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Palmito

Palmito-juçara (Euterpe edulis)

No Brasil, várias palmeiras produzem palmito comestível. Entre elas, a espécie mais conhecida e apreciada é a Euterpe edulis Mart., comumente chamada de palmiteiro juçara ou jiçara, produtora do palmito branco. É encontrada na Região Centro-Sul do País e no Estado de São Paulo (LIN,1988).

A espécie é amplamente distribuída geograficamente, apresenta grande abundância na área de ocorrência, curto ciclo de vida, posicionamento no estrato médio da floresta, forte interação com a fauna e comercialização garantida (REIS e GUERRA,1999).

Atualmente a espécie Euterpe edulis é um dos produtos mais explorados na Floresta Atlântica (REIS e GUERRA,1999). Segundo Reis et al. (1996) apud Illenseer e Paulilo (2002), como tem alto valor econômico como alimento, sofre, em virtude disto, intenso extrativismo. Essa exploração contribui para a degradação do meio ambiente e tornou-se um fator de preocupação para a preservação da espécie, uma vez que não há rebrota após o corte para a extração do palmito (MORTARA e VALERIANO,2001).

Para que o palmito continue a existir e seja fonte renovável de riqueza, deve-se conhecer as orientações legais voltadas à preservação, extração e industrialização do produto. Ao lado disso, torna-se necessário intensificar a preocupação com a reposição da espécie por meio do replantio (AMBIENTE BRASIL,s/d).

O processo mais adequado para a exploração do palmiteiro é o manejo sustentado (FLORIANO et al.,1988), tornando-se uma nova fonte de renda das áreas florestadas e desempenhando um papel ecológico fundamental no ecossistema (REIS et al.,1993). Dessa forma, além de evitar-se o risco de extinção da espécie, em seu estado natural, protege-se a fonte de renda de famílias inteiras que se dedicam a extração de produtos da floresta (PEREIRA, 2000).

Família: Arecaceae (Palmae)

Espécie: Euterpe edulis Martius

Sinonímia botânica: Euterpe equsquizae Bertoni ex Hauman, Euterpe globosa Gaertn
Outros nomes (vulgares): ensarova, içara, inçara, iiçara, juçara, palmito, palmiteiro-doce, palmito-branco, palmito-juçara, palmito-vermelho, ripa, ripeira, açaí do sul, ensarova

Aspectos Ecológicos

Euterpe edulis é uma espécie perenifólia, ombrófila, mesófila ou levemente higrófila (LORENZI, 1992), que apresenta estipe único, sendo incapaz de produzir perfilhos, o que acarreta na morte da planta após corte do palmito (TSUKAMOTO FILHO et al.,2001).

O palmito-juçara é uma palmeira caracterizada como espécie climácica e com estratégia de regeneração do tipo banco de plântulas, com distribuição espacial agrupado próximo das plantas parentais (FANTINI et al.,2000), encontrando-se no estrato médio da floresta, sendo característica da Floresta Estacional Semidecídual, Floresta Ombrófila Densa e Cerrado.

Informações Botânicas

Morfologia

A árvore chega a atingir até 20 m de altura e 30 cm de DAP, na idade adulta.

Seu tronco reto, cilíndrico, não-estolonífero (não brota na base); seu estipe (caule) não é considerado fuste. Entre o término do tronco e a parte onde nascem as folhas, há uma seção verde, mais grossa que o tronco, formada pela base do conjunto de folhas. Dentro desta seção encontra-se a parte comestível da palmeira (CK AGRÍCOLA,s/d).

As folhas são alternas, pinadas, com até 3 m de comprimento. As pinas são longas e estreitas; as bainhas são bem desenvolvidas formando um coroamento verde muito característico no ápice do caule (CK AGRÍCOLA,s/d).

As flores são unissexuais, sendo as masculinas em maior número, de coloração amareladas, numerosas, com 3 a 6 mm de comprimento, distribuídas em grupo de três, uma feminina entre duas masculinas. A inflorescência é um espádice de 50 a 80 cm de comprimento, composto de várias espigas, inseridas abaixo das folhas. Na antese, a inflorescência está envolta por uma grande bráctea que a protege até o seu desenvolvimento (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os frutos são carnoso, fibrosos, com endosperma muito abundante e não ruminado (QUEIROZ, 2000).

A semente é quase esférica, parda-grisácea a parda-amarelada, envolta por uma cobertura fibrosa, com até 10 mm de diâmetro. As sementes desta espécie possuem endosperma muito abundante, com alto teor de reservas, as quais constituem-se de carboidratos (cerca de 88%), proteínas (10%) e lipídeos (2%) (REIS,1995).

Reprodução

Planta monóica, sua dispersão é feita por vários mamíferos (morcegos, porcos-do-mato, serelepes) e aves (sabiás, jacus, tucanos, macucos, jacutingas).

A floração ocorre de setembro a dezembro, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e de setembro a janeiro, em São Paulo (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os frutos amadurecem de abril a novembro, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; de maio a outubro, no Paraná e, de maio a novembro, em São Paulo. O processo reprodutivo inicia ao redor dos seis anos de idade, em plantio. A frutificação é, em geral abundante, podendo uma planta em condições favoráveis, produzir 216 a 528 cachos/ha e de 6 a 8 kg de frutos por ano, o que equivale entre 8.000 e 10.000 sementes ou média de 5 kg (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os padrões de floração e frutificação do palmiteiro Euterpe edulis Mart foram estudados por 4 anos (1994 a 1997) por Fisch el al. (2000). Como resultado, a floração desta espécie apresentou-se como um episódio singular, que se iniciou no final da estação seca (agosto) e se concentrou nos meses de outubro e novembro. A maturação dos frutos ocorreu nos meses de maio e junho e se estendeu até novembro (97).

Ocorrência

O palmito ocorre no estrato médio da Floresta Ombrófila Densa, desde o sul da Bahia (15ºS) até o norte do Rio Grande do Sul (30ºS), com distribuição preferencial ao longo do litoral brasileiro, no domínio Florestal Tropical Atlântica, ocorrendo também na maior parte das formações Estacional Decidual e Semidecidual (REIS et al.,2000)

Clima

Segundo Carvalho (1993), a temperatura média anual das áreas onde ocorrem os palmitos varia entre 17ºC a 26ºC, sendo a média do mês mais frio de 13º a 24º, tolerando regiões com até sete geadas anuais e temperatura média do mês mais quente de 20º a 27º. Ainda, de acordo com o autor, a espécie ocorre em regiões com precipitação média anual entre 1000mm a 2200mm, apresentando melhor crescimento com índices pluviométricos superiores a 1500mm, distribuídos de maneira uniforme. A espécie ocorre também em regiões com estacionalidade (Florestas Estacionais), tolerando uma estação seca de até três meses, com déficit hídrico leve como no sul da Bahia e sul do Mato Grosso do Sul.

Solo

Os solos em que a planta melhor se adapta são argissolo, latossolo, neossolo quartzarênico e nitossolo.

Em pesquisa realizada por Nogueira Jr. et al. (2003) para verificar a influência da umidade do solo no desenvolvimento inicial de plantas do palmiteiro, concluiu-se que os parâmetros altura e diâmetro do colo foram mais influenciados pelos microssítios e que o número de folhas e segmentos foliares não apresentaram diferenças nos ambientes estudados. O crescimento de plântulas foi favorecido pelo microssítio saturado (grota com umidade do solo durante o estudo variando entre 61 a 75%) e o de jovens foi favorecido pela Meia-encosta, cuja umidade do solo durante o estudo variou entre 40 e 46%. Esses resultados sugerem que para E. edulis há diferenças na exigência dos fatores ambientais requeridos para o crescimento em função da mudança de estádio ontogenético.

Pragas e Doenças

O palmiteiro é suscetível ao ataque dos fungos Diplodia sp. e Triclariopsis paradoxa (queima preta). Ambos causam pequenas lesões na planta e são facilmente controlado com fungicidas (AMBIENTE BRASIL, s/d).

O inseto mais nocivo é o coleóptero Rhyncochorus sp. O adulto deposita os ovos na base da folha do palmiteiro e a larva desenvolve-se alimentando-se das folhas internas, até chegar ao meristema apical, matando a planta (AMBIENTE BRASIL,s/d).

O palmiteiro também pode ser infestado por besouro da família Scolytidae, com danos leves.

A Madeira

Usos da Madeira

A madeira do Euterpe edulis pode ser utilizada para construção civil e rural como como ripas, caibros, escoras de andaimes e calhas para condução de água. Também pode ser usada na produção de celulose e papel (UFSC,s/d).

Nunes et al. (1999) estudaram a utilização do material vegetal desprezado por ocasião da colheita do palmito para a produção de chapas de partículas que mostrou-se apto, uma vez que, para alguns tratamentos, foram obtidos bons resultados em relação à ligação interna e ao inchamento. No geral, as melhores respostas foram observadas quando da utilização das partículas com a menor granulometria e aplicando-se a maior porcentagem de adesivo.

Produtos Não-Madeireiros

Os frutos exercem forte atração sobre pássaros, roedores e mamíferos e as sementes podem ser utilizadas em ração animal. Quanto a casaca do fruto, esta fornece tinta para tingimento de tecidos.

A cabeça do estipe, o popular palmito, é mantido em conserva e largamente consumido na alimentação em todo o Brasil.

Como a palmeira produz pólen abundante, também pode-ser utilizada para produção apícola.

As folhas são usadas no artesanato e também como ração animal.

Segundo Nogueira (1982) apud Fisch (1998), o estipe novo pode ter suas fibras utilizadas na fabricação de vassouras; o estipe maduro para caibros e ripas para construção; as folhas usadas para coberturas temporárias e forragio e os frutos fornecem um ‘vinho’ semelhante ao do açaí.

Outros Usos

A espécie é ornamental desde pequena e pode ser cultivada em vaso; quando adulta, em jardim. Além disso é recomendada para recomposição de mata ciliar, para locais com inundações de média a longa duração.

Sementes

A propagação do palmiteiro é feita através de sementes. O amadurecimento dos frutos no cacho é heterogêneo, podendo ser distinguidos pela sua coloração. De acordo com Leão e Cardoso (1974) apud Lin (1988), para a finalidade de propagação da espécie, os frutos do palmiteiro devem ser colhidos quando atingem o ponto ótimo de maturação, apresentando-se pretos e luzidios.

A extração da sementes dá-se por lavagem e maceração do fruto sobre peneira, para retirar a polpa que envolve as sementes.

O palmiteiro Euterpe edulis Mart. apresenta grande variação no peso de seus frutos e sementes, variando de 1000 a 2000 sementes por kg (FLEIG e RIGO, 1998).

As sementes devem ser postas em peneiras e secas em ambiente sombreado e ventilado por dois ou três dias, para retirada do excesso de umidade.

É discutível a necessidade de tratamentos pré-germinativos. Entretanto, são recomendados para acelerar a germinação:

a) imersão em água fria por 48 horas;
b) estratificação em areia úmida por 30 dias ou
c) escarificação mecânica.

Experimentos realizados em laboratório demonstram que sementes escarificadas (retirada do tegumento) apresentam uma germinação uniforme em um período de 45 dias, enquanto não escarificadas continuam o processo de germinação por um período superior a quatro meses (AMBIENTE BRASIL,s/d).

As sementes do palmiteiro apresentam, em seu estágio de maturidade fisiológica, um elevado teor de umidade (50 a 55%), dificultando por diferentes razões seu armazenamento. As sementes mantêm a viabilidade parcial por seis meses em ambiente de sala ou por onze meses em câmara fria (T= 5 a 10º C e UR = alta), em saco plástico bem fechado (AMBIENTE BRASIL,s/d).

Produção de Mudas

Atualmente, o palmiteiro encontra-se confinado as unidades de conservação estatais e, raramente, em remanescentes da Mata Atlântica. Por suas características ecológicas e econômicas o Euterpe edulis Mart. é uma espécie chave para o manejo sustentável das formações florestais nativas da área de domínio da Floresta Atlântica. Nos remanescentes destas formações florestais o palmiteiro é raro, exigindo portanto, intervenções silviculturais para o estabelecimento desta espécie. O palmiteiro pode ser estabelecido pela semeadura direta de frutos com polpa, despolpados ou pelo plantio mudas. Para a implantação do palmital é recomendado a utilização de frutos maduros (FLEIG e RIGO, 1998).

Segundo Cardoso e Leão (1974) apud Lin (1988), pelo fato de os frutos do palmiteiro possuírem um certo período de dormência, a sua germinação é geralmente lenta e desuniforme. A desuniformidade da germinação dos frutos de palmiteiro e sua distribuição no tempo constituem-se nos principais problemas para teste de germinação padrão no laboratório. A germinação dos frutos pode, no entanto, ser acelerada através do seu despolpamento. Ao determinar o efeito do tamanho e do amadurecimento sobre a viabilidade, germinação e vigor do fruto de palmiteiro LIN (1988) concluiu que os frutos de maior diâmetro têm maior peso de matéria seca, os frutos com maior tamanho apresentaram melhor germinação, os frutos bem maduros, com pericarpos pretos, tiveram maior germinação e vigor do que os frutos verdes.

Para produção de mudas, recomenda-se semear duas a três sementes do palmiteiro em recipiente ou a semeadura direta no campo, utilizando-se três sementes ou mais, previamente despolpadas, semeadas em covas de 5cm de profundidade. Em sementeira, deve-se utilizar areia de rio como substrato e mantê-la sempre úmida. A germinação inicia-se entre 30 e 170 dias.

A repicagem é realizada de uma a três semanas após a germinação, ou após o aparecimento das folhas. O tempo total de viveiro é de no mínimo 9 meses (AMBIENTE BRASIL,s/d).

Aspectos Silviculturais

O plantio a pleno sol do palmiteiro não é viável. A espécie é adequada para plantio de enriquecimento em vegetação secundária, podendo o sombreamento ser definitivo ou temporário. Mudas com até 3 anos não suportam sombreamento excessivo nem sol direto. Após o plantio de enriquecimento em florestas secundárias, o controle das ervas competitivas é feito através de roçadas periódicas em torno da planta, tomando-se o cuidado de não danificar suas raízes superficiais (AMBIENTE BRASIL,s/d).

O palmiteiro demora de oito a doze anos para alcançar o tamanho comercial no Brasil. Posteriormente, o palmital permite cortes de três ou quatro anos, para possibilitar a regeneração natural da espécie. O corte é recomendado somente após a primeira florada, pois, se houver corte prematuro da árvore, não haverá sementes para regeneração natural da espécie (AMBIENTE BRASIL,s/d).

Crescimento e Produção

Os poucos dados disponíveis sobre o crescimento do palmiteiro indicam um incremento anual máximo em altura de até 0,75 m e médio de 0,45 m. Demora aproximadamente 10 anos para alcançar tamanho comercial no Brasil. A produtividade dos palmitais nativos é variável, estando relacionada ao tipo de estádio da floresta (IPEF,s/d).

Fonte: www.ipef.br

Palmito

Palmito Juçara (Euterpe edulis)

Características

O palmito juçara é uma planta nativa da Mata Atlântica pertencente à família das palmeiras e ao gênero Euterpe, do qual fazem parte 28 espécies encontradas entre as Antilhas e a América do Sul.
Espécie de sombra, principalmente em sua fase jovem, necessita de cobertura florestal para o seu desenvolvimento, elevado teor de umidade do solo e extensa camada orgânica em decomposição. Depois de crescida, precisa de sol. Enfim, um ambiente típico de mata nativa.

Área de Ocorrência

Com distribuição natural entre o sul da Bahia e o norte do Rio Grande do Sul, o palmito juçara é encontrado em abundância na Floresta Ombrófila Densa e na maior parte das Florestas Estacional Decidual e Semidecidual. Na Floresta Ombrófila Mista, sua ocorrência está restrita às áreas ciliares.
Comum em regiões com altitudes entre 700 e 900 metros e com precipitação anual entre 1 mil e 2,2 mil milímetros, ocorre também em áreas de estacionalidade, com déficit hídrico de até três meses, freqüentes no sul da Bahia e do Mato Grosso do Sul. Apresenta melhor desenvolvimento, entretanto, em áreas com precipitações médias de 1,5 mil milímetros/ano.
Desenvolve-se bem em temperaturas médias de 17ºC a 26ºC, tolerando até sete geadas durante o ano. É encontrado geralmente em solo fértil, com textura arenosa e argilosa e drenagem de boa a regular, mas deve ser evitado em solos secos, pois a ausência de água e o solo arenoso são prejudiciais à espécie. Solos encharcados e de argila pesada também não são recomendados.

Importância

A preservação do palmito juçara está diretamente ligada à manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais, como tucanos, sabiás, macucos, periquitos, maritacas, jacus, jacutingas, porcos do mato, antas, marsupiais, ratos-de-espinho, esquilos, tatus e capivaras.
A importância da conservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.
Além disso, o palmito juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açúcar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.

Plantio

Devido às características ecológicas do palmito juçara, é inviável plantá-lo como uma cultura agrícola convencional. As formas de cultivo indicadas são o sombreamento definitivo (mata nativa), o sombreamento temporário e o consórcio com outras plantas.
Recomenda-se o plantio em áreas onde já ocorram o Euterpe edulis, com a utilização do sistema de semeadura direta e o remanejamento de mudas formadas em viveiros. Normalmente, o sombreamento temporário é feito com bananeiras, leguminosas arbustivas ou cultivares de porte baixo, pois a partir do seu terceiro ano a palmeira deve ser exposta ao sol.
Do cultivo consorciado, até hoje só foi estudada a combinação do açaizeiro com seringueiras (Hevia brasiliensis), onde apresentaram viabilidade em regiões com baixa deficiência hídrica. O espaçamento médio utilizado entre os palmiteiros é de 2m x 1m. Os maiores rendimentos por planta são obtidos nos maiores espaçamentos e os maiores rendimentos por área, nos menores espaçamentos.

Reprodução

O período de produção de sementes acontece entre 8 e 15 anos após o plantio, com florescimento durante a primavera e amadurecimento dos frutos entre abril e novembro. Apesar da frutificação abundante, com a produção de aproximadamente três mil sementes por ano, apenas 20% desse total transforma-se em árvores.

Sementes

As sementes estão perfeitamente maduras quando apresentam uma coloração roxa-escura e a planta é considerada adulta quando atinge entre 12 e 15 metros de altura e cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Fonte: www.sosribeira.org.br

Palmito

Palmito Juçara

Espécie nativa da Floresta Atlântica, dela é retirado o palmito - produto muito apreciado pela culinária mundial. Para esta finalidade, o palmito juçara foi explorado intensamente a partir da década de 70, tornando-se a principal fonte de renda para muitas comunidades da Floresta Atlântica.

Desde então, nenhum plano de manejo da espécie foi efetivamente realizado, levando atividade de corte do palmito ao colapso e ao atual risco de extinção da espécie. Tal situação levou à proibição da atividade de corte do palmito por lei estadual, permitido apenas sua extração em áreas de manejo sustentável.

Entretanto, o excesso de exigências impostas pelos órgãos governamentais para a implantação de reservas de exploração sustentável, tornou a atividade legalizada, impraticável - existem hoje apenas duas reservas de manejo sustentável de Palmito Juçara no Brasil.

Sem alternativas econômicas, as comunidades existentes no Vale do Ribeira que tinham a coleta de palmito como principal fonte de renda, foram empurradas para a marginalidade, roubando o produto de Unidades de Conservação (UCs) e propriedades particulares.

Infelizmente, a exploração predatória e ilegal da espécie continua avançando no país e quase todo o palmito juçara comercializado e exportado pelo Brasil atualmente é proveniente dessas atividades.

Predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico, a exploração clandestina de palmito não encontra muitas barreiras no país.

Fonte: www.amainan.org

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