Essa enorme cratera é delimitada por
montanhas de até 2 Km de altitude

Detalhe da cratera Caloris. Nesta imagem em alta resolução são
visíveis as fraturas do fundo da cratera que vão se ramificando
A maior cratera de impacto de Mercúrio é a chamada Bacia Caloris. Com 1300km de diâmetro, ela é a maior estrutura de toda a superfície do planeta. Provavelmente o impacto que a produziu ocorreu pouco depois da formação do planeta, quando um grande asteróide ou cometa colidiu com ele.

Imagem da estrutura conhecida como rocha de Santa Maria, o elemento sinuoso
e escuro que atravessa verticalmente a foto. Acredita-se que
se trata de uma enorme falha geológica
A observação direta de Mercúrio com instrumentos a partir da Terra é muito difícil, pois o planeta fica muito próximo do Sol.
Quando o planeta se encontra a leste do Sol, pode ser visto por pouco tempo no ocidente, logo acima do horizonte, imediatamente depois do por do Sol.
Quando se encontra a oeste do Sol, é possível observá-lo na 1.ª hora da manhã, pouco antes da aurora.
Fonte: osistemasolar.vilabol.uol.com.br
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol estando a uma distância média de 57,9 milhões de km do "astro-rei". Devido a essa proximidade, Mercúrio viaja a uma velocidade média de 47,87 km/s em volta do Sol, sendo o planeta que tem a velocidade orbital mais elevada do Sistema Solar. Isso deve-se ao facto de quanto mais próximo um planeta está do Sol, maior é a força gravítica que este exerce sobre o planeta, sendo que o planeta precisa de uma velocidade mais elevada para não cair em direcção à superfície solar.
Um observador que estivesse em Mercúrio veria o Sol duas vezes e meia maior e sete vezes mais luminoso do que visto na Terra. É também o planeta mais pequeno do Sistema Solar depois da "despromoção" de Plutão a planeta anão. Tem cerca de 4.880 km de diâmetro no equador.
Existe uma relação interessante entre o período de rotação e o período de translação de Mercúrio. O período de rotação, também designado por dia sideral, é de 58,65 dias terrestres correspondendo a dois terços do período de translação - o período de tempo que demora a dar uma volta ao Sol - que é de 87,97 dias terrestres. Esses dois períodos combinados fazem com que um dia solar em Mercúrio dure 176 dias terrestres, ou seja, o equivalente ao tempo que o planeta demora a efectuar 2 translações
Podemos afirmar que em termos de temperatura, este é um planeta de extremos. À superfície, durante o dia, a temperatura pode chegar aos 430 ºC; de noite a temperatura pode descer até aos -180 ºC. Esta descida tão acentuada deve-se ao facto de sua atmosfera ser extremamente ténue, não existindo portanto o efeito de estufa que impeça o calor de se perder durante a longa noite de Mercúrio.
Essa ténue atmosfera é criada a partir de substâncias voláteis que existem na superfície e que reagem às temperaturas muito elevadas, sendo libertas do solo mas aprisionadas pela fraca força gravítica de Mercúrio. A pressão dessa atmosfera é inferior a 2 bilionésimos da atmosfera terrestre ao nível do mar.
A observação de Mercúrio a partir da Terra é bastante limitada. Até mesmo com recurso aos telescópios profissionais, pouco é revelado sobre a sua superfície.
No nosso céu, Mercúrio sempre está próximo do Sol, sendo só possível vê-lo ao anoitecer ou ao amanhecer, e na melhor das hipóteses, afasta-se a apenas 28º do Sol.
Uma grande parte daquilo que sabemos sobre Mercúrio, foi por intermédio da sonda espacial Mariner 10 que se aproximou do planeta em 3 ocasiões diferentes: a 29 de Março de 1974, a 21 de Setembro de 1974 e 16 de Março de 1975. Esta sonda tirou fotos a cerca de 45% da superfície. Desde então mais nenhuma sonda visitou Mercúrio. Porém, Mariner 10 foi muito importante para o nosso conhecimento acerca deste corpo celeste. Ficamos a saber que a sua superfície é muito semelhante à superfície da nossa Lua. Está repleta de crateras e existem também grandes áreas planas que indiciam que ali correram grandes quantidades de lava no passado. A maior cratera chama-se Caloris Basin tem cerca de 1.300 km de extensão.
A sua crosta é essencialmente constituída por silicatos leves, porém os cientistas admitem a existência de um grande núcleo de ferro fazendo com que a densidade média seja elevada – cerca 5,5 vezes a da água.
Mercúrio é portanto um dos 4 planetas rochosos (ou planetas telúricos) que pertencem ao Sistema Solar; os outros 3 planetas são Vénus, Terra e Marte. Estes planetas possuem uma densidade relativamente elevada e são constituídos essencialmente por matéria sólida, distinguindo-se dos planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno) que como o nome indica são principalmente constituídos por gases.
Para sabermos mais, teremos que aguardar pelos resultados da sonda Messenger que chega a este planeta já neste ano de 2008. Os especialistas esperam obter respostas para as muitas questões que ainda não foram respondidas
Mercúrio não possui qualquer satélite conhecido.
Fonte: www.astro.110mb.com
Primeiro planeta do sistema solar, Mercúrio é um globo sem atmosfera, sua superfície é crivada de radiação ultravioleta, possuindo temperaturas extremas que alcançam 350 graus centigrados! Até 1974, todas as informações que se tinha de Mercurio era obtida quando o planeta ficava entre a Terra e o Sol, eram obtidas pelos telescópios aqui da Terra, criando muitas dificuldades pois a proximidade do planeta com o Sol e a distância da Terra não davam grande informações sobre o planeta. As temperaturas em Mercurio são extremas devido a sua proximidade com o Sol e a lentissima rotação do planeta ( 59 dias ), com isso a face virada ao Sol chega a uma temperatura de 350 C e o lado sem Sol baixissima de -170 C.
Distância máxima do Sol ( milhões de Km ) 69.7
Distância miníma do Sol ( milhões de Km ) 45.9
Distância média do Sol ( milhões de Km ) 57.9
Diâmetro equatorial ( Km ) 4.880
Diâmetro polar ( Km ) 4.880
Velocidade orbital ( Km/s ) 47.9
Volume 6
Massa 5.5
Densidade ( em relação à água ) 5.4
Gravidade 37
Temperatura ( centigrados ) - 170 / + 350
Atmosfera ausente
Satélites não possui
Translação 88 dias
Rotação 59 dias
Mercurio é um planeta sem atmosfera e repleto de crateras, crateras de milhões de anos pois a falta de vento e de água deixaram as marcas intactas. Tem uma aparencia parecida com a da Lua também pelos penhascos, rachaduras e planicies. Sua superficie é constituida de uma camada delgada de silicatos rochosos com uma grande quantidade de ferro e niquel. A total falta de atmosfera faz com que fique impossivel a existencia de formas de vida semelhantes da Terra, mas alguns estudiosos dizem que certas re giões do planeta encontram-se em desniveis enormes que sempre estão na sombra, essas areas poderiam concentrar vapor de água ou gás carbônico no esta- do de gelo, o que não eliminaria a hipotese de algum tipo de forma de vida.

Acima imagem da superfície do planeta
A observação deste planeta atravez de telescópios aqui da Terra é muito dificil, principalmente pela sua próximidade do Sol, que faz com que ele só possa ser visto dias ao amanhecer ou ao anoitecer, e também devido a sua grande distância associada ao seu pequeno tamanhao, maior somente que Plutão. Um fenomeno que ocorreu no mes de Novembro de 1999 é muito interessante, trata-se da passagem do planeta a frente Sol, isso foi observado e a NASA fez uma animação do fenomeno que coloco abaixo. Podemos pela animação ver claramente o planeta a frente do Sol, o mais espetacular dessas imagens é a comparação do tamanho do planeta com a gigantesca estrela ao fundo.

Acima um filme mostrando o transito de Mercúrio a frente do Sol, reparem
a comparação de tamanho dos astros