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Locais Turísticos de Portugal

Portugal

Capital: Lisboa
Idioma: português
Moeda: euro
Clima: mediterrâneo e marinho
Fuso horário (UTC): +1 (+2)

Pontos turísticos

Douro

Região com esplêndida paisagem, é local de várias vinículas famosas, que dão às colinas um charme interrompido apenas por algumas casinhas de um branco imaculado. O Rio Douro foi represado por cinco represas que o tornaram totalmente navegável.

Évora

A cidade murada de Évora é considerada uma das jóias de Portugal. Situada no Alentejo, possui ruelas estreitas e charmosas. O ponto central é a Praça do Giraldo, com a catedral, o Templo Romano e a Igreja de São Francisco que contém a Capela dos Ossos, construída com ossos e crânios de centenas de pessoas.

Porto

A segunda cidade mais importante do país, é considerada a cidade com a melhor vida noturna. A cidade recebe a produção de várias vinículas instaladas nos seus arredores, e é responsável pela produção do famoso Vinho do Porto.

Fátima

Cidade considerada sagrada pela igreja católica, é bastante procurada por religiosos, devido à famosa aparição da Virgem Maria no início do século XIX.

Fonte: www.geomade.com.br

Locais Turísticos de Portugal

Para desenvolver uma visão geral de Portugal, dividimos o país em cinco zonas. Iniciaremos nosso percurso por Lisboa e seus arredores, que incluem Estoril, Cascais e Setúbal, e continuaremos no Sul, pôr Algarve e o Alentejo. A partir de aqui começaremos a subir para conhecer o Centro do país, onde encontram-se Coimbra e as dos Beiras, e seguiremos até o Norte de Portugal, marcados pôr los rios Douro e Minho. Finalizaremos com uma rápida visita pôr Arquipélagos de Madeira e Açores.

Lisboa e seus retornos

LISBOA

Lisboa, construída sobre uma sucessão de colinas e com as águas do estuário do Tejo como fundo, têm todo o aspecto de uma cidade do S. XVIII: elegante, aberta ao mar, projetada com esmero e transitada por uma assombrosa rede de antigos bonde, funiculares e ascensores. Desde o rio se destaca a colossal estátua de Cristo com os braços abertos, como o de Rio de Janeiro, e uma das maiores pontes penceis do mundo. É uma cidade que apaixona ao primeiro golpe de vista, com ar acolhedor, provinciano e humana em ritmo e escala. Embora já esteja integrada a Europa, marcha por livre, de décadas anteriores, têm feito dela uma cidade de caráter particular, forte, que não têm caído na homogeneização de outros lugares de ocidente. Em realidade, esta é uma característica de todo Portugal.

Milenar, sua história se remonta à época dos romanos e, seguramente, dos fenícios. Na Idade Media passou a ser dominada pelos árabes, que a bautizaram al-Usbuna. A reconquista cristã aconteceu em 1147, e em 1255 Lisboa passou a ser a capital do reino, em detrimento de Coimbra. com o passar do tempo, Lisboa atravessou por duas épocas de grande esplendor: a primeira com as descobertas marítimos dos séculos XV e XVI, quando Vasco da Gama abriu a rota do comércio para as Índias; a segunda têm lugar no século XVIII, quando se começaram a explorar as riquezas minerais de Brasil e das colônias africanas e asiáticas. Lisboa era então o principal porto comercial de Europa.

Este apogeu teve seu trágico fim em 1 de novembro de 1755, quando três tremores de grande intensidade sacudiram a cidade a partir das 9:30 da manhã. Os incêndios que se produziram e o maremoto que assolou as costas acabaram com a vida de 40:000 dos 270:000 habitantes que povoavam a cidade. O tremor acarretou notáveis restruturações arquitetônicas e urbanísticas, entre elas a criação do bairro da Baixa.

Pôr onde começaremos nosso recorrido: A Baixa ou cidade baixa é o centro principal da cidade. Nela podemos encontrar grandes bancos, escritórios e organismos oficiais, em clara contradição com as pessoas que freqüentam esta zona, pois a zona está cheia de mendigos, vendedores de loteria, engraxates e demais pessoas de precária economia. É, em suma, um expoente das contradições do próprio Portugal. As partes mais atrativas da Baixas são as praças na periferia, as estreitas ruas que correm pelo leste para a Sé (catedral) e ascende pelo oeste para o Bairro Alto; é conhecido como Chiado, o bairro mais opulento da cidade com comércios de classe e maravilhosos cafés antigos (Rua Garrett). O mais famoso destes cafés é A Brasileira, freqüentado por gerações de intelectuais, e com uma estátua de Pessoa que da a bem-vinda aos clientes. Na mesma zona encontramos o Museu de Arte Contemporânea, situado na Rua Serpa Pinto, embora para ver arte contemporânea é preferível escolher as coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, considerado o melhor museu de Portugal e legado do magnata petroleiro Armenio do mesmo nome. É um grande centro cultural edificado num magnífico complexo arquitetónico, e conta com coleções de quase todas as etapas da arte ocidental e oriental. Nelas podem-se apreciar desde peças arqueológicas egípcias até jóias de desenho atual. A fundação conta também com uma orquestra, três salas de concertos e duas galerias para exposições. É patrocinadora de quase todos os eventos culturais que se celebram tanto em Lisboa como em províncias, onde conta com alguns museus e bibliotecas.

Descendo para a praça do Rossio, de novo os protagonistas são os cafés. A praça é modesta e sua única concessão a grandiosidade é o Teatro Nacional, que antes do terremoto o Palácio da Inquisição; nesse tempo a praça era o lugar para as execuções e os autos de fé, assim como para as corridas de touros. Na Igreja de São Domingos a inquisição lia as sentenças.

Na parte próxima ao rio, encontramos a Praça do Comércio, que é conhecida também com o nome popular de Terreiro do Paço. Nela encontra-se o antigo café de Martinho da Arcada, onde Pessoa tinha uma de suas tertúlias preferidas. A praça está em processo de recuperação por parte das autoridades lisboetas, pois recentemente têm chegado a estar muito freqüentada por pequenos traficantes de drogas.

A Baixa está salpicada de numerosas ruas nas que abundam as lojas e que conservam o nome dos antigos grêmios que as ocuparão: Rua da Prata, Rua dos Sapateiros, Rua do Ouro e a rua do Comércio são as mais importantes. vale a pena percorrer seus singulares mercados, como o de Riveira ou o mercado de peixe que celebra-se detrás da estação de Cais do Sodré todos os domingos. Nele podem-se ver ainda estampas tão tradicionais como a dos pescadores que vinham carregando enormes cestas na cabeça e pregoando a gritos suas mercadorias. Também pode resultar interessante o mercado de Ribeira, à direita da estação, especialmente pelas frutas, verduras e especiarias que nele podem-se comprar. Depois uma noite movimentada no Bairro Alto, o mercado de frutas e verduras oferece a possibilidadede se tomar uma deliciosa xícara de chocolate quente com os vendedores no inicio da madrugada. Este mercado e seu bar se organizam junto ao rio.

No centro da Baixa se eleva a Catedral (Sé), fundada em 1150 para comemorar a reconquista da cidade aos mouros e construída sobre os restos da antiga mesquita árabe. É de estilo românico, com uma grande flor e torres gêmeas em sua formosa fachada. Para subir para o Castelo de São Jorge, símbolo da cidade e antiga residência real, se acede pela Rua do Limoeiro, passando pelas ruínas de um teatro romano, o Miradouro de Santa Luzia e a sede do Museu Artes Decorativas Portuguesas. O castelo não guarda grandes tesouros, e sem uma riquíssima bagagem histórica (pergunte pela história do lugar do castelo e pôr cruzados), além de uma bela panorâmica da cidade que se estende a seus pés. Dentro das muralhas encontra-se o pequeno bairro medieval de Santa Cruz, e ao norte estende-se o antigo bairro de Mouraria, quer dizer, a morería. No qual estão fazendo esforços por recupera-lo, porque está quase em ruínas e é um dos redutos de prostituição da cidade.

A zona mais antiga da capital é o Alfama (onde se tem que ir para escutar autentico fado), que se estende desde as muralhas do Castelo até o Tejo sobre uma massa rochosa que foi preservada dotremor de terrar. Data da época árabe e é um dos bairros com mais sabor de Lisboa, com suas ruas inclinadas e de pedras, e a vitalidade que lhe proporciona o bairro dos pescadores.

A Rua de São Pedro é a principal rua comercial desta zona, no final encontra-se o animado café Largo do Chafariz de Dentro. Para encontrar cafés restaurantes típicos nos que saborear comidas tradicionais a preços muito razoáveis a melhor opção é Rua de Regueira.

No Campo de Santa Clara, fora de Alfama, se celebra, as terças-feiras pela manhã e todo o sábado, a Feira da Ladra, o rastro de Lisboa. Sem ser uma maravilha, oferece a possibilidade de conviver com os lisboetas e adquirir desde artesanato das antigas colônias até efeitos militares de desenhos, passando pela roupa usada. Muito perto de aqui encontra-se o mosteiro renascentista de São Vicente de Fora, com uma austera fachada geométrica. O antigo refeitório monástico foi convertido em 1855 no Cemitério da Casa de Bragança, no qual encontram-se enterrados todos os reis de Portugal, desde João IV a Manuel II.

Não longe dai encontram-se o Museu de Artilharia e o mais interessante Museu dos Azulejos, com grande destaque para uma peça de 37 metros, construída no sigo XVIII que representa uma panorâmica da cidade.

O Bairro Alto é o centro da vida noturna lisboeta. Seu traçado é do século XVII, e oferece um aspecto totalmente diferente de dia e de noite; vale a pena passear-se por suas ruas e apreciar o contraste. Para chegar a ele podem-se utilizar o elevador de Santa Justa - um impressionante funicular que ascende a grande velocidade- e os bondes-funiculares, conhecidos como Elevador da Glória e Elevador da Bica. Na periferia do bairro se encontram as igrejas do Carmo e São Roque. O Convento do Carmo foi a maior igreja da cidade, que durante o terremoto ficou meio destruída; na atualidade tem um pequeno museu arqueológico. Próximo do Chiado encontra-se São Roque, famosa pela capela de São João Batista, construída com os materiais mais caros. Próximo de São Roque pode-se visitar a Igreja dos Mártires, construída onde os cruzados levantaram seu acampamento durante o estado de sitio de Lisboa.

Ao norte da Praça dos Restauradores encontra-se o Parque Eduardo VII, o mais importante da cidade. No encontra-se a famosa Estufa Fria, que é uma imensa casa de vegetação cheia de lindas flores e plantas, e com tanques nos que se podem ver flamingos e grande variedade de palmeiras e cactos.

Na avenida Duarte Pacheco se destaca Amoreiras, o mais novo centro comercial de Lisboa e interessante exercício de arquitetura pos-modernista. O enorme edifício, visível desde toda a cidade, possui 10 cinemas, 60 restaurantes, um hotel e 370 lojas que a diário permanecem abertas até as 11 da noite.

A zona norte da cidade é das menos visitadas pelos turistas, mas há nela um par de museus que valem o passeio. O Museu da Cidade está no Palácio Pimenta, e nele podem-se contemplar gravados pinturas e maquetes de Lisboa de antes do tremor. No Museu do Traje se exibem exposições temporais sobre trajes. O menos ou mais atrativo têm o parque circundante, um dos melhores de Lisboa, com um estupendo lugar para tomar café e um pequeno Museu de Teatro.

Seguindo com o tema dos museus, não pode-se deixar de mencionar o Museu de Arte Antiga, que exerce como pinacoteca nacional lusa. Não têm o esplendor nem a variedade do Gulbenkian, mas tem uma esplendida coleção de pinturas portuguesas dos séculos XV e XVI numa exposição de bom gosto num palácio da época. Este museu encontra-se no bairro da Lapa, a dois quilômetros a leste da Praça do Comércio.

No bairro de Belém se destaca o grande Mosteiro dos Jeronimos, uma das jóias da arquitetura manuelina classificada pela UNESCO como patrimônio da humanidade. De aqui partiu Vasco da Gama em 1497 em sua viagem à Índia, ordenando Manuel I a construção do mosteiro como agradecimento pelo êxito da viagem. É uma das melhores mostras de arte manuelina, e destaca nele seu claustro, uma das mais originais e belas obras arquitetónicas de Portugal.

Perto do mosteiro há vários museus: o Museu da Marinha, dedicado às atividades marinhas, tem, além de maquetas, com barcos inteiros, tornando-lhe, um dos mais interessantes de sua classe no mundo; perto existem outros dois com objetos menos relevantes que são o Museu de Arqueologia e o Museu Agrícola de Ultramar. A 200 metros do mosteiro, e banhada pelo mar encontra-se outra boa mostra de arte manuelina: a Torre de Belém. Têm uma acusada influência árabe em seu exterior, e foi no século XIX utilizada como prisão.

Próximo encontram-se vários museus mais. O melhor é o Museu de Arte Popular, que oferece coleções de artesanatos de todas as províncias portuguesas. Igual motivo, mas proveniente das colônias e que exibe o Museu de Etnologia.

A pouca distância encontra-se o Monumento dos Descobridores, construído em 1960 como homenagem a Enrique o Navegante e, por extensão, as descobertas dos marinheiros lusitanos. Subindo ao alto do conjunto se contempla uma formosa vista do Tejo e a Torre de Belém. Não longe da zona monumental encontra-se o Palácio da Ajuda, com decoração romântica original, e, a poucos minutos de aqui, o Museu das Carruagens, uma gigantesca exposição de carruagens reais que passa por ser a atração mais visitada da cidade. Outro dos atrativos do bairro de Belém é a possibilidade de dar-se um banho na praia, que está próxima.

ARREDORES DE LISBOA

A praia oficial dos lisboetas encontra-se ao sul da capital, e é a chamada Costa da Caparica. É uma praia bastante longa, cheia de barracas e com alguns campings, e recorrida quase em sua totalidade por um trem elétrico que em cada uma das 20 paradas oferece uma praia de diferente ambiente. As primeiras são mais familiares, e as últimas mais juvenis, podendo encontrar alguns nudistas e outras de ambiente homossexuais. Além de em trens, pode-se chegar à praiaem Ferry desde Lisboa, ou por estrada, cruzando a imponente ponte pencil ou Ponte 25 de Abril. Ambos trajetos oferecem belíssimas vistas da cidade. Não se deve deixar de visitar o Cristo-Rei e subir ao alto da estatua: desde ela se contempla um inacreditável postal de Lisboa quase a vista de pássaro.

Para o oeste de Lisboa, em direção a Estoril, o primeiro subúrbio importante além de Belém é Oeiras, onde o Tejo já converte-se em mar. Aqui está o Palácio do Marquês de Pombal, antiga residência do reconstrutor de Lisboa após o tremor de 1755. A seguinte parada é Carcavelos, que possui uma extensa praia com numerosos bares. Mais adiante, Parede oferece uma praia menos espetacular mas um paraíso para o bom gastrônomo, pois conta com restaurantes, bares e padarias de excelente qualidades e preços.

Um pouco mais adiante chegamos ao principal centro balneário da Costa Azul, Estoril, mundialmente conhecida pela seu cassino e que em sua época de esplendor, após a II Guerra Mundial. foi considerada como uma espécie de Riviera portuguesa: grandes vilas e luxuosos hotéis. Além do casino, do golfe e da praia, há uma grande quantidade de bares e clubes para viver a noite.

Seguindo na mesma direção chega-se a Cascais, próximo à praia de Guincho, cidade de bares e vida noturna, sobre tudo em sua parte ocidental. Pese a ser uma cidade muito turística, não têm perdido o encanto de vila de pescadores que foi, e na quarta-feira celebra-se um animado mercado muito freqüentado pelos nativos de Cascais. Fora da cidade, ao oeste, encontra-se o agradável Parque Marechal Carmona, com uma mansão dos Condes de Guimarães perfeitamente conservada com todo seu mobiliário do século XIX, agora convertida em museu. Mas longe, a 1,5 quilômetros,. O famoso despenhadeiro da Boca do Inferno, cheio de covas escavadas pelas ondas. Está sempre repleto de turistas e é espetacular quando há tormenta; mas no caminho para ali encontra-se uma pequena e tranqüila praia, com um bar muito agradável no qual se faz deliciosos churrascos.

Sintra

Para o interior o visitante encontra-se com Sintra, pequena cidade romântica situada na serra de seu mesmo nome, ao qual Lorde Byrom chamou "um glorioso Éden". O Palácio Nacional foi a residência oficial de verão dos reis de Portugal, e é uma mezcla dos estilos gótico e manuelino, com originais formas curvilíneas. O Palácio da Pena é um dos mais destacados de estilo romântico português. Também há que mencionar as ruínas do Castelo dos Mouros, desde as que se contempla toda a cidade, e o Palácio de Seteais, que hoje é um elegante hotel.

Mafra

Uns quilômetros ao norte de Sintra pode-se visitar Mafra e seu Palácio - Convento, antiga residência real construída por João I a imitação do Escorial, pensado em princípio como um pequeno mosteiro, mas que devido à megalomania do monarca acabou convertendo-se num enorme edifício com esbanjamento de recursos (que a coroa trazia de Brasil) e extravagancia, oferecendo um resultado impressionante. O edifício é uma mistura de barroco e neoclassicismo italiano. Tem 5.200 portas, 2.500 janelas e dois exagerados campanários, cada um com 50 campanas. Entre suas salas destaca a Sala dos Troféus e a enfermaria das dependências monásticas.

Voltanto a direção sul para a capital, e muito perto de ela, Queluz oferece o perfeito contraponto ao palácio de Mafra, pois seu Palácio é um equilibrado edifício considerado como a obra cume do rococó português. Rodeado de laberintos e cuidados jardins, o palácio ainda se usa como residência para dignitários estrangeiros. Mas o mais notável do palácio é sua biblioteca, que contém 35:000 volumes.

Na beira sul do estuário do Tejo, atravessando a ponte pencil, encontram-se Setúbal e sua costa. A 50 quilômetros de Lisboa, Setúbal é o terceiro porto em importância do país, e continua sendo um lugar acolhedor e agradável, embora sem a beleza que faz a Hans Christiam Andersen declarar que se encontrava perante o "paraíso terrenal". É de visita obrigatória visitar em Setúbal a Igreja de Jesus, de estilo gótico tardio, retocado no século XVII com uma bela cúpula sustentada por originais pilares. Junto a ela encontra-se um pequeno e interessante museu municipal. A oeste da cidade, o bar do castelo São Felipe permite avista uma sensacional panorâmica da desembocadura do Sado e a península de Tróia. Nesta península encontram-se as praias mais concorridas de Setúbal, e a ela se acede num serviçode Ferry. O centro da península encontra-se, muito urbanizado, mas caminhando uns quilômetros para o sul é possível encontrar praias virgens e paisagens de grande beleza.

Para quem busca natureza e praias maravilhosas se deve dirigir ao Parque Natural da Serra de Arrabida e seu Convento, encantador paisagem mediterrâneo. Em procura de tranqüilidade e bom marisco, o viajante não deve deixar de baixar até Sesimbra, que embora vai adquirindo fama entre os turistas, conserva ainda intacto o encanto de pequeno povoado pesqueiro no qual pode-se acudir ao leilão diário de peixe. Além da pequena e deliciosa praia, Sesimbra oferece ao visitante um castelo árabe, um interessante museu municipal e a manuelina Igreja da Mãe. Mas o lugar mais típico é Porto Abrigo, o porto da cidade, com suas barcas pintadas de brilhantes cores.

O sul de Portugal

De Lisboa para a beira sul de Portugal com o oceano Atlântico, o país oferece ao visitante duas regiões muito claramente difrenciadas. Na costa, o Algarve se mostra como a promessa do moderno Portugal que pode chegar a ser. As inversões européias e o turismo têm feito desta região a de mais rápido desenvolvimento e de mais prometedor futuro. Uns quilômetros mais ao norte, o Alentejo, ou as Planícies, como é denomina genericamente, é a região mais pobre de Portugal e uma das mais pobres da Europa inclusive hoje. Tradicionalmente agrícola, uma sucessão de malas colheitas e o problema da propriedade das terras têm feito que as subvenções da União Européia apenas tenha paliado as endêmicas carências.

O ALGARVE

O Algarve se caracteriza por ter sol todo o ano, mais de 3000 horas. Sempre têm algo que oferecer para todos os gostos: praias famosas, campos de golfe, instalações esportivas, além dos esportes náuticos. Oferece ruínas de cidades romanas, serra s e igrejas revestidas de belos azulejos. Esta zona atrai mais turismo forâneo que o resto de Portugal, e apesar disso não têm perdido os atrativos paisagísticos que o fizeram possível.

FARO

Faro é a entrada internacional de toda a região com seu aeroporto, a capital da província e centro artístico e monumental. Pode-se considerar também que o Algarve está basicamente dividido entre "o leste" e "o oeste" de Faro, sendo o oeste a zona mais explorada turisticamente. É importante pelos museus, com destaque o Museu Municipal de Arqueologia, onde se encontram os restos das próximos ruínas romanas de Estói, como o impressionante mosaico que representa a Netuno e os quatro ventos. Os lugares de interesse conservam-se na parte antiga, a Cidade Velha, a qual se entra pelo Arco da Vila. Desde aqui, pela Rua do Município, se ascende até o Largo da Sé, com a catedral e o palácio episcopal.

Fora da parte antiga destaca o porto, com a vista dos iates nele atracados, os jardins e as ruas adjacentes, cheias de lojas, cafés e restaurantes. Cerca, o Museu Etnográfico apresenta interessantes exposições, como a maqueta que explica o sistema de redes que ainda utiliza-se para pescar o atum. Mais curiosa é a Igreja do Carmo, cuja Capela dos Ossos têm as paredes recobertas de ossos humanos procedentes do cemitério monacal próximo.

ARREDORES DE FARO

A Praia de Faro é a praia urbana da cidade, e uma mostra das ilhas arenosas que se vão encontrar ao leste, com a fronteira espanhola. Se acede a ela num serviço de Ferry, e embora esteja um tanto tumultuada, andando um pouco podem-se encontrar zonas tranqüilas para dar-se um banho.

Muito perto de Faro, a 11 quilômetros para o interior, encontra-se Estói, em cuja praça maior se encontra o Palácio do Visconde de Estói, versão reduzida do palácio rococó de Queluz. Mas o grande atrativo desta localidade é o povoado romano de Milreu. Conhecido como Ossonoba pelos romanos entre os séculos II e VI d.C., este lugar foi o antecedente do que hoje é Faro. Destacam entre seus restos a fachada de um templo que foi transformado em igreja cristã, o que faz dela uma das mais antigas que se conhecem no mundo.

Uns 7 quilômetros mais ao norte, em plena Serra de Caldeirão, o turista pode acercar-se a São Brás de Alportel, uma tranqüila localidade agrícola acolhedora e muito próxima dos lugares turísticos da zona. Nela podem-se visitar a capela do Senhor dos Passos, que oferece magníficas panorâmicas dos vales circundantes, e o Museu dos Trajes.

O ALGARVE ORIENTAL

Olhão é uma cidade construída no século XVII, de estilo árabe na qual podemos visitar a igreja de Nossa Senhora do Rosário e a capela de Nossa Senhora dos Aflitos. O maior atrativo da cidade está em passear pelos suas ruas pelo bonito conjunto que conformam suas ruas, que faz ao viajante pensar que está em algum lugar do norte de África. Mais interessantes são os arredores, com suas ilhas: Armona e Culatra.

Uma barca deixa ao viajante no extremo sul da ilha de Armona, na qual uma sucessão de chalés e cabanas produzem um pitoresco povo, cheio além de bares e restaurantes, sempre animados pela presença de turistas portugueses e forâneos. Não é necessário andar muito na ilha para encontrar extensas praias de fina areia e aspecto quase virgens. Não há alojamento, sendo que a única maneira de pernoitar é alugar um chalé, o que feito em grupo pode resultar muito econômico.

A Ilha da Culatra, ao igual que Armona, oferece pelo lado que dá ao oceano imensas extensões de praias desérticas. É possível encontrar alojamento a preços razoáveis.

Vale a pena passear também por Tavira, cidade de origem romana e uma grande riqueza monumental e artística. Desde os portais da Praça da República, por uma pequena descida, chega-se ao Castelo, desde onde podem-se avistar as 37 igrejas da cidade, entre elas a de Santa Maria do Castelo. Mas a zona mais atrativa de Tavira é a margem do rio Gilao, na qual estendem-se jardins cheios de cafés, até chegar ao mercado do porto. Toda a zona é um agradável passeio, e está cheia de restaurantes e pitorescos bares de pescadores nos que podem-se degustar excelentes menus nos que quase sempre tem um grande filete de atum, cuja pesca segue sendo o principal suporte econômico dos farenses.

Tavira conta também com uma maravilhosa ilha, a Ilha de Tavira, a qual se chega em Ferry, e que na beira que da ao atlântico oferece longuíssimas praias de dunas salpicadas com bares e restaurantes nos que se pode degustar a pesca do dia

Seguindo para a fronteira com Espanha a próxima cidade é Cacela Velha, que tem-se mantido ao margem do turismo de camping que invade as localidades circundantes. Situada num promontóriopor encima do mar e rodeada de oliveiras, possui uma magnífica praia e uma barra de areia enfrente, à que pode-se passar pedindo aos pescadores da zona, que seguramente proporcionaram o serviço numa de suas barcas.

Já na fronteira fluvial do Guadiana, Vila Real de Santo Antônio é uma animada cidade na qual se mezclam turistas portugueses e os recém chegados de Andaluzia. O ambiente é magnífico em seus bares e restaurantes, e são freqüentes as corridas de touros, concertos de rock e quermece de bairro. A cidade antiga foi arrasada por um maremoto no século XVII, e em 1774 foi reconstruída pelo Marquês de Pombal, que desenhou para ela o mesmo traçado quadriculado que já tinha provado na Baixa de Lisboa.

Depois de muitos anos de espera em Vila Real e na vizinha Ayamonte, no verão de 1991 se abriu a ponte que une as duas localidades e os dois países. A estrada que parte de Ayamonte chega a Huelva e se prolonga até Sevilha. Todavia é possível cruzar a fronteira no transportador que o fazia antigamente num agradável passeio de 50 minutos através do rio.

Uns 5 quilômetros ao norte de Vila Real encontra-se Castro Marim, uma pequena cidade rodeada de uma reserva natural na qual ainda pode-se encontrar o quase desaparecido camaleão mediterrâneo, muito belo e inofensivo.

O ALGARVE OCIDENTAL

A primeira praia ao oeste de Faro é Quinta do Lago, que junto a de Vale do Lobo são luxuosos encaves cheios de urbanizações de alto standing, com as mais completas instalações esportivas e suntuosos hotéis. A zona está cheia de complexos de pistas de tênis e magníficos campos de golfe que fazem as delicias dos amantes deste esporte.

A continuação encontra-se Quarteira, que é relativamente tranqüila e com uma bonita praia. Junto a ela encontra-se Vilamoura que, em torno a um sensacional porto esportivo ao que chegam embarcações procedentes de todo o mundo, é a localidade mais em auge de todo o Algarve. o atrativo, além do porto, é a maravilhosa praia que possui. Vilamoura está cheia de hotéis de luxo e alojamentos para pessoas que tenha dinheiro, mas inclusive em temporada alta é possível encontrar pensões e habitações em casas particulares a preços muito razoáveis.

A 11 quilômetros de Quarteira, desta vez para o interior encontra-se Loulé, que combina seu passado árabe e romano em torno às muralhas do castelo. O Museu Municipal mostra restos deste passado e do artesanato do lugar. Todavia podem-se contemplar como os artesões locais fazem os encaixes, uma das jóias da industria local. É muito agradável passar pelas suas estreitas ruas empedradas e perder-se no bulício do mercado que celebra-se todos os sábados, de momento ignorado pelos turistas que se acercam por aqui.

Para os amantes da parapsicologia, a estrada N270 de Poço de Boliqueime a Loulé oferece a possibilidade de experimentar como os carros numa descida freiam e chegam inclusive a retroceder contra a pendente. Não tem-se encontrado uma explicação lógica ao fenômeno, embora exista várias teorias. É toda uma experiência sentir a força que empurra o carro e imaginar de que se trata.

Seguindo pela costa para o oeste, Albufeira têm magníficas praias em forma de 12 calas, com precipícioas e caprichosas formações rochosas e cavernas dando-lhes um particularíssimo aspecto a toda esta faixa costeira. A cidade em si é graciosa acolhedora, com certas reminiscências árabes e muitos comércios pequenos nos que se pode adquirir os mais variados objetos.

Nos arredores de Albufeira existem magníficas praias que pouco a pouco se vão transformando em impressionantes e modernas urbanizações, como as de São Rafael, Castelo e Galé, situadas ao oeste e para o interior de Albufeira. Para os que buscam tranqüilidade, a zona de Vale de Parra é um remanso de paz a 1.5 quilômetros de Galé, que se pode dar um cômodo passeio de 15 minutos.

Ao oeste de Albufeira encontram-se as melhores opções para os amantes das boas praias: Praia da Oura e Olhos de Água não estão muito urbanizadas e compõem-se de um espetacular precipício de cor acre que delimitam pequenas calas, que se pode encontrar um ambiente diferente em cada uma.

A uns 10 quilômetros a leste de Albufeira, a paisagem se modifica radicalmente, com um

Penhasco avermelhado que protegem uma enorme extensão de areia nas que se assentam a Praia da Falésia e Aldeia das Açoteias.

Seguindo pela autopista N125 para o oeste do Algarve surge Porches, onde se produz as cerâmicas mais famosas do sul de Portugal. Um pouco mais adiante é possível desfrutar do famoso vinho de Lagoa. Seguindo a rota, e sem desviar-se muito da estrada, chega-se a Almação de Pera, que se presume de ter a maior praia do Algarve, e a Praia de Marinha, mais tranqüila e com águas permanentemente temperadas em comparação com as praias circundantes (o viajante deve lembrar que conforme se acerca ao mar aberto, quer dizer, para o oeste, as águas se voltam mais frias).

Mais adiante, Carvoeiro esconde suas formosas praias entre despenhadeiros de cor avermelhada. A um quilometro desta localidade podem-se contemplar as impressionantes formações rochosas de Algar Seco. Muito cerca, Estombar é uma pitoresca cidade que se estende sobre a empinada ladeira de um monte numa estreita rua fazendo muito grato o passeio por elas.

Na desembocadura do rio Arade, Portimão se apresenta como importante porto pesqueiro e uma das maiores populações do Algarve. A cidade antiga ficou destruída pelo tremor de 1755, mas a ribeira do rio e o porto pesqueiro, cheios de cafés e restaurantes são um excelente lugares para degustar as capturas do dia, especialmente as sardinhas fritas. Tampouco pode-se perder o grande mercado que se organiza todas segunda-feira.

Um quilometro ao sul de Portimão encontra-se a Praia da Rocha, um dos primeiros encaves turísticos do Algarve. Possui uma magnífica praia marcada por magníficos precipícios um antigo forte. Cruzando o estuário do Arade, justo enfrente de Portimão, Ferragudo é um lugar muito mais tranqüilo, com uma bonita e concorrida praia. No alto do monte onde encontra-se a cidade se vê dois fortes gêmeos na Praia da Rocha, e desde o que se contempla uma magnífica panorâmica da praia.

Seguindo pela estrada que leva a Lagos, Alvor, com suas casas brancas de cal e suas bonitas vistas do estuário bem vale uma parada em algum dos excelentes restaurantes que avista a praia.

Para o interior, Silves é uma cidade cheia de história e rodeada por um imponente anel de muralhas de cor avermelhado. Desde estas, de origem muçulmana, se apreciam preciosas vistas da cidade. vale a pena visitar-se a catedral, que embora maltratada pelos tremores conserva suas dois largas torres góticas, que lhes dão um certo aspecto de construção militar. grande parte da história de Silves está refletida no Museu de Arqueologia. O resto do tempo em Silves pode-se dedicar a passear pelas suas ruas e, por que no, a tomar um aperitivo nos cafés do mercado e desfrutar com o rebulício que se forma nele.

Mais para o interior, a Serra de Monchique representa o contraste oportuno às magníficas praias, e oferece a possibilidade de realizar magníficas caminhadas entre os frondosos bosques de alcornoques, castanhas, laranjas e limoeiros. Em meio da serra, Caldas de Monchique é um magnífico balneário desde tempos muito antigos. Desde os reis de Portugal à burguesia espanhola têm-se sentido atraídos pela paz que se respira no lugar e pelo maravilhoso paisagem em que encontra-se. Todavia ficam grande quantidade de edifícios do século passado como lembrança do esplendor passado.

A cidade de Monchique é um ativíssimo centro comercial que todos os meses organiza uma grande feria de agricultura na qual têm renome os jamões defumados e os móveis. Entre os seus monumentos destacam a Igreja Matriz e o mosteiro dos franciscanos de Nossa Senhora do Desterro. Para o oeste, Foia se destaca no mais alto da serra, a uns 900 metros sobre o nível do mar. A maravilha desta cidade é a visão panorâmica de grande parte do Algarve que pode-se apreciar nos dias claros. Outros lugares que o excursionista deverá apreciar são as magníficas paisagens de Marmelete e Santa clara.

Retomando o caminho costeiro, a seguinte parada obrigatória é Lagos, importante cidade histórica, porto, centro comercial e turístico rodeado de muralhas. Abundam em Lagos tanto as lembranças do passado como as extraordinárias praias. Da época do apogeu do comércio com África, Lagos conserva - sem orgulho, isto sim- as ruínas do primeiro mercado de escravos da Europa. Dos devastadores efeitos do tremor de 1755 têm sobrevivido a Igreja de Santo Antônio e o Forte Ponta de Bandeira, construído nos. XVII para proteger a entrada do porto. A ele pertencem também as muralhas que circundam a cidade. Muitos restos das épocas passadas podem-se contemplar no Museu Municipal, assim como raras coleções que vão desde os mosaicos romanos aos fetos de animais amorfos.

Ao sul de Lagos encontram-se as magníficas praias, que consistem numa prolongada sucessão de pequenas enseadas contornadas de precipícios que o tempo têm esculpido com caprichosas formas. Quase todas estas enseadas estão o suficientemente perto da cidade como para aceder a elas caminhando. Destacam Praia do Pinhão e Praia de Dona Ana, que conta com um pitoresco restaurante construído na roca. Mais adiante encontram-se Praia do Camilo e Ponta da Piedade. A leste dos Lagos, Meia Praia consiste numa faixa de areia de 4 quilômetros de comprimento que se estende até a desembocadura dos rios Odiaxere e Arao.

Indo para o extremo ocidental do Algarve, Sagres, o viajante segue encontrando povoados de grande atrativo que ainda conservam o sabor dos povoados pesqueiros e que paulatinamente começam a oferecer mais serviços para o turista. Entre estas estão Burgau, Luz e Salema. Muito mais virgens são as praias dos povoados de Figueira, Raposeira, Praia do Zavial e Praia da Ingrina.

Sagres

Sagres possui sem dúvida atrativos - se um se fixa no mapa- de fazer sentir ao viajante que, tal e como pensavam na Idade Media, um encontra-se num dos confins do mundo. Aqui estabeleceu Enrique o Navegante a prestigiosa escola de navegação da qual sairia, entre outros, Magallanes, Pedro Álvares Cabral e Vasco de Gama. Da praia situada entre o Cabo de Sagres e o de São Vicente partiram a maioria dos viagens descobridores que fizeram grande a Portugal. Também aqui o tremor de 1755 causou estragos, e o único que ficou em pé da época de esplendor marinheiro é a fortaleza de Enrique o Navegante, da qual se conserva a zona norte do amuralhado, que da uma boa idéia do aspecto impressionante que alguma vez teve. Com todo, o grande atrativo de Sagres é a variada oferta de praias, com o denominador comum de sua tranqüilidade e de ser um dos melhores lugares da Europa para praticar o windsurfing. A maioria das praias pode-se ir andando desde o povoado. Destacam Praia da Mareta, Praia da Baleeira, Praia do Martinhal e Praia de Belixe. Na hora de decidir visitar estas praias deve-se lembrar que sua situação geográfica própria a baixa temperatura das águas assim como poderosas e perigosas correntes.

O mistico Cabo de São Vicente, o autentico fim do mundo para os romanos, oferece umas indescritíveis postas de sol, embora algumas vezes ventosas. O passado histórico foi borrado pelo tremor, e atualmente só ficou o faro e as ruínas de um mosteiro capuchinho do século XV.

A causa da temperatura da água e das fortes correntes e ventos, o litoral ocidental do Algarve, o que se estende de sul a norte, apenas está explorado turisticamente. Para quem sobrepoõe às circunstancias climatológicas estão as praias de Vila do Bispo, Carrapateira, Aljezur e Odeceixe.

O ALENTEJO

Se estende para o sul do Tejo até o Algarve. É uma região de vastos campos de trigo, oliveiras e vinhedos que apresentam mais influência romana. Nela encontramos centros históricos famosos pelos seus castelos, como Marvão e Monsaraz. A sua vez, Évora e Beja são cidades nas que a História têm deixado pegadas únicas e monumentais. A região está dividida em dos províncias: o Alto (Norte) e Baixo (Sul) Alentejo.

ÉVORA E O ALTO ALENTEJO
Évora

Évora é o mais importante centro cultural romano, e está declarado patrimônio Mundial pela UNESCO. Possui numerosos monumentos, entre os que figuram um templo romano, um bairro moro e um grandioso conjunto de palácios e mansões do século XVI, além de um cinturão de medalhas medievais, todos eles num invejável estado de conservação. A cidade ainda têm um ar pitoresco e agrícola, o que unido ao bem localizada que encontra-se, especialmente com Lisboa, fazendo dela um destino ideal para um turismo mais repousado que o que acha-se podido fazer pelo Algarve.

O Templo Romano de Évora, situado no centro da parte antiga, data do século II d.C., e é o melhor conservado de Portugal. Enfrente se encontra, convertido hoje em parador nacional, o estupendo Convento dos Lóios, do século XVI. É uma das melhores mostras existentes do chamado arte luso-mudéjar da época. A sua esquerda encontra-se a igreja conventual, a preciosa São João Evangelista.

A Catedral de Évora (Sé) é uma curiosa mistura de artes românico e gótico, e foi construída no século XII, justo quando a cidade foi conquistada aos árabes. De lado encontra-se o Museu Municipal, que conta com importantes coleções de pintura portuguesa. Para o norte está a Antiga Universidade, uma das zonas mais animadas da cidade. Outros monumentos que valem uma visita são a Ermida de São Brás, a Igreja da Graça, e a inacreditável Capela dos Ossos, da Igreja de São Francisco, com seus pilares e paredes recobertos dos ossos de mais de 500 monges que viveram aqui. Menos macabros, por suposto, são o Palácio de Dom Manuel e o Museu do Artesanato Regional.

Para o sul, Monsaraz é um povo amuralhado situado a uma enorme altitude, o que permite avistar a paisagem das Planíciesem todo seu esplendor. Pode-se ver inclusive o rio Guadiana em sua fronteira com Espanha. Seu monumento mais destacado é a Torre de Menagem, que faz parte de uma cadeia de fortalezas que se estendia pelo sul até Mourão. Em Monsaraz pode-se gigantescos monumentos, um é o de Outeiro e o outro o de Bulhoa.

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