Uma cidade ameaçada pelas águas da represa de Yacyretá. Esta é Encarnación, a “Pérola do Sul”, fundada em 1632 por San Roque González de Santa Cruz, padre jesuíta que desbravou a bacia dos rios Paraná e Uruguai, em busca de índios para catequizar.

Com aproximadamente 70 mil habitantes, Encarnación é a terceira maior cidade do Paraguai, tendo sua economia baseada no comércio fronteiriço (com a Argentina) e na rentável agricultura desenvolvida nas terras ao seu redor.
Parte de sua área urbana, às margens do rio Paraná, cedeu lugar ao lago artificial da usina binacional de Yacyretá, cujo nível deve subir ainda mais nos próximos meses, tão logo estejam concluídas as obras dos diques de contenção.
Ao mesmo tempo em que perde seu sítio histórico, Encarnación ganha um novo centro urbano, na chamada “Cidade Alta”, nos arredores da Plaza de Armas. Na “Cidade Baixa”, concentra-se o comércio de bugigangas e importados, a preços ligeiramente mais altos que os de Ciudad del Este.
Um dos atrativos da Plaza de Armas é a Igreja Ucraniana (foto), com suas cúpulas douradas refletindo a presença de imigrantes eslavos, praticantes da religião ortodoxa. A Feira Municipal, antes localizada na “Cidade Baixa”, foi transferida para terras mais altas.
Se você pensa que folia e samba no pé são exclusividades do Brasil, que tal visitar Encarnación em fevereiro, no feriado de carnaval? Todos os anos, a cidade abriga o maior carnaval de rua do Paraguai, com desfile de blocos, passistas e fantasias de fazer inveja ao carnaval brasileiro.
Nessa época, Encarnación chega a receber 40 mil foliões, que lotam as arquibancadas do Sambódromo da Av. Gaspar Rodríguez de Francia e movimentam a economia. Mas, atenção: se quiser conhecer este legítimo carnaval paraguaio, reserve seu hotel com bastante antecedência.

Nos arredores de Encarnación, encontram-se alguns dos maiores tesouros arquitetônicos da América do Sul. As ruínas das Missões Jesuíticas, fundadas pelos europeus nos séculos XVII e XVIII para catequizar os índios guaranis, receberam da UNESCO o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
No lado argentino, a 63 km de Posadas, estão as famosas ruínas de San Ignácio Mini, uma das mais visitadas do roteiro missioneiro. Do lado paraguaio, igualmente espetaculares são as ruínas dos povoados de Jesus (39 km de Encarnación) e Trinidad (28 km de Encarnación).
Apesar de possuir bons hotéis, o parque hoteleiro de Encarnación é modesto, se comparado às opções existentes do outro lado do rio, em Posadas. Para obter a relação completa de hotéis e agências, consulte o site da Secretaria Nacional de Turismo.

De carro, chega-se a Encarnación pelas rodovias nº 1 (Asunción), nº 8 (Coronel Oviedo) e nº 6 (Ciudad del Este, 340 km), bem como pela Ponte Internacional Beato Roque González de Santa Cruz, na divisa com Posadas (Argentina).
Partindo de Ciudad del Este e Asunción, há pelo menos 15 ônibus diários. A rodoviária de Encarnación fica na esquina das ruas Mariscal Estigarribia e Memmel. Ônibus e balsas fazem a travessia entre Paraguai e Argentina.
Para circular nos arredores da cidade e visitar as ruínas jesuíticas, o ideal é alugar um carro ou contratar os serviços de uma agência de turismo, embora seja possível usar o transporte coletivo para ir às ruínas de Jesus e Trinidad.
Fonte: sopabrasiguaia.blogspot.com
É obrigatória apenas a da febre amarela àqueles viajantes que são provenientes de regiões afetadas pela doença. A Organização Mundial da Saúde (O.M.S) também recomenda a vacinação contra a difteria, poliomielite e tétano.
Nas zonas rurais, sobretudo nas afastadas das cidades, podem surgir surtos de malária, recomendando-se a profilaxia, sobretudo se vai permanecer no país durante mais de oito dias. Na região do Alto Paraná ocorreram casos de febre tifóide nos últimos tempos. Também se registraram surtos epidêmicos de dengue, bem como de dengue hemorrágico, ainda que escassos.
É recomendável beber água mineral engarrafada, bem como tomar precauções no consumo de alimentos.
Está permitida a entrada ou saída do país com quantidades de dinheiro de até 9.999 dólares ou sua quantidade equivalente em outras moedas. Para quantidades superiores, é necessária uma notificação prévia. A moeda oficial é o guarani, sendo sua paridade de 6.285 frente a um dólar, com data de 29 de março de 2005.
Não existem zonas de alto risco no país, apesar da insegurança ter aumentado nos últimos anos. Em Asunción se devem tomar as precauções típicas das grandes cidades, em especial na periferia e durante as horas noturnas, bem como nas aglomerações. Cidade do Leste é uma das localidades mais inseguras e não resulta conveniente andar sozinho, uma vez que fecham os comércios. Também se deve evitar conduzir por estradas pouco transitadas, em especial durante a noite.
Prefixos:
O prefixo do país é o 595
O de Asunción é o 21.
Fonte: www.ciberamerica.org
Um ar de mistério envolve este país pouco visitado na América do Sul, um país agrário, com florestas e folclore. O Paraguai teve uma história estranha de líderes carismáticos, ditadura e isolação.
Na maioria da vezes presume-se que os espanhóis e portugueses conquistaram toda América do Sul, porém no Paraguai, os Índios Guarani fizeram parte de expedição espanhola conduzida por Pedro de Mendonça pela cultura paraguaia, criando uma sociedade híbrida. A sua música, também, o distingue de seus vizinhos - em vez ter ritmos como salsa ou tango, o Paraguai prefere canções de amor e danças européias com arpas e violões.
As diferenças entre o Paraguai e o resto de América do Sul estão ficando cada vez menores - politicamente, o país faz parte da união econômica Mercosur, com relações comerciais bem estabelecidas com a Argentina e o Brasil. Além disso, a rodovia à Bolívia está ficando cada vez mais acessível- ou pelo menos na estação seca: o Trans-Chaco é atualmente considerado como uma grande rodovia da América do Sul - e com certeza ainda muitos buracos.
Fora da capital, Asunção, em direção ao sul onde estão as construções das Missões jesuítas datadas do século XVIII, está entre florestas e bancos do Río Paraná. Vestígios da habilidade artesanal dos Índios Guaraní que seguiram as Missões são espalhados pelas cidades de Trinidad e Jesús. O Museu jesuíta em San Ignacio Guazú é homenagem a esse trabalho, indiscutivelmente um dos maiores experimentos sociais no continente Sul Americano.
Ao norte e oeste, a zona rural se torna pouco receptiva. O Chaco é habitado pelas comunidades Mennonite, povos indígenas e com herança militar. Mas onde poucas pessoas se encontram, mais abundante é vida selvagem - cruzando pântanos e selva espinhosa onde o jaguar, onça, anta e as árvores são enchidos de pássaros de todas as espécies.
Onde quer que se vá no Paraguai, aprenderá a apreciar o gosto pelo mate (uma bebida parecida com o chá) - os locais o amam, pode-se comparar com amor que os ingleses tem pelo chá. Beber mate está no cotidiano e pode-se ver um ciclista com sua garrafa Térmica levando o mate embaixo de um braço.
Capital: Asunción
Tamanho: 406,752 km²
População: 5.4m
Moeda: Guaraní
Idioma: Espanhol, Guaraní
Visto: Não é necessário para os cidadãos da Comunidade Europea.
Comida: Os chorizos paraguaios (lingüiças) são bons como albondiga, sopa almôndegas de carne.
Bebida: Mate, naturalmente!
Fonte: www.lata.org