A idéia da matéria constituída de átomos surgiu pela primeira vez com os antigos gregos, Demócrito, século V a. C.; foi defendida por Leucipo e Epicuro, sendo este último o criador da expressão átomo.

A idéia da matéria constituída de átomos surgiu pela primeira vez com os antigos gregos, Demócrito, século V a. C.; foi defendida por Leucipo e Epicuro, sendo este último o criador da expressão átomo.
- Somente no início do século XIX, a idéia atomista da matéria retorna com ênfase no meio científico, sendo John Dalton o seu propagador.
- A teoria atômica de Dalton (1803) baseia-se em fatos experimentais, na procura das justificativas das leis de Lavoisier, de Proust e na lei que recebe o seu próprio nome.
1 – toda matéria é formada de átomos;
2 – os átomos são indivisíveis;
3 – os átomos não se transformam uns nos outros;
4 – os átomos não podem ser criados nem destruídos;
5 – os elementos químicos são formados por átomos
simples;
6 – os átomos de determinado elemento são idênticos
entre si em tamanho, forma, massa e demais propriedades;
7 – átomos de elementos diferentes são diferentes entre
si em tamanho, forma, massa e demais propriedades;
8 – toda reação química consiste na união
ou separação de átomos;
9 – átomos iguais entre si se repelem e átomos diferentes
se atraem;
10 – substâncias compostas são formadas por átomos
compostos (as atuais moléculas);
11 – átomos compostos são formados a partir de elementos
diferentes, em uma relação numérica simples.
1º) Dalton explicou e fez previsão a respeito das combinações
químicas.
Quando apenas um composto de dois elementos químicos fosse conhecido,
estipulava-se AB para sua fórmula estrutural.
Ex: A água era considerada como formada por um átomo de hidrogênio
e um de oxigênio.
Essa afirmação gerou dificuldades, pois Gay-Lussac com seus
estudos de gases deitou por terra essa hipótese.
Segundo Gay-Lussac:
Dalton admitiu que volumes iguais de todos os gases, submetidos à mesma pressão e temperatura, contêm o mesmo número de átomos, mas quando um volume de oxigênio reage com dois volumes de hidrogênio para formar dois volumes de vapor de água, cada átomo de oxigênio deveria dividir-se, o que contraria o postulado da indivisibilidade do átomo em processos químicos.
2º) Também não havia concordância com o estudo da
natureza elétrica da matéria feito por Michael Faraday (1830);
com as descargas elétricas em tubos com gases rarefeitos feitas entre
outros, por J.J. Thomson (1855 – 1895) e a descoberta da radioatividade
(1896) por Becquerel.
Tais evidências experimentais sugeriam, que a matéria teria natureza
elétrica e que seria constituída de partículas discretas
de eletricidade (descoberta do elétron e próton), e ainda que
os átomos podem se decompor formando átomos diferentes, ou seja,
o átomo não é indivisível.
1 – Em 1855, H. Geissler fez experimentos de descargas elétricas em gases à pressão reduzida (utilização de uma bomba de vácuo, 10000 V, luminescência no interior do tubo).

# No dia-a-dia, esses tubos estão presentes nos anúncios luminosos de néon e nas lâmpadas a vapor de mercúrio e sódio.
2 – Em 1875, William Crookes fez uma variedade desses tubos e os chamou de tubos de descarga ou hoje também conhecidos como tubos de Crookes.

Crookes observou que quando abaixava mais e mais a pressão dentro da ampola, a luz que estava distribuída dentro da ampola desaparecia, mas surgia uma luz esverdeada nas paredes do tubo opostas ao catodo (raios catódicos = elétrons).

Anteparo coberto com um material fluorescente.
Observou que o anteparo brilhava com uma luz esverdeada do lado voltado para
o catodo.
CONCLUSÃO: a luz sai do catodo e vai em direção ao anodo.
Raios catódicos moviam uma roda de pás colocada dentro do tubo.
CONCLUSÃO: Têm energia cinética e portanto, têm
massa.
