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Ameaça de Impacto de Meteoro

Considerando que a Terra foi formada a mais de quatro bilhões anos atrás, Asteróides e cometas habitualmente bateram no planeta; e de acordo com a NASA os Asteróides mais perigosos são extremamente raros. Muito embora quase sempre ouvimos notícias que um deles passou quase que raspando a Terra só sendo descoberto depois dessa passagem, e/ou que um tal asteróide irá se chocar com a Terra daqui um determinado tempo, têm despertado interesse e alarmado muita gente, principalmente depois do choque do cometa Shoemaker-Levy 9 haver se chocado com o planeta Júpiter.

Objetos e rochas vindas do espaço golpeiam diariamente a Terra, sendo que a grande maioria desses corpos são grãos de poeira que se queimam em contato com nossa atmosfera. Pedaços maiores, e menos freqüentemente, aparecem inicialmente como um luminoso meteoro. Rochas do tamanho de uma bola de beisebol, e pedaços de gelo diariamente cortam nossa atmosfera, sendo que a maioria se vaporisa antes de alcançar o chão.

Um asteróide capaz provocar um desastre global teria que ter mais que um quarto de milha em tamanho. Investigadores calculam que um impacto desse tipo elevaria bastante pó na atmosfera para criar um efetivo " inverno nuclear ", destruindo severamente a agricultura ao redor do globo terrestre. Segundo a NASA, em média, somente uma ou duas vezes a cada 1.000 séculos um Asteróide bastante grande chegaria a colidir com nosso Planeta. Acredita-se que Asteróides menores golpeiam a Terra a cada 1,000 ou 10,000 anos, o que poderiam destruir uma cidade ou causar tsunamis (ondas gigantescas em torno de 30 metros de altura) devastadores. Mais de 160 Asteróides foram classificados como "potencialmente perigoso" pelos cientistas que os localizam. Alguns destes, tem suas órbitas bastante íntimas da Terra, e potencialmente poderiam ser perturbadas no futuro distante, e serem desviadas de seu curso e virem a colidir com nosso planeta.

Os Cientistas apontam que se um asteróide for achado para estar em um curso de colisão com Terra, isso ocorreria entre 30 e 40 anos antes que ele viesse chocar-se com o planeta, há tempo para que pudéssemos evitar o impacto. Embora uma tecnologia desse tipo ainda tenha que ser desenvolvida, existem possibilidades que incluem a explosão do objeto ou seu desvio para uma outra trajetória ou órbita. Embora as órbitas de muitos asteróide sejam conhecidas, existem muitos corpos que ainda não foram descobertos e ainda, muitos Asteróides que não tiveram suas órbitas calculadas, e corpos ainda menores poderiam ser mais ameaçadores. Segundo a NASA, as chances disso acontecer em descobrir um asteróide que por ventura estivesse em rota de colisão com a Terra nos próximos 10 anos seria na casa de 1 em 10,000.

Existem alguns programas ativamente fixos de procura desses objetos chmados de NEOs - Near-Earth Objects (Objetos Próximos da Terra).

Entre essses projetos está o programa NASA's Near Earth Asteroid Tracking (NEAT) program, e o programa Spacewatch na Universidade de Arizona. Também, existe a Fundação de Spaceguard que foi estabelecida em 1996 em Roma. A meta da organização internacional é proteger a Terra dos impactos promovendo e coordenando programas de descoberta e estudo dos NEOs.

Segundo relatórios, NEOs de 1 quilômetro ou maior estão sendo descobertos à taxa de cerca de cinco deles por mês. A meta combinada destas agências é achar 90 % de todos os NEOs de 1 quilômetro ou mais dentro da próxima década.

Torino Scale

Em julho de 1999, a União Astronômica Internacional adotou um novo sistema de avaliação para ameaças de asteróide, chamado Torino Scale. Uma colisão de um volumoso asteróide ou cometa, com mais de 1 km de diâmetro, é bastante raro e tipicamente pode acontecer em milhões de anos, e teria catastróficas conseqüências verdadeiramente global. Muitos asteróides que tem órbitas que passam bastante próximas da Terra ainda são desconhecidos, mas a cada ano, muitos deles são descobertos. Uma colisão interplanetária não afetaria a órbita da Terra, tanto quanto um grão de poeira não afeta o clima do planeta; mas um provável resultado é a extinção global de muitas espécies de vida, além de obscurecer os raios solares por meses, fazendo cair drasticamente a temperatura da Terra em muitos graus abaixo de zero.

Segundo os estudiosos isso já aconteceu algumas vezes como atestam as dezenas de crateras de impacto na Terra, e deverá acontecer novamente, mas não se pudermos descobrir tal objeto com antecedência e tivermos desenvolvido meios para prevenir tal catastrofe mundial. Segundo os pesquisadores de objetos próximos da Terra, atualmente nenhum asteróide ou cometa é conhecido que possa estar em um curso de colisão direto com a Terra.

Milhares de Asteróides e Cometas giram ao redor do Sol. De vez em quando um chega muito perto da Terra e, geralmente, passa sem causar nenhum dano. Mas, há 214 milhões de anos atrás foi diferente. Um Cometa que se partiu ou uma série de Asteróides cairam sobre nosso planeta. Foi semelhante ao ocorrido em 1994 em Júpiter, bombardeado pelos restos do Cometa shoemaker-Levy 9 que abriu crateras maior do que a Terra na superfície de Júpiter. Entre os asteróides, os da família Apollo , pelo fato de passarem pela órbita terrestre, existe uma chance de algum deles se chocar com a Terra, porém este evento não traz muita preocupação para nós, já que as chances de um asteróide da família Apollo atingir a Terra são de uma colisão a cada 200 milhões de anos.

Há milhares de anos, a Terra era muito diferente do que é agora, quando foi bombardeada do espaço há mais de 214 milhões de anos. Os Continentes ainda não haviam se separado ; os impáctos de Asteróides ou pedaços de um Cometa, ocorreram ao longo de uma linha: ao Sul da França; perto da cidade de Quebec no Canadá; e na parte Ocidental do Canadá. Somente a cratera perto de quebec ainda pode ser vista hoje.

Supõe-se que a série de impáctos tenha levantado uma enorme nuvem de destroços e poeira, tapando o Sol por muitos anos. Mais ou menos nessa época, dizem os cientistas, ocorreu a primeira súbta extinção de plantas e animais. A Segunda grande mortandade aconteceu a apenas 65 milhões de anos e pode ter sido causada por evento semelhante.

Segundo uma teoria, foi quando os dinossauros desapareceram da face da Terra.

Desde que as órbitas de alguns Asteróides e cometas freqüentemente cruzam com a órbita da Terra, as colisões com os objetos celestes próximos da Terra aconteceram no passado, nós devemos permanecer alertas à possibilidade de futuras aproximações íntimas destes corpos com a Terra. Parece bastante prudente montar esforços para descobrir e estudar estes objetos, caracterizar seus tamanhos, a composições e estruturas e manter um olho nas futuras trajetórias futuras deles. Para encontrar quase todos os grandes NEOs que ocasionalmente tem uma trajetória que chega muito próximo da Terra, é necessário contínuos esforços na procura destes objetos. Devemos ser cuidadosos para verificar qualquer predição de colisão com a Terra.

Dado a natureza extremamente improvável de tal colisão, quase todas as previsões tem se mostrado serem alarme falso. Porém, se for verificado que um objeto possa estar em rota ou trajetória de colisão com a Terra, parece provável que esta possibilidade de colisão será conhecida vários anos antes que disso acontecer. Assim, teríamos vários anos de antecedência para usar a tecnologia existente, para desviar o ameaçador objeto para longe da Terra. O ponto chave neste processo de abrandar os resultados de um iminente impacto é encontrar os objetos ameaçadores com antecedência de forma que uma ordenada campanha internacional possa ser montada para enviar astronaves ao encontro do objeto ameaçador.

Teoricamente, uma das técnicas sugeridas para inclinar ou desviar um asteróide para longe da Terra, inclui as armas de fusão nucleares enviadas sobre a superfície do objeto para mudar ligeiramente a velocidade do asteróide sem parti-lo. Neutrons de alta velocidade de explosão irradiariam uma concha de material na superfície do asteróide; o material desta concha se expandiria e então sopraria para fora produzindo assim um recuo do próprio asteróide. Uma mudança de velocidade, mesmo que muito pequena, no movimento do asteróide (só alguns milímetros por segundo), agindo durante vários anos, poderia desvia-lo completamente da Terra. Porém, isso deve ser feito de modo a tocar suavemente o asteróide para não danificá-lo e não explodi-lo. Entretanto, a opção de explodir o asteróide, tão popular nos filmes de ficção científica, cria um problema ainda maior quando todos os pedaços encontrassem na atmosfera da Terra.

Outra opção que foi discutida inclui o estabelecimento de grandes velas solares enviadas, a superfície do asteróide, através de uma pequena sonda que se prenderia ao objeto; de forma que a pressão da luz e do vento solar poderia eventualmente redirecionar o objeto para longe de sua predita trajetória de colisão com Terra.

Em cima de longos períodos de tempo, as chances da Terra ser imprensada não são desprezíveis e deve ser levada em conta e, assim, alguma forma de segurança possa garantir que um NEO não alcance nosso globo terrestre. No momento, nosso melhor seguro está nas mãos dos cientistas que pesquisam os NEOs, nos esforços destes abnegados homens dispostos a encontrar estes objetos com antecedência e localizar seus movimentos no futuro. De qualquer forma, antes de tudo, precisamos primeiro detectá-los, e então mante-los sob cerrada observação.

Embora possa existir uma remota probabilidade de acontecer um impacto de um Asteróide ou Cometa com a Terra, não demos nos alarmar com esta ameaça. A possibilidade de uma pessoa sofrer um acidente de carro ou ser apanhada de surpresa por outros desastres naturais e uma variedade de outros problemas são muito mais altas que a ameaça dos NEOs.

Fonte: rgregio.astrodatabase.net

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