Criatividade e talento ainda são ferramentas básicas para quem deseja se aventurar no mundo da pintura, da escultura, do desenho, da gravura em metal, da xilogravura e de tantas outras técnicas que compõem o universo das Artes Plásticas. Mas, que ninguém se engane: mesmo os artistas mais geniais precisam muito mais do que inspiração para se projetar e sobreviver. Marcos Moraes, coordenador do curso de Artes Plásticas da FAAP, em São Paulo, justifica a opção por um curso de graduação em uma atividade tão intuitiva: “Só os gênios podem se dar ao luxo de desdenhar o ensino formal. Quem faz a graduação torna o caminho profissional menos árduo.”
Leva vantagem quem alia prática e esforço, domina várias linguagens artísticas e diversifica seu trabalho. E essa diversidade inclui até as ciências mais exatas, como a informática. Saber tirar partido das novidades tecnológicas e aplicá-las ao dia-a-dia pode abrir novas perspectivas para o artista plástico. O inglês David Hockney, um dos artistas vivos mais importantes da atualidade, recorreu ao computador e a fotocopiadoras para criar uma obra original, com imagens inspiradas no cubismo de Picasso e que lembram intrincados quebra-cabeças.
A faculdade oferece dois tipos de formação. Uma delas é o bacharelado, do qual saem profissionais preparados para desenvolver uma produção artística própria. Esses artistas expõem e vendem suas obras em galerias, mostras coletivas ou individuais. O mercado editorial tem sido um bom campo para os artistas. Fazer ilustrações para anúncios publicitários, revistas, jornais ou mesmo para a TV (animação por computação gráfica) tem garantido a renda mensal de muitos profissionais.
A outra opção de formação é a Licenciatura em Educação Artística, que prepara professores para os ensinos fundamental e médio. Esses professores podem, ainda, trabalhar com monitoria em museus em centros culturais.
No curso, as disciplinas tradicionais são desenho, pintura, fotografia, análise de materiais, perspectiva e história da arte. Em várias faculdades existem laboratórios de atividades práticas como cerâmica, modelagem, pintura, serigrafia, escultura, aquarela, gravura em metal e vídeo.
Como a profissão não é regulamentada, a categoria ainda não conquistou um piso salarial. Os professores ficam sujeitos aos valores estabelecidos para o magistério.
Duração média do curso: quatro anos
O artista plástico cria desenhos, pinturas, gravuras, colagens e esculturas, lidando com papel, tinta, gesso, argila, madeira e metais ou programas de computador. Ele expõe seus trabalhos em galerias, museus ou lugares públicos, ilustra livros e periódicos e pode dar aulas. Por meio de técnicas de animação, editoração eletrônica e digital, faz vinhetas para a TV e páginas na internet. Também gerencia acervos e mostras em centros culturais e fundações.
Iniciativa, criatividade, persistência, flexibilidade, curiosidade, sensibilidade, imaginação, habilidade manual, gosto pelo trabalho com materiais.
Fonte: www1.uol.com.br