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Estrutura e Composição dos Meteoritos

Os diferentes meteoritos são formados mediante diversos processos em corpos muito variados e por isso suas propriedades físicas e químicas são também muito variadas.

Algums meteoritos são fáceis de serem identificados, especialmente os condritos primitivos, pois apresentam um aspecto muito diferente de qualquer rocha de origem terrestre. Outros, ao contrário, e particularmente os condritos, se originaram pelo mesmo tipo de processos ígneos que acontecem na Terra, e podem ser difíceis de serem reconhecidos. Para facilitar seu reconhecimento, apresentamos uma breve descrição dos tipos distintos de meteoritos.

Embora eles venham do espaço exterior, os Meteoritos contém os mesmos elementos químicos das matérias terrestres. Porém, os elementos existentes nos Meteoritos são notadamente em proporções diferentes das matérias da Terra. Eles se fundem de maneiras características para formar o tecido dos Meteoritos: ou uma liga metálica de ferro e níquel ou uma rocha rica em silício e oxigênio.

Há 3 classes ou grupos distintos de Meteoritos, classificados de acordo com sua composição ou natureza.

Para cada uma dessas classes também há subdivisões ou subclasses. Meteoritos provaram ser difícil classificá-los, mas os três maiores agrupamentos são rocho-metálicos ou mistos, rochosos, e metálicos.

Meteoritos Rochosos

Condritos: Carbônicos (carbonaceous) e Enstatite
Não condritos ou Acondritos : Grupo HED, Grupo SNC, Aubrites e Ureilites

Meteoritos Ferrosos ou Metálicos

Subdividos em treze grupos principais e consistem principalmente em ligas de ferro-níquel com quantias secundárias de carbono, enxofre, e fósforo.

Meteoritos ferro-rochosos ou rocho-metálicos

Palasitos
Mesosideritos

Os meteoritos mais comuns são condritos (chondrites) que são meteoritos rochosos. Cada uma dessas classes pode ser subdividido em grupos menores com propriedades distintas. Meteoritos Rochosos ou Pétreos ou Aerólitos. Nesta classe estão os Meteoritos cuja composição é das rochas. Nesse grupo também estão incluídos os Condritos, Condritos Enstatite, Chondrites Comuns, Condritos Carboníferos e Condritos Carbonados.

Condritos

Nome dado às pequenas partículas esféricas, chamadas côndrulos, que as caracterizam. Algum meteoristas sugeriram que as diferentes propriedades encontradas em vários condritos sugerem a localização na qual eles foram formados.

Datação radiométrica de condritos os coloca à idade de 4.55 bilhões anos, o que representa a idade aproximada do sistema solar. Eles são considerados amostras da matéria que remonta à formação do sistema solar , embora em muitos casos suas propriedades foram modificadas por metamorfismo térmico ou alteração glacial.

Condritos Enstatite

Contém os elementos mais refratários e é acreditado que tem formado no sistema solar interno.

Chondrites Comuns (correntes)

É o tipo mais comum que contém ambos elementos volátil e óxido, é pensado que tenha sido formado no cinturão interno de asteróide.

Condritos Carboníferos

Meteoritos pétreos muito frágeis e facilmente desintegráveis.Os Condritos carbonados que apresentam proporções mais altas de elementos voláteis e a maioria é oxido, é pensado que tenha originado á grandes distâncias solares.

Condritos Primitivos

Lâmina do Meteorito Allende
Lâmina do Meteorito Allende
Um condrito carbonáceo encontrado em Chihuahua, México.

A maioria dos objetos de cor cinza claro sisíveis em uma lâmina, cortada com serra, são cóndrulos de poucos milímetros de diâmetro. Os objetos de tamanho maior e cor branca são inclusões refratárias. ambos materiais estão imersos em uma matriz negra. Este condrito primitivo caiu poucos meses antes que a Apollo 11 fosse para a Lua, na qual supunha uma ocasião única para os cientistas por à prova muitas das ténicas analíticas que se pensava usar para estudar as amostras lunares.

Esta classe de meteoritos têm uma crosta de fusão de cor negra ou cinza escuro e o interior é de cor cinza mais claro. Nas superfícies obtidas por fraturas se distinguem três componentes estruturais básicos: Os cóndrulos se destacam como grânulos semi-enterrados em uma matriz de material defino grão, geralmente brando, poroso e de coloração cinza, como grafite esponjoso. Nos Condritos comuns desequilibrados predominam os cóndrulos, alcançando até 80% do volume.

Os condritos carbonáceos e enstatíticos, ao contrário, contém muito menos cíndrulos (até 30% do volume), e em alguns casos são constituídos exclusivamente por matriz. Tanto nos cóndrulos com na matriz predominam os minerais olivina e piroxeno, ou seus produtos de alterações. Como se trata de minerais que apresentam densidades similares aos dos minerias comuns à crosta terrestre, os condritos primitivos não são considerados muito densos. De qualquer modo, as vezes contém pequenos grânulos metálicos dispersos que se destacam por seu brilho nas superfícies fraturadas recentemente.

Em alguns condritos normais desequilibrados são particularmente visíveis.

O terceiro componente dos condritos primitivos são as inclusões refratárias. Algumas são esféricas, como os cóndrulos, porém normalmente são de forma irregular, amebóide. Contém minerais, como os feldspatos, abundantes nas rochas terrestres de cor clara, como o granito, e por isso se destacam como manchas claras na matriz cinza. A abundância de inclusões refratáriasnos condritos primitivos é variável. Nos condritos normais desequilibrados e nas enstatitas apenas existem, enquanto que nas carbonáceas podem chegar até 15% do volume.

Condritos Equilibrados

Condritos corrente, equilibrado (esquerda) e desequilibrado Beenham (New Mexico) é o condrito corrente desequilibrado da direita.
Condritos corrente, equilibrado (esquerda) e desequilibrado Beenham (New Mexico) é o condrito corrente desequilibrado da direita.

Condrito corrente parcialmente equilibrado

Seu interior, com abundântes cóndrulos, é de aspecto cinza manchado, com algumas partículas metálicas brilhantes. Khohor (Uttar Pradesh) é o condrito equilibrado metamórfico da esquerda. Seu interior, de cor clara, constrasta fortemente com a crosta de fusão escura.

Condrito corrente parcialmente equilibrado
Condrito Comum (corrente) encontrado próximo a Tucson, Arizona. Snyder Hill é um condrito corrente parcialmente equilibrado. O interiorm de cor cinza claro, nitidamente constrasta com a crosta de fusão negra.

A maioria dos condritos equilibrados procedem dos condritos primitivos comuns. Só uns poucos tem relação com os condritos primitivos carbonáceos e com as enstatita. Se bem que os condritos primitibos correntes (normais) podem ser de cor cinza, uma vez que se equilibram por metamorfismo podem adquirir cor branca, amarelo ou ligeiramente alaranjado. Se se formaram por impacto na superfície de um asteróide podem ser de cor bastante escura. A crosta de fusão, quando está alterada, podem ter aspecto oxidado, alaranjado. A proporção de metal em diferentes amostras variam amplamente, inclusive podem ser nula nos mais profundamente meteorizados, e então adquirem um aspecto similar ao das rochas areníticas da Terra. quando são recentes, ao contrário, se pode ver as partículas brilhantes metálicas dispersas na matriz ou concentrada em gretas. Ainda que contenham metais, predominam as olivinas, piroxenos e feldspatos, pelo que sua densidade é parecida com a das rochas terrestres. Mas, podem ser distinguidas pela sua crosta de fusão e pela presença de ligas metálicas de ferro.

Meteoritos Metálicos

Meteorito Metálico
Os meteoritos metálicos Canyon Diablo são fragmentos do asteróide que produziu a Meteor Crater (norte de Arizona) ao chocar com a Terra.

São de cor marrom escuro e prateado por dentro. O interior desse exemplar foi corroído em laboratório para salientar a estrutura característica descrita por Widmanstätten.

A diferença dos condritos primitivos e dos condritos equilibrados, é que os meteoritos metálicos são muito densos e compactos. Portanto, seu peso é muito maior que o das rochas de similar tamanho procedentes da crosta terrestre. Além disso, se distinguem facilmente por seu interior metálico de cor prateado, que a miúdo apresenta uma estrutura cristalina em forma de placas cruzadas chamad de Widmanstätten, um conde austríaco que foi o primeiro em descobró-la. Esta estrutura só podem ser manifestadas em laboratório mediante corrozão química.

A crosta de fusão desse tipo de meteorito podem consistir de uma pátina muito fina de cor marrom. As pessoas os podem confundir com a magnetita de origem terrestre, que também tem densidade elevada e uma cor parecida, negra ou marrom avermelhado. De qualquer modo, a magnetita é negra ou avermelhada por dentro, e não de cor prateada. Além disso, acrosta dos meteoritos metálicos podem ter entalhes ou sulcos, como os que se podem imprimir na argila ao ser modelada com os dedos. Estas marcas são produzidas por ablação, ao penetrar na atmosfera da terra a grande velocidade. a superfície sofre forte aquecimento, porém não em seu interior.

Meteoritos Palasitos

Meteorito Palasito
Palasita Brenham (Kansas) apresenta cristais de olivina incrustados em uma matriz metálica de cor prateada. Esta delgada lâmina foi cortada e polida para destacar sua estrutura.

Palasitas são meteoritos com uma mescla de metal e silicatos. Portanto, sua densidade é maior que a das rochas comuns. O aspecto de sua superfície muda com o tempo, causado pelas distintas velocidades de alteração de seus componentes. Recolhida após pouco tempo de sua caída, a crosta de fusão é de aspecto suave e coloração negra ou marrom, como nos meteoritos metálicos ou dos condritos. Os mais velhos, ao contrário, tem uma superfície irregularmente manchada, com zonas de apecto oxidado, de cores alaranjadas ou amareladas. Ao serem cortados com uma serra são inconfundíveis. Em seu interior aparecem grandes cristais de olivina, de cor verde, amarela ou marrom, rodeados por uma matriz metálica, prateada, brilhante.

Meteoritos Acondritos

Meteoritos Acondritos
Meteorito provavelmente vindo de Marte. Este meteorito contêm gases atmosféricos capturados em minerais fundidos que condizem com a composição da atmosfera marciana conforme medida pelas sondas Vikings em 1976.

Acondritos também são meteoritos rochosos, mas eles são considerados diferenciados ou que sua matéria foi repocessada. Eles foram derretidos e recristalizados em ou dentro de seu meteorito de origem; como resultado, os achondrites têm texturas distintas e mineralogias indicativas de processos ígneos.

Os meteoritos acondritos são os meteoritos mais difíceis de serem distinguidos das rochas terrestres, pois foram formados pelos mesmos processos geológicos que tiveram lugar em nosso Planeta. Não se distinguem nem por sua composição mineralógica, nem por sua densidade, nem por sua textura. Somente a presença de uma crosta de fusão inalterada permite identificar os candidatos para seu posterior estudo. Alguns acondritos são brechas. Isto é, consistem em uma mescla de cascalhos angulosos, claros e escuros.

Um tipo particular, os mesosideritos , são brechas metamórficas. As vezes são erroneamente classificados como palasitas, por conterem grandes fragmentos metálicos de cor prateado inclusos em uma matriz de silicatos de cor cinza amarronzado.

Fonte: gregio.astrodatabase.net

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