PortalSaoFrancisco.com.br

VANÁDIO

O vanádio faz parte dos "novos" oligoelementos, isto é, é objeto de pesquisas recentes e profundas, como se faz com o selênio, o cromo e o molibdênio.

Para o médico francês, estes oligoelementos são também novos, já que até o presente utilizavam aqueles existentes há decênios e somente agora os laboratórios colocaram à disposição estes "novos".

História

O vanádio que leva o nome de uma deusa da beleza, Vanadis, devido às vivas cores de seus derivados, foi descoberto em 1830 por Sefstram, na Suécia.

Distribuição do vanádio

A concentração na crosta terrestre é de cerca de 150 mg/kg. Ele é encontrado nas águas de fonte e na água do mar.

Essencialidade

A essencialidade do vanádio foi provada para os frangos, que, sem ele, apresentam distúrbios de crescimento das penas e, também, nos ratos, nos quais melhoram as funções reprodutoras e o crescimento, quando é administrado em sua ração.

Para o homem a essencialidade é provável, mas não está ainda estabelecida.

Os alimentos ricos em vanádio

Nos vegetais: ele está presente na maioria das frutas e legu-mes, mas em concentrações diferentes dependendo do local onde são cultivados.

As oleaginosas e as nozes são particularmente ricas em vanádio. Os crustáceos e os peixes, possuem quantidades relativamente importantes.

As concentrações médias dos alimentos absorvidos pelo homem variam de 1 a 20 mcg/g. Parece que a média diária absorvida seja cerca de 20 mcg, quantidade que poderia ser insuficiente se comparada à necessária aos animais estudados.

Somente 1% da quantidade ingerida é absorvida. Por outro lado, esta absorção é prejudicada por certos compostos como a vitamina C ou certas proteínas.

Taxas de vanádio no homem

Elas são muito baixas, em torno de 0,1 a 0,3 mcg por grama de peso.

Papel do vanádio

Crescimento

Em frangos e ratos os distúrbios de crescimento, demonstrados nos regimes pobres em vanádio, foram corrigidos com o aporte deste oligoelemento.

Fertilidade

Ela é reduzida em ratos alimentados, durante várias gerações, com regimes pobres em vanádio. O número de gravidez diminuiu de maneira significativa e a morte dos recém-nascidos aumentou.

A psicose maníaco-depressiva

Esta doença está ainda mal elucidada, apesar da luz trazida pela utilização do lítio com seu aporte benéfico. Uma das hipóteses é um distúrbio da bomba de sódio, ligada à atividade da ATPase. Para certos autores, o vanádio existiria em grande quantidade nas células, provocando esta redução da atividade da bomba de sódio.

As cáries dentárias

Em certas regiões ricas em vanádio, pode se notar uma freqüência menor de cáries. Nos dentes, ele se encontra sobretudo a nível da dentina.

Estudos em ratos, cobaias e hamsters a quem se administrou uma alimentação cariógena (isto é, provocadora de cáries), o vanádio se mostrou um protetor. Mas outros estudos não confirmaram estes resultados.

Outras ações

Experimentalmente, pôde-se demonstrar que o vanádio tem uma ação sobre a contração das fibras musculares cardíacas, sobre a função da bomba de sódio, do metabolismo dos glicídeos e dos lipídeos.

Numerosos estudos estão sendo feitos no homem, tentando provar a relação entre o vanádio, a atividade cerebral, o crescimento, a reprodução. Mas uma das principais dificuldades reside no fato de parecer que o organismo adapta seus metabolismos à presença ou não do vanádio na alimentação.

O vanádio parece possuir um metabolismo ligado ao do fósforo. Ele se apresenta em numerosas reações enzimáticas, nas quais o fósforo é o encarregado (enzimas de transferência pela fosforilação). Seu papel específico parece ser o de regulador da bomba de sódio. É também um cofator para certas enzimas como a adenilciclase e as transaminases.. Seu metabolismo é provavelmente ligado a certas funções endócrinas.

O metabolismo do vanádio é prejudicado quando se elimina nos animais de laboratório glândulas como a tireóide, paratireóide, hipófise.

Certos autores responsabilizam o vanádio pela gênese de algumas depressões. Com efeito, nota-se nesses pacientes taxas altas de vanádio no sangue sérico. Por outro lado, sabe-se que certos remédios psicotrópicos reduzem a disponibilidade do vanádio. Parece pois que o vanádio está ligado a certas funções das aminas cerebrais.

Vê-se, que os trabalhos sobre o vanádio ainda estão no começo. Muito há a se provar. Talvez ele não seja um oligoelemento "maior", mas se fala nele como no selênio e do cromo.

É necessário que o leitor interessado se familiarize com os primeiros dados disponíveis, pois futuramente poderemos encontrar mais trabalhos sobre este oligoelemento, de quem resta confirmar a essencialidade.

Dois pólos parecem particularmente promissores, o da bomba de sódio e o da relação com certas funções do cérebro.

Fonte: www.oligopharma.com.br