influência.
Segundo Orlando Rodrigues Ferreira, Diretor Geral do Observatório Nacional, “em conformidade e com algumas estimativas, algo em torno de 50% até 60% da energia elétrica gerada é desperdiçada para o céu forma de energia luminosa. Portanto, com o redimensionamento de luminárias e lâmpadas será possível aos cofres públicos uma economia imediata deste percentual em termos financeiros, além de consideráveis benefícios ambientais, como não se necessitará construírem novas e dispendiosas hidrelétricas, pois as atuais existentes passarão a ter seu potencial de produção utilizado sem perdas; não será mais necessário o alagamento de grandes áreas para represamentos de águas; não será mais necessário efetuar as caríssimas desapropriações de terras, com isso impedindo o processo de migração populacional e permitindo com que comunidades venham a desenvolver mais adequadamente; matas serão preservadas e suas significantes reservas de flora e fauna; as noites serão mais límpidas, possibilitando, destarte, uma maior dedicação às pesquisas astronômicas, etc.. Sem contar os benefícios sociais à questão, tais como geração de empregos pelo estabelecimento de novas indústrias, a estabilidade econômica e social dos municípios, avanço da consciência ética e social das populações envolvidas e muito mais.”
Precisamos nos unir para exigir das autoridades o respeito a que temos direito. Até quando suportaremos ouvir um governo falar em economia de energia e ao mesmo tempo promover o desperdício irracional em nossas cidades?
Há milhões de pessoas no mundo que começam a compreender que não se pode destruir o Planeta Terra em nome do lucro, como estamos fazendo hoje, sob o risco de nada deixarmos para as futuras gerações. Muitos estão acordando para os novos tempos que se aproximam e, por isso, começam a exigir mais respeito à Natureza. Estes percebem que pessoas inescrupulosas estão transformando a Terra em um verdadeiro inferno, por motivos puramente egoístas. Se você nada fizer, estará concordando com os destruidores. Portanto, reaja! Junte-se a nós nesta campanha por cidades melhores, bem planejadas, nas quais seja garantido o espaço existencial de cada um.
Somos responsáveis em garantir a generosidade e a beleza para as atuais a as futuras gerações. Podemos e devemos evitar atrocidades ecológicas, economia energética, obter uma melhor qualidade de vida e assegurar aos nossos filhos o direito de contemplar a beleza de céu repleto de estrelas, e darmos continuidade à cultura de anos, séculos, milênios, que os homens olham as estrelas, e investigam seus segredos. Não existe beleza comparável a uma noite estrelada!.
Você já notou como o céu das áreas urbanas é muito menos estrelado do que o céu das áreas rurais? Já percebeu aquelas bolhas luminosas que cobrem as cidades, quando delas você se aproxima em viagem noturna? Você já perdeu totalmente a visibilidade da estrada, dirigindo à noite, quando o motorista que vinha em sentido contrário acendeu o farol alto? Já teve dificuldade para dormir porque uma grande quantidade de luz da rua ou do vizinho entrava pela janela de seu quarto? É claro que sim. Todos nós já passamos, vez ou outra, por algumas dessas situações. Esses fatos são causados pela utilização incorreta da iluminação artificial noturna, que gera a menos conhecida de todas as formas de agressão ao meio ambiente: a poluição luminosa.Há muitos anos que os astrônomos profissionais e amadores vêm tentando alertar políticos, engenheiros eletricistas, técnicos de iluminação, fabricantes de luminárias e a população em geral para os incômodos causados pela difusão desnecessária de luz na atmosfera, principalmente sobre nossas cidades. Esse esforço tem sido recompensado através das mudanças de atitudes demonstradas por pessoas mais conscientes e responsáveis, que procuram colaborar na busca de soluções para esses problemas, que já começam a ser resolvidos fora do Brasil.
Fonte: www.omnix.hpg.ig.com.br

A foto da avenida acima mostra como as lâmpadas expostas jogam a luz em direções incorretas (para cima e para os lados) e causam ofuscamentos que colocam em risco a segurança. Excesso de luz não significa mais segurança!

Este é um exemplo de uma boa iluminação. Neste estacionamento, as luminárias direcionam a luz para o chão, e não deixam que ela escape para o alto. Note que a foto foi feita a partir de um plano acima das luminárias e que elas realmente não deixam as lâmpadas visíveis para quem está acima das mesmas.

Este é o modelo de luminária não-poluente. Nela, a lâmpada fica oculta, iluminando a área que se deseja iluminar e preservando o céu noturno. Este modelo de luminária permite ainda o uso de lâmpadas de menor potência, o que garante economia de energia.
Fonte: www.geocities.com
O país vai apagar. Mal saíram as primeiras notícias sobre o racionamento de energia e já começou uma corrida desenfreada por lâmpadas de emergência, geradores e velas. Será que teremos de voltar a queimar pestanas para ler à noite, como faziam nossos avós? Pois é, por incrível que pareça, a lâmpada elétrica foi inventada há pouco mais de cem anos. Tornamo-nos tão dependentes do clique das chaves de luz que até parece que este tipo de iluminação existiu desde o começo dos tempos. Mas não: a invenção de Thomas Edison é de 1878. E nem por isso a humanidade deixou de avançar, iluminada por tochas, lamparinas a óleo, lampiões a gás e qualquer coisa que afastasse a escuridão.
A verdade é que todos temos um medo atávico das trevas, que simbolizam tudo de ruim para o ser humano, do caos original ao fim da vida. O medo do escuro, dizem os estudiosos da psicanálise, faz parte da prontidão inata que herdamos dos nossos ancestrais das cavernas, sempre às voltas com perigos visíveis e invisíveis. Mas o terror moderno com a possível falta de energia elétrica tem outros motivos: as sinaleiras de trânsito se tornarão inúteis, o elevador vai parar, o forno de microondas não vai funcionar, a água vai sair fria do chuveiro, a geladeira vai esquentar e – o horror dos horrores – a televisão vai se desligar.
Ninguém mais queima pestanas para ler à noite, especialmente no horário do Show do Milhão. Sei que vão me considerar um alienado, mas ainda não consegui parar para ver o tal programa que faz imenso sucesso em todas as camadas sociais. Pelo que me contam os amigos – e todos vêem –, deduzo que se trata exatamente de um teste para distinguir aqueles que lêem daqueles que preferem ficar vendo televisão à noite.
Volto ao meu tema, antes que alguém cite o fraco desempenho dos universitários para derrubar a minha tese. Me lembro perfeitamente do apagão de 1999, que deixou 10 Estados brasileiros na mais completa escuridão. Sei que causou transtornos a muita gente, especialmente a pessoas que dependiam da energia elétrica naquelas horas assustadoras.
Porém, naquela ocasião, não senti medo algum, pois estava em casa e pude até mesmo curtir um espetáculo raro para os habitantes das grandes cidades: o brilho mágico de um céu especialmente estrelado. Parecia até que a natureza se aproveitava do acidente para chamar a atenção das pessoas para o seu show de todas as noites – lindo, inigualável e gratuito.
Pois, em vez de apenas amaldiçoarmos o racionamento que vem aí, não seria bom prepararmos nossos olhos para esquecidos encantos, como procurar a Intrusa no Cruzeiro do Sul ou ler algumas páginas de um romance apropriado para a luz das velas?
Anualmente são desperdiçados milhares, talvez milhões, de dólares no Brasil com a luz que é jogada inutilmente para cima. Esta luz poderia ser redirecionada para baixo, aumentando a intensidade luminosa na área útil, ou simplesmente poderíamos reduzida a wattagem da lâmpada necessária para iluminar uma determinada área com o uso de luminárias ditas "inteligentes" que direcionam toda a luz das lâmpadas para baixo. Cerca de 25% a 40% da luz usada em iluminação de exteriores é jogada para o espaço. Uma comparação que demonstra bem este desperdício seria comparar a luz que pagamos na nossa conta mensal com outros produtos. Por exemplo: este desperdício é equivalente a irmos ao supermercado, comprar 4 latinhas de cerveja, chegar em casa, colocar 3 latinha na geladeira e esvaziar uma latinha no ralo da pia; ou ir ao posto de gasolina, pedir para o frentista colocar 30 litros no tanque e depois pedir para ele colocar 10 litros no ralo. Alguém em sã consciência faria isso? Claro que não, mas por que é que com a energia consumida em iluminação todos nós fazemos exatamente isso???!!!

Vista geral, Zaffari do centro à direita.
Reparem a iluminação provocada nas fachadas dos prédios
adjacentes.
As luminárias ofuscam a visão mesmo de um ponto de vista 10
metros acima.



As luminárias são caixotes com o fundo e a lateral externa envidraçada.
Jogam a luz a 45° para cima, cerca de 21% da luz/energia é desperdiçada.

Vista em corte lateral da luminária mostrando a posição
da lâmpada e áreas de vidro.
75° de ângulo sólido da luz é desperdiçada
representando cerca de 42% dos 180° de abertura total.
Supondo que o refletor tenha eficiencia de 90% e jogue a luz corretamente para baixo temos:
50% refletido a 90% de eficiência = 45% da luz para baixo = correta.
5% perdido na reflexão.
105°/360° = 29% de luz direta para baixo = correta.
75°/360° = 21% de luz para cima = desperdiçada.
Totais:
45% + 29% = 74% de luz é aproveitada
21% da luz é desperdiçada
5% da luz não é refletida.

Prédio aos fundos, a cerca de 70 metros, 8 andares.

Prédio a cerca de 80 metros.

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Além de grande parte da luz seguir direto para cima,
a refletância da superfície branca é baixa (85%).
A soma de todas estas perdas resulta em
baixo índice de iluminamento no solo.
Fonte: paginas.terra.com.br