PortalSaoFrancisco.com.br

Polônia

Nome Oficial: República da Polônia
Capital: Varsóvia
Território: 312.685 Km² (68º)
População: 38.557.984 hab. (32º)
Densidade: 123,5 hab/Km² (2001)
PIB: US$ 512,8 bilhões (23º)
Per Capita: US$ 8.082 (49º)
Moeda: Euro
Idioma: Polonês
Religião: Múltiplas religiões
Geografia: A Polônia é um dos maiores países da Europa. Faz fronteira a norte com Mar Báltico e enclave russo de Kelingrado; a leste com Lituânia, Bielorússia e Ucrânia; a sul com Eslováquia e República Checa; a oeste com Alemanha.

Cidades/População

1ª)Varsóvia - 1.600.000 (2003)
2ª)Gdansk - 867 mil
3ª)Poznan - 636 mil

Forma de Governo: República

Sistema de Governo

Parlamentarismo

Regime de Governo: Democracia

Política

Divisão Administrativa

A Polônia sofreu profundas mudanças em suas esferas administrativas, principalmente no último século (XX). A partir de 1999 as reformas internas dividiram a administração pública em 16 regiões, 333 distritos e 2.489 municípios.

Poder Executivo

O Presidente é o chefe de estado e o Primeiro Ministro o chefe de governo, ambos eleitos pelo voto popular, conforme Constituição de 1997.

Poder Legislativo

Exercido pelo Senado com 100 senadores e pela Câmara com 460 membros, todos eleitos pelo voto democrático para mandato de 4 anos.

História e Economia

A Polônia vem de longas datas passando por regimes de condado, reinado, república, invasões e guerras desde as invasões romanas até a 2ª Guerra Mundial. Tornou-se independente em 1918, mas Foi o País que mais sofreu pelas invasões hitlerianas com massacres e guetos de um lado e pelos soviéticos do outro depois de um tratado entre Hitler e Estaline para não se agredirem mutuamente. Com o fim da 2ª Guerra passou ao domínio socialista soviético. Reagiu ao regime com o Sindicato Solidariedade nos anos 80, do século passado até 1989 quando foi restaurada a democracia. Em 2004 ingressou na União Européia assumindo em 2005 a 7ª economia do Continente incluindo a Rússia. Sua produção se baseia na construção naval, aço e energia elétrica.

Fonte: www.lirex.com.br

Polônia

Católica e tolerante

A Polónia é um Estado a partir do momento em que decide ser católica. As origens da nação polaca estão vinculadas à conversão ao cristianismo de Mieszko I, no ano de 996. O Primeiro hino nacional polaco foi um canto religioso - o Bogurodzica - que os cavaleiros entoavam no início de uma batalha.

No entanto, este país que confessa e vive abertamente a sua religião, foi sempre um dos mais tolerantes e acolhedores da Europa para as outras religiões. Durante o período do apogeu da Reforma, foi declarada "terra sem fogueiras", porque aqui não se perseguia - e muito menos se queimava - quem quer que fosse, pela sua religião. Durante séculos a Polónia foi terra de asilo para milhões de judeus e, talvez por isso, foi um dos países que mais sofreu a sanha anti-semita dos nazis.

Em todas as épocas da sua história, a Igreja Católica Polaca teve um papel essencial para manter a consciência, a tradição, a unidade e inclusivamente a língua nacional. Nos anos das divisões, nos dramáticos tempos da Segunda Guerra Mundial e também durante a era comunista, a Igreja foi símbolo de coesão.

O principal lugar de culto na Polónia, um dos principais no mundo, é o santuário da Virgem Negra de Jasna Góra em Czestochowa .

A influência religiosa traduz-se em milhares de igrejas e santuários, com a sua peculiar arquitectura, que atraem milhões de peregrinos e também na conservação de numerosos rituais, mistérios e romarias populares que dão vida, até, à mais pequena aldeia.

As principais celebrações coincidem logicamente, com as épocas religiosas por excelência: Páscoa e Natal. As representações da Paixão têm particular interesse e a elas se unem algumas celebrações populares, como o costume de arremessar água na segunda-feira de Páscoa.

Os presépios polacos - particularmente os de Cracóvia - têm reconhecida fama internacional, pelas elaboradas formas arquitectónicas que evocam tempos passados.

O Papa Polaco

Karol Wojtyla nasceu a 18 de Maio de 1920 em Wadowice, uma pequena cidade polaca junto ao rio Skawa, ao pé das serras cobertas de bosques de Beskid Maly, junto a Cracóvia. No número 7 da rua Koscielna, o que foi o seu lar, foi convertido num pequeno museu.

O futuro papa estudou na escola Marcin Miechowita de Wadowice. Foi um aluno excelente, que terminou o curso com menção honrosa. Durante a sua juventude interessou-se pelo teatro, praticou desporto - principalmente esqui - e escreveu ainda, alguns poemas. Em 1938 mudou-se para Cracóvia e iniciou os seus estudos na Universidade Jagielloniana. Durante a guerra trabalhou numa fábrica química e começou os seus estudos no Seminário da Arquidiocese, na clandestinidade. No dia 1 de Novembro de 1946 foi ordenado sacerdote. Posteriormente foi nomeado vigário, bispo e finalmente cardeal, em 1967. Em 16 de Outubro de 1978 sucedeu a João Paulo I como Sumo Pontífice da Igreja Católica. O papel do papa polaco foi determinante na liberalização política do seu país e na abertura dos países de Leste após a queda do Muro de Berlim.

João Paulo II já visitou a sua pátria em cinco ocasiões.

As Igrejas e comunidades religiosos na Polónia

A Constituição da República da Polónia garante a cada cidadão a liberdade de consciência e religião e, consequentemente, o direito, entre outros, de praticar e ensinar os princípios da sua fé, de possuir templos e outros centros de culto (artigo 53). Além disso, as garantias de liberdade religiosa para as maiores comunidades religiosas adquiriram o estatuto de leis independentes sobre a posição do Estado perante todas as igrejas. Actualmente na Polónia funcionam cento e trinta e oito Igrejas e comunidades religiosas oficialmente registadas.

O maior número de crentes pertence à Igreja Católica, constituindo aproximadamente 95% de toda a população crente. Entre os quatro ritos - bisantino-ucraniano, neounitário, arménio e latino - o mais numeroso é o último, pois em 1998 concentrava mais de 35 milhões de crentes (9990 paróquias e cerca de 28 mil sacerdotes).

A Igreja Ortodoxa Autocefálica Polaca é a segunda maior comunidade religiosa oficial. Conta aproximadamente 550 mil crentes e 320 sacerdotes. Os seus crentes são, nomeadamente, representantes da minoria bielorrussa que habitam os distritos do leste do país.

A terceira crença cristã mais influente na Polónia, dividida em várias fracções, é a igreja protestante. A Igreja Evangélico-Luterana conta mais de 85 mil crentes. A Comunidade Pentecostal - cerca de 17 mil, a Igreja Adventista do Sétimo Dia - cerca de 10 mil. As restantes comunidades religiosas não concentram mais de 5 - 6 mil crentes.

Na Polónia funcionam também as chamadas igrejas velho-católicas (não ligadas à igreja católica romana): a Igreja Mariavita Velho-Católica - concentrando 25 mil pessoas, a Igreja Católica Polaca e a Igreja Mariavita Católica. Todas elas concentram cerca de 50 mil crentes.

A Comunidade dos Testemunhas de Jeová concentra cerca de 130 mil crentes.

Além disso, na Polónia actuam vários grupos religiosos não cristãos, entre outros a Comunidade Religiosa Muçulmana (o islão), a União Religiosa de Comunidades Judaicas (o moiseísmo), a Comunidade Religiosa Caraíma (religião que surgiu da fusão do judaísmo e do islão, professada pelos representantes da minoria étnica de origem turca) e um grupo bastante numeroso de organizações ligadas a religiões orientais, por exemplo a Sociedade Internacional de Hare Krishna e as uniões budistas.

Gastronomia da Polônia

Apego à boa mesa

Na Polónia, na hora de comer, há muito por onde escolher. Naturalmente, pode optar-se pelos bons restaurantes de luxo ou pelos integrados nos hotéis, onde se poderão provar os melhores pratos da cozinha polaca e internacional. Contudo, talvez uma experiência mais autêntica seja visitar alguns dos pequenos restaurantes tradicionais, muitos deles situados em edifícios históricos, com uma agradável decoração, e deliciar-se a provar uma ementa tradicional polaca. Há muitos pratos para escolher.

Para começar, nada melhor que uma das requintadas sopas, que existem em dezenas de variantes. Algumas servem-se sobre grandes pães que fazem de pratos ou na própria panela que, com uma pequena chama por baixo, a mantém quente para os vários comensais. Vale a pena provar a barszcz, à base de beterraba que se serve com raviolis recheados de carne. Uma variante adequada para o Verão é a botwinka e a chlodnik, que se serve fria ao estilo do gaspacho.

De entre os aperitivos destacam-se o arenque que se prepara de diferentes formas e o bife tártaro, à base de carne de vaca crua, muito bem picada, condimentada a gosto com gema de ovo, cebola picada, sal, pimenta, azeite, sumo de limão e algum toque especial.

Dos pratos principais sobressaem os de carne, especialmente os de porco ou caça. Todos os pratos são servidos em boa dose, bastante elaborados, e sempre acompanhados de uma abundante guarnição de batatas, verduras e saladas.

Qualquer pessoa que visite a Polónia não pode deixar de provar um dos seus pratos nacionais, o bigos, que contém diversos tipos de carne, toucinho, couve branca, choucroute, cebola, ameixas secas e vinho tinto. A chave deste forte prato está numa elaboração cuidada; os mais meticulosos na sua confecção chegam a demorar três dias para atingir o ponto.

Chama-se a atenção para a variedade de formas de preparação das batatas, inspiradas em velhas tradições. São excelentes os enchidos, muitos deles fumados.

As sobremesas polacas não são tão variadas e têm muitas influências europeias. É muito típica a sernik (tarte de queijo) e o pastel de sementes de papoila - makowiec.

Ao cair da noite

A maioria das grandes cidades polacas - em particular Varsóvia, Cracóvia e Gdansk - têm uma interessante vida nocturna. Não faltam casinos, clubes, teatros e locais com espectáculos de todo o tipo. Em alguns lugares, como em Cracóvia, os clubes de jazz têm fama de estar entre os melhores da Europa. Mas, sem dúvida, onde se descobre o ambiente mais característico do povo polaco é nas esplanadas (quando o clima o permite) e nos bares e cafés tradicionais. É aí que se devem saborear as bebidas nacionais da Polónia. A cerveja - as mais conhecidas são Zywiec, Okocim e EB - e a vodka, que alguns dizem ser a melhor do mundo, em particular a Zubrówka, aromatizada com um talo de erva de Bialowieza - a que comem os bisontes.

Política da Polônia

Formalmente, a história da Polónia, como estado unitário, começa no ano 966 da nossa era, quando Mieszko I, soberano da estirpe dos Piast introduziu o cristianismo no país. Precisamente, o escrito mais antigo sobre este rei, procede de Ibrahim ibn Yakub, um diplomata do Califado de Córdova.

A sua situação estratégica, no centro da Europa e as pressões sucessivas dos povos vizinhos fizeram com que, nos dez séculos da história polaca, o país tivesse mudado as suas fronteiras em diversas ocasiões.

A adopção do ritual ocidental do cristianismo e não o do oriental (bizantino) marcou, desde o início, a clara diferenciação da Polónia dos seus vizinhos de Leste.

Em 1226 chegou à Polónia a Ordem Teutónica, que daria, séculos mais tarde, origem ao Estado Prussiano. Em 1410 foi derrotada na batalha de Grunwald, o que resultou decisivo para a posterior recuperação do acesso da Polónia ao Mar Báltico. Na fronteira oriental, o país sofreu uma permanente perseguição dos tártaros desde 1241, mas sempre a conseguiu conter, pelo que se converteu num muro defensivo e baluarte do cristianismo e, de forma especial, do catolicismo.

Durante o reinado do último dos Piast, Casimiro O Grande (1333-1370) a Polónia gozou de um dos seus momentos de máximo esplendor.

Desde o século XI, Cracóvia funcionava como capital Polaca , tendo ali sido criada em 1364, a que foi a segunda Universidade da Europa Central que chegaria a converter-se no principal centro de investigação do continente. Durante vários períodos, os reis polacos estiveram aparentados com as Coroas Boémia e Húngara, mas o facto decisivo na evolução do Estado polaco foi o casamento de Hedivígia com Jagellon, Grão Duque da Lituânia, que originou a união dinástica polaco-lituana, em 1385.

A união com a Lituânia levou o Estado polaco à sua maior extensão territorial, ocupando quase um milhão de quilómetros quadrados e com uma posição chave na Europa, entre o Báltico e o Mar Negro, o que lhe permitiu desenvolver o comércio internacional de trigo, um dos principais produtos da Europa de então. Em 1596, o rei Segismundo III Wasa mudou a capital de Cracóvia para Varsóvia, que ocupava uma posição mais central no extenso reino. A posição favorável da Polónia nos séculos XVI e XVII permitiu a penetração de diferentes correntes: no artístico, predominou a influência renascentista italiana; no religioso, prosperou a Reforma protestante e uma boa parte da nobreza converteu-se ao Calvinismo e Luteranismo. No entanto, e ao contrário do que ocorreu noutros países europeus, a Polónia foi um dos poucos exemplos de tolerância, proclamando, em 1573 a chamada Confederação de Varsóvia, que proibia explicitamente impor a fé pela força, o que a fez merecedora do título de "terra sem fogueiras". Católicos, protestantes e ortodoxos, cristãos e judeus conviveram em paz, durante séculos, nestas terras.

Depois de 1572, o reino passou a ser uma monarquia electiva, onde o soberano era eleito pela totalidade da nobreza. Assim, se consolidava o poder dos nobres e se diminuía o do soberano, que dispunha de muito menos poderes do que nas recentes monarquias absolutistas europeias. O poder dos nobres que representavam quase 10% da população, durou perto de dois séculos, mas esse sistema, relativamente democrático, impediu o nascimento de um poder central forte e deixou a Polónia muito vulnerável às ameaças exteriores, precisamente numa época em que muitos Estados absolutistas europeus ansiavam por ampliar as suas fronteiras e influências.

A decadência polaca começou em meados do século XVII com o enfraquecimento do comércio no Báltico e as sucessivas invasões que se seguiram à guerra dos Trinta Anos. Cossacos, suecos, moscovitas, turcos e tártaros, entre outros, penetraram no território polaco e devastaram o país.

A época de maior debilidade política da Polónia, começa com o reinado de Pedro o Grande e de Catarina II, época em que foi eleito o que seria o último rei da Polónia, Estanislao Augusto Poniatowski, que tentou as últimas reformas e modernização do Estado polaco. No entanto, a oposição interna dos nobres e a pressão das grandes potências - Áustria, Prússia e Rússia - impediram a sua realização e conduziram, em 1772, à primeira divisão da Polónia. Após a terceira divisão de 1795, a Polónia desapareceu do mapa europeu.

Em 1807 Napoleão criou o Ducado de Varsóvia que desapareceu após a derrota do imperador. O Congresso de Viena de 1815 confirmou a divisão da Polónia em três partes que foram entregues à Rússia, Áustria e Prússia. As três regiões foram submetidas a sistemas sociais, políticos e económicos muito diferentes, mas, graças à igreja católica, ao aparecimento de uma classe intelectual - a inteligencja - surgida sobretudo da nobreza, e às revoltas armadas que se seguiram contra os Estados ocupantes, especialmente as de 1830 e 1863, manteve-se a essência polaca. A identidade do povo polaco foi seriamente ameaçada pela russificação forçada na parte oriental e pela germanização na parte oeste, enquanto que a parte austríaca, chamada Galícia, com a capital em Lwów (hoje Ucrânia) gozou de uma relativa autonomia cultural.

Após a Primeira Guerra Mundial produz-se um renascimento do estado polaco, que se denominou Segunda República. Os problemas de integração das minorias, da convergência das economias e dos sistemas políticos fizeram com que a Polónia apresentasse um sistema frágil em vésperas da Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, a Polónia ofereceu uma forte resistência frente à poderosa Alemanha.

Depois da guerra, o país caiu no regime comunista imposto pelos soviéticos, que não reflectia as aspirações da sociedade polaca e jamais conseguiu penetrar na sua trama social. Uma vez mais, o poder moderador da Igreja Católica actuou como catalisador das aspirações populares o que impediu confrontos. Coincidindo com a eleição do polaco Karol Wojtyla como Papa em 1978, e a viagem ao seu país natal em 1979, evidencia-se a fragilidade do sistema comunista, desencadeando-se uma vaga de greves na Polónia, a partir de 1980.

Mas teriam ainda de passar nove anos até que a legalização do sindicato Solidariedade e a convocação de eleições livres levassem a Polónia ao caminho da democracia. Desde então novos desafios, esperanças e um novo caminho se abre perante ela e, como vem sendo uma constante na sua história, a caminhada, provavelmente, não será fácil. Hoje, a Polónia forma parte da estrutura da NATO e no 1. de Maio de 2004 entra na União Europeia.

Sabia que a Polónia …

Tem 38 milhões de habitantes

Tornou-se Estado no ano de 996

A sua capital - Varsóvia - foi reconstruída quase na totalidade depois de cerca de 84% da cidade ter sido completamente devastada durante a Segunda Guerra Mundial

Entrou na União Europeia no dia 1 de Maio de 2004

Faz fronteira com a Alemanha, com a República Checa, com a Eslováquia, com a Ucrânia, com a Bielorússia, com a Lituânia e com a Rússia

Tem 500 km da costa arenosa

Tem 9000 lagos

Possui montanhas com mais de 2000 metros de altura

Tem seis vencedores do Prémio Nobel

A Universidade de Cracóvia foi fundada em 1364

Tem a primeira constituição da Europa (do ano de 1791) e a segunda do mundo (depois da constituição americana)

É o nono maior país da Europa

Por duas vezes ficou no terceiro lugar no Campeonato Mundial de Futebol (em 1974 e em 1982)

60% da população polaca tem menos de 40 anos

60% da população mundial de cegonhas habitam no nosso país

É o maior fabricante mundial de sumo da maçã

11 cidades na Polónia estão na lista de património mundial da UNESCO

As temperaturas de Verão podem atingir entre os 20 e os 35 graus e no Inverno variam entre os -10 e os 5 graus ….

Fonte: www.emb-polonia.pt

Polônia

Reconstruída depois da Segunda Guerra, ela está empenhada em crescer e atrair cada vez mais visitantes

Experimente abrir um mapa na Polônia. Em menos de um minuto, alguém oferecerá ajuda. O que no começo parece estranho, depois se torna um motivo a mais para se apaixonar pelo país. Entre muitos. Com uma história conturbada, que inclui anos de jugo ao regime soviético, grandes perdas na Segunda Guerra e várias disputas territoriais, a Polônia não demonstra ser uma nação ressentida, mas sim empenhada em crescer.

Do ponto de vista turístico, não precisa se esforçar muito: as magníficas construções medievais de Cracóvia, o alto-astral da Praça da Cidade Velha em Varsóvia, as montanhas Tatra ao sul... tudo conspira a favor de férias espetaculares. Sem nem precisar de mapa.

Varsóvia

Enquanto Cracóvia brilha como um exemplo mundial de conservação, Varsóvia, a capital, deve ser admirada como uma aula de perseverança: deixada em escombros depois de um histórico levante contra os nazistas em 1944, a cidade, antes uma das mais lindas da Europa Central, teve de ter 75% do território reconstruído no pós-guerra.

O filme O Pianista, de Roman Polanski, que se passa nas ruas do gueto judaico de Varsóvia, dá uma idéia da destruição. Mas quem for para a cidade esperando encontrar apenas edifícios cinzentos e gente triste terá uma agradável surpresa.

Tijolo por tijolo, as casas coloridas da Cidade Velha foram reconstruídas exatamente como eram no século 17 e hoje abrigam cafés com mesas na calçada e lindas vitrines. Os parques, palácios e museus estão um brinco. Quem visita a cidade há de concordar com seus moradores: Varsóvia só tem do que se orgulhar.

Fonte: viajeaqui.abril.com.br

voltar 1234avançar