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Experimentos de Fox

Sidney Fox testou a etapa seguinte, a formação abiótica de polímeros a partir dos monómeros.

Dado que a concentração de monómeros nos oceanos primitivos deveria ser baixa e que as reacções de polimerização são reacções de desidratação, estas não seriam fáceis de obter em condições naturais.

Assim, foi proposto que as polimerizações teriam ocorrido apenas em condições especiais, que aumentavam artificialmente a concentração de monómeros e catalisavam as reacções.

É sabido que as argilas são rochas formadas por camadas aluminossilicatos hidratados com grande quantidade de cargas positivas e negativas. Por este motivo estas rochas captam moléculas carregadas com grande facilidade pelo processo de adsorsão. Este poderia ser um meio de facilitar a polimerização, tal como a congelação, evaporação, calor, etc.

Fox testou esta possibilidade aquecendo a 200ºC misturas de aminoácidos obtidos abioticamente sobre pedaços de rocha. Obteve cadeias polipeptídicas, que designou proteinóides, e que podiam ser usadas como alimento por bactérias e podiam apresentar capacidade catalítica (uma pré-enzima).

Com estes proteinóides, Fox obteve ainda o passo seguinte da teoria de Oparin, a formação de coacervados, estruturas que Fox designou microsferas, por aquecimento á ebulição seguido de arrefecimento.

As microsferas aparentavam ter propriedades osmóticas através da sua membrana de moléculas de água, comportando-se como uma pré-célula.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt