O padre José de Anchieta nasceu em São Cristóvão no ano de 1533, e faleceu em Iriritiba no Espírito Santo no dia 9 de julho do ano de 1597, foi o primeiro missionário a vir para o Brasil. Quando chegou, Anchieta tinha 20 anos. Veio na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador Geral.
No ano de 1554 Anchieta fundou o terceiro Colégio do Brasil, e no dia 25 de agosto foi celebrada a primeira missa no Colégio. Este lugar recebeu o nome de São Paulo; Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio.
José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina crista e a língua brasílica, lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade, escreveu livros em Tupi, foi intérprete junto aos índios tamóios que estavam em batalha contra os portugueses. Nessa época Anchieta escreveu um poema dedicado a Virgem Maria, no ano de 1567 na expulsão dos Franceses que moravam no Rio de Janeiro Anchieta ajudou Estácio de Sá.
Para os índios era médico e sacerdote, cuidava das pessoas doentes e das feridas, da espiritualidade dos Índios. Anchieta recebeu um preparo grande e um conhecimento elevado na Europa, na sua catequese usando teatro e da poesia, porque era mais fácil para aprender, merecidamente foi chamado de Apóstolo do Brasil; obras que escreveu: Poema em Louvor a Virgem Maria, Arte da Gramática da Lingua mais Conhecida na Costa do Brasil, e outras obras como História do Brasil. Seu nome completo é José de Anchieta.
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br
A história do Brasil dos primeiros tempos está, inegavelmente, muito ligada aos missionários, entre os quais, pe. José de Anchieta. Espanhol, nascido em Tenerife em 19 de março de 1534, entrou na Companhia de Jesus em 1551 e enviado para o Brasil em 1553. Tinha sérios problemas de saúde, sobretudo na coluna, que o fazia levemente corcunda e o impedia de cavalgar nas intermináveis peregrinações pelas terras brasileiras. Contudo, esses sofrimentos não o desanimaram em sua missão.
Anchieta, mais que outros, marcou os aspectos religiosos, literários e políticos do início do Brasil. Ajudou a fundar o colégio de Piratininga, embrião da cidade de São Paulo, e a casa de misericórdia em Niterói. Iniciou aldeamentos que se tornaram cidades, como a atual Anchieta, Guarapari e São Mateus, no Espírito Santo. Foi professor, catequizador, pacificador dos índios, estudou e aprendeu em poucos meses a língua tupi, organizando a gramática e um dicionário; foi mestre em várias artes e profissões ensinadas aos índios.
Teve um papel fundamental na pacificação dos tamoios, dos quais ficou prisioneiro voluntário por uma longa temporada, durante a qual escreveu o famoso poema a Nossa Senhora, redigido primeiramente nas areias de Itanhaém, em São Paulo. Incentivava os portugueses a tratarem os índios não como conquistados e escravos, mas a integrá-los, incentivando até os casamentos entre os dois povos. Sua área de trabalho se estendia de Pernambuco até São Paulo. Seus últimos anos transcorreram em Vila Velha, ES, onde faleceu em 1597, com 63 anos.
Se, como personagem do seu tempo pode ter tido algumas ações discutíveis numa mentalidade moderna, não se pode negar que José de Anchieta era de uma santidade heróica que se revelava através de suas cartas e de seus atos. Em primeiro lugar, o amor aos índios, num tempo em que nas universidades européias se discutia se índios e negros teriam uma alma. Ele os tratava como irmãos em Cristo, com todas as conseqüências que essa definição podia trazer concretamente; defendia-os dos vexames dos conquistadores, curava os doentes, criou escolas para órfãos, merecendo, pela sua ação pastoral e social, o título de "Apóstolos dos Índios" e exemplo celebrado de educador.
Sua espiritualidade revela uma alma pura e simples, totalmente devotada ao amor ao próximo, embasado no amor a Cristo. Escrevia, ainda seminarista, durante sua viagem para o Brasil: "Senhor, que meu coração seja grande de zelo missionário. Grande como estas vagas revoltas que balançam o nosso barco". Demonstrava claramente seu amor aos índios e aos irmãos menos afortunados, colocando-se a serviço deles. Hoje, diríamos que favoreceu a promoção humana. Toda a sua odisséia de missionário, de sofredor e pacificador, encontra-se em versos entremeados aos louvores à Virgem Maria, compostos quando prisioneiro voluntário entre os tamoios e correndo sérios perigos.
Fonte: www.pime.org.br
Apóstolo no Brasil, também conhecido como Beato Anchieta. Estuda em Coimbra a partir de 1548 e ali se torna jesuíta em 1551. Em Maio de 1553 é enviado para o Brasil, onde começa por ensinar Latim no Colégio de Piratininga. Este Colégio é mudado em Janeiro de 1554 para um novo local, com o nome de Colégio de S. Paulo, o qual vem a ser considerado o núcleo da actual cidade de S. Paulo. Neste local, hoje designado como Pátio do Colégio, encontra-se também a Capela de Anchieta, igreja erguida não só pelo Pe. Anchieta mas também pelo Pe. Manuel da Nóbrega, igreja esta que vem a desabar em 1896.

Entretanto, uma réplica desta igreja é construída. Ali, pode hoje admirar-se esta nova igreja, assim como a Casa de Anchieta com objectos e imagens que, supõe-se, são pertença do beato.
Os alunos do Colégio são os filhos dos portugueses e os jovens religiosos da sua ordem, mas também os índios. O Pe. Anchieta começa a estudar a língua indígena, compõe uma gramática e um vocabulário tupi, escreve também em tupi um opúsculo para os confessores e outro para assistir aos moribundos. Para além destas obras, dedica-se também a escrever cantos piedosos, diálogos e autos segundo o estilo de Gil Vicente, e, por isso, é considerado o iniciador do teatro (Mysterios da Fe, dispostos a modo de diálogo em benefício dos índios é um exemplo das 12 peças de que há testemunho) e da poesia (De Beata Virgine Dei Matre Maria) no Brasil.
De destacar também as suas cartas para Portugal e Roma, importantes pelas informações que contêm sobre a fauna, a flora e a ictiologia brasileira.
Com Manuel da Nóbrega, contribui para a paz entre os portugueses e várias tribos índias, nomeadamente a mais feroz: a dos Tamoios. Em Março de 1565 entra na Baía de Guanabara com o capitão-mor Estácio de Sá, onde estabelecem os fundamentos do que viria a ser a cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro. Recebe as ordens sacras no final desse mês de Março na Baía, hoje cidade de Salvador. De novo no Rio, em 1567 vai para S. Vicente como superior das casas da capitania, a de S. Vicente e a de S. Paulo, onde permanece até 1577, data em que é nomeado provincial do Brasil. Em 1589 é já superior de Espírito Santo, onde fica até morrer. O Pe. Anchieta acaba beatificado em Junho de 1980 pelo papa João Paulo II, beatificação esta, ao que parece, que a perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas impede até então.
Fonte: www.avanielmarinho.com.br
(San Cristobal de Laguna, Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha 1534 - Reritiba, atual Anchieta ES 1597)
Fez estudos eclesiásticos na Companhia de Jesus em Coimbra, Portugal, em 1549. Entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e, dois anos depois, veio para o Brasil, com o objetivo de catequizar os índios. Em 1554 fundou o Colégio dos Jesuítas, que daria origem ao povoado de São Paulo do Campo de Piratininga [São Paulo] SP. Foi professor de latim, professor de índios e mamelucos e também professor dos noviços que entraram para a Companhia de Jesus no Brasil.
Entre 1563 e 1595 viveu em São Paulo SP, Rio de Janeiro RJ e Espírito Santo ES, e escreveu poesia, teatro em verso, prosa informativa e histórica. Em 1595 foi publicada em Lisboa, Portugal a Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil, primeira gramática da língua tupi.
Em 1663, também em Lisboa, ocorreu a publicação póstuma do poema De Beata Virgine Dei Maria (O Poema da Virgem), no livro Crônica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil, de Simão de Vasconcelos. As poesias de Anchieta estão entre as primeiras manifestações literárias brasileiras. Inicialmente escritas em castelhano, sua língua natal, são depois produzidas em português e, finalmente, em tupi. Seus poemas são de temática religiosa e exprimem visão de mundo medieval.
Fonte: www.itaucultural.org.br

Padre José de Anchieta
José de Anchieta nasceu em 1534, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ainda garoto, ingressou na Companhia de Jesus, onde desenvolveu uma profunda formação cultural e religiosa.
Desde cedo manifestou pendores literários, tendo sido poeta reconhecido em Coimbra. Escreveu contos, sermões e textos dramáticos. Expressava-se em latim, português, espanhol e tupi.
Chegou ao Brasil em 1553, na comitiva do governador-geral Duarte da Costa, e em 1554, ao lado do Padre Manoel da Nóbrega, fundou a vila de São Paulo, tendo, inclusive, participado ativamente da sua defesa quando da invasão dos índios tamoios, logo após a fundação. Participou, também, da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, em 1567.
É de sua autoria a primeira gramática da língua tupi, publicada em Coimbra em 1595.
José de Anchieta morreu em 9 de junho de 1597, em Reritiba (hoje Anchieta), no estado do Espírito Santo. Tinha 63 anos, 25 dos quais vividos no Brasil.
Fonte: www.brazilsite.com.br

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em São Cristóvão de Laguna, Tenerife, uma das ilhas do arquipélago das Canárias. Em 1548, Anchieta chegou ao Colégio das Artes e com 17 anos ingressou no noviciado. Após estudar em Coimbra, Portugal, ingressou na Companhia de Jesus em 1551. Em julho de 1553 deixou Portugal e veio para o Brasil na comitiva de Duarte da Costa, com o intuito de catequizar os índios. Em 1554, fundou, com Manuel da Nóbrega, um colégio em Piratininga. Aos poucos se formou um povoado ao redor do colégio, batizado por José de Anchieta como São Paulo. Algum tempo depois, é enviado a São Vicente, onde aprendeu a língua tupi.
José de Anchieta escreveu inúmeros autos, cartas e poesias de cunho religioso. Além disso, resultante do seu trabalho de catequese, escreveu Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil, primeira gramática da língua tupi-guarani. A poesia escrita por José Anchieta está impregnada de conceitos morais, espirituais e pedagógicos. Por isso, sua linguagem é simples, apesar de ser escrita em redondilhas menores (cinco sílabas poéticas).
Em 1563, foi refém, durante cinco meses, dos índios tamoios. Nesse período escreveu o poema em latim "De Beata Virgine Dei Matre Maria" e vários autos religiosos. Já doente muda-se para o Espírito Santo, onde morreu aos 63 anos, na cidade de Reritiba, atual Anchieta. Em 1980, foi beatificado pelo papa João Paulo II.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br