Para os cidadãos espanhóis só é preciso apresentar o passaporte em vigor com mínimo de 6 meses de validade. No momento da chegada, precisa preencher um questionário de entrada que deverá conservar-se até a saída. O oficial de migração colocará o carimbo, pelo qual será autorizado até o máximo de 90 dias. Pode-se alongar a estadia nos locais da direção de Migração até um máximo de 180 dias.
Depois de passar os trâmites de imigração tem de passar à Alfândega, preenchendo um outro questionário de Declaração de Bens, o qual devem especificar-se os objetos de grande valor (por exemplo, jóias ou artigos sujetos à impostos). O visitante decide se declara ou não os artigos importados em excesso. As pessoas que declaram suas importações são revisadas para a cobrança das taxas correspondentes. Os que não declaram, têm de passar por um aparelho e puxar um botão. Se a luz for verde, pode seguir sem maior trâmite; se for vermelha, terá de passar por um controle para verificar se sua declaração é correta (o aparelho funciona de forma aleatória). Caso não seja correta, sofrerá uma forte multa e, de acordo com a gravidade da infração, pode até dar cadeia. Podem ser introduzidos, livres de impostos, 400 cigarros ou 250 gramas de tabaco ou 50 charutos, 3 garrafas de bebidas alcólicas (não mais de 2 litros e meio), material esportivo (exceto arpões para pesca), câmara de fotos e vídeo, e presentes (máximo 5).
Peru possui duas estações claramente diferenciadas: A estação úmida e a estação seca. A úmida vai dos meses de outubro a maio, com temperaturas muito altas, enquanto a estação seca vai dos meses de maio a setembro, com temperaturas baixas, especialmente nas zonas da serra. Ao encontrar-se no hemisfério sul, a primavera vai de setembro à dezembro, o verão de dezembro a março, o outono de março à junho e o inverno de junho á setembro.
Convém levar roupas para todo tipo de clima (devido às particulares condições geográficas do país) e sobretudo, sapatos confortáveis. Se viajar na temporada das chuvas, uma capa de chuva é imprescindível. Nas zonas da selva recomendam-se as roupas de manga comprida, calças compridas, botas e repelente para insetos (para evitar o possível as ferroadas). Se viajar nas zonas montanhosas será necessário chapéu e óculos escuros, pois o sol é deslumbrante, e de um bom casaco para a noite, quando descem as temperaturas. Calção curto nos homens só é normal nas praias peruanas, nas outras zonas não é frequente. Se pensar em visitar clubes noturnos ou lugares de espetáculos, uma veste casual é bem aceita e não precisa de gravata.
Os idiomas oficiais são o espanhol e o quechua. Existem, além destes, bom número de expressões nacionais e regionais que fazem do espanhol uma língua muito rica. Nas zonas da serra fala-se o qechua, enquanto que em volta do Lago Titicaca fala-se aymará, principalmente pelos Uros.
O 95% da população é católica. Existem, porém, numerosas manifestações nativas, misturadas com os ritos católicos.
A corrente elétrica alterna entre 220 volts á 60 ciclos. As tomadas são planas do tipo americano.
Leve adaptador, se carregar aparelhos elétricos, embora em muitos lugares as tomadas estejam preparadas para os dois tipos.
No ano 1991 entrou em vigor a nova moeda do Peru que substituiu os tradicionais intis: o Novo Sol (S/.), igual a 100 centavos. Existem moedas de 1, 5, 10, 20 e 50 centavos e de 1 Novo Sol. Notas de 10, 20, 50 e 100 S/. O câmbio, especialmente dólares, cheques-viagem e euros, não tem problema, por existir numerosos bancos, casas de câmbio e cambistas nas ruas. Com os últimos, precisa-se ter alguma precaução, de contar primeiro o dinheiro que vai ser entregue, contá-lo e só depois entregá-lo.
Em numerosos estabelecimentos aceitam-se cheques-viagem, assim como, a maioria dos cartões de crédito, com incremento no valor total da fatura. O melhor é levar dólares americanos em líquido.
O serviço de correios é econômico, porém, muito vagaroso. O horário de atendimento é das 9.00 ás 20.00 h. de segundas à sextas. Os sábados das 9.00 ás 13.00 h. Domingos está fechado. Nas mesmas oficinas dos correios existe o serviço de telegramas e telex.
As ligações locais são relativamente baratas. Existem cabines públicas nas principais cidades, porém, nas povoações rurais precisa recorrer aos locutórios públicos da ENTEL, a companhia de telefones do Peru, com participação da Telefônica de Espanha (abertos em todas as cidades das 9.00 ás 20.00 h.). As ligações internacionais podem ser feitas desde cabines, com moedas ou cartão, porém, o melhor é fazê-lo à cobrar, pois é muito mais econômico.
Para ligar ao Peru marque 00-51, com o prefixo da cidade e o número desejado.
É conveniente viajar com suficientes filmes, sobretudo se, utiliza slides, pode ter dificuldade em consegui-los. Se comprar um filme, assegure-se da data de validade do mesmo. Na zona de montanhas é conveniente utilizar o polarizador, já que a luz é muito forte e direta. Nos museus está proibido fazer fotografia. Fotografar os indígenas pode resultar difícil e, aconselhamos pedir licença.
O horário de escritórios é das 9.00 ás 13.00 h. e das 15.00 ás 19.00 h. As lojas costumam estar abertas de segundas a sábados das 9.00 às 20.00 h. Domingos fecham. Os centros comerciais costumam abrir as 10.00 h. e fechar às 20.00 h. (alguns abrem nos domingos). Os bancos abrem de segundas a sextas das 9.00 às 17.00 h. (alguns até as 18.00 h.).
A Gorjeta não está muito extendida ao Peru. Em muitos restaurantes e bares somam ao total da fatura 10% do serviço. No caso contrário, pode deixar entre 10% e 15 % de gorjeta, se ficar satisfeito com o serviço. Portadores de malas e prestadores de serviços também esperaram uma gorjeta. O equivalente a um dólar é o apropriado. Não é costume dar gorjeta aos taxistas.
A maioria dos preços incluem o imposto geral de venda. Existe uma taxa para os vôos nacionais e os internacionais.
Peru é o terceiro país da América do Sul com uma superfície de 1.285.215 km quadrados. Tem fronteiras ao norte com Equador e Colômbia, ao leste com Brasil e Bolívia e ao sul com o Chile.
São três as regiões correndo de norte à sul, que compõem o território nacional: a faixa costeira, a serra e a selva. A Costa frente ao Pacífico, é uma faixa de 60 à 170 km de comprimento, arenosa e árida, exceto algumas zonas onde costuma chover. A célebre estrada Panamericana, que cruza de norte à sul o Peru todo, descorre por esta zona, sendo uma das principais vias de comunicação. Nesta faixa encontram-se cidades importantes como Lima, Trujillo ou Nazca, no meio de uma paisagem que as vezes resulta intimidante.
A Serra que representa quase 28% da superfície total do Peru está constituída pelos Andes. Estes, a segunda cadeia montanhosa mais alta do mundo atravessa o país de norte à sul, formando a Cordilheira Ocidental, Central e Oriental, com altitudes que oscilam entre os três mil e quatro mil metros acima do nível do mar. No extremo sul o pequeno planalto enlarguesse e penetra na Bolívia dando lugar ao planalto, lugar onde encontra-se o Lago Titicaca, o lago mais alto do mundo. Nestas cordilheiras destacam-se os cumes dos altos Andes como o Huascarán, na Cordilheira Branca que, com seus 6.768 metros é a montanha mais alta do Peru. No sul alcançam-se vulcões como o Misti (5.822 m), o Chachani (6.075 m) e o Picchu-Picchu (5.486 m).
A Selva que ocupa todo o extremo oriental, está determinada, principalmente, pela Bacia Amazônica, formada por zonas bem diferenciadas como são a Sobrancelha de Selva, Selva Alta e Selva Baixa. Entre seus inumeráveis rios destacam-se o Ucayali, Apurimac, Maranhão e o Putumayo. Entre as regiões mais salientes destaca-se O Manu, importante Reserva Mundial da Biosfera.
Peru está dividido administrativamente em 24 regiões, cada uma delas subdivididas em províncias (150 no total) e estas em distritos (1.322). A capital do país é Lima, com uma população de 9.000.000 de habitantes aproximadamente.
A flora e fauna do Peru são muito variadas, em dependência clara com as distintas zonas climáticas que apresenta o país. Na zona costeira o clima é desértico e para o interior prevalecem as estepes cheias de árvores de alfarrobeiras, especialmente nos oásis. Mais para a costa aparecem as formações de cactus e na época da "garúa" (marezia marinha), aparece uma efêmera vegetação conhecida com o nome de "loma". Conforme a subida a vegetação é rica e nos vales mais úmidos aparece a flora ribeirinha como são os álamos. Entre os mil e três mil metros acima do nível do mar dominam a selva úmida e a vegetação subtropical, onde abundam as plantas de coca, quina, salsa-parrilha, baunilha, borracha, cedro ou acajú. Nas regiões bem irrigadas e a determinadas altitudes têm cultivos de algodão, batata-doce, arroz ou cana de açúcar. Acima dos três mil metros abunda a vegetação propriamente andina. A selva carateriza-se por acolher uma rica flora, sobretudo de fetos e árvores de madeira dura como o cedro, acajú ou ébano. É, em uma palavra, um paraíso de plantas tropicais.
Quanto á fauna está determinada pelas três regiões que apresentam o país. Nas regiões das costas abundam as tartarugas, veados, calangos, iguanos, lobos, lontras, golfinhos, baleias, peixe-agulha, arraias, peixe. rei, meros, cabrilhas, sardinhas, etc, assim como uma rica e variada ornitofauna como pelicanos, cormorães, gaivotas, pinguins de Humboldt, pariguanas, guanay, chuitas, águias pescadoras, chorlos, playeritos, etc.
Na região andina são as alpacas, lamas e guanacos os camélidos mais numerosos. As vicunhas podem ser vistas, especialmente, nas zonas onde tem planalto. Destacam-se também na região andina, diversas qualidades de raposas, chinchilas, tarucos ou vizcachas. Quanto às aves, predominam as águias, urubus e em determinadas zonas, o místico condor.
Por outro lado, a selva peruana acolhe uma rica e variada fauna como onças, porcos, veados, queixadas, ocelotes, tamanduás, macacos, jacarés, jibóias, sucuris, numerosas espécies de cobras e insetos, tucanos, araras, louros, garças, beija-flores, golfinhos rosados, piranhas, douradas, tartarugas e um longo etcétera.
Segundo algumas descobertas, a presença do homen nas terras peruanas data do ano 14.000 a. C. Em volta do 10.000 a. C. e de acordo às pinturas rupestres que foram encontradas, diversos grupos nômades assentaram-se nas costas e em determinadas zona da serra.
A agricultura faz sua aparição por volta do ano 4.000 a. C. , junto a alguns animais. Atividades que transformaram os pequenos grupos nômades em grupos sedentários. Este fato favoreceu o surgimento dos primeiros tecidos feitos com algodão, mecheu na arquitetura, dando lugar à casas mais sólidas e a cerâmica viu a luz.
No chamado Período Formativo, do 1250 ao 850 a. C. faz seu aparecimento a Cultura Chavín, que constitui o primeiro passo para a unificação cultural, por meio de estilos artísticos e não por incursões militaristas. O sítio arqueológico Chavín de Huantar, na região de Ancash, é um claro exemplo do poder que os Chavín exerceram nos pequenos grupos do Vale de Lambayeque e na posterior Cultura Paracas. Os Chavín caraterizaram-se pela arte religiosa simbólica, a arquitetura na pedra, a sociedade estratificada e os belos trabalhos em ouro e prata.
No Período Formativo Tardio do século III a. C. até o século IV d. C. produz-se uma liberação da cultura Chavín, provocando a aparição de novas teconlógias e estilos artísticos, o que possibilitou e fortaleceu as culturas regionais, ressaltando o final do Período, as culturas urbanas, conhecidas também, como culturas clássicas. Na costa norte destacou a Cultura Moche, com excelentes trabalhos iconográficos e uma agricultura baseada nos canais de irrigação. Construiram diversas pirâmides, empreendendo uma tímida expansão militar. A Cultura Nazca desenvolveu-se nos desertos do Sul do Peru destacando-se pelos trabalhos em cerâmica e o desenho das "Linhas de Nazca", que segundo alguns teóricos eram observatórios astronômicos.
A Cultura Tiahuanaco surgiu no planalto boliviano, com importantes centros cerimoniais e construções megalíticas. Com uma organização estadual influiu consideravelmente, até alcançar terras chilenas. Por outro lado, nas imediações da atual Lima surge a cultura Pachacamac, enquanto no Ayacucho surge a Cultura Wari, o primeiro estado militar que realiza incursões até Cajamarca, Lambayeque, Cusco e Arequipa. Foi um importante império que dominou grande parte do território, desde o ano 700 ao 1.100 d. C.
Por volta do ano 1.100 d. C. abandonam-se os centros Wari, enquanto minguavam Tiahuanaco e Pachacamac, dando passo ao Período Intermediário Tardio caracterizado pela instabilidade política e a aparição da Cultura Chimú, com capital em Chan-Chan, nos arredores de Trujillo. A Cultura Chimú representa, sem dúvida, um dos máximos expoentes da arquitetura pré-colombiana. Durante este Período firmam-se outros grupos, como os senhorios Wanka no Vale do Mantaro, a Cultura Chancay, ao norte de Lima, a Cultura Chincha e Ica, nas zonas costeiras do sul, Lupakas, Pacajes, Collas, Titicaca e Chankas, nos antigos territórios Wari. Durante este Período começam a formar-se no Cusco os primeiros reinados incas que constituiram posteriormente, um dos maiores impérios pré-colombianos da América.
Embora sua importância possa parecer surpreendente, o império inca apenas teve uma duração de um século. Antes do ano 1430 os incas governavam só o Vale do Rio Vilcanota, com capital em Cusco (Qosqo), que em quechua quer dizer "umbigo do mundo". O início da capital e do império foi no século XII com a coroação de Manco Capac, primeiro Inca. As seguintes dinastias seguiram-se em pequenos reinados até o ano de 1438, quando Pachacútec, filho de Viracocha, vence os chankas. Este fato possibilitava uma grande expansão militarista, incorporando a maioria dos grupos culturais da zona, e dando lugar o Tahuantinsuyu, o Império Inca. Os incas implantaram o seu estilo de vida e à chegada dos espanhóis, o império estava muito homogenizado.
A sociedade inca estava bem hierarquizada, cada um tinha o seu papel e lugar. A vida não era fácil, porém a comida não faltava e todos eram alimentados. A grande complexidade do sistema favorecia a proliferação de funcionários públicos, entre os que destacavam-se os Quipucamayoc, encarregados de registrar o movimento das pessoas e mercadorias nos quipus, à falta da escrita, cordas com um complicado sistema de nós, que servia para memorizar os dados. Cusco era a capital do império e no seu centro alçava-se o Templo do Sol, que na época do governo do imperador Pachacuti tinha implantado ao anterior deus, Viracocha. De lado levantava-se o Coricancha (atual igreja de Santo Domingo).
No mês de setembro de 1532 Francisco Pizarro, junto a Diego de Almagro, Hernando de Luque e 164 homens fundam São Miguel de Piura, a primeira cidade do Peru e desde que realizam-se as incursões à terras incas.
Surpreende a facilidade com que os conquistadores espanhóis dominaram os incas, porém, foram vários fatores, entre eles a fatalidade que facilitou o fim do império. Provavelmente, a chegada dos espanhóis trouxe uma epidemia de varíola, que tinha acabado com a vida do inca Huayna Capac. Porém, seus filhos Huáscar com residência em Cusco e Atahualpa em Quito (no atual Equador), cairam em uma cruel guerra civil pelo domínio do império. Deste duro confronto saiu vitorioso Atahualpa, porém foi derrotado por Pizarro no dia 16 de novembro de 1532 em Cajamarca, depois de liquidar dos mil quechuas assombrados pela presença dos espanhóis, identificados com o deus Viracocha. Outro fator que ajudou à desarticulação do império inca foi a cooperação de alguns pequenos povos como os Chimues, que viam nos espanhóis os seus libertadores.
Pizarro entrou em Cusco no ano 1533, pondo fim ao império e nomeando rei à Manco Inca, irmão de Atahualpa. Os primeiros anos desta aparente regência transcorreram com normalidade, porém Manco Inca no ano 1536 chefia uma insurreição em Sacsahuaman, na que saiu derrotado, fugindo para a selva. Daqui, realizou vários ataques, mas nenhum com sucesso até o ano da sua morte em 1544.
A instabilidade no Peru prolongar-se ia até o ano de 1572, devido aos contínuos ataques de pequenos grupos incas. A última rebelião foi no ano de 1572, quando é executado o líder Tupac Amaru.
Francisco Pizarro fundou Lima no ano 1535, para manter as comunicações com Espanha. Lima transformou-se na capital do vice reinado do Peru, que nos séculos seguintes iria converter-se no principal centro político e comercial da zona andina.
No começo a economia baseava-se no desfrute das riquezas acumuladas pelos indígenas e nas licenças outorgadas para procurar ouro nas numerosas "huacas", templos sagrados de adobe. Esgotados estes recursos inicia-se a exploração dos minérios e os corregimentos, territórios gestionados pela Coroa, sentando as bases para a exploração indígena. O Vice reinado, no seu máximo esplendor extendia-se entre os territórios compreendidos entre Panamá e Argentina. Ordenou-se por decreto real, que todo o comércio da América do Sul fosse feito através de Lima, situação que alongaria-se até fim do século XVIII, quando tem lugar as primeiras rebeliões independentistas. O mais saliente destas revoltas foi a chefiada por Tupac Amaru II.
No dia 26 de junho de 1541, Francisco Pizarro era assassinado por um grupo de sicários, no seu luxuoso palácio.
A princípios do século XIX os habitantes andinos, que suportavam uma grande pressão por parte da coroa espanhola, começam a tomar conciência da sua relidade deixando passar um sentimento nacionalista. Antes da invasão de Napoleão em Madrid, a coroa espanhola enfraquecia-se aos poucos nas diferentes colônias da América e com a queda de Fernando VII iriam chegar as primeiras mundanças no Peru, de duas frentes. O general argentino José de San Martín invadia o Chile, enquanto Alfred Lord Cochrane desembarcava em Paracas, nas costas do Peru. No ano seguintea armada dos rebeldes atacava Lima espalhando as tropas realistas. No dia 28 de julho de 1821 o general San Martín entra em Lima e proclama a independência, abolindo o sistema de encomendas, decretando o fim da escravatura e declarando aos descendentes dos incas cidadãos peruanos.
Depois da independência seguiram-se, entre os anos de 1825 e 1865, diversos confrontos, governando 35 presidentes muitos deles militares. No ano de 1868 faz aparição o Partido Civil, ascedendo ao poder Manuel Pardo. Nesta época aparece uma nova fonte de riqueza, o guano, excremento de numerosas aves depositado nas costas e ilhas.
No ano de 1879 Peru entra em guerra com o Chile e depois de 4 anos de batalhas, perde a província de Tarapacá. Este fato provoca o aparecimento de novas ondas de governos militaristas, com breves períodos de administração civil. O mais recente teve lugar com a eleição do presidente Belaunde Terry em 1980. Quando o país gozava da estabilidade econômica e política, começam os ataques guerrilheiros do Sendeiro Luminoso, provocando graves problemas. Alan García chega ao poder em 1985 e com ele inicia-se um dos períodos mais críticos do país, colocando a nação em uma hiper-inflação e corrupção até então nunca imaginadas.
Desde 1990, Alberto Fujimori (conhecido popularmente como "o chinês") governa o país, introduzindo numerosas reformas, especialmente no relativo ao controle dos preços e a implantação de uma nova moeda sujeita às variações do dólar norte americano, assim como, suas acertadas estretégias frente à guerrilha, desarticulada por completo. Depois do famoso auto-golpe ao Congresso, Fujimori saira vitorioso nas últimas eleições celebradas no ano de 1995. As espectativas de futuro no país são positivas, graças a estabilidade econômica e social e ao ressurgimento do turismo.
O Horizonte Chavín, considerado como o início da Alta Cultura no Peru, distinguiu-se pela edificação de centros de poder em volta à impresionantes templos. O mais saliente é o que encontra-se em Chavín de Huantar, no região de Ancash. Nele destaca-se o templo O Castelo, de imponentes muros de pedra, enfeitado com formas de cabeças humanas e onças. Salientam, também, a sua escultura, os relevos, a cerâmica e os trabalhos de ourivesaria em ouro, os mais antigos de toda América. Por outro lado, os Paracas distinguiram-se pelos belos e elaborados tecidos, e pelos trabalhos em cerâmica, considerados entre os mais belos da América pré-colombiana.
Os chimúes, que possuiam uma organização social bem desenvolvida e coesa, destacaram-se pelos excelentes trabalhos de arquitetura, cerâmica, tecidos e metalúrgica, assim como pela construção de terraços para o cultivo e pelo particular traçado das urbanizações. Os trabalhos em cerâmica realizados com molde salientam-se pela riqueza de formas, enquanto os tecidos mostram um alto grau de técnica. Copos de prata e ouro, diversa joalheria e instrumentos em cobre são o mais salientados da ourivesaria chimú.
Foram os incas quem sobressairam pelas construções arquitetônicas. Precisa-se esclarecer que os incas herdaram muitos dos marcos culturais dos chimúes, a quem dominaram no ano de 1470. O material mais utilizado pelos incas nas construções foi a pedra: sem talhar para as moradas, ciclopea para templos e fortalezas, com formas geométricas e polidas nas construções urbanísticas. As moradas incas possuiam um desenho de planta quadrada com um pátio central no que davam todos os quartos. Entre os templos mais destacados encontra-se o Coricancha ou Templo do Sol, em Cusco. Os incas, também, fizeram grandes fortalezas em pontos estratégicos do império, como a fortaleza de Sacsahuaman, desde a que dominavam as vias de comunicação, quer dizer, os famosos caminhos incas. Construiram numerosas rotas, entre as que destacam a rota que segue a costa do Pacífico e que percorria os vales e planaltos dos Andes, ligando estas duas rotas por caminhos perpendiculares.
Durante a época colonial prevaleceram os estilos arquitetônicos hispânicos, especialmente os renascentistas e barrocos com uma clara aportação indígena, dando por resultado uma arquitetura muito definida e especial. Nas zonas costeiras utilizaram-se materiais como o tijolo e adobe, dada a frequência dos tremores. Predomiaram os desenhos de construções muito baixas, fachadas largas, torres robustas e bóvedas de creceria gótica, permitindo uma maior elasticidade nas estruturas. Nas zonas de montanha a pedra, graças a sua abundância, foi o material mais utilizado. Nos desenhos, predominaram as altas e estreitas, ricamente trabalhadas, tradição herdada dos antigos incas, especialistas no talhado em pedra. As esculturas para a decoração das edificações, durante este período (séculos XVI à XVIII) procediam a maioria da Espanha.
Por outro lado, destacam os belos trabalhos de madeira policromada como altares, cadeiras e púlpitos de artistas anônimos, assim como, os trabalhos da Escola Cusquenha, onde percebe-se claramente a mestiçagem entre a influência espanhola e indígena.
Durante o século XIX a arquitetura peruana sofreu duas correntes antagonicas. Por um lado, a influência da Europa, especialmente os desenhos franceses que plasmou-se nas construções de carácter civil e pelo outro, a influência mestiça, de desenhos hispânico-indígenas que prevaleceu sobretudo nas moradias.
Durante o século XX a arquitetura do Peru foi influenciada, no primeiro momento, pelos desenhos modernistas, presentes em quase o mundo todo, até que, nos anos recentes, surgiram as propostas nativas que harmonizam a forma com a função.
Fonte: www.rumbo.com.br
Nome oficial: República do Peru (Republica del Peru).
Nacionalidade: peruana.
Data nacional:- 28 de julho (Independência).
Capital: Lima.
Cidades principais: Lima (aglomerado urbano: 6.321.173), Arequipa (642.478),
Trujillo (588.638), Chiclayo (566.027) (1993).
Idioma: espanhol, aimará e quíchua (oficiais).
Religião: cristianismo 98% (católicos 92,5%, protestantes 5,5%), outras
2% (1989).
GEOGRAFIA DO PERU
Localização: América do Sul.
Hora local: -2h.
Área: 1.285.215 km2.
Clima: árido tropical (litoral), de montanha (altiplano e cordilheira),
equatorial (trecho amazônico).
Área de floresta: 676 mil km2 (1995).
POPULAÇÃO DO PERU
Total: 25,7 milhões (2000), sendo ameríndios 45%, eurameríndios
37%, europeus ibéricos 15%, outros 3% (1996).
Densidade: 20 hab./km2.
População urbana: 72% (1998).
População rural: 28% (1998).
Crescimento demográfico: 1,7% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,98 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 66/71 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 45 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 10,1% (2000).
IDH (0-1): 0,737 (1998).
POLÍTICA DO PERU
Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 25 departamentos capitais, 155 províncias e 1.586
distritos.
Principais partidos: coalizão Peru 2000 (Cambio 90-Nova Maioria e Vamos
Vizinho), Peru Possível (PP), Somos Peru (SP), Avancemos (PA), União pelo
Peru (UPP), Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra), Ação Popular
(AP), da Solidariedade Nacional (PSN).
Legislativo: unicameral - Congresso, com 120 membros eleitos por voto
direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1993.
ECONOMIA DO PERU
Moeda: sol novo.
PIB: US$ 62,7 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 7% (1998).
PIB indústria: 37% (1998).
PIB serviços: 56% (1998).
Crescimento do PIB: 5,7% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 2.440 (1998).
Força de trabalho: 9 milhões (1998).
Agricultura: Principalmente café, arroz, milho e batata.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves. Pesca: 7,9 milhões t (1997).
Mineração: cobre, ouro, chumbo, zinco, prata, petróleo.
Indústria: alimentícia, refino de petróleo, têxtil, vestuário, bebidas,
produtos minerais não metálicos.
Exportações: US$ 5,7 bilhões (1998).
Importações: US$ 9,8 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Japão, Suíça, Reino Unido, Alemanha,
China, Venezuela, Colômbia e Espanha.
DEFESA DO PERU
Efetivo total: 125 mil (1998).
Gastos: US$ 970 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net

Nome Oficial: República del Perú (República
do Peru)
Capital do Peru: Lima
Área: 1.285.220 km² (19º maior)
População: 28,675 milhões (2007)
Idiomas Oficiais: Espanhol
Moeda: Nuevo Sol (Novo Sol)
Nacionalidade: Peruana
Principal Cidade: Lima, Arequipa, Trujillo
Fonte: www.webbusca.com.br