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Caminito

Nota: decidimos preservar a palavra "caminito" porque ela dá um brilho e uma força especial a este tango. No português temos palavras lindas que poderíamos usar tais como: vereda, senda e outras, mas acreditamos que nenhuma teria a força desta que é como uma "marca registrada" deste tango.

Este tango, composto em 1926, foi premiado em uma competição aberta pela municipalidade de Buenos Aires (equivalente às nossas Prefeituras).
Ignacio Corsini com seus shows de teatro, que era a forma de divulgação das músicas na época, foi quem o converteu em um grande sucesso vindo a gravá-lo em 1927.

Consta que o autor da letra se referia em seus versos a um caminho de povoado ribeirinho em Buenos Aires, hoje bairro chamado "La Boca".
A história remonta aos primórdios de fundação da cidade.
O caminho era utilizado para o transporte de cargas dos frutos que a Argentina exportava e dos comestíveis e materiais que chegavam do exterior.

Letra: Gabino Coria Peñaloza
Música: Juan de Dios Filiberto
Tradução: Elesta e Leo

Caminito

Caminito que el tiempo ha borrado,
“Caminito” que o tempo apagou,

que juntos un día nos viste pasar,
que juntos um dia nos viste passar,

he venido por última vez,
vim pela última vez,

he venido a contarte mi mal.
vim a contar-te meu mal.


Caminito que entonces estabas
“Caminito” que então estavas

bordeado de trébol y juncos en flor,
marginado de trevos e galhos em flor,

una sombra ya pronto serás,
uma sombra já logo serás,

una sombra lo mismo que yo.
uma sombra assim como eu.

Desde que se fue
Desde que se foi

triste vivo yo,
triste vivo eu,

caminito amigo,
“caminito” amigo,

yo también me voy.
eu também me vou.

Desde que se fue
Desde que se foi

nunca más volvió,
nunca mais voltou,

seguiré sus pasos,
seguirei seus passos,

caminito, adiós.
“caminito”, adeus.

Caminito que todas las tardes
“Caminito” que todas as tardes

feliz recorría cantando mi amor,
feliz percorria cantando meu amor,

no le digas si vuelve a pasar
não lhe diga se volta a passar

que mi llanto tu huella regó.
que meu pranto tuas pegadas regou.

Caminito cubierto de cardos,
“Caminito” coberto de cardos,

la mano del tiempo tu huella borró.
a mão do tempo tuas pegadas apagou.

Yo a tu lado quisiera caer
Ao teu lado eu quisera cair

y que el tiempo nos mate a los dos.
e que o tempo matasse a nós dois.

Desde que se fue
Desde que se foi

triste vivo yo,
triste vivo eu,

caminito amigo,
“caminito” amigo,

yo también me voy.
Eu também me vou.

Desde que se fue
Desde que se foi

nunca más volvió,
nunca mais voltou,

seguiré sus pasos,
seguirei seus passos,

caminito, adiós.
“caminito”, adeus.

Fonte: www.paixaoeromance.com.br