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Mercúrio

É o planeta mais denso e veloz. Seu núcleo é composto de ferro; sua superfície é formada por crateras e falhas; sua atmosfera é muito tênue e não evita choques de meteoros em seu solo.

Podíamos supor que em Mercúrio não pode existir água em nenhuma forma. Tem pouquíssima atmosfera e é extremamente quente durante o dia, mas em 1991 cientistas em Caltech captaram ondas de rádio vindas de Mercúrio e descobriram algumas invulgarmente brilhantes vindas do polo norte.

O brilho aparente do polo norte poderia ser explicado por gelo na superfície ou logo abaixo. Mas é possível haver gelo em Mercúrio? Devido à rotação de Mercúrio ser quase perpendicular ao plano orbital, o polo norte vê sempre o sol um pouco acima do horizonte.

O interior das crateras nunca está exposto ao Sol e os cientistas suspeitam que está a uma temperatura inferior a -161 C.

Esta temperatura congelante pode ter água provinda de evaporação do interior do planeta, ou gelo trazido para o planeta resultante de impacto de cometas. Estes depósitos de gelo podem ter sido cobertos com uma camada de pó e por isso mostram ainda os reflexos brilhantes no radar.A história da formação de Mercúrio é semelhante à da Terra.

Há cerca de 4.5 biliões de anos formaram-se os planetas.

Esta foi uma época de bombardeamento intenso sobre os planetas, que eram atingidos pela matéria e fragmentos da nebulosa de que foram formados.

Logo no início desta formação, Mercúrio provavelmente ficou com um núcleo metálico denso e uma crusta de silicatos. Depois do intenso período de bombardeamento, correntes de lava percorreram o planeta e cobriram a crusta mais antiga. Por esta altura, já muitos dos fragmentos tinham desaparecido e Mercúrio entrou num período de bombardeamento mais ligeiro.

Durante este período foram formadas as planícies intercrateras. Então Mercúrio arrefeceu. O núcleo contraiu-se o que por sua vez quebrou a crusta e produziu as escarpas.

Durante o terceiro estágio, a lava correu pelas regiões mais baixas, produzindo as áreas mais planas.

Durante o quarto estágio, bombardeamentos de micrometeoritos criaram uma superfície de poeira que é conhecida por regolito.

Alguns meteoritos pouco maiores atingiram a superfície e produziram as crateras de raios luminosos. Além de colisões ocasionais de meteoritos, a superfície de Mercúrio já não é activa e permanece no mesmo estado de há milhões de anos.

Era considerado na Antiguidade como dois objetos diferentes, pois ora era visto a tarde (após o por do Sol), ora de manhã (antes do nascer do Sol).

Pelos gregos era chamado de Apolo (Estrela da Manhã) e Mercúrio (Estrela da Tarde). O mesmo ocorria com os egípcios e hindus.

Só muito mais tarde foi reconhecido como sendo um único astro.

Os sacerdotes egípcios foram os primeiros a perceberem que Mercúrio e Vênus giram ao redor do Sol. Ao ser enviada para Mercúrio a sonda Mariner 10 (1974), tinha entre outras a missão de transmitir imagens de sua superfície para mapeamento.

Essa superfície revelou-se bem semelhante à lunar, predominando a existência de crateras de impacto. A classificação e o estudo dessas crateras são muito importantes do ponto de vista geológico do planeta.

A semelhança citada é apenas na imagem. Estudos realizados posteriormente revelaram que sua superfície tem uma constituição bastante diferente. Em um exame mais detalhado sobre as crateras, pode-se observar várias diferenças com as crateras da Lua.

Sendo a gravidade de Mercúrio quase o dobro da lunar e a sua proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, provocando deformações diferentes na superfície. Além disso, a gravidade mais elevada faz com que a matéria arremessada em trajetórias balísticas percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, dando uma formação diferente à cratera.

A superfície de Mercúrio possui uma característica exclusiva, que são as escarpas e os sistemas de cristais com alguns quilômetros de altura e que se estendem por centenas de quilômetros sobre a superfície.

A formação dessas estruturas podem ser devida ao resfriamento do núcleo metálico do planeta que provocou uma contração das camadas superficiais da crosta. A sonda Mariner fez várias experiências a respeito do planeta.

Entre essas experiências foi detectada a existência de um campo magnético.

A presença do campo é prova concreta de que existe no interior do planeta um núcleo metálico, que também é evidenciado pela elevada densidade do planeta (5,44 g/cm3 ), sendo que na superfície a densidade foi estimada entre 2 e 2,5 g/cm3 .

Isso implica que o núcleo deve ter densidade entre 6 e 7 g/cm3 .

Levando-se em conta esses valores, estima-se que o núcleo metálico corresponde a 70% da massa do planeta. Isso faz com que Mercúrio tenha uma gravidade próxima à de Marte, porém com dimensões menores.

O estudo do campo magnético do planeta, apesar de menos intenso que o da Terra, demonstrou que é bem semelhante ao nosso.

Além disso, sua estrutura interna se aproxima da terrestre.

Primeiro planeta do sistema solar, e por ser o planeta mais proximo do Sol e não ter atmosfera, sua superfície é exposta a uma grande quantidade de radiação ultravioleta. Devido a sua proximidade do sol possuindo e a sua lenta rotação (59 dias) as suas temperaturas extremas alcançam 350 ºC na parte com sol e -170 ºC na parte sem sol, sendo Mercúrio um dos planetas mais quentes do Sistema Solar. A superfície de Mercúrio é repleta de crateras e falhas, tendo penhascos com centenas de quilometros de comprimento e até quase 4 quilometros de altura formadas pelo arrefecimento do planeta há milhões de anos atrás e por eventuais quedas de meteoritos, pois não há atmosfera para protejer o planeta, e devido a falta de vento e àgua essas crateras e falhas permanecem intactas.

Mercúrio é tambem o planeta mais denso do sistema solar, com o seu núcleo composto por ferro, sendo parte dela liquida, que gera um campo magnético em volta de mercúrio com apenas 1 % da intensidade do campo da Terra. A sua superficie é constituida por uma fina camada de Ferro e Niquel.

Mercúrio foi descoberto em 1662 por Johanes Hevelius, mas devido a proximidade do Sol e ao seu pequeno tamanho ele só pode ser visto por telescópios terrestres ao amanhecer e ao anoitecer. As suas primeiras imagens foram enviadas pela sonda Americana Mariner 10. Por não possuir atmosfera e por ter uma grande amplitude termica diaria não há possibilidade de existir vida semelhante a da Terra em Mercúrio.

Mercúrio recebe o nome do mensageiro dos deuses romanos devido ao seu rapido movimento de translação em torno do Sol.

Caracteristicas Gerais :

Diametro ( Km ) 4878
Massa ( relativa a massa terrestre ) 0,06
Tempo de Rotação ( dias terrestres ) 88
Tempo de Translação (dias terrestres ) 56
Distância média da Terra ( Km ) 80.500.000
Distância média do Sol ( Km ) 57.910.000
Número de Satélites 0
Velocidade Orbital ( Km/s ) 48
Gravidade ( em relação a Terra ) 0,37

Fonte: br.geocities.com

Mercúrio

O planeta Mercúrio é conhecido do Homem desde os tempos mais remotos, embora até aos Gregos se pensasse tratar-se de duas estrelas (tal como Vénus): Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde. Ao tempo de Heraclito, contudo, já se sabia que ambos os nomes se referiam ao mesmo planeta. Este astrónomo pensava, muito adiante dos conceitos do seu tempo, que Mercúrio e Vénus orbitavam o Sol e não a Terra.

Até 1962 pensava-se que o dia e o ano de Mercúrio eram iguais. Só então se soube que o planeta executa três rotações para cada duas translacções - o que é um caso único no Sistema Solar.

A órbita de Mercúrio é muito excêntrica, tendo o periélio a 46 milhões de km e o afélio a 70 milhões de km; só a órbita de Plutão é mais excêntrica.


Figura 1 – Mariner 10.

Devido à sua proximidade ao Sol, Mercúrio é o menos bem conhecido dos planetas telúricos. Por um lado, a sua elongação máxima de 28º dificulta a sua observação, quer a olho nu quer com instrumentos. Por outro lado, as elevadas temperaturas e fluxos de radiação que se verificam tão perto do Sol dificultam o envio de sondas científicas e impossibilitam até que se tente obter imagens com o Telescópio Espacial Hubble. Na verdade, as únicas imagens de Mercúrio de que dispomos são provenientes de observatórios terrestres ou da sonda Mariner 10 (Figura 1) que, em Março e Setembro de 1974 e Março de 1975 fez três passagens junto do planeta. Por estes motivos, apenas cerca de 45% da superfície de Mercúrio se encontra cartografada.


Figura 2 – Modelo da estrutura interna de Mercúrio. C. Hamilton.

Superficialmente, as imagens de Mercúrio fazem lembrar a Lua terrestre – pela superfície fortemente craterizada – mas os dois planetas são muito diferentes. Não só Mercúrio é maior (4880 km contra 3476 km de diâmetro) como muito mais denso (5.44 contra 3.34); o único planeta do Sistema Solar mais denso que Mercúrio é a Terra (5.52). Pensa-se que o núcleo metálico de Mercúrio terá 1800 a 1900 km de diâmetro e que parte dele se encontrará em fusão (Figura 2) - o que explicaria a existência de um campo magnético dipolar de origem interna, como o da Terra, mas muito mais fraco (cerca de 1%).

Uma importante diferença morfológica em relação ao nosso satélite é a existência, em Mercúrio, de longas escarpas, muito semelhantes às falhas da crosta terrestre, com centenas de quilómetros de extensão e até 3 quilómetros de altura. Estas escarpas são geralmente interpretadas como sendo fendas de retracção produzidas pela contracção do planeta em consequência do seu arrefecimento, embora seja possível que pelo menos algumas delas sejam vestígios de uma antiga tectónica activa (Figura 3).


Figura 3 – Note-se, do lado direito, o conjunto de crateras em forma de oito, que revelam pelo menos três episódios de craterismo. Ao centro é bem evidente a escarpa Discovery, a cortar uma cratera mais antiga com 55 km de diâmetro. NASA.

Apesar da proximidade do Sol (e por causa dela) Mercúrio tem uma atmosfera. Esta atmosfera é muito fina e é composta por uma mistura de átomos arrancados à superfície do planeta pelo vento solar e de partículas do próprio vento solar capturadas pelo campo gravitacional de Mercúrio.

A proximidade do Sol faz com que as temperaturas máximas à superfície de Mercúrio sejam da ordem dos 420ºC, mas as mínimas, à noite e nas regiões polares, podem atingir os -180ºC. Por este motivo, pensa-se que possa existir gelo de água nas crateras polares mais profundas.

As inúmeras interrogações que ainda se levantam sobre Mercúrio fazem com que ele seja um alvo prioritário da investigação espacial. Em 2004 partirá para Mercúrio a sonda MESSENGER, da NASA, e em 2009 a missão BepiColombo, da ESA, que deverá ser composta de dois satélites, um para cartografia em várias bandas espectrais e outro só para estudar o campo magnético, e uma sonda que pousará na superfície.


Figura 4 – Note-se, no canto NE, a cratera de duplo anel, típica de Mercúrio. O anel exterior tem 170 km de diâmetro. NASA.

Figura 5 – Fotomosaico de imagens Mariner 10, colorido artificialmente. As manchas mais claras correspondem a áreas onde não foram obtidas imagens. NASA.

Mercúrio
Dados Astronómicos
Orbita
Sol
Distância média ao Sol (UA) 0.38710
Excentricidade orbital 0.20563
Período sideral (dias) 87.969
Inclinação orbital 7.004º
Velocidade orbital média (km/s) 47.87
Período de rotação (dias) 58.646
Inclinação do eixo de rotação 0.01º
Magnitude visual máxima -1.9
Número de Satélites 0
Dados Físicos
Raio equatorial (km) 2439.7
Massa (kg) 0.3302 X 1024
Volume (km3) 6.083 X 1010
Densidade média (g/cm3) 5.427
Gravidade à superfície no equador (m/s2) 0.37
Velocidade de escape equatorial (km/s) 4.25
Temperatura média à superfície (K) ~90 – 740
Albedo normal 0.106
Momento magnético dipolar (Gauss R3) 0.0033
Pressão atmosférica à superfície (bar) ~10-15
Composição da atmosfera He, Na, O2, H2
Dados Históricos
Descobridor -
Data -
Missões espaciais Mariner 10, Messenger (2004), BepiColombo (2009)

Fonte: www1.ci.uc.pt

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