
Não há dois flocos de neve exatamente iguais. Cada um é uma coleção de cristais de gelo, de vapor de água gelado, congelados juntos. As formas do cristal são divididas em aproximadamente 80 categorias. Podem ter a forma de agulhas, prismas, lâminas, hexágonos e colunas. A forma depende da temperatura, altura e água contida na nuvem na qual se formam. A neve pode ser "úmida" ou "seca". A neve úmida é feita de grande flocos e se forma quando a temperatura está quase zero. É perfeita para fazer bolas de neve, mas difícil de limpar. A neve seca é poeirenta e fácil de limpar; forma-se quando a temperatura está bem abaixo de zero. O granizo é normalmente neve derretida, mas pode ser chuva semicongelada formada quando as gotas de chuva evaporam e esfriam ao cair.
Cristais de gelo formam-se nas nuvens em que a temperatura está entre -20°C e -40°C. Para formar flocos de neve, os cristais se juntam enquanto caem e se tornam úmidos; então, congelam novamente. Só chegarão ao solo como neve se o ar estiver gelado em todo o percurso atmosfera abaixo. Se o ar estiver muito quente, os cristais podem evaporar tornando-se vapor de água outra vez ou derreter e cair como granizo ou chuva. Às vezes, pode nevar no alto de um arranha-céu enquanto apenas chove na rua abaixo dele.
Em montanhas inclinadas a mais de 22°, há risco de avalanches. A neve se acumula, até que pequena quantidade escorega e junta mais neve à medida que desce. Os motivos são diversos: forte queda de neve, aumento da temperatura, um esquiador ou um barulho forte.
As geleiras e as calotas de gelo são feitas de neve que nunca derrete. Os cristais e flocos de neve são compactados pelo peso de mais neve caindo no topo. As calotas de gelo e geleiras formam-se no topo de montanhas e perto dos pólos.
Quando a neve forma montes, as pessoas ficam nos carros ou mesmo em suas casas. Animais ou pessoas enterrados na neve podem sobreviver por um longo tempo. É que a neve recente contém ar nas falhas entre os cristais de gelo. Os animais usam esse ar para respirar.
A neve nem sempre é branca. Pode ser cor-de-rosa, marrom ou mesmo vermelha. A neve é cor de rosa na Groelândia: a cor se deve a algas que vivem na neve. O pigmento que torna as algas vermelhas também as protege nas condições extremamente frias.
Fonte: www.trabalhoescolar.hpg2.ig.com.br
Neve é um fenômeno meteorológico que consiste na queda leve, moderada ou forte de flocos de neve. É possível usar os termos tempestade de neve ou neve rarefeita dependendo de sua intensidade.
Cada floco de neve é uma precipitação de uma forma cristalina de água congelada. Acontece com freqüência nas regiões de clima frio e temperado do planeta Terra.

Florestas do Colorado, EUA, após uma queda de neve
A disposição física cristalina de cada floco de neve é bem peculiar, como mostra as figuras abaixo.

Exemplos de flocos de neve.

Cruzamento movimentado de Toronto em um dia de muita neve.
A neve é um problema de maior importância em vias públicas em geral, especialmente em temperaturas entre 2°C e -5°C, quando a neve que cai é úmida, ou derrete com relativa facilidade, sendo um agravante de acidentes, visto que facilita a derrapagem de veículos transitando nas vias públicas. Em temperaturas mais baixas, a neve é seca, e não facilita a derrapagem, mas acumula-se com facilidade, e pode atrapalhar facilmente o trânsito de veículos em vias públicas, caso acumule-se. Por isto, regiões que recebem regularmente precipitação de neve possuem empresas com veículos adaptados para remover a neve de vias públicas primárias, como avenidas e rodovias movimentadas, bem como em aeroportos movimentados.
Por causa das mesmas razões mencionadas acima, a neve também é um causador de acidentes entre pedestres em geral, especialmente em temperaturas entre 2°C e -5°C, fazendo com que pessoas escorreguem ou dificultando sua locomoção. Muitos países que recebem neve regularmente possuem legislação que obrigam os proprietários de um dado estabelecimento (residências, comércio, etc) a removerem parte da neve que acumula-se à frente de suas calçadas, para permitir o trânsito seguro de pedestres. Caso um pedestre acidente-se por causa de neve não removida localizada na calçada à frente de um dado estabelecimento, o proprietário deste dado estabelecimento pode ser judicialmente processado por isto. Muitas escolas americanas e canadenses proíbem que crianças brinquem com neve, dentro de suas propriedades, em horário escolar ou desacompanhados de um adulto, primariamente por causa da falta de inspectores a garantir a devida segurança das crianças.
Outro problema causado pela acumulação de neve em um dado local é que ela acumula lixo com facilidade. Neve, quando precisa ser removida, é removida através da adição de sais que derretem a neve, de máquinas que aquecem um dado local, derretendo a neve, ou removendo a neve manualmente, através de pás e veículos adaptados.
A neve no Brasil ocorre de forma ocasional, mas praticamente em todos os anos nos planaltos dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e com menor freqüência, no Estado do Paraná. Porém já se chegou a registrar queda neve nos estados de São Paulo e Sul de Minas Gerais, nas regiões elevadas da Serra da Mantiqueira e até mesmo no estado do Rio de Janeiro, na região do Parque Nacional do Itatiaia e no Pico das Agulhas Negras.
O fenômeno, no Brasil, ocorre principalmente nos meses de junho, julho, agosto, mas há registros de nevadas precoces nos meses de abril (17 de abril de 1999 em São Joaquim, Santa Catarina), maio e também nevadas tardias, em setembro e mesmo em outubro, já em plena primavera (também em São Joaquim registrou-se o fenômeno em 3 de outubro de 1999, sendo a nevada mais tardia registrada no país).
No Estado do Rio Grande do Sul, as cidades mais freqüentemente atingidas pelo fenômeno estão localizadas nas regiões serranas do noroeste do Estado, principalmente nas regiões de maior altitude, denominadas de "campos de cima da serra", em localidades como São José dos Ausentes, Bom Jesus, Cambará do Sul, locais em que o fenômeno ocorre praticamente em todos os anos, e também em várias outras cidades serranas, como São Francisco de Paula, Caxias do Sul, Canela, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis, Gramado, Vacaria, Lagoa Vermelha, entre outras.
Historicamente, porém, praticamente todo o território sul-riograndense foi atingido pela neve, por menor que tenha sido a intensidade. Mesmo cidades com pouca altitude como Porto Alegre (1909, 1984, 1994), Pelotas (1994) e Jaguarão, Campo Bom, Santa Maria, Barra do Quaraí, entre outras localizadas a menos de 100m do nível do mar, já presenciaram o fenômeno.

Pinus sylvestris coberto de neve.
O Estado de Santa Catarina, por sua vez, pode ser considerada a unidade da federação em que o fenômeno ocorre com mais freqüência, pois o planalto sul deste Estado, por sua localização geográfica, onde a latitude (menor do que em muitas regiões gaúchas onde o fenômeno é, todavia, bem mais raro), graças às altitudes, freqüentemente entre 900 e 1800m do nível do mar, é, juntamente com os "campos de cima da serra" no Rio Grande do Sul, a região do Brasil onde a neve ocorre com mais freqüência - pode-se dizer que as duas regiões formam uma unidade geográfica, a qual recebeu o apelido de "planalto da neve".
Contudo, é no lado Catarinense, onde se registram as maiores altitudes, que o fenômeno ocorre usualmente com maior intensidade e freqüência. Em Santa Catarina, os municípios de São Joaquim, Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra são agraciados com o fenômeno da neve em praticamente todos os anos. Entretanto, são numerosos os municípios localizados nos planaltos catarinenses, em que o fenômeno da precipitação de neve ocorre com uma frequência apreciável, embora não chegando a ocorrer em todos os anos, como Lages, Curitibanos, Ponte Alta do Norte, Ponte Alta, Santa Cecília, Fraiburgo, Caçador, Monte Castelo, e com um freqüência um pouco menor, Porto União, São Bento do Sul, Mafra, Xanxerê, Chapecó, entre outros.
O local do Brasil mais propício à ocorrência de neve é, sem dúvida, o morro da Igreja, na cidade de Urubici, no sul de SC, a mais de 1800m de altitude, localidade em que a temperatura média anual é de 10ºC. Segundo registros não oficiais, a temperatura teria atingido um recorde de -17ºC no inverno de 1996.

Vale com neve
No Paraná, a região de Palmas, quase no extremo sul do Estado, e a 1090 m de altitude, é a região paranaense onde o fenômeno ocorre com maior regularidade, em quase todos os anos. Em, outros municípios paranaenses, o fenômeno ocorre com menor freqüencia, mas dificilmente ficam uma decada inteira sem presenciá-lo, como Guarapuava, Inácio Martins, General Carneiro, Clevelândia, Pato Branco, Irati, entre alguns outros municípios de altitude superior a 900m localizados no sudoeste do Estado.
Em outros municípios paranaenses, a neve também já foi registrada, embora com uma freqüencia bem mais rara, como Cascavel 1984, 2000); Toledo; Curitiba 1928, 1942, 1955 em alguns bairros, 1975, tendo ocorrido o fenômeno em meados da década de 80 com intensidade fraca; e Castro, entre outros,dentre os quais merece destaque, a cidade de Foz do Iguaçu, que, a pouco mais de 150m do nível do mar, registrou o fenômeno em 1975. Há relatos da ocorrência esparça do fenômeno também no norte do Estado, em 1965, na "serra do mulato" e também na cidade de Arapongas.
É interessante o registro de orvalho congelado (sincelo) ocorrido no sudoeste do Estado em 2003.
O ano 2000 a neve ocorreu em mais de 70 municípios espalhados nos três estados do sul do Brasil, notadamente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Em termos de agrangência territorial, destaca-se na região sul do Brasil, o ano de 1965, tendo também o fenômeno ocorrido de forma simultânea em muitos municípios espalhados pelos três estados sulinos em 1942, 1955 e 1975.
Na região sudeste, o fenômeno da neve é bem mais raro e esparso, mas vale mencionar a sua ocorrência em Campos do Jordão, (1928 - forte nevada, 1942 - nevada de forte intensidade que caiu por três horas consecutivas, sendo a última vez que o fenômeno foi registrado no perímetro urbano da cidade), Apiaí, (1928), em Camanducaia (no distrito de Monte verde), Itamonte e no pico do Itatiaia (em 1985, 1999, 2001, 2004) e em Pedralva em 1986, ano em que curiosamente, os estados do sul do Brasil não registraram o fenômeno, segundo o livro "A Neve no Brasil" , de autoria de Nilson Pedro Wolff. A cidade de São Paulo também já registrou uma precipitação de neve no ano de 1918.
Fonte: pt.wikipedia.org
As gotículas de água que se formam por condensação crescem porque há núcleos de condensação que são higroscópicos (atraem água). (A simples saturação do ar não garantiria o seu crescimento. Só se o ambiente estiver supersaturado (humidade relativa maior do que 100%) - o que é raro acontecer - as gotículas crescem. Mas, mesmo assim, só ao fim de 20 a 120 minutos os processos de condensação e deposição podem gerar uma gotícula de nuvem (de 1 a 30 mícron de diâmetro). E ter-se-ia de esperar quase eternamente para que estes processos gerassem uma partícula de precipitação suficientemente pesada para cair (de 0,2 a 5 mm de diâmetro). São o efeito combinado da colisão e fusão de gotículas e do processo de crescimento de cristais de gelo que asseguram o crescimento das partículas de precipitação a partir das gotículas.
A maioria da precipitação tem origem em nuvens cumuliformes onde a temperatura está abaixo de 0ºC. Mesmo a essas temperaturas, existem pequenas gotículas de água (dita superarrefecida). Isto deve-se ao facto de as moléculas de vapor de água precisarem de superfícies sobre as quais condensar (ou gelar) e haver poucos núcleos de congelação numa nuvem típica. As gotículas de água superarrefecida andam «à procura» de algo sobre que gelar. (Só se a temperatura descer até pelo menos uns -40º C se poderá dar a chamada nucleação expontânea e elas gelarão sem a presença de núcleos de congelação.)
Os cristais de gelo numa nuvem fria vão crescendo muito rapidamente à custa das gotículas superarrefecidas. É um processo muito eficiente porque há muitas mais gotículas superarrefecidas do que cristais numa nuvem típica e, por isso, há muitas gotículas para «alimentar» cada cristal.
À medida que crescem, os cristais vão ficando mais pesados e, quando o seu peso já não pode ser suportado pelo movimento da coluna ascendente de ar, caiem em direcção ao solo. Se ao caírem atravessarem zonas em que a temperatura do ar esteja acima de 0ºC, transformar-se-ão em gotas de chuva que irão crescendo, por colisão e a fusão.
O tipo de precipitação que chega ao solo (chuva, granizo, chuva gelada, neve, etc.) depende do tipo de processos dentro da nuvem mas também da temperatura do ar entre a base da nuvem e o solo. Pequenas variações de temperatura (décimos de grau) podem implicar a diferença entre chuva, chuva gelada, saraiva ou neve.
Se, no seu caminho para o solo, os cristais de gelo encontrarem sempre temperaturas negativas até à superfície, a precipitação no solo será geralmente sob a forma de neve. Os flocos de neve são compostos por cristais de gelo parcialmente derretidos (ao entrarem em contacto com ar mais quente) e colados uns aos outros .
Se, no seu caminho para o solo, as temperaturas ficarem positivas, os flocos de neve derretem e transformam-se em gotas de chuva.
Se as temperaturas continuarem positivas até à superfície e o ar estiver suficientemente húmido, a precipitação no solo será chuva. Se entre a base da nuvem e a superfície o ar estiver pouco húmido, as gotas de chuva podem-se evaporar antes de chegar ao solo, formando aquilo a que se chama uma virga, que é um véu de chuva por baixo de uma nuvem que não chega ao solo. No entanto, nem sempre a chuva tem origem em cristais de gelo; a chuva pode desenvolver-se a partir de gotículas de nuvem que crescem e se tornam demasiado pesadas para permanecerem na nuvem e caiem.
Se, numa camada de ar perto da superfície, a temperatura estiver abaixo de 0ºC, a gota congelará outra vez, formando chuva gelada, na qual, desde que a camada de ar frio não seja demasiado fina, estarão misturados alguns flocos de neve ou gotas de chuva parcialmente congeladas que saltam ao baterem no solo ou noutros objectos - a chamada saraiva.
À medida que os cristais de gelo caiem através de uma nuvem contendo gotículas de água superarrefecida, estas podem congelar em cima deles por um processo de acumulação (acreção). As partículas que resultam desse processo podem eventualmente chegar ao solo se as temperaturas forem muito baixas (graupel) mas, nas trovoadas mais intensas, acabam por ser transportadas para o topo dos cumulonimbos pelas fortes correntes ascendentes, caindo depois de novo, em direcção ao solo. Ao caírem, crescem de novo por acumulação até chegarem à base da nuvem e algumas voltam então a ser transportadas para o topo pelas correntes ascendentes de ar. Este ciclo pode-se repetir várias vezes e os grânulos resultantes vão crescendo camada a camada. Quanto mais fortes forem as correntes ascendentes, mais vezes este ciclo se repetirá para cada grânulo e mais ele crescerá. Quando um grânulo se torna demasiado pesado, cai da nuvem e acelera sob a acção da gravidade em direcção à superfície.
Mesmo que a temperatura do ar esteja relativamente elevada, os grânulos não se chegam a derreter porque o tempo curto em que atravessam o ar quente debaixo da trovoada não é suficiente para poderem derreter antes de cair no solo. Por isso, o que acaba por cair na superfície são grânulos de gelo, no estado amorfo, que se precipitam com violência no solo - o chamado granizo.
Se as temperaturas de uma nuvem até ao solo forem todas negativas (abaixo de 0ºC), cairá geralmente neve. No entanto, se as temperaturas no interior das nuvens estiverem a cima de -10ºC (o que se pode dever eventualmente ao crescimento da temperatura por cima da nuvem por chegada de uma massa de ar quente), a nuvem geralmente não terá cristais de gelo e cairá chuva gelada resultante do processo de crescimento de gotas superarrefecidas por colisão e fusão (coalescência) - o chamado processo de superarrefecimento de chuva quente. (Quando existem cristais de gelo, as partículas de precipitação crescem pelo processo de crescimento de cristais de gelo, produzindo neve e não chuva gelada).
A Geada é uma camada, fina e opaca, composta por cristais de gelo formados por sublimação, quando o vapor d'água entra em contacto com uma superfície muito fria.
NOTA: Por vezes, ouve-se dizer que chove porque o ar arrefece e o ar frio «não consegue carregar» tanto vapor de água como o ar quente.
O que é verdade é que "o ar quente contem mais vapor de água na saturação do que o ar frio". Se ar húmido (ou seja, ar que contem muito vapor de água) arrefecer e a sua temperatura descer abaixo do chamado «ponto de orvalho» (que corresponde à situação em que o vapor que já contém corresponde ao máximo que pode existir a essa temperatura e pressão), a humidade (o vapor) tem que ser removida por condensação ou sublimação e podem começar a formar-se nuvens. Chove quando o peso das moléculas agregadas por ligações químicas (na fase líquida ou sólida) é suficiente para vencer a sua energia cinética e as faz precipitarem-se para o solo.
Fonte: to-campos.planetaclix.pt