Casquinha do sorvete ou base da pipa.



A sugestão para algumas atividades em sala de aula, é a utilização de uma das formas básicas em origami conhecida como casquinha do sorvete, dobrada a partir de uma folha quadrada.
Dobrando e desdobrando essa forma, como mostram os três desenhos acima, podemos observar por meio dos vincos, marcas: - as retas, as diagonais, os ângulos e os triângulos que se formaram, bem como o quadrilátero da segunda fase, que na verdade é uma pipa com dois pares de lados de mesma medida, e um par de ângulos também de medidas iguais;
- a divisão de um ângulo de 90° em 4 partes, por exemplo, gera novos ângulos que podem ser medidos, classificados, comparados, somados e subtraídos;
- os ângulos consecutivos , complementares e a bissetrizes;
- a classificação dos triângulos formados;
- a congruência.
A inserção dessas atividades, nas séries adequadas,
é uma decisão do professor.
Outra atividade interessante é a construção de um modelo,
a partir da base proposta, casquinha do sorvete.
Um cachorro por exemplo, composto por duas folhas, respeitando a proporção
entre corpo e cabeça. Uma vez acabado, esse modelo pode gerar discussões
sobre vários aspectos, como o de criar um cachorro na vida real sem
que este leve uma vida de cão:
- como cuidar para evitar doenças;
- a relação latidos X vizinhos;
- levar para passear e limpar as necessidades feitas pelo cãozinho nas calçadas;
- quanto custa ter um cachorro;
- ilustrar histórias colando as dobraduras em painéis;
- duplicar a família do cachorro, calculando as medidas dos papéis para manter a proporção;
Estes e outros assuntos, podem ser os elementos de uma redação,
um conto, um poema, uma canção...
É certo que uma atividade "recheada" vai consumir algumas
aulas, mas o resultado é rico e requer o mínimo de material:
algumas folhas de papel, mãos e criatividade, o aprender construindo!
Dobrando o cachorrinho.
Vamos utilizar duas folhas.
- para o corpo, utilize uma folha quadrada com 15 cm de lado.
- para a cabeça, use 1/4 da folha usada para o corpo.

Sabemos que algumas atividades profissionais, algumas formas de inclinações, esquinas de ruas, e vários outros elementos do nosso cotidiano, bem como da Geometria, requerem alguns cálculos para que possamos compreendê-los. Dessa forma, como seriam feitos esses cálculos sem que o homem tivesse criado, por meio da Matemática, o conceito de ângulo?
Em suas definições verificamos que um ângulo é formado por dois lados e seu vértice. O origami, por sua vez, pode ser utilizado para investigamos certos fatos à respeito do ângulo, e assim, resgatarmos a tão esquecida Geometria, principalmente nas escolas pública.
1. Corpo: dobre os dois lados para a diagonal.
2. Faça uma prega.
3. Feche o modelo.
4. Corpo pronto.
5. Agora dobre o quadrado formando um triângulo. Depois
dobre as duas orelhas para baixo e uma ponta do focinho para cima.
6. Cabeça pronta.

7. Encaixe a ponta do corpo dentro da boca do cachorro, se desejar
cole-as.
Dobre e desdobre a base do balão
Ao desdobrar, os vincos mostram:
- os ângulos opostos pelo vértice;
- que dois dos ângulos opostos pelo vértice são iguais;
- as bissetrizes dos ângulos opostos pelo vértice estão
na mesma reta e constituem duas retas perpendiculares, conforme mostram os
desenhos abaixo.


Este tipo de investigação pode ser realizada com as outras bases e peças, de origami.